Eu e Depois Eu

Traduzido por Anhangá. Nos foi enviado ao email.

Relato de um individualista em guerra contra a civilização. Nele se fala de coletivismo, drogas, Terrorismo e Natureza Selvagem. Assinado por alguém das “Individualidades Antissociais Pela Queda da Civilização”.

Adiante com a crítica e prática Eco-extremista!

Contra o progresso humano e seus valores!

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Afastei-me do rebanho, escapei de falsas amizades, de relações hipócritas de companheirismo. Cansei-me das reuniões de convivência do modo correto e normal que impõe a civilização, convivências baseadas no consumo de álcool, drogas, conversas decadentes e repetitivas, apenas para quê? Simples… Para continuar com uma relação vazia. Como individualista com tendências eco-extremistas declaro-me inimigo de qualquer droga (legal ou ilegal) que domestique meus instintos selvagens e violentos. Devo estar atento e preparado para qualquer coisa, a vida é caótica e uma vida imersa no ataque a esta civilização tecno-industrial é ainda mais caótica.

Lanço-me a uma guerra contra o meu eu, o eu de alguns anos atrás, aquele que ainda acreditava na farsa da esperança revolucionária, que depositava seu esforço físico e psicológico no despertar do povo, cansei-me de esperar a revolução, abandonei esta ideia que agora me causa náuseas. As palavras revolucionárias apenas servem para encher a boca de esquerdistas ou de algum outro anarquista faminto de atenção. Quando falo de revolução não apenas me refiro a proposta por comunistas ou anarquistas que buscam a expropriação das fábricas, das coletividades, o assembleísmo etc., também refiro-me a ideia ilusória do primitivismo. Neste ponto da história isso é apenas um sonho, algo tão utópico. Estamos em uma civilização dependente das tecnologias até mesmo para a mínima ação onde os instintos selvagens desapareceram quase por completo. Para esta civilização alheia a natureza é impossível obter esta regressão às mais primitivas formas de vida. Quando as novas tendências são o altruísmo, o apoio mútuo, o humanismo, eu cada vez me afasto do humano. Seu altruísmo hipócrita que apenas se baseia em buscar a aceitação da sociedade na qual vive “o altruísta” ou na forma mais repugnante; o altruísmo por troca de “likes”, são o pão de cada dia neste terreno. O domínio total triunfou, adolescentes destruindo seus corpos a cada dia com dezenas de vícios, com aspirações tão decadentes como ter o melhor celular, o melhor carro, o par com o melhor físico. Este é o grande progresso humano?

Amargurado? Pessimista? Sim! Impossível ser feliz neste mundo cinzento que asfixia, que mata desenfreadamente a Natureza Selvagem. “Que siga o extermínio do natural!”, gritam ferozmente os hiper-civilizados agitando a bandeira do progresso com cada uma de suas nefastas ações.

Eu e depois eu!, grito tentando acabar com minha domesticação rompendo laços de relacionamentos inúteis, lançando-me a uma guerra contra a civilização e seus escravos, contra seu coletivismo, seu altruísmo e humanismo. Morte às relações baseadas na hipocrisia, vida longa para as afinidades sinceras. Meus afins que acompanham-me nesta guerra já perdida sabem; para mim sempre será eu antes deles, e vice-versa: seus eus antes do meu eu. Assim continuaremos porque somos indivíduos amorais e egoístas.

Opinião breve de Individualidades Antissociais Pela Queda da Civilização:

Nos enteramos que na madrugada de quarta-feira, 10 de agosto, algum grupo ou indivíduo colocou um artefato incendiário na sede do Partido Revolucionário Institucional (PRI) localizado em Torreón, Coahuila. Para ser honesto, ficamos surpresos com o dito ato, já que esta cidade é um ninho de hiper-civilizados e fábrica de dominação e artificialidade, onde não são comuns os atentados desta índole.

Também na mesma quarta-feira um guarda de um carro-forte foi assassinato a tiros após uma assalto. Esse ato foi realizado pela delinquêncoa comum e de igual maneira incentivamos esses tipos de atos terroristas que implantam o pânico e a tensão na sociedade. Um ser que se preocupa mais com o dinheiro (em muitos casos, alheio) que sua própria vida, apenas merece morrer.

Pela defesa extrema da Natureza Selvagem!

Adiante pessimistas e niilistas terroristas, eco-extremistas e anarquistas anti-civilização!

Pelo ataque indiscriminado e seletivo!

Manter viva a crítica e a ação contra a civilização tecno-industrial!

Com a Natureza do nosso lado!

-Algum individualista –

-Individualidades Antissociais Pela Queda da Civilização-

Torreón, verão de 2016

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