[PORTO ALEGRE – BRASIL] Portas da paróquia São Pedro queimadas no bairro Floresta

Nos enviaram ao email.

Comunicado aparecido em alguns blogs eco-anarquistas. Saudamos o ato da queima de igrejas (qualquer que seja), enaltecemos a memória de nossos ancestrais que igualmente incendiaram igrejas e mataram a seus representantes e congregadores.

Fogo e balas contra os religiosos!

À 500 anos da invasão ocidental, seguimos com a GUERRA!
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A terra costuma, de tempos em tempos, fazer rebrotar rebeldemente aquilo que se pensava extinto.

São brotos de raízes rebeldes e sementes que se espalham com o vento.

Aqui, esta terra já cansada, conheceu o projeto da civilização ocidental a poucos 500 e tantos anos e, desde então as empreiteiras do domínio tem drenado toda a vida disponível para executar seus desejos.

Para cada navio de expedição e conquista, chegavam com eles os objetos de adoração, a mística que, ao serviço do poder, pretendia dominar mentes, corpos e espíritos.

Em cada novo povoado o projeto civilizatório tentou se impor: a igreja no centro, omnipresente, um mercado, um governo, uma cadeia… Missa, sermão, leis e castigos. A tarefa educativa da igreja soube muito bem vigiar e punir. O espancamento em praça pública e as execuções eram espetáculos que afirmavam a norma: “faz o que digo ou te arrebento”.

Seu projeto se implantou com mentiras, fogo e bala. Falar a língua, escutar as vozes, se tornou proibido E à aquelxs que se resistiam, arrancavam-lhes língua e orelhas Acaso queriam que não ouvíssemos as vozes do mundo que nos rodeava? Essas vozes nem sempre humanas…

O motor da civilização é a violência, o terror e a obrigação que busca o benefício de alguns provocando o sofrimento do resto. O olho conquistador, opressor, hoje burguês, transforma tudo o que vê em objeto de desejo, de possessão e benefício, assegurando para si o privilegio e a dominação.

O mundo inteiro se consome no interesse das elites. Se produz, se consome, se morre, sem ser donos das vontades e destinos. O carrasco, fala em moral e bem-estar. Educa no “bom viver” e oferece a salvação. Com sua boca nojenta devora tudo o que pode, e assim devora, as vidas. Fala de paz. Fabrica armas. Fala em bem-estar. Envenena com seus negócios. Fala em liberdade e impõe a escravidão da obediência.

Porém o sangue dxs guerreirxs correu em rios e córregos e alimentou a terra calada. E em cada pedra, cada rio, cada árvore está escrito o inominável…

Hoje, festejamos pelos nossxs mortxs, festejamos com nossxs antepassadxs. Suas vidas nos acompanham, seus passos são os nossos. Festejamos suas vidas combativas e rebeldes, as pontas de lanças que perfuraram os olhos dos conquistadores portugueses, franceses, ingleses e espanhóis, civilizadxs. Celebramos suas rebeldias contra a inquisição, as insurreições contra os inmigxs civilizadorxs. Sua vingança é a nossa. Festejamos sua memória através das chamas que provocamos nas portas duma igreja. A mesma Igreja civilizadora de faz 500 anos, símbolo da moral civilizatória e cidadã …porque sabemos que o deus que criaram é um ditador eterno…

Guerra contra a civilização e seu Estado…

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