(Roma Infernetto – “Mundo Merda”) – Profanação e Devoração

Recebemos via email de “Espectro” a tradução do texto “Profanazione e Divorazione” escrito por um membro da feroz Seita do Niilístico Momento Mori.

Pelo terrorismo indiscriminado e seletivo!

Morte à sociedade tecno-moral e à moral do ataque!
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Fragmento niilista que dedico a um “defunto” inimigo meu.

Por mim.

Ajoelhe-se diante de mim.

Tu te estiras e te alargas em uma posição raquítica.

Cuspo sangue negro, bílis da efusão.

Cuspo meu líquido venenoso contra meu inimigo.

Estás preso.

Capturado vivo, respira morto.

Morto estavas antes, com sua vida inútil, na necessidade de Minha paixão.

Aprisionado por uma armadilha que entreguei a ele.

Como uma aranha que tece sua teia para capturar a sua presa.

A fria nacessidade estratégica e a ardente Paixão para avançar neste “mundo morto”.

União de elementos, partículas venenosas de Egolatria, que se juntam e se chocam entre si, formando-se e destruindo-se.

O Criminoso Niilista é um animal feroz em uma sombria metrópoli.

Empobrecida carne viva e apodrecido interior.

Ele recebe horror pela humanidade decadente e sente Terror.

Está de frente e de joelhos: aflito desde o nascimento de seu atributo de limitação à sociedade honesta e correta.

Estavas equivocado.

O que pensava, que pensavas, viu-o como um absoluto no absoluto de tua condição.

Estás confundido, o que pensava, o pensavas, falsificaste tua vida e tua vitória de maneira geométricamente perfeita.

Precipitado em minha cova clandestina:

Agora és um morto errante.

Queria, já sabes, não duvidar… de ti mesmo.

Pensar e sentir, cheirar como um animal selvagem, em meio a espelhos simulados do ser humano mortal.

Não espelho nem reflito o sentido dado às coisas, mas romperei e esmagarei a certeza absoluta.

Me afundo com o veneno abismal, na profundidade solipsista de Meu inferno exclusivo.

Abro o abismo, hermético e infinito, e vejo uma parte superior, vertigem que suga aspectos infinistesimais da vida e da morte, o desejo do sentido morre a partir de uma esplêndida vida linear.

Não há um bocejo “comum”, aqui, em Minha cova clandestina, está o desejo de aniquilar a vida que capturei.

Cérbero está a meu lado.

O cachorro infernal de três cabeças.

Uma invocação caótica a suas bocas infernais.

Elementos unindo-se e encontrando-se, se liquifazem e misturam-se com a forma da sombra maléfica que persegue a meu corpo.

Tenebrosidade da noite que obscurece o conhecimento do raio limpo da paz.

É uma oração esquizofrênica, e uma petição de prazer e dor, sublime agonia pela morte de meu Objetivo Egóico.

“O cão do inferno expulsa seu esperma venenoso sobre meu inimigo, desejo o mal que aniquila a moral, teu julgamento para um ser humano infeliz que Agora está de frente para mim”.

Profanação de um corpo.

Devorando seu “sopro de vida”.

Um membro da Seita do Niilístico Momento Mori

Roma Infernetto – “Mundo Merda”

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