Tocaia

Selvagem e mafioso poema “Tocaia” escrito por Urucun.

Tocaia

De Tocaia, silenciosos como a Lambú por entre os galhos;

De Tocaia, observadores como o Jacurutu estático;

De Tocaia, caçadores como a Sussuarana pronta para o ataque;

De Tocaia, contundentes como a Sucuri finalizando o abate;

De Tocaia, pacientes desde o alto como o Carcará;

De Tocaia, distantes como o Gavião-Pombo pairando no ar;

De Tocaia, escondidos em grutas como os Morcegos;

De Tocaia, vagantes das Chapadas como os Cervos;

De Tocaia, farejando a presa como o Teiú pela vegetação rasteira;

De Tocaia, subestimados, mas homicidas como o Tamanduá-Bandeira;

De Tocaia, entocados por aí como o Tatu em seu abrigo;

De Tocaia, agouros do Terror como o chocalho da Cascavél anunciando o perigo;

De Tocaia, inesperados como a Jararaca atacando;

De Tocaia, estratégicos como a Jaguatirica se rastejando;

De Tocaia, atentos como a Pega de olho na ameaça;

De Tocaia, sempre despertos como a Paca;

De Tocaia, ariscos como a Raposa em sua trajetória;

De Tocaia, desde o Nada e Fatal como o ataque do Caipora;

De Tocaia, vigiando a tudo como o Tetéu;

De Tocaia, analisando a podridão como o Urubu desde os céus,

De Tocaia, preparados sempre como a Aranha-Armadeira;

De Tocaia, guerreando mortalmente como as Abelhas;

De Tocaia, destrutivos como uma manada de Catitu passando;

De Tocaia, ágeis como a Cutia se deslocando;

De Tocaia, cuidadosos como a Lebre por entre os campos;

De Tocaia, sedentos por sangue como a Piranha em um ataque relâmpago;

De Tocaia, caminhantes como o Aguaraçu mata à dentro;

De Tocaia, florescendo no submundo como sementes levadas ao Vento;

De Tocaia, ferozes como o Jaguar abocanhando o pescoço;

De Tocaia, ameaça noturna e implacável como o Lobo;

De Tocaia, assassinos como o Jacaré estraçalhando a carne;

De Tocaia, invisíveis como o Urutau por entre as árvores;

De Tocaia, certeiros como a Surucucu cravando suas presas;

De Tocaia, rasgando o humano como um Tubarão desde as profundezas;

De Tocaia, migratórios como a Andorinha em sua viagem;

De Tocaia, Indiscriminados como a Natureza Selvagem!

-Urucun

[BRASIL] Comunicado 55 de ITS: Abandono Indiscriminado de Pacote-Incendiário — Sociedade Secreta Silvestre

Comunicado 55 de ITS, desta vez do grupo Sociedade Secreta Silvestre. O bando reivindica o abandono indiscriminado de um pacote-incendiário no DF e demonstra que segue ativo, perigoso e conspirando, pese as investigações da Operação Érebo que também os colocou na mira. A horda de individualistas zomba das investigações e promete mais atentados indiscriminados agora com sua volta.

Longa vida à Máfia de selvagens individualistas terroristas destas terras!

Adiante com os ataques extremistas contra a civilização e o humano moderno!

_________________________________________________________________________

“Inundándome en mares de misantropía, como el ahogo que se siente al ver autos en la avenida, mi respiración tambiém se verá detenida, por el deseo de esta especie ver el fin de sus días”

O terror regressa uma vez mais na antiga Pindorama. Exato, estamos de volta. Na Érebo*, de nada servira colocar os seus cães farejadores em nossa busca, dissipamos como a névoa diante de seus olhos e deixamos que o vento carregara. Levaram a cabo esforços investigativos inúteis tal como as suas técnicas de contrainteligência e, claro, as suas falhas tentativas de busca, estávamos em tocaia no mais profundo da escuridão, seguindo os seus passos, e não o contrário.

Como ariscos animais que somos, por acaso pensaram que seria fácil? Definitivamente sim. Porque as suas mentes estão concentradas no terrorismo clássico e nas suas motivações. O eco-extremismo nunca se deteve por aqui, seguia nas sombras observando a todo o enojado progresso civilizado e a destruição da Terra, submergido nos mares do ódio misantropo e jurando pelo Selvagem uma grande vingança. Resgatando a sabedoria dos antigos, fomos pacientes em aguardo ao momento apropriado do retorno. Distantes da cacofonia civilizada nós conversamos com a Lua durante muitas destas noites, quietamente meditando sobre os sons que emitiam o Inumano. Observando as estrelas, pedíamos a Ela com o seu encanto para que junto a todo o Indômito estivera a nosso lado no que estaria por vir. De tal modo se fez e assim permanecerão, disto nós temos a completa certeza. O momento chegou, nós regressamos.

Um ano de parcial silêncio se passara por estas terras, mas houvera muitos estrondos para além delas. É claro, o eco chegou até o nosso bando e com grande gozo saudamos egoisticamente a cada ato de terror contra o humano moderno e o seu progresso. No Sul, no Norte e, mais recentemente, na Europa. Explosões, atentados incendiários, investidas frontais, ataques armados, muito sangue, quase uma dezena de mortos, carne queimada, feridas abertas e terror, muito terror. Estamos a nos alastrar como ervas daninhas por este mundo acinzentado, a pisotear insensatas utopias defuntas e a miséria do humanismo. Pelos antigos, por nós mesmos e pelo Selvagem.

Recordem-se de que o silêncio é a antecedência do terremoto, catastrófico e repentino. Rompemos a quietação, o epicentro é o coração da sociedade tecno-industrial e os seus valores, o alvo é a civilização em si. O atacaremos indiscriminadamente de forma amoral. Suas estruturas, qualquer habitante. Construtores deste mundo ou meros viventes, não há inocentes. Devastando como um tornado.

Para o ser humano civilizado e moderno não há saídas a não ser a sua própria extinção. É ele uma total falha no fenômeno da existência, jamais se curvará perante a imensidão e força da Natureza Selvagem, de toda a sua beleza, resplendor, sabedoria e riqueza. Estará sempre a tentar manipular e dominar o Desconhecido, nominar o Inominável e desafiar a sua fúria, ousará meter as suas mãos imundas em tudo o que é belo e vivo para arrancar as entranhas da Terra e impor o seu mundo gris, estrépido e saturado de fumaça. Jamais será capaz de compreender a formosura das constelações, o sabor das águas minerais, a serenidade das matas, a quietude das noites, o mistério do que é desconhecido, o canto animalesco do fundo das florestas, o ronco dos ventos, o percurso dos rios, a cólera das tempestades, a infinidade dos céus… jamais. Enquanto pisar nos solos deste mundo eternamente constrangerá os Espíritos da Terra, acimentando tudo o que é vital até que não reste nada além de suas metrópoles doentes e secas. É contra esta aberração que nós atentamos misantropicamente. Diferente de alguns idiotas por aí, somos os reais traidores da espécie.

Agora a ir diretamente ao que mais interessa, reivindicamos o abandono indiscriminado de um paquete incendiário (mais especificamente, uma caixa de presentes) em Brasília, no último Sábado 05, num ponto de ônibus em frente a um Batalhão da Polícia Militar. O artefato elaborado para ser ativado por um “fio de nylon armadilha” foi dedicado a qualquer cidadão transeunte e à sua cidadania. Em seu interior havia uma botelha com 700 ml de um líquido altamente inflamável. Até o momento não tivemos notícias do artefato elaborado por nós mesmos e que dificilmente falharia após vários ensaios exitosos. Noticiado ou encoberto, fomos nós que despreocupadamente o abandonamos. Mencionamos que igualmente Caçadores Noturnos, grupo aderente a Máfia Eco-extremista na Grécia, contaminamos este e outros artefatos com “rastros alheios” de pessoas quaisquer. Não nos interessa sob a quem recaia a culpa. Saibam que nos últimos ataques direcionamos os nossos artefatos explosivos improvisados e bombas incendiárias ao centro do Distrito Federal, só que agora será diferente, há uma lista imensa de alvos em diversas cidades que há alguns meses tem sido observados e que um a um serão atingidos (incluindo alvos humanos), a começar por este ataque agora executado. O explosivo de ontem foi apenas um “Olá, aqui novamente estamos.”, há outros mais à caminho.

Nós não tememos as suas investigações que até agora tem sido uma piada. Estamos cientes das possíveis consequências das nossas ações para nós mesmos, a morte nos abraça e a qualquer momento pode nos arrastar para o abismo que inevitavelmente nos espera. Nos esquivamos das jaulas, erraram a mira ao disparar-nos. A personificação da escuridão e das trevas não nos afugenta, porque ali mesmo nós habitamos**. De qualquer modo, nada nos intimida. Nossa guerra segue em qualquer lugar e a qualquer preço, a vingança está a ser e permanecerá terrível.

Pois bem, no meio deste grande cosmos talvez sejamos apenas espíritos animistas em busca de vingança seguindo o que os Antigos estão a sussurrar em nossos ouvidos.

Que a Fúria de Anhangá recaia sobre vós, porque a nossa é certeza.

Pela dispersão caótica do terrorismo misantropo!

Saiam a atacar, saiam a matar, saiam a delinquir!

Um caloroso abraço aos mafiosos e mafiosas do Sul, do Norte e Europa!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Brasil

-Sociedade Secreta Silvestre

Notas:

*A Operação Érebo é um grande operativo que a polícia investigativa civil e federal levou à luz no ano passado, mas que já estava em curso há algum tempo. Os alvos foram alguns agrupamentos de individualistas anarquistas, niilistas e ecologistas eco-extremistas e não extremistas. Apartados, misturaram tudo, fizeram uma enorme salada e deu nisso, a Érebo. Os investigadores dispararam para todas as partes, mas contra nós e nossos afins, que livres seguem e conspirando, erraram a mira.

**Insólita resposta ao nome da Operação. Na mitologia grega Érebo é a personificação das trevas e da escuridão.

 

 

[GRÉCIA] Comunicado 54 de ITS – Caçadores Noturnos

Foggy view of Broadback forest

A chuva de atentados neste aterrorizador mês de abril não para e desta vez os ferozes guerreiros cúmplices Caçadores Noturnos da Grécia reivindicam o abandono de um artefato explosivo na Escola de Engenharia Civil.

Pela dispersão do caos contra a civilização e o seu progresso!

Fogo e bombas contra as engrenagens civilizadas!

_________________________________________________________________________

Sem a necessidade de um longo e pomposo discurso nós reivindicamos a colocação de um artefato explosivo temporizado composto por um pequeno tubo de metal recheado de pólvora negra, duas latas de gás de 500 gramas e uma garrafa plástica contendo 2 litros de gasolina na Escola de Engenharia Civil nas primeiras horas do sábado do dia 7 de Abril. Desta vez o artefato foi descoberto pelo guarda caguete que avisou a polícia, sendo o dispositivo recolhido pelos oficiais e transportado aos laboratórios forenses para sua investigação*. Desconhecemos se o artefato foi desativado ou não explodiu por alguma falha no mecanismo.

É realmente necessário explicar por que um grupo desta Tendência ataca a uma escola de engenharia ou qualquer outra universidade? Não há a necessidade de explicar os motivos que nos levaram a executar este ou qualquer outro atentado, quem já nos conhece não precisa de explicações, se concordam ou discordam de nós.

Para aqueles que não nos conhecem ainda, em nosso comunicado anterior deixamos claro muitas de nossas posições e quem realmente tiver interesse pode consultar qualquer um dos textos e comunicados publicados pelas distintas células de individualistas que formam ITS, assim como outros que sem ser parte de ITS são afins à tendência e contribuíram com palavras e ações.

O fato de que desta vez não tenha saído como esperávamos não significa nada, assumimos todas as eventualidades que possam ocorrer quando estas ações são executadas, incluindo esta e outras piores, e estamos preparados para afrontá-las. É verdade, obviamente, que gostaríamos que nosso artefato tivesse explodido, mas se alguém pensa que devido a isso nos passou a vontade de seguir colocando bombas, que nos damos por vencidos ou nos derrotaram, ESTÃO EQUIVOCADOS. Seguimos adiante, com passos pacientes e cautelosos, investigando novos métodos mais eficazes e mais destrutivos para semear o caos e o terror na sociedade. Podem ter certeza de que os atentados continuarão.

O feito, feito está.

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Atenas

Caçadores Noturnos **

*Como dissemos, já contávamos com a possibilidade de que isso acontecesse e somos conscientes de que o departamento antiterrorista e a polícia de investigação forense gosta de brincar de cientistas recolhendo DNA e outros vestígios das cenas dos atentados. Bem, saibam que todos os nossos artefatos foram construídos com a máxima precaução e além do mais foram “contaminados” de propósito com rastros alheios (como cabelo) recolhidos cuidadosamente de forma “aleatória”. Por exemplo, entre outras coisas, removemos os códigos de barras e os números de série dos botijões de gás para tornar impossível seu rastreio, e substituímos a fita adesiva por arame para fixar os componentes do artefato, já que sabemos que a fita adesiva fixa facilmente restos de DNA e outros rastros. Por outro lado, deixamos elementos sem limpar ou o contaminamos propositalmente como a caixa de papelão sobre a qual montanos o artefato, que foi pega “aleatoriamente” com cuidado para não deixar digitais nem ser gravados por nenhuma câmera de segurança ou visto por testemunhas de alguma das milhares de ruas da metrópoles de Atenas. Então busquem o quanto quiserem, não encontrarão nada.

** Escolhemos nosso nome como reconhecimento a um dos grupúsculos mais ativos da etapa de R.S., o Grupúsculo Caçador Noturno.

Notícia:

http://www.cnn.gr/news/ellada/story/124892/empristikos-mixanismos-entopistike-stin-polytexneioypoli-sto-goydi