Uma Aranha!….

Texto extraído da publicação Criminal y Salvaje. Tradução a cargo de Anhangá.

– Aaaaaah!… Uma aranha!…. Mate ela!…. Pise nela!…. Aaaaaah!…

– Nãaaaaao! Pare! Por que você quer me matar? O que eu te fiz? Por acaso eu te machuquei?…

– Não! Mas se eu te deixar viva, você pode me picar e me envenenar.

– Não! Eu não pico e não sou venenosa.

– Você é muito feia e horrorosa, me dá medo.

– Então só por causa da minha aparência você pensa em me matar? Todos os animais são diferentes, ou por acaso você nunca se viu em um espelho? Eu te dou medo hahahaha, mas o que eu posso te fazer? Muito pelo contrário, é você quem me dá mais medo já que você pode acabar com a minha vida tão facilmente, com um só dedo você pode me aniquilar.

– Bem, você tem razão! Eu não vou te matar, mas saia imediatamente daqui, fique longe da minha casa!

– Sua casa? Sua propriedade? O fato de que a sua espécie se sinta dona do planeta não significa de forma alguma que isso seja verdade, este planeta não é dos humanos, é de todos os seres que o habitam, da minha espécie e as outras existentes. Nós habitamos este espaço por milhões de anos, muito antes da sua civilização devastar o ecossistema que ocupava este lugar, antes que você construísse aqui a sua casa e se apropriasse desde local. Eu não sou nenhum intruso, mas você e a sua espécie são uma praga mortal que devasta, modifica e domestica tudo o que há no caminho. O modo de vida que desenvolveram é um terror para as demais espécies. Por que vocês não se dão conta de que o seu progresso está nos levando para a beira do abismo? Sua loucura técnica nos levará a domesticação ou a extinção total. Vocês acham que são os donos do universo, mas isso é mentira, são apenas uma espécie de animal a mais que habita este planeta. Sua espécie se acha tão perfeita, mas o seu estilo de vida moderno não indica isso, o seu constante controle demonstra decadência e demência. Voltem a ser o que eram, apenas uma espécie de animal selvagem a mais. Renunciem a toda esta loucura técnica de vocês, renunciem a seu antropocentrismo, renunciem a esta forma de vida que vocês se impõem, renunciem ao poder e a domesticação, deixem de controlar e deixa-me em paz.

De repente se escutou um pisão que encerrou a curta discussão, e seguiu sem razão alguma a moderna forma de viver do humano.

Revolução Feral.

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