Funeral Niilista – A Aniquilação da Vida

“O único Deus em que eu creio é uma pistola carregada, com um gatilho sensível.”Richard Kuklinski

O desejo, a elevação orgiástica da morte e do assassinato, o alvo a golpear, aniquilando o limite que “restringe” o modelo de identificação do fluxo da vida.

Golpear e aniquilar -para converter-se- em “seu próprio deus”, matando o círculo contínuo da vida que espera viver e prosperar, provar o cheiro do sangue que desce jorrando da ferida.

A experimentação que eleva um indivíduo, a ação que reside no meio da periferia da consciência onde “permanece” o traçado estático obstacularizando e aprisionando o palpito do gozo egoísta.

Gozo próprio, para ser possuído pelo tremor das extremidades, desconhecido fundo existencial, corpo e mente, diluindo o fragmento da radical destruição imoralista.

Ultrapassar o cumprimento total e imperfeito, a execução de um desejo de assassinar, para aniquilar a morte do pensamento, colapsando a libido e o inferno pessoal, saboreando e desfrutando uma vida que dá voltas, morrendo pela exaltação de um “Deus sem Deus”. Possuo, me movo, sinto, transmito e injeto a imagem que se converte diante de mim, mostrando e exibindo a partida total e verificada da vida vivida.

Domínio e controle de minhas emoções em um abismo escuro. Lúcido entro no caminho do “não escutar”. Impulso, com ritmo quebrado, explicação da ação, tremor espasmódico, à deriva em uma linha injetada de sangue do “próximo” perto da morte, que quer e deseja, superando o obstáculo de um rosto desenhado e desesperado.

Sentir a percepção da morte, tendo-a diante de si, desejando-a, sem esperança, seleção de um corpo prisioneiro.

O prazer, a paixão que divide e separa em um instante, golpe puro para a vida que cruza a margem do “viver”.

Eu sou o criminoso niilista que nega a humanidade obsoleta, transcendendo o homem moral-mortal, existência de uma idêntica e categórica delegação de representação em avaliações iguais.

Eu sou a má paixão que vive no abismo niilista, pela destruição que aniquila a multiplicidade proteiforme da igualdade.

Minhas faces que babam saliva-veneno abismal buscam um corpo quente no frio que rasga a exalação de uma respiração.

Respiro, e respiro para romper o “alento” e o sopro da esperança, pensando na ilusão do futuro, no sorriso fraco e imutável, numa estável perpetuação do lógico caminho “viajado”.

O espectro de Kirillov (1), o demônio que habita em mim.

A experimentação, o atuar que exerce mutação no momento vivido, é a vida, existência que entra numa lógica que categoriza e imprime o selo da verdade.

Eu “vivo” o mundo que morre, no momento em que vivo e respiro o fragmento do pensamento moribundo, póstuma expiração de uma respiração penetrante dentro de minhas vísceras, essência de minha singularidade.

Experimentamos niilisticamente -adentrando-nos abismalmente- saboreando o “medo” na busca da morte (e o morto), e uma sucessão de objetivos reais e do contexto normal do se erguer prospectivo.

A fábula miserável de um mundo “real” existe em um contexto da vida na sociedade de “iguais”, envenenando a minha ambição egocêntrica, aniquilando a margem do respeito à vida.

Fragmento que visa e quer quebrar a regra do compromisso equalizador da gratidão humanista da vida no contexto dos vivos.

*

Realizaremos -avançando para não retroceder “absolutamente”- um absoluto que acumula e imprime uma estrutura de generalização à dinâmica da ação, produto de um fato que estabiliza a regra ao atingir um alvo, apenas meu alvo. A escolha, a dinâmica, a intenção do objetivo, buscando através do desgaste cotidiano, imprime e traça, marcando o sinal exterior da representação dualística na sociedade, fora do limite estabelecido e possível, fato concreto e axioma, um informe categorizando a tipologia da data da impressão, deduzindo a adesão a um método que segue um momento e um ato planejado.

Lógica representação do sinal que se desliga em um circuito de eventos, vivendo o caminho à margem e se apegando, deduzindo a conclusão do efeito reordenado, o sucesso comunicativo no arranjo da elaboração efeito-conclusão.

O efeito dado a determinada imposição, estabelecendo a conclusão que exige e reivindica, tornando efetivo o arranjo na definição do limite que, circunscrito, especifica a conclusão de um bloqueio da hegemônica igualdade.

Hegemônica igualdade que luta duramente com o ato egoísta do objetivo único, estimula o lado oposto ao tentar querer se fundir com a consequente oposição.

Limite que circunscreve e encerra a si mesmo na fronteira do limite da consciência [*]

A luta radical do único que busca seu alvo, cumpre a presunção da absoluta abordagem da hegemônica igualdade, predispondo o chamado para a “sociedade” (tanto que -na verdade- é criticado por eles), então tentam obrigar e submeter definitivamente o único querer de uma potência egoística. A fábula que invoca o predispor lógico de um evento se converte em regra efetiva no concreto e chamado tangível à consciência, uma presunção que visa prever o efeito dado do ato, em uma retroalimentação esclarecendo a verdade do bem com a falsidade do mal.

A sujeira se lava na lúcida consciência destas pessoas “humanistas”, é a representação do limite tangível que rompo e aniquilo, não só com a transferência da verdade, respeito minha única “verdade”, aniquilo a base e a margem da vida moral-mortal.

Golpear e atacar são sinônimos onde eu quebro “o degrau da igualdade” que tenta coagular e conter o egocêntrico gozo da destruição.

Por que objetivo egocêntrico?

Objetivo egocêntrico como a negação da ordem e a estrutura da hipótese e a verdade “verídica”, a assonância entre o movimento de ação e o comportamento ético-cêntrico finalizado, através de uma série de substantivos coordenados da direção (com dois lados), no qual deve explodir minha destruição.

Minha destruição não funciona em nenhum sistema decifrador nem descriptografado e incompreensível por uma multidão proteica de comportamento versátil, por uma cláusula imposta com os outros, o vizinho, o humano, que pisou com o outro pé (para aqueles que tem os dois pés), para tentar estar atento e disposto ao anêmico sorriso ávido de igualdade.

A destruição, o aniquilamento de meu alvo é a ruptura egoísta, o hegemônico propósito de suposições e inventários nas profundezas da consciência, buscar o prazer que se converte nas leis purulentas da ética legal das pessoas -comportamento ético- ética política (anarquista ou não).

Na refração reverberante, num nexo de ordem e gênero para uma divisão igualitária, o grau é a tipologia, no catálogo da reparação da ação produto da destruição.

A “produção” da destruição faz do ato -adormecimento que faz um autentico movimento dentro da regra delimitante- a única lógica acessível à multidão esotérica para a raça humana.

Elevo a Unicidade Egoísta contra a barreira da compensação, me afundando no Abismo do Niilismo, para golpear como Terrorista a decrépita humanidade, a razão pela qual disse “não”, a consciência que reclama sua submissão e a culpa do próximo para atacar e aniquilar de maneira seletiva.

Aniquilando a margem e a sedução do medo no julgamento do humano mortal-moral – e atinge cravando a adaga Niilista no ventre fraco do sentido da conformação possibilista.

Começa a retrospectiva, assassinando e germinando o ressentimento, atacando sem um sistema de identificação e de avaliação de comportamento.

Porque eu devo valorizar o objetivo -através da avaliação do que é possível [**] Eu experimento a anulação com o avance da Destruição Niilista contra um mundo declarado à morte.

Eu não quero “apenas” a morte do mundo, como um sistema social, também quero a morte de Meu alvo, aniquilando a lógica alteração -em uma sistematização- devido ao surgimento do medo na “boca da consciência”.

Objetivo que seleciono como uma preeminente ação de

Meu gozo, ansiando o instante em que meu falo se ergue na predominância do próximo alvo. Eu aprecio a morte do meu alvo, selecionando-o através do momento Egoísta no qual o pensamento funde a luz com a escuridão, a vida “mortal” com a morte “morta”.

Eu sou o Terrorista e Criminoso Niilista que quer a

Destruição do sistema impulso-derivado, para desobstruir o sangue na ferida infectada e purulenta, desintegração da reprovação sedutora da ética em uma ótica de representação orgânica e do comportamento em uma linha reta que estabelece o robô automatizado.

Aniquilando, aniquilando, elimino o meu alvo egoico, na decomposição do córrego da boa consciência, acabando com o respeito à vida e do vivente, no método preciso de um órgão variável do absoluto e do conceito.

Niilifico e quebro o “próximo”, que vem e se converte em meu alvo, no experimento eu atravesso a inversa parábola que indica a rota no caminho da esperança.

A esperança, horrível conceito em um momento vivido, na aparição da bílis da “boca da consciência”. [***]

Quero a destruição da utópica ilusão do futuro, no ascendente destino, como a eliminação de um juiz no poder do indivíduo.

Exploro e avanço, estou aspirando, estou a favor da estratégia da afirmação, no caminho que aniquila o caminho “passado”, que se converteu em putrefação, emerjo e me mergulho, imponho minha libido e meu falo ereto por “vir”, enquanto desfruto a imagem da morte do meu alvo egocêntrico.

Sou dono de minha arma, alta narcisista no alento da morte, na explosão que radica e rasga o pino da existência, pelo instante “Único”, como a masturbação de meu falo, que goza expulsando esperma pelo final da vida!

Despojo, com minha arma Terrorística-Niilista, a pedra angular da igualdade, o fundamento da verdade, princípio do respeito à essência humana.

Essência humana sensível, marca da verdade, pino da realidade em um arco vital do fim e do nada. Nada no nada, é o desenho e a aspiração que compreende e inclui a consequência consequente em uma ordem que ordena e dispõe em um movimento literal, a trilha existencial.

A realidade e a presença-existência da não variabilidade, a continuidade imóvel -repetitiva em um círculo que dá persistência e forma, define o uso do resultado, se recompõe em uma série de cavilhas e articulações, onde se pode continuar a vida na morte, em uma vida já moribunda, que congestiona seu próprio declínio, dispondo regular a vida da utópica ilusão.

Pico de sulco entre mim e a morte de um Alvo Egoico, tenho saudades e saboreio o momento em que se pisoteia o “presente” e a destruição do passado se converte simplesmente em “passado” para expressar dentro de minha Unicidade a existência do sopro de uma vida, que existe e desvanece, perde consistência e se contrai, expandindo o sangue, deixando em pedaços a consciência, transformando o Poder Arbitrário, as veias se convertem em um espectro sem nenhum fluxo vital.

Levanto minha Arma Egoística, uma canção de morte, que explode em chamas do nada para o nada, radical e extremo que exalta o Terror, sem pensar em possíveis infecções em seu absoluto no mundo moribundo.

Armo meu Poder penetrante pela niilificação de um alvo, pela extinção de seu alento, “passos” contrários aos da enfermidade chamada “humanidade”.

Investigação espasmódica, olhos contraídos à margem da vida, fedor da sociedade da igualdade, a visão projetada ao exterior, em uma implícita alteração do próprio projeto e a formação do coágulo de representações que determinam a ocorrência ordinária de emoções comuns.

A vontade da Morte, o Único que congestiona o terreno ético-jurídico da podre comunidade de humanos, escolhe o Livre Arbítrio, o ataque contra o delicado “coração” do sujeito-homem, perdidos em uma tênue vida como a frágil rama de uma árvore caída.

Quero romper uma dessas ramas, reduzindo-as ao nada, para identificar o valor do mundo “verídico”, matando o emocional comum que se eleva da consciência mortal-moral.

Pelo Fúnebre e Niilístico Aniquilamento de uma vida.

EU, NECHAEVSHCHINA!

[*] A consciência- postulado da verdade ética comportamental- morada do submisso- não como o indivíduo Egoico- mas como um sujeito “sujeito” que o que é redime suas Paixões, que flui “passo a passo” em uma metafórica “periferia”, longe do desfrutar Egoico e Destruidor das “certezas”.

[**] O “Possível”, ação geométrica e esquemática, reduz a Potência Egocentrista, fluir que o refluxo determina, o movimento sequencial no hegemônico egoísmo igualitarista, evitando a aniquilação do valor “verdadeiro” impondo -a doutrina do respeito das “partes”, atuando para assegurar o gozo Niilístico e a ação esquematizada, em uma série de regras que “possibilitam” uma ação dentro dos limites que não se pode nem devem ser excedidos.

[***] A metáfora experimentada da “boca da consciência”, é o elo entre o ato do indivíduo de impor a moral dualista, que parte da consciência, e se expressa através de sua “boca”, impondo a dedução, a resolução, dentro de um limite que não se pode superar, porque a verdade não é um comportamento ético, dentro do agente da representação, do bem em relação ao mal Terrorista.

(1) [NdT; personagem da novela de Fiódor Dostoiévski: “Os demônios”]

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