Nós Juramos Vingar

Extraído de “Larga Vida Al Caos”.

Entre o trovão dos céus e a precipitação da chuva renasce a ideia iconoclasta que grita com fúria “a guerra chegou!”. Niilistas se preparam movendo-se entre as sombras, não há nada a perder porque tudo já está mais que perdido. O “sem sentido” finalmente ganhou nesta dicotomia interna entre a razão e o instinto. Assassinos, terroristas e ladrões preparam um novo ataque em nome de sua individualidade, em nome da natureza violada por séculos nas mãos do progresso antropocentrista.

Já estou entre eles, um indivíduo farto de utopias libertárias, enojado de ideias totalitárias, que vomita sua raiva através de letras, balas, dinamite e timers nas noites de vingança. Hoje a anarquia morreu dentro de mim com toda a ruína de sua moralidade e desde o seu cadáver apodrecido nasceu uma flor negra espinhosa, a flor da desesperança, mas não se enganem, não é uma desesperança cheia de melancolia vitimista, e sim preenchida de pessimismo, raiva e ódio direcionado a minha própria espécie, mas que ainda sim ganhou o meu absoluto desprezo. Sou a vingança da flora, o filho da fauna que exala a cada manhã a detestável nuvem de dióxido que preenche os meus pulmões de morte e desespero.

Repito, tome a sua paixão. Entenda que este é o momento de lançar-se sem contemplação a dar-lhe prazer a estas ideias demoníacas que ressoam no pensamento. Mate! Roube! Exploda! Esfaqueie! Dispare! Por que não fazê-lo? Se vocês não tem piedade, por que eu deveria tê-la? Os uivos acompanham as explosões, as quais soam em qualquer lugar do mundo lembrando-me, entre a noite e o silêncio, que neste caminho insano em direção ao nada não estamos sozinhos, assim como eu há seres que olham ao seu redor e sentem seu corpo tremer ao ver apenas plástico, produtos de plástico, coisas de plástico, automóveis de plástico, HUMANOS DE PLÁSTICO. Nunca nos encaixamos em seus grupos contra-culturais nem em seus espaços normativos, nem em suas fugas, muito menos em seus vícios. Sempre estivemos entre vocês sentindo-nos distantes desejando perder-nos no murmúrio do pensamento e o som leve que faz o vento ao roçar numa folha. AGORA QUE TUDO ESTÁ MORTO JURAMOS VINGAR E ASSIM FAREMOS. POR CADA BOSQUE CORTADO E TAMBÉM PELO EGOÍSMO INCENDIÁRIO QUE PREENCHE DE PLENITUDE A NOSSA VAZIA EXISTÊNCIA.

O fim não importa porque não há nenhum. Meu fim é proporcionar prazer a este asco profundo que causam e me gera uma vida de mentiras baseada em regras de terceiros e posses de arrogância, e assim será até que caia, porque dar meia volta e regressar não é uma opção, pois após ter provado a dor agradável do ataque e o “sem sentido”, fechar os olhos é impossível. Que sigam caindo os trovões que da mesma forma cairão nossos ataques sem contemplação, sem piedade, sem discriminação, sem humanidade.

Niilistas e eco-terroristas, a morte nos espera, e nós esperamos por ela, vamos a seu encontro, mas não sem antes espalhar o ódio e o desejo de caos que levamos em nosso interior.

Contra a civilização tecno-industrial e contra seus miseráveis servos simpatizantes, a guerra começou!

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