Guerra Oculta

Extraído de Revista Regresión número 7.

“O lobo come toda a carne e lambe a sua”

O título da “Guerra Oculta” não se refere especificamente a um único texto, é a especificação de um caminho (ou de um não-caminho) através do labirinto de um (ou dele próprio) projeto de Terrorismo Niilista. Este texto é, portanto, uma parte única e fragmentada de um “discurso” maior que escavará profundamente a Tendência da qual escrevo, que fornece várias precisões úteis, tanto para esclarecer certos aspectos, talvez às vezes mal entendidos, e também como contribuição para aqueles que queiram “aderir” a esta Tendência, e a “necessidade” de esclarecer certas coisas sobre esta lei.

Isso porque é muito complexo e, por vezes, difícil compreender os textos e os atentados que se desenvolvem na destruição da moral cristã-platônica, e ocidental.

EGO-ARCA: TERRORISMO NIILISTA

Em “Trizas” eu havia descrito o término Ego-arca com referência à Máfia, como método de ataque e aniquilamento do próprio inimigo ou inimigos.

Bem, agora é o momento de ir até o fundo, e declarar de modo Amoral, a semelhança ou afinidade, a compreensão, entre o Terrorismo Niilista e a Ideia Ego-arca.

Isto, voltando a dizer, mesmo se houvesse vivido em uma era na qual a ideia ou Tendência pousasse no ser de Meu Niilismo, seria específico, agora, na era da “generalização”, devo ser preciso e definir.

Portanto, este texto que é um fragmento de uma complexa “Guerra Oculta” falará da união de termos e ideias que misturam-se entre si.

Em meu folheto chamado “Seita” eu havia desenterrado o contexto no qual a afinidade de um Projeto Ilegal deveria se mover em uma perspectiva independente, mas dentro da Seita Niilista. O comportamento e o modo de vida foram as coisas enfrentadas de maneira apropriada no uso da ação Terrorista no ocultamento de seu “vero nome” [NdT: nombre real], da destruição da dependência de um certo tipo de dinâmica social, do desenraizamento da ideia de igualdade, do debate amoral entre afins que consista na realização de seu próprio Ser Dominante, e formar uma união de Egoístas, livres para escolher seu próprio prazer, fora de uma Seita, mas sob a estrita observância das regras peculiares do mesmo grupo.

Por que isso?

Porque a união de Egoístas que propus é a união de Seres livres (literalmente) do que eles querem fazer e/ou como queiram fazê-lo, como segue:

1° – Se o termo se confunde no texto, continuarei explicando a ideia da igualdade;

2° – Um sujeito com vontade de formar uma Seita não poderá formá-la enquanto reproduza a mesma ideia anárquica do conceito de respeito mútuo;

No término “Afinidade” há muitos, mas muitos aspectos, que se reproduzem com o debate amoral em seu interior, e predeterminá-lo escrevendo que “todo mundo faz o que quer” acaba em uma ideia meramente utópica, porque, então, um grupo que se define genuinamente como anárquico, teria em seu interior aqueles que eles mesmos chamam de “indivíduo autorizado”, que reproduz o mesmo termo de “autoridade”.

É por isso que o folheto “Seita” tinha que ser escrito e tinha que ser exposto após eu ter vivido uma ação individual acompanhado por outro indivíduo, para com isso formar o que seria uma Seita Niilista Com Direção Ego-arca.

A formação de uma Seita que em seu interior começaria a crescer através das bases impostas com um selo distintivo, do que um dos indivíduos, como porta primordial de classificação e a união de elementos, conduzam ao fortalecimento, a experiência da experiência, em um mundo específico onde as coisas são vistas.

Atenção, aqui não falo ou escrevo sobre um papel que está estabelecido a priori (ao menos que o individuo promova que formou uma Seita, não específica no fim do início), de uma atribuição ou de uma tarefa atribuída a cada indivíduo dentro do grupo, mas –através do debate amoral– a aparição de uma figura proeminente é fundamental para o desenvolvimento do projeto ilegalista, pela penalidade, a queda ou a destruição de tudo.

A Seita Niilista da Livre Morte, por exemplo, impõe aos que poderiam ser os “Sete Afins” a não-união (embora agora os os últimos grupos de Terroristas Niilistas surgidos tiraram o foco desta ideia sem deixar de ser um complexo debate amoral), para ensinar que uma coisa é a ideia do Ataque e o Atentado Amoral, e outra coisa é ser parte de uma federação, negando extremamente a proliferação de células, núcleos, etc. [*]

Este é um exemplo claro da característica peculiar da “palavra” de imposição de uma opção clara e que se põe em contato diretamente com a ideia Ego-Arca.

Falamos sempre de uma escolha específica, expressadamente única e, portanto, de um mesmo grupo, mas também se estende a outros Sete, que pode ou não, se preocupar com tal abordagem.

Esta escolha, de uma Seita, não significa a referência à suposta “liberdade” (que existe apenas naqueles que não veem para além do seu nariz), para guerrear com o próprio sangue, e também define, um certo tipo de Tendência, também chegando a um enfrentamento entre eles, e se não se obtém uma posição que se comprometam de outro modo, pode-se dizer, de maneira “Stirneriana”.

A afirmação Stirneriana de compromisso viaja através da realização de um objetivo específico, canalizando em um caminho de aceitação informal (e não informal) dos que querem chegar a um ponto egoisticamente “afim”, sem perder as características “originais” de cada Seita ou Grupo.

Compromisso por conseguir atingir um objetivo “comum” entre os Sete, mas não, para aceitar em sua totalidade o que a imposição lançou da pedra (tendo estendido a mão no lançamento e não retirando-a).

Por que usei o termo “imposição”?

Primeiro, para destruir com isso o termo com sua ênfase negativa (e moral), e continuar perturbando o sonho dos bons e dos justos que anseiam os mitos do “cuidado”.

Em segundo lugar porque o termo tem um significado específico que se você for cortar com uma faca afiada, tirará sangue com a pressão, a proeminência de um Ego em respeito a outro, a emoção de uma batalha também “verbal”. A emergência da fibrilação e tensão afirmativa, a anulação da paz social imposta desde a humanização dos conceitos e valores, regressando o uso e o consumo dos que vivem em monotonia e no tédio.

Deve ficar claro para o leitor que o termo “Ego-arca” está associado de maneira similar à Tendência “Terrorista Niilista”, por um certo tipo de especificidade, determinante para não ter medo de dizer e fazer, distinguindo um certo tipo de ideias extremistas.

Isso porque o sangue que corre em minhas veias me aproxima da vida, aquela da “realidade”, poderia experimentar, afrontar, ver, roubar e fazê-lo meu, Minha ideia, que só poderia ser atacada, mas não canalizaria em algo que não tem nada haver com o que eu expressei Agora nestas linhas.

Então poderíamos continuar com a afirmação de que o Terrorismo Niilista é Ego-arca porque se aproxima de maneira fundamental com a imposição de uma ideia. Quem deve querer roubar o segredo oculto e transformá-lo em ervas daninhas? Coisas para os adoradores macios das utopias modernas.

Além disso, embora o termo “oculto” se refira a um “idioma” específico não é compreensível pela multidão, mas também para aqueles que não querem entrar em um Estado Abismal, e afrontar a vida e a morte, divorciados das regras comuns e humanas.

Leiamos o vocabulário da sociedade moral e as coisas que escreve a respeito:

“O Ego-arca com egoísmo e presunção pretende impor sua própria autoridade e sua própria moral”.

Coloco isso para que tenha sentido para o leitor, que às vezes os termos são combinados com a estupidez desta sociedade que, sim, quer impor sua própria moral, mas logo escreve que aqueles que tem uma visão Única do que vivem são pessoas presunçosas e egoístas.

É por isso que cada termo tem haver com o “Niilismo”, então também deve ser especificado com o “Egoísmo”.

Egoísmo que poderia ser para mim aquele que te diz que “você é egoísta” haha!

Partindo desta pequena nota irrelevante vamos agora ler o vocabulário das coisas distintas:

O Terrorismo Niilista, a Seita, é para Mim, um ato amoral, que dentro de si mesmo, tem características peculiares de Poder e de domínio autoritário, porque nega completamente a “falsa” abordagem da visão de igualdade, e porque com características dessa natureza conduz a emergência da particularidade que esta porra de sociedade, com seus valores vulgares, quer impor.

Além disso, como já indicado, o Terrorismo Niilista, se dirige à confrontação, mesmo dentro da mesma Seita, uma vez que deve ser realizada, o que é, a sobrevivência de um grupo, sua força, através da escolha de um capo (líder), figura decisiva, com características distintas, que pode continuar com o Projeto Ilegalista, sem que este caia no esquecimento.

E se estende aos Sete através de um texto, um comunicado, um atentado, a abordagem imposta para chegar a retirar ao verbo “ético” de qualquer profundidade, e levar a força de sua própria Ideia Terrorística, um fundamento básico para atacar com unhas e dentes os inimigos sociais e da “realidade”.

Por que não deveria ser assim?

Por se tratar de uma ideia específica e original surgida de uma Seita para seguir sendo específica deve ter seu próprio fundamento, continuar exercendo seu próprio Poder de domínio, por outro lado, por causa da derivação desta Ideia Original, não poderia ser específica sem ser impositiva.

Isso não significa que Eu não possa abordar outra ideia que possa me influenciar, mas sempre sob uma perspectiva de “compromisso Stirneriano”.

Mais uma vez, por que isso?

Por que se eu me considero Único, unicamente devo permanecer “original” e não sucumbir a uma ideia que possa me levar a perder.

Tudo isso combina com a ideia de minha sobrevivência como meu eu animal-humano em relação à outra sobrevivência, naturalmente convertendo-se mais tarde em algo complexo e articulado, vital, e proeminente, subterrâneo e extremista, que cresce e cresce de novo, e atinge completamente.

Nesta mesma posição de uma denominação específica da “ideia” (neste caso dos Sete Terroristas Niilistas), emerge uma espécie de concatenação no que diz respeito a sobrevivência de uma Tendência ou de um grupo específico “original”: a medida de tudo o que pode ser na ação, como uma espécie de agrupamento de indivíduos que parecem ter uma afinidade peculiar intrínseca entre eles, que é o Individualismo. Individualistas, mas que tem duas visões específicas: O individualista Egoísta e o Individualista igual-cêntrico, ou para colocá-lo de maneira normal, o “o igualitário”.

Devemos deixar este aspecto bem especificado já que dá um significado de peso e de poder à denominação de um grupo Ego-arca sobre tudo aquilo que gira em torno dele, e que poderia confundir aos interessados no Terrorismo Niilista.

Especificamos que o individualista igual-cêntrico é sempre um Ser egoísta, mas que pretende sê-lo através de uma utópica visão de uma escolha individual que equivale a um conjunto totalizador. Isto é o que “o afirma”, porque deve cair na coletivização forçada, aquela que é sua escolha final.

Então, com isso, sem deixar de ser utopia, a escolha do Indivíduo pressionado por ter êxito em um ataque instintivo se rende dócil e suavemente, tudo dentro de sua seção que deve adiar e avançar para a formalização coletiva.

A escolha peculiar e específica através do domínio Egoico de uma ideia afirmativa (lembremo-nos, não por isso permanece imutável) se diferencia amplamente daquela coletiva onde para ser colocada deve ter uma convergência paralela entre os sujeitos que a formam, reduzindo-o assim a um mero apêndice, o poder do indivíduo que se põe em seu Ser como o mais forte, decisivo, fundamental, para avançar em um mundo “realmente real”.

Então voltamos a escrever e a aprofundar que o Terrorismo Niilista é Ego-arca, porque nega completamente e com toda sua força a ação niveladora para a proeminência da imposição da ideia imposta que se reivindica como a maioria, não só exclusivamente forte, mas também mais decisiva, específica, seletiva, particular, etc.

Devemos especificar também que o Terrorismo Niilista é profundamente Misantrópico, feito exclusivamente de Indivíduos que atuam através da Vontade Egoica, para distinguir-se do “resto” que consequentemente se separam, em opções precisas, as quais não são rechaçadas pela multidão, de fato, derrubam o conceito ético da sociedade, se colocam no topo de cada posição coletiva, ou necessariamente não Egoica.

Sem nenhuma conclusão final deste fragmento, em uma mais completa e ampla “Guerra Oculta”, termino com uma citação do 4° livro da “Vontade de Potência” chamado “Disciplina e Seleção”, cito com várias perguntas que, você leitor, pode refletir o desgosto com a linha superior, ou levantar-se, quebrar e fragmentar a moral dentro de ti, e começar a atacar e golpear de maneira Niilisticamente Terrorista os valores do “mundo real”.

“As típicas formas de se configurar. Ou seja: as oito questões fundamentais”.

1) – Você quer ser mais complicado ou mais simples?

2) – Você quer ser mais feliz ou indiferente à felicidade e à infelicidade?

3) – Você quer ser mais contente ou ser mais exigente e implacável?

4) – Você quer se tornar mais suave, mais flexível, mais humano ou mais “inumano”?

5) – Você quer se tornar um especialista ou carecer de considerações?

6) – Você quer alcançar um objetivo ou esquivar-se de tudo com propósito?

7) Você gostaria de se tornar o mais respeitado ou o mais temido? Ou talvez, o mais desprezado?

8) – Você quer se tornar um tirano, um enganador, um pastor ou um animal do rebanho?

Afinidade de sangue com o Sete e com o Clã Terrorista Niilista!

Afinidade de sangue com o Terrorismo Eco-extremista!

Eu, Nechayevshchina!

[*] Extraído de “Nomen Omen” – Seita Niilista da Livre Morte

Nos pontos anteriores já havíamos especificado que negávamos qualquer pacto federativo ou de associação com qualquer forma “externa” que faça parte da esfera do “compartilhar”, mesmo sendo fundamentalmente egoica.

Vamos especificar os pontos anteriores para delinear a atitude da Seita Niilista da Livre Morte. Estamos contra qualquer pacto federativo porque excluímos de nossa união secreta o seguinte:

CÉLULA: uma célula é uma entidade “orgânica” dentro de um elemento mais complexo constituído de uma estrutura coordenada chamada federação. Uma célula que atua com base em um acordo conspirativo ou federativo deve reconstituir-se e unir-se com outras células em harmonia seguindo um programa que embora seja informal, formaliza o acordo através de uma base que deve ter características semelhantes para corresponder.

NÚCLEO: o núcleo tem características semelhantes à célula onde os indivíduos que o formam se unem, fazendo parte de um pacto associativo em torno do centro de um projeto federativo, com fundamentos consensuais que devem ser perseguidos, mesmo que se dividam em ações diferentes, com o denominador comum da federação a qual pertencem, mesmo informalmente.

FRAÇÃO: a fração é uma parte divisória dentro de um “todo”, neste caso, de um pacto federativo ou associativo, sobre umas bases de igualdade, sendo a escolha e o ataque de uma fração o denominador comum para golpear e atacar.

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