[CHILE] Comunicado 64 de ITS: Sobre a Junta de Vizinhos de Internet

Tradução ao português do comunicado 64 de ITS-Chile.

I.

A verdade é que agora não nos interessa em nada entrar em uma disputa com os ambientes anarquistas locais ou internacionais, entendemos que é apenas gastar palavras e nos entendiarmos em pleitos virtuais. Em geral, preferimos continuar com as nossas atividades, mas às vezes os escândalos de certos personagens merecem ser abordados. Tal como tem sido a última aprontada de alguns blogueiros europeus.

A estas alturas não é de se admirar que tenhamos chegado a este ponto, acreditamos que são as consequências de nossa guerra extremista contra a humanidade civilizada. E como sulistas pertencentes a ITS, temos algo a dizer.

Comecemos com algumas perguntas, estes “anarquistas” nos devem lealdade? Respeito? Empatia ou algo parecido? A resposta é claramente NÃO. Eles não nos devem absolutamente nada, não são nenhum pouco afins às nossas andanças, tanto que somos INIMIGOS. Se pode esperar algo bem intencionado de um inimigo? A resposta novamente é NÃO. Então, se eles estão em todo seu direito, do que podemos nos queixar? Com que cara podemos nos queixar se nossos irmãos atentaram fisicamente contra anarquistas e seus espaços? Esta é apenas a consequência óbvia que deve ser enfrentada inteligentemente e violentamente, se necessário.

Os irmãos da SSS do Brasil já disseram, nós poderíamos pagar com a mesma moeda, começar a expor fotos, nomes e endereços, mas não o faremos porque não somos miseráveis, ponto final. Nós não estamos aqui para sair caguetando algum criminoso, isso nunca. Nós estamos nesta terra para propagar o Caos, para estourar carnes humanas com os nossos explosivos, estamos para desencadear a vingança dos espíritos da terra contra a humanidade.

Não iremos desperdiçar palavras ameaçando a este tipinho de gente, sabemos que de nada serviria e sinceramente acreditamos que não tem efeito algum sobre estas pessoas. Isso se confirma logo após os irmãos de ITS no México e Brasil se pronunciarem. O que fizeram estas pessoas? Se assustaram? Se retrataram? Não, pelo contrário, seguem em seu caminho inquebrantável. E agora não satisfeitos em ter exposto um teórico da tendência, expuseram o endereço de seu domicílio, e até “revelaram” o endereço de IP do blog “Maldición Eco-extremista” (risos).

Dizer que seus métodos não tiveram efeito na tendência seria ilusório, porque as consequências são óbvias. Foram abandonados valiosos projetos de propaganda e difusão na internet, pode-se dizer com firmeza que sua campanha acusatória resultou em mil maravilhas. Mas, o que acham? Pensaram que as atividades de ITS iriam cessar? Que nos dobraríamos ante a suas campanhas virtuais? Que nos dará medo que nossos rostos apareçam em seu site? Que vamos deixar a guerra? ISSO NUNCA. Tiramos de letra a inteligência policial, então evitá-los não será um grande problema.

Por enquanto, sigam com suas picuinhas virtuais já que é a única coisa que sabem fazer bem. Nós seguimos mesclando o salitre, carvão e enxofre, seguimos testando recipientes, seguimos corroborando as ruas. Tenham cuidado, pois seguimos em nosso caminho de terror.

II.

É assim que o véu é levantado e se revela as verdadeiras intenções desta gente. Elas não estão nisso para atacar ou destruir qualquer sociedade, nem para defendê-la, se for o caso, elas não são o “anti” de nenhuma civilização, na verdade são as forças de coesão social levadas um passo adiante, como os super-heróis dos filmes em inimizade com a polícia por seus métodos radicais, mas sempre perseguindo os verdadeiros vilões. Para aqueles que em atos e não em palavras querem ver tudo queimando.

O véu foi levantando há muito tempo, e estes personagens estão mostrando a sua verdadeira face, aquela mais cidadã. Nós não poderíamos, nós nos recusamos a acreditar que esta campanha acusatória estivesse sendo encabeçada por “anarquistas”. Não nos entraria na cabeça que alguns “anarquistas” chegaram a isso…

Isso de colocar fotos e endereços é digno de uma ONG ou uma junta de vizinhos. Vocês são uma vergonha para a anarquia (a verdadeira anarquia), são uma vergonha para a memória dos anarquistas terroristas antigos, são uma vergonha para a anarquia de Mauricio Morales, para a anarquia que queima cílios com molotovs, para a anarquia que detona extintores e incendeia bancos..

Vocês já não são anarquistas, meninos (se é que alguma vez foram), já não resta nenhuma célula de anarquia em seus corpos. E se esta é a “nova anarquia”, as coisas não vão bem…

Pela memória dos incontáveis anarquistas terroristas do passado e alguns atuais, deixem a velha anarquia em paz e não sigam manchando o pouco do respeitável que resta da anarquia no mundo.

E nos perguntamos, por que nenhum de seus amiguinhos de internet replicaram as fotos e endereços de sua campanha acusatória? Por que será? Por acaso será porque seus amigos de internet perceberam que isso não é coisa de anarquistas?

E por favor, digam a este “chinêzinho” para parar de falar bobagens, já foram duas cartas endereçadas a nós e ninguém está interessado. Já deu…

III.

Temos conversado entre os irmãos do sul e esta situação das “fotinhas” nos deixa bem preocupados. Pode ser que alguém nos reconheça aqui pelo sul e enviem as fotos de alguns de nós a estas pessoas e nos publiquem em seu site para depois nos prenderem. Olhe, nos livramos por vários anos da inteligência policial no sul para que venham nos prender por causa de uma laia de gente que anda do outro lado do oceano e, passageiramente, fazer em instantes o que em três anos não puderam fazer os governos daqui.

Então, em vista desta complicada situação, aproveitamos para fazer um chamado público a todos os que sabem quem somos; “a toda a cena rebelde, se agradeceria de coração que não enviassem nossas fotos a estes senhores para que não nos postem em seu blog. Desde já, muito obrigado.” haha

A verdade é que nós tomamos esta situação com um pouco de humor já que pouco nos importa si apareçamos em seu site, vamos ver se conseguem nos achar primeiro. Dizem que enviarão os mercenários antifascistas que estiveram em Rojava até o México e Brasil para caçar os grupos de ITS HAHAHAHAHAHAHA boa sorte nos subúrbios mexicanos e nas favelas brasileiras, onde o sangue jorra pelas ruas e o cheiro de morte é algo cotidiano.

Podemos ter muito senso de humor, mas os fatos são fatos, esta junta de vizinhos expôs um propagandista do eco-extremismo e isso é algo que não tem reparos. Há alguns cúmplices enfurecidos, muitas coisas se passaram em nossas mentes para agir em consequência disso, muitas são as possibilidades, por enquanto o sul não teve grandes pleitos com a cena anarquista. De qualquer modo, estamos atentos ao que aconteça…

Poderão nos desacreditar e nos difamar, irão querer nos apontar com o dedo, difundir nossos nomes e rostos, mas não nos assustam as freiras no cio, cagamos e andamos em sua moral bastarda e virgem.

Doa a quem doer, ITS seguirá em seu caminho de destruição. Os pesares da humanidade continuarão, nós já estamos do lado do desastre, é apenas uma questão de tempo para que a balança se incline para o Caos.

Continuamos com nosso caminho, nunca fazendo o trabalho da polícia, nunca sendo heróis. Sempre orgulhosos criminosos e verdadeiros anti-sociais.

Coragem aos difusores da tendência, que apesar das adversidades levantam projetos e seguem contribuindo com suas palavras para a guerra.

Evitando toda as polícias, as profissionais e as autodidatas!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Chile

– Horda Mística do Bosque

– Bando Inquisidor Vingativo

[BRASIL] Comunicado 63 de ITS – Sociedade Secreta Silvestre: Sobre os ‘Anarcops’ da 325 e Seus Consortes

Resposta da Sociedade Secreta Silvestre aos anarcops caguetas da 325 e demais envolvidos.

Vão queimar a língua!

“Disparei uma bala em sua boca pelas mentiras que dizia, e outra na mão por causa das coisas sujas que escrevia.” – Jacques Mesrine, sobre o sequestro de um jornalista francês.

Pela última vez os anarco-frades se pronunciaram contra nós eco-extremistas com a intenção de nos prejudicar de alguma maneira. Vocês da ONG 325 e seus consortes pagarão caro pelas delações contra a suposta pessoa por trás do teórico eco-extremista Abe Cabrera que sequer faz parte de ITS e por difamar e tentar entregar informações de Misanthropos Cacoguen à polícia do Reino Unido. Olho por olho, dente por dente.

Cada um de vocês por trás deste conluio possui o espírito de Jacob Ferguson (1) encarnado em seus corpos. São humanistas do pior tipo, daqueles que até mesmo seus próprios “compas” deveriam desconfiar já que tendem à traição, do tipinho de X9 traidor que colabora afetivamente com a polícia no caso de uma investigação, do tipo lunático que expõe e difama quem se atreva a criticar ou superar a fracassada teoria e “práxis” do cadáver da anarquia. Que saibam que aqui no Brasil a primeira das leis que impera nas favelas e na malandragem das ruas é “nunca caguetar”. Jamais há perdão, cagueta paga com a vida. A traição e a delação são comportamentos repugnantes onde quer que seja, inclusive entre os anarcos, e o que fizeram terá um preço. Há quem entre vocês condene em qualquer hipótese a delação, mesmo quando envolva inimigos ou discordantes. Quem não se lembra do que houve durante o desmantelado plano de fuga dos terroristas da CCF quando um tipinho de gente igual a vocês chamado Christodopoulos Xiros falou contra membros da dita guerrilha? Eles se posicionaram contra a atitude cagueta (2):

“Pelo menos nós, com nossas “práticas como as da máfia” nunca traímos as nossas ideias e a nossos companheiros, mesmo quando houveram pessoas presas e acusadas de serem membros de nosso grupo, sem ter nada a ver com isso, mesmo que não consideremos alguns deles companheiros, ou até mesmo consideremos alguns deles como nossos inimigos pessoais, a única certeza é que não houve um cagueta ou um traidor entre eles.”

Não duvidamos que entre os seus próprios companheiros vocês encontraram pouco apoio no que fizeram. E como vão os estudos para o concurso público da polícia, anarquistas? Quem diria, os revolucionários abolicionistas e anti-carcerários tentando enviar dissidentes à prisão. Recordam os stalinistas enviando os divergentes aos gulag. Vocês envergonhariam os verdadeiros anarquistas que voaram pelos ares vários militares nos séculos 19 e 20. Já dizia o velho Bakunin que ‘se desse poder a vocês ficariam pior que o próprio czar’. Nossas diferenças resolvemos entre nós mesmos sem envolver autoridades policiais, em conversações ou com a violência. Mas vocês “anarcops” optaram pelo caminho mais sujo. Terão então que lidar conosco da pior forma. O mais recente eco-terrorista jogado na prisão pelo FBI foi Joseph Mahmoud Dibee (3), agora a patrulha paraestatal de anarcops se esforça para enviar algum dos nossos para trás das mesmas grades. Esta simbiose entre polícia e anarquistas é algo que apenas o anarquismo moderno é capaz de proporcionar.

Claro, não é só vocês que sabem de segredos. Se optarmos por delatar anarquistas certamente alguns companheiros de vocês cairiam nestas terras. Temos em nossas mãos o poder de responder com a mesma moeda, mas não o faremos porque não somos miseráveis como vocês. E não sejam idiotas, ITS-México se posicionou duramente contra Scott Campbell e John Zerzan porque eles estavam pedindo quando encheram as suas bocas para falar merda. Agora vocês tentam nos atingir fazendo o que fizeram. Já que vocês querem mandar os nossos para a cadeia, enviaremos os seus para o mundo dos mortos.

O que os move contra nós é o desespero, já que a “nova anarquia”, “anarquia negra” ou qualquer outra baboseira que queiram chamar, fracassou, aceitem isso e ponto. Qualquer um sabe que há um forte mal-estar dentro da “cena anarquista” internacional e cada vez mais indivíduos e indivíduas de coragem tem rompido com o utopismo bobo sem esperar por dias melhores, por algum tipo de “colapso” ou se iludindo com os já ultrapassados contos de fadas revolucionários e humanistas em prol da “humanidade”. Estes idiotas de 47 cromossomos tem um arsenal infantil de adjetivos para berrar contra qualquer um que demonstre simpatia com ITS e como eles já não tem mais o que escrever contra nós agora apelam ao ridículo, como foi o caso do blog “Instinto Cristiano” (porque de selvagem ele não tem nada) que replicou (4) uma publicação que taxa os manos de ITS-México de “Nazi-Astecas” (Mas que diabos é isso?? Estes colunistas esquerdistas não tem mais o que inventar!). Por aqui no Brasil o que seríamos? “Nazi-Tupinambás”? É apenas uma questão de juízo moral arraigado em vocês missionários libertários. A Cruz Negra anarquista deve ter ficada confusa quando o ex-comungado Kevin Garrido soltou uma bomba em apoio a ITS (5). Mario Lopez Tripa foi outro quem ateou fogo à batina de vocês (6). Aliás, tenha sangue em seus olhos, Kevin. Apesar da condenação, mantenha-se firme, o seu dia chegará. E Tripa, estamos com você para cobrar estes miseráveis.

No Brasil o cenário não é diferente, e recentemente um tal Núcleo de Oposição ao Sistema (NOS) após alguns ataques em São Paulo fez um “chamado” para uma “união e luta contra o sistema” (7). Sério? Estes esquerdistas foram bem inocentes ao tentar nos “convocar” para a sua “luta” ridícula que é incoerente até para eles mesmos ao pedirem entre as suas “reivindicações” a libertação do ex-presidente Lula, político da esquerda que em seu governo solidificou o atual “sistema”. Mas que diabos de grupo anarquista pede a libertação de um ex-presidente? Para contrapor à “ameaça Bolsonaro” e fazer como a Frente Popular na Espanha em 1936 que tentou barrar a ascensão da direita? As justificativas são duvidosas.

Sabemos que há por aí muitos esforços sinceros para se discutir o eco-extremismo e aprofundar não só a crítica eco-extremista, já houveram muitas conversações e escritos nos últimos anos. Ultimamente os interessados estão sendo coagidos por um complô de idiotas que condenam duramente qualquer menção à Tendência e os colocam numa espécie de lista negra de “ex-compas corrompidos por eco-extremistas”. Este é um esforço anarquista para barrar a qualquer custo a expansão da teoria e prática eco-extremista. O caso mais recente e que merece a sua exploração veio de um autor britânico eco-anarquista que publicou um interessante artigo sobre “violência descolonial e eco-extremismo” que foi apresentado durante a Anarchist Studies Network Conference, na Universidade de Loughborough. Em menos de uma semana os fiscais anarquistas o criminalizaram com base nas leis morais do que é aceitável ou não dentro da esquerda (o autor foi vítima do que ele mesmo aborda no artigo) e o fizeram excluir a publicação (8) e em seu lugar divulgar uma nota de esclarecimento (9). Claro, uma situação como esta não poderia passar despercebida. Nós temos o texto e o divulgamos neste comunicado para qualquer um que queira lê-lo e discuti-lo, acesse-o aqui. A publicação “Paper On Decolonial Violence and Eco-Extremism For 2018 ASN Conference” pode ter sido excluída mediante “coerção dos libertários”, mas possuímos o seu conteúdo na íntegra. O autor explica também que um dos motivos para ter apagado a publicação é a sua segurança (na verdade, o pressionaram com a ideia de “segurança”), mas com um texto como este a esta altura os seus únicos inimigos são os inquisidores anarquistas, e não por haver ameaçado a anarquistas como fez ITS em seu trigésimo primeiro comunicado (10), mas por ter racionalizado de maneira inteligente a cerca da moralidade e da violência terrorista. Um trecho da nota de esclarecimento “Avoiding Misinterpretation” (Evitando Interpretações Erradas):

“Eu entendo que discutir os aspectos mais feios da civilização é algo que é muito desconfortável para muitas pessoas e eu posso entender porque as pessoas não gostam que eu faça isso. Acredito que, se quisermos reagir de alguma forma às fealdades com que somos confrontados, primeiro precisamos reconhecê-las, discuti-las e não desconsiderar ou tentar ignorar. Isto parece-me verdadeiro, independentemente de estarmos ou não a falar do ISIS, eco-extremismo, do complexo militar-industrial capitalista, agricultura totalitária ou de qualquer outro contexto”.

Os esquerdistas estão presos em algum tipo de realidade paralela onde o que quer que façam ou aprovem em suas auditorias morais é correto e aceitável (FLT, MEND, Ted Kaczynski, CCF, YPG, Baader-Meinhof, Rote Zora, Zapatistas, Luta Revolucionária, etc.) e o que quer que façamos é errado, é “fascismo!!!” (com ênfase). No mundo dos adultos onde as coisas são levadas a sério a teoria e prática eco-extremista do extinto Reação Selvagem e de ITS foi muito bem discutida por diversos grupos e indivíduos interessados. Os Selvagistas publicamente já admitiram que a teoria eco-extremista contribuiu para o derrubamento do mito revolucionário que estava presente dentro do Selvagismo (11). A teoria eco-extremista também contribuiu com a crítica anarquista e ex-anarquista no Chile, Argentina e México. Aqui no Brasil sabemos que também foi seriamente discutida em outros estados. Nos Estados Unidos e Europa a discussão e a contribuição também foi grandiosa em diversos círculos. E anarquistas do “tipo 325, IGD, Voz Como Arma e Instinto Salvaje” surgem e unicamente ainda tem a coragem de berrar “fascistas!!!” e condenar irracionalmente qualquer coisa que os teóricos da Tendência ou interessados escrevem ou dizem? A única palavra para isso é demência. Como dito anteriormente, estão desesperados com o fracasso do anarquismo moderno e a expansão do eco-extremismo. O mesmo autor eco-radical condenado por anarquistas devido o seu artigo apresentado na ASN Conference já havia publicado no ano passado uma opinião respeitável em torno das ações de ITS intitulada “Eco-Terrorism, Eco-Fascism, Eco-Extremism, Eco-Anarchism and the Białowieża Forest(12). Um trecho interessante deste texto:

“Posso simpatizar com esta crítica aos anarquistas por parte deste escritor eco-extremista no que diz respeito à fraqueza dos argumentos anarquistas, onde os anarcos simplesmente chamam “fascista” tudo o que não gostam, algo que parece estar acontecendo.”

Uma prova cabal de que estes anarquistas são dementes é que se pegarmos a definição de fascismo não há absolutamente nada haver com o que defendemos, ou seja, é delírio o que dizem, tudo é dito de maneira extremamente emotiva. Ao invés de rediscutirem os seus métodos e as suas teorias, nos dedicam livros e colunas inteiras de calúnias e gritos “fascistas, fascistas, fascistas!”. Se Steffen Horst Meyn morreu (13) ninguém menos que os anarquistas presentes no local foram os culpados já que estavam há 20 metros de altura em seus inúteis e ultrapassados tree sitting enquanto o Bosque de Hambach aguarda pelo seu fim. Bloqueios, sitiamentos de árvores, cartazes, tudo isso já demonstrou ser completamente ineficaz há anos e só tem fichado e jogado aos montes os ecologistas na prisão. Apesar do aval moral dos esquerdistas, os descendentes do MEND são terroristas e fazem as petroleiras recuarem no Delta do Níger, na ilha de Bougainville o que os nativos praticaram foi terrorismo e conseguiram destruir as atividades da mineradora Rio Tinto Zinc. O que os Mapuche tem feito para defender as suas crenças pagãs e as suas terras ancestrais no Chile é terrorismo. As santificadas CCF são puramente terroristas. Por mais que demonizem este conceito, é terror puro. A diferença para o nosso terrorismo é apenas o alvo e o método indiscriminado, já que para nós o problema não é mais apenas a sociedade tecno-industrial e seu progresso, mas a própria humanidade. Mas vocês praticam o terror com a fé cega mirando um novo e inalcançável ser humano, com a esperança numa espécie de Éden anarquista para esta catástrofe de quase 8 bilhões de criaturas antropocêntricas insaciáveis. Isso é estúpido. E no fim das contas será que são realmente bem seletivos? E a morte de Sergio Landskron? E os vários depoimentos de civis que quase foram dilacerados por estilhaços das bombas das CCF? E a explosão numa estação de metrô de uma Escola Militar no Chile? E o trabalhador morto numa farmácia incendiada numa marcha no Chile? Estes “casos inconvenientes” são varridos para debaixo do tapete vermelho da moralidade e jamais são reabertos. Vocês são uma incoerente vergonha universal.

O arrependimento por tentar nos prejudicar será amargo, aguardem.

Adiante, teóricos eco-extremistas!
À caça ITS nas Américas e Europa, porque por aqui faremos a nossa parte!
Saudações, Guerrilha Lixo!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Brasil
– Sociedade Secreta Silvestre

Notas:

1. https://animalliberationpressoffice.org/NAALPO/snitches/
2. https://publicacionrefractario.wordpress.com/2015/04/02/valio-la-pena-intentarlo-nada-ha-acabadotodo-continua-diptico-en-solidaridad-con-la-huelga-de-hambre-de-la-conspiracion-de-celulas-del-fuego-marzo-2015/
3. https://earthfirstjournal.org/newswire/2018/08/11/alleged-elf-and-alf-fugitive-joseph-dibee-arrested-after-12-years/
4. https://instintosalvaje.org/ee-uu-egoismo-vs-los-aztecas-nazis-del-eco-extremismo/
5. https://es-contrainfo.espiv.net/2016/11/28/prisiones-chilenas-escrito-del-companero-kevin-garrido-desde-la-carcel-santiago-1/
6. http://maldicionecoextremista.altervista.org/es-en-delaciones-en-cadena-si-claro-en-mexico-city/
7. https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/07/07/nos-comunicado-1/
8. https://ecorevoltblog.wordpress.com/2018/09/23/paper-on-decolonial-violence-and-eco-extremism-for-2018-asn-conference/
9. https://ecorevoltblog.wordpress.com/2018/09/25/avoiding-misinterpretation/
10. http://maldicionecoextremista.altervista.org/mexico-trigesimo-primer-comunicado-individualistas-tendiendo-a-lo-salvaje/
11. https://www.wildwill.net/blog/2016/07/12/revisiting-revolution/
12. https://feralculture.blog/2017/07/30/eco-terrorism-eco-fascism-eco-extremism-eco-anarchism-and-the-bialowieza-forest/
13. https://bosque.hambachforest.org/blog/2018/09/21/comunicado-de-prensa-20-09-2018-muerte-tragica-en-el-bosque-de-hambach/

[ES – PDF] Mictlanxochitl: La Flor Del Inframundo Que Cresció En Esta Era – Parte 2

Segunda parte do trabalho “Miclanxochitl: La flor del inframundo que creció en esta era” [ENIT].

Adiante com a propaganda anti-humanista!

Descarregue em PDF: Link 1Link 2Link 3 (via onion).

[MÉXICO] Comunicado 60 de ITS: Sobre a Delação da ONG 325

Tradução ao português do comunicado 60 de ITS-México comentando sobre a atitude dos caguetas do 325 e prometendo vingança…

I.

“Haverá um banho de sangue; nós não fugiremos; morrerá quem tenha que morrer: nós mataremos porque é necessário; haverá muita destruição”.
– Propaganda Galleanista, 1919.

Os frades europeus do anarquismo falaram, se pronunciaram contra nós e os nossos há tempos atrás, soltaram graciosas pseudo-críticas e publicaram-nas para que seus adeptos com tempo ocioso de sobra nos dedicassem folhas inteiras de pura ridiculosidade esquerdista. Foi divertido ver como estes anarco-frades vomitavam bile por seus orifícios enquanto liam nossos incorretos comunicados e/ou sabiam de nossos atentados controversos. Mas chegou o momento em que eles nos incomodaram demais e decidimos atacá-los físico e psicologicamente. Já não há como voltar atrás, estes humanistas são nossos inimigos e não teremos misericórdia deles e delas.

A “ONG 325” tem estado incomodando muito, já que há alguns dias publicou posts denunciando e “expondo” supostos membros da Máfia Eco-extremista. Sua cruzada inquisitorial para afetar-nos ou afetar aqueles que não tem relação direta com ITS continua em curso. Aparentemente, a Sra. “L” é quem está por trás de tudo isso e é também quem instiga a outros a seguirem este jogo vil. Sra. L, você já está grandinha, sabemos que a sua vagina está seca e abandonada, nós não somos culpados por isso, consiga alguém que te satisfaça sexualmente para que deixe de foder conosco, o que você acha?

Desta vez a “ONG 325” se vangloria de “expor” o teórico eco-extremista Abe Cabrera, dos Estados Unidos, publicando sua suposta foto, seu curriculum vitae e seu e-mail para que os fantoches descerebrados lhe enviem e-mails e lhe façam passar por um momento ruim (1). Primeiramente, ITS não sabe se a pessoa apontada é realmente Abe Cabrera, já que nós NÃO temos relação com ele, portanto, não sabemos quem é, nem quais estudos tem, nem nada disso, a única coisa que sabemos sobre ele é o que ele mesmo publica em seus escritos e isso é tudo. Ligá-lo ao bando terrorista internacional de ITS é impossível, o FBI irá corroborará esta informação a seu momento, com certeza estes e a Interpol agradecerão aos anarquistas por esta vergonhosa delação por parte da “ONG 325”. Que curioso, quem diria que os anarquistas modernos fariam o trabalho da polícia nestes tempos! Embora isso não seja novo, já que o haviam feito no início de 2018, quando eles mesmos enviaram um e-mail à polícia investigativa do Reino Unido (2) denunciando que o pacote-bomba encontrado em um local público na Europa era responsabilidade de Misanthropos Cacogen (MC), que recentemente havia se unido ao projeto internacional de ITS, em Fevereiro. Quem tão estúpido senão eles para utilizar o servidor do Riseup (como disse a mídia) (3) para enviar um e-mail à polícia denunciando MC? E agora aparecem com essa de Abe Cabrera. Já vimos que a delação está plenamente justificada quando se trata de “fascistas”, eles mesmos mandaram à merda a sua suposta moral ácrata. Que a polícia faça o seu trabalho já que a “ONG 325” apontou alguém como provável responsável. Que nojo nos dão vis covardes, vocês são a escória mais podre e hedionda de todas.

II.

“Se você me desrespeita, não importa se é ele ou ela, eu não me importo que seja homem ou mulher, se me falta com respeito te falto por dez, estão todos difamando porque eu tenho o poder, admita, eu sou a sua motivação, ou você não vê?”
K.

Certamente, este tipo de ovelhinha negra tem querido afetar a ITS “expondo” um teórico do eco-extremismo, mas isso realmente afetou em algo o nosso bando internacional? NÃO, porque Abe não é membro de ITS e porque sabemos que a propaganda anti-humanista continuará apesar dos obstáculos que os frades anarquistas tem posto em nosso caminho dentro e fora daquele país. No pior dos casos, a “ONG 325” afetará irreparavelmente a vida de Abe Cabrera (se ele realmente for quem dizem ser), mas temos a certeza de que Abe é inteligente o suficiente e forte para lidar com este novo obstáculo em sua vida. Os individualistas amorais que defendem a teoria eco-extremista são comprometidos com suas posturas, os distingue a firmeza e a beleza em letras que desenvolvem seu pensamento, admiramos a sua integridade e seu caráter sólido ao estar defendendo uma Tendência contrária ao humanismo em ambientes humanistas. Vocês são como o caçador nu nas florestas, ameaçado constantemente por animais selvagens caminha por um terreno hostil sem hesitar, confiante de que o Desconhecido o guarde e o proteja. Por outro lado, não deixa de ser uma tremenda merda o que foi feito pela “ONG 325”, se é que Abe é a pessoa que expuseram. Desde já dizemos, vocês se acham completamente intocáveis, não é mesmo? Nós sabemos quem está por trás da delatora “L”, sabemos qual grego está por trás do projeto inglês 325 – Act of Freedom. Nós não viajaremos do México ao Reino Unido para atentar contra vocês e seus espaços, porque a crescente presença de ITS na Europa não é mera casualidade…

III.

Para os frades anarquistas no México, saibam que o vitimismo de vocês não os salvam de nada, enquanto continuarem falando merda de ITS e reproduzindo a difamação do 325 ou da Sra. Campbell (que por sinal, fechou a boca depois que a localizamos e a ameaçamos de morte), nós nos inteiraremos e atuaremos em consequência, assim foi em Dezembro do ano passado com o punk anarquista que massacramos a golpes e deixamos abandonado como um nódulo inútil na frente da Faculdade de Filosofia e Letras da UNAM. Sim, fomos nós junto com nossas cumplicidades criminosas. Este personagem infame pronunciou uma cascata de merda contra nosso bando num comício da zapatista dois dias antes, e no final ficou estirado que nem uma merda, literalmente. (4) Que saibam que nós podemos atuar como o crime organizado ou como uma gangue, e já demonstramos isso mais de uma vez.

Cagamos e andamos se o anarco-estrela defensor dos indefensíveis se enfureça lendo isso e diga novamente “É assim como eles me pagam? Se eu lhes emprestei dinheiro!”. A credibilidade do anarquismo moderno está em pedaços pelo chão, e isso foi constatado com o que escreveu um feroz individualista:

“(…) hoje em dia não dou a mínima para o que se diga sobre mim, pela simples razão de que eu há tempos já não me concebo dentro do chamado Movimento Anarquista, nem do plataformista, nem do reformista, nem do esquerdista, e muito menos (especialmente) dentro do aspectro-mentira-falsidade anarquista insurrecional (com todas as suas variantes). Acabei me enojando de tudo isso, de todas aquelas pessoas que só falam e nada fazem, porque quando se trata de ser coletivistas todos são coletivistas, quando se trata de ser individualistas todos dizem ser individualistas. Acabei por estar farto da mentira ideológica do insurrecionalismo e acabei por me dar conta da verdade por trás do mito.” (5)

IV.

“Mulheres, velhos, crianças, todos devem ser afogados em sangue”.
Paolo Schicchi, anarquista italiano, 1892.

Há um conflito irreconciliável entre os frades anarquistas do tipo 325 e a minoritária seita à qual pertencemos, isso não negaremos. Já não queremos nos atolar neste jogo chato de contestar críticas porque sabemos que o intelecto de vocês não é capaz de compreender do que estamos falando, queremos apenas que fique bem claro que tudo tem a sua consequência, e que cedo ou tarde, esperem ou não, alguns de nós investiremos como a águia no peixe.

Adiante com os atentados indiscriminados e seletivos!
Adiante, teóricos eco-extremistas!
Adiante, membros de ITS na América e Europa!
Adiante, cúmplices criminosos!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – México

NOTAS:

1).https://325.nostate.net/2018/09/15/who-is-arturo-vasquez-a-paralegal-or-an-eco-extremist-mafia-usa/

2).http://maldicionecoextremista.altervista.org/europa-de-e-mails-enviados-a-la-policia/

3).https://www.thescottishsun.co.uk/news/2321310/anti-terror-cops-email-named-group-behind-bomb-scare-edinburgh-princes-street-gardens/

4).http://www.elgrafico.mx/la-roja/04-12-2017/fracturan-con-golpiza-joven-en-ciudad-universitaria

5).http://maldicionecoextremista.altervista.org/es-en-delaciones-en-cadena-si-claro-en-mexico-city

Novo Blog da Atassa!

Dando seguimento à teoria eco-extremista em língua inglesa, Atassa – Readings in Eco-extremism, surge com um novo blog em uma parceria com o The Psycho Path. Para acessar o novo blog da Atassa clique neste link.

A Guerra de José Vigoa: Um Breve Discurso Sobre o Método Eco-extremista

Extraído da primeira edição da Revista Atassa.

A coisa mais notável que o eco-extremismo empreendeu durante o ano passado foi a sua maior clareza na organização. Embora o seu modo de atacar sempre tenha sido pequeno, disperso e reservado; e embora tenha sempre renunciado ao discurso revolucionário ou à discussão de um “movimento”, apenas uma ruptura ressonante poderia deixar claro que o ethos do eco-extremismo é diferente daquele dos anarquistas e outros terroristas radicais. Em comparação com o ativista, o eco-extremista busca emular o criminoso. Em vez do Partido, o niilista individualista constrói uma “sociedade secreta” (muitas vezes secreta mesmo entre eles). Em vez de um movimento, aqueles que realizam a defesa extremista da Natureza Selvagem defendem uma máfia. Se o surgimento do eco-extremismo sinaliza a travessia da ponte para sair da Terra do Progresso e do Iluminismo, a nova etapa do manejo da selvageria está incendiando esta ponte e observando-a arder.

Claro, existem razões teóricas para isso. Para realizar ações eco-extremistas, os próprios atores requerem uma maior autonomia e anonimato, assim como os delinquentes. O liberal, o esquerdista, o anarquista, o anarco-primitivista defendem ações que outros podem emular e proclamar como o Crucificado no Evangelho: “Vá e faça o mesmo”. Querem “produzir em massa” um curso de ação e comportamentos desenvolvidos para se adaptar a todas as situações e contingências possíveis. Tudo é em “código aberto” e para que todos vejam. Isso responde a sua necessidade do ethos democrático, sua Fé no Povo, seu Dogma da Bondade Fundamental da Natureza Humana. Mesmo os mais compreensivos leitores híper-civilizados param na literatura eco-extremista e se perguntam: “Mas o que eu devo FAZER? Como posso aplicar isso a MINHA PRÓPRIA VIDA?, etc.,” Se você tiver que se perguntar, então não há resposta no seu caso.

O eco-extremista é um oportunista. Ele é um individualista. Não existe um molde eco-extremista assim como há um molde comunista, anarquista ou primitivista. Cada um é diferente, assim como cada crime é diferente. O ativista moderno busca limitar o caos e a contingência: o eco-extremista conta com eles, e até mesmo prospera neles. As massas de ativistas híper-civilizados, desde os pacifistas até os Black Bloc, buscam se mover como uma coluna de tropas napoleônicas, com disciplina, objetivo comum e com uma força que confronta o Estado em uma situação de “duplo poder”. Estes são tão fortes quanto o seu elo mais fraco. A ação eco-extremista é a guerra de guerrilha no sentido pleno do termo: não apenas na prática, mas também no propósito. O eco-extremista, como o criminoso, luta apenas por si mesmo, em benefício próprio, e com os que mesmo longe lutam de maneira similar; aqueles que buscam igualar seus atos baixo as suas próprias circunstâncias.

É por isso que o eco-extremismo é a “pedra de tropeço e rocha que faz cair, porque tropeçam com a palavra” (1 Pedro 2: 8). Mesmo aqueles que simpatizam, esses líderes de torcida de esquerda que querem ser um pouco mais militantes e pensam que algumas poucas palavras em apoio a ITS aumentam a sua credibilidade com “pós-esquerdistas”, não entendem este primeiro princípio eco-extremista. O eco-extremismo não se trata de algumas poucas palavras militantes que estimulam a conversação, ou uma forma ligeiramente mais violenta de pessimismo passivo que permeia nos círculos intelectuais progressistas, se é que são honestos. O eco-extremismo é uma cumplicidade conspirativa, uma afinidade violenta e uma simpatia que leva à ilegalidade. O eco-extremismo não é outro ídolo ideológico que alguém tem no altar junto com o anarquismo insurrecional, o anarco-primitivismo, o eco-anarquismo, o niilismo passivo, etc. O eco-extremismo é o rompimento dos ídolos, até mesmo o ídolo da “autorrealização” e “autonomia” dentro da podre civilização tecno-industrial. É o zelo santo do fanático frente as blasfêmias contra a Natureza Selvagem, o desejo ganancioso da violência contra a vítima híper-civilizada e a singular paciência necessária para atacar o inimigo no momento oportuno. Qualquer semelhança com as ideologias que o precederam é superficial, na melhor das hipóteses.

Para irmos além, tomaremos algumas lições da vida de um guerrilheiro/criminoso moderno, alguém que teve opiniões semelhantes sobre a legitimidade da atividade criminosa em uma sociedade corrupta. Falamos aqui de José Vigoa, ex-Spetsnaz (NdT1), possível oficial da inteligência cubana, traficante de drogas e ladrão de cassinos que era o terror nas ruas de Las Vegas durante os anos de 1999 e 2000. Durante esse tempo, ele e seu pequeno bando roubaram alguns dos maiores cassinos de Las Vegas, incluindo o MGM e o Bellagio. Vigoa também matou dois seguranças de um carro forte que tentavam dar uma de heróis durante um roubo. Não nos debruçaremos sobre os detalhes biográficos de Vigoa aqui, apenas citaremos passagens do fascinante relato de John Huddy, “Storming Las Vegas: How a Cuban-Born, Soviet-Trained Commando Took Down the Strip to the Tune of Five World-Class Hotels, Three Armored Cars and Millions of Dollars”, e comentaremos sobre isso, conforme for o caso. Com isso, buscamos aprender com as regras do compromisso e esclarecer como o ataque individualista acontecerá a partir de agora no futuro. O futuro, tanto quanto se pode falar dele, pertence ao individualista, ao caos e a amoralidade.

“Não é que José Vigoa pense bem na determinação dos guardas da Brinks, já que estragaram o que poderia ter sido o seu roubo de aposentadoria. “Estúpidos heróis, merda!” , pensa Vigoa enquanto dispara fogo pesado contra os guardas e se retira ao rodeio que o espera. Vigoa se surpreende que os homens mal pagos da Brinks lutem. Se não fosse pela linha de fogo que veio contra ele e o gringo louco que atirou por cima do baú, Vigoa diria na cara deles o quão absurdos são: eu não estou tentando roubar seu dinheiro, ou faltar-lhe com respeito, ou roubar algo de sua família. Quero pegar o dinheiro dos donos gordos do cassino, do porco que tem milhões e milhões e explora seus empregados com salários de merda.” (16)

Intrépido, Vigoa realiza uma reunião pós-missão e anuncia uma nova política: “Da próxima vez nós disparamos primeiro e não faremos perguntas a ninguém. Não perguntarei aos guardas por seus malditos relógios. Todo mundo quer ser um herói neste país”. Vigoa escreve mais tarde em seu diário: “No meu mundo, você é o caçador ou o caçado. Las Vegas faz isso, Vigoa aceita.” (22)

A abertura do livro descreve um robusto roubo de veículos blindados no Desert Inn Hotel de Las Vegas, quando Vigoa e sua equipe abriram fogo cedo demais para que os guardas entregassem o dinheiro, permitindo assim que eles devolvessem os disparos e se defendessem. Isso seria um problema na onda de crimes de Vigoa: que os pobres guardas que tinham tudo a perder e nada a ganhar, com as balas revidadas defendiam o dinheiro de seus chefes de qualquer maneira. Talvez aqui vejamos que os “híper-civilizados”, longe de serem inocentes ou explorados, sustentam um sistema injusto por algum senso de orgulho ou hábito. A civilização não suprime os instintos animais, mas aproveita-se deles para os seus próprios fins, e neste caso, para defender o conceito de propriedade privada e o “trabalho bem feito” do trabalhador honesto. Poderia haver mais provas de que os híper-civilizados nunca se voltam contra o sistema tecno-industrial? (16)

“Os roubos e as táticas de pequenas unidades utilizadas pelo grupo lembraram a polícia de seu próprio treinamento. Os veteranos da Marinha e do Exército reconhecem as táticas de guerra de guerrilhas das Forças Especiais. O agente especial Brett. W Shields do FBI percebe que o bando usava as doutrinas clássicas dos comandos: (1) inserção clandestina, (2) combate breve e violento, (3) fuga rápida e (4) retirada rápida e enganosa. A polícia percebe que eles estão contra um criminoso organizado e tão colorido e letal quanto qualquer valentão da velha escola, mas que possui uma inteligência excepcional no campo de batalha, poder de fogo moderno e sofisticadas táticas de pequenas unidades.” (25)

Esta “militarização” da atividade criminosa é um tema comum em nossos dias, como veremos mais adiante.

“O que Vigoa chamava do Demônio Feroz estava sacudindo-o agora; logo estaria acordado. Vigoa poderia sentir a sua força bruta e o calor acumulando forçar por todo o seu corpo. Uma vez que ele havia temido o sentimento, pensou que era o que o havia atraído para a vida do crime e brutalidade, mas Vigoa sabia melhor agora. O Demônio Feroz era seu escudo e salvação, a força primitiva que o matinha vivo. Estava acordado e cada vez mais forte, e logo estaria livre para fazer o seu trabalho.” (104)

Esta passagem refere-se a um episódio no início da carreira de Vigoa, mas como muitos individualistas e selvagens de antigamente, Vigoa também tinha um espírito de orientação no combate. Para ser mais do que se pode fazer como um mero animal mortal, e para atacar, muitas vezes é preciso a inspiração de um espírito, de um demônio, como na crença grega antiga. Não é de surpreender que Vigoa acreditasse nisso, e pela qual o anarquista ou esquerdista zombaram disso, já que o poder destes vêm do povo segundo as suas crenças humanistas. Aqueles que aspiram a ações inumanas devem ter ajuda inumana.

Muitos traficantes também eram viciados e usavam seus lucros para sustentar os seus hábitos, mas Vigoa não. Sua abstinência não era moral, mas de vida e morte. “Você tem que manter o cérebro limpo”, advertiu a um de seus aliados. “Tem que estar em alerta em todos os momentos, mesmo quando esteja dormindo, fazendo amor ou com a sua família. Você tem que enxergar mais longe que os outros homens e em todos os cantos. Tem que ver nos corações dos homens. Você tem que ler os olhos do seu inimigo e saber que estão prestes a atacar, ou um dia eles tentarão te matar.” (106)

Vigoa ensina a sobriedade e vigilância pela mesma razão que os eco-extremistas: não por razões morais, mas por um propósito individualista. O objetivo do eco-extremista é o ataque, e os inimigos estão em todas as partes. A sobriedade e a vigilância são sempre necessárias. Alguns dirão que isso equivale ao ascetismo: que tal vida é um abraço desnecessário nas dificuldades para algum tipo de desfecho moral inverso. Nada poderia estar mais longe da verdade. O homem híper-civilizado espera ser defendido por sua tecnologia, seus edifícios e sua moralidade. Mesmo o mais amoral dos egoístas híper-civilizados baseia-se na civilização e suas pompas por sua “amoralidade”. A condição real do homem sem civilização é da constante vigilância: na selva, no bosque, na planície, e nos mares. Estamos tão separados de nossos sentidos e de uma vida de compromisso com as coisas selvagens, que acreditamos que uma vida de vigilância e sobriedade é uma vida de privação. A alternativa, no entanto, é a vida do animal do zoológico: não estamos sob nenhuma ameaça física porque vivemos em jaulas. Pelo menos, o eco-extremista resiste à vida na jaula, embora seja apenas para atacar e voltar a lutar outro dia. A alternativa é tentar encontrar a liberdade dentro da jaula, o que é um absurdo.

“De certa forma, o desaparecimento de Pedro foi algo bom”, diz Vigoa mais tarde. “Nos colocaram a prova. Depois que Pedro foi expulso do estacionamento, não nos desmoronamos nem nos deixamos entrar em pânico. É assim que é no combate real. Sempre há surpresas. Nada nunca acontece da maneira que se supõe que irá acontecer, e o plano é apenas o primeiro passo. Sempre haverá um refluxo e fluxo na luta. É como você reage às surpresas que importam. Nós fizemos bem.” (146-147)

O contexto para esta reflexão é o roubo do MGM que o bando de Vigoa realizou, e a lição aqui é óbvia. Sigamos adiante.

“Embora não seja o assalto mais lucrativo, o roubo ao Mandalay Bay será o modelo seguido pela quadrilha nos assaltos, sem resistência, e exatamente segundo o plano. O roubo atual dos dois guardas do Brinks leva menos de um minuto, e a fuga ainda menos tempo. Para quando a polícia chegar, os atiradores já tem desaparecido faz tempo. Ninguém sabe exatamente em que direção fugiram os suspeitos, as descrições do veículo de fuga variam, algumas testemunhas descrevem os bandidos como homens negros e não há evidências balísticas nem impressões digitais.” (186)

Este é um bom resumo das táticas do bando de Vigoa, que focou na velocidade e na precisão na hora de realizar os seus roubos e fugas.

“Como um tubarão, Vigoa pensou que foi encorajado por um impulso primordial, até mesmo o vício fora de seu controle. Talvez seus roubos não fossem sobre o bem ou o mal, o dinheiro, a vingança pelas injustiças passadas, ou mesmo pela família. Eles eram sobre o poder, a violência, o perigo e a emoção da caça. Os tubarões fizeram o que fizeram sem arrependimento, e o mesmo fez Vigoa. A polícia não poderia compreender isso, pensou Vigoa. Não tem ideia de quem ou com quem estão lidando.” (158)

É estranho que todos os “anarquistas verdes”, apesar de seus esforços pela “reselvagização” e por seus estudos antropológicos dos povos primitivos, não possam entender o que um criminoso comum aprendeu tão bem. Ou seja, a violência não era um meio para um fim na vida “primitiva”, mas muitas vezes um fim em si mesmo: um modo de vida. A emoção da caça e do ataque não é absorvida pelo hippie reselvageado em nossos dias, mas pelo criminoso e o vândalo, com todas as suas contradições e egoísmos.

“No geral, talvez o bando de Vigoa nunca poderia trabalhar com a precisão dos comandos Spetsnaz, mas era possível ensiná-lo a obedecer ordens simples e executar os planos bem desenhados de Vigoa. Mais tarde ele escreveu: “Uma de minhas habilidades especiais, na guerra e no crime, era treinar meus homens duramente simulando a missão uma vez e outra, às vezes vinte ou trinta vezes. Não havia lugar para o erro. A polícia e o exército os descobrem o tempo todo, mesmo quando você treina bem haverá erros. No meu negócio, posso cometer cinco roubos bem sucedidos, mas se cometo um pequeno erro ou permito que meus homens sejam descuidados e indisciplinados, todos morreremos ou seremos presos e cumpriremos largas penas.” (161)

Aqui começa uma parte crucial no livro, onde Vigoa começa a descrever sua metodologia com mais detalhes. Aqui vemos que Vigoa, porque é um homem de ação, não tem nenhum problema em exercer a autoridade. Embora os eco-extremistas tendam a ser individualistas, eles não tem problema algum com a autoridade, já que é concebível que uma situação assim possa surgir onde um pequeno grupo se forma para realizar uma ação particular. Ao contrário do anarquista ou do esquerdista, a organização não é uma função da ideologia, mas da eficácia em uma situação apropriada onde a velocidade e a precisão são fundamentais. Portanto, o eco-extremismo não possui problemas com a autoridade.

E agora a equipe poderia recitar as Regras de Vigoa quase palavra por palavra:

– “Não falar durante um trabalho, exceto na hora de “gelar” a vítima (ordenando-a que jogue a sua arma). Silêncio absoluto entre os membros da unidade.

– Plano A: Desarmar os guardas. Plano B: Matá-los sem hesitar se resistirem.

– Vigoa, e apenas Vigoa dá as ordens de quando se retirar para o carro na fuga.

– O segundo veículo de fuga (tecnicamente conhecido como o primeiro carro de fuga) estará dentro da distância próxima do trabalho porque o condutor dentro do veículo foi ensinado a utilizá-lo como aríete (NdT2), e poderia danificar o primeiro carro na cena do crime.

– São necessários no mínimo três carros por trabalho. Estes veículos, além do primeiro carro de fuga – aquele cuja a placa todas as testemunhas anotam imediatamente, fazem um total de quatro carros por trabalho.

– A velocidade é essencial – um minuto e fora. (Quando Suárez começa a protestar que levará tanto tempo apenas para recolher o saque, Vigoa o interrompe: “Isto não é o cinema, menino, as pessoas tem telefones celulares, ligam ao 911, e os estúpidos [a polícia] sairão para fora de suas lojas de rosquinhas para uma pequena ação”.)

– Não se pode deixar nos estacionamentos dos cassinos os carros que serão utilizados, porque a segurança tem estado anotando os números das placas. Utilize estacionamentos de apartamentos.

– O caos é fundamental. (Vigoa diz a seu bando: “Quem sabe o que é modus operandi?”. Silêncio. “Bem, porque não temos um. Há que ser imprevisíveis. Isso é a guerra. Seja previsível e morra”).

– Não deixe nada para trás.

– Máscaras de esqui e roupa escura. Sempre use luvas. Utilize as máscaras até chegar ao terceiro carro de fuga.” (165 – 166)

Nestas regras, vemos novamente a ênfase na autoridade, velocidade e precisão. Mas também vemos um aceno ao caos. Os eco-extremistas buscam ser o caos, a Natureza Selvagem em uma sociedade domesticada e artificial. Eles tampouco tem modus operandi. Eles não querem nada da sociedade, exceto atacá-la, então seus métodos não são tão diferentes de seus fins: atacam pelo bem do ataque. Isso permite que eles sejam imprevisíveis como Vigoa procurou ser.

“Não quero matar ninguém em meus roubos. Não queria matar os guardas do shopping. Mas depois do Desert Inn, percebi que todo americano quer ser um cowboy. Chamo isso de herói de merda. Você tem que ser John Wayne, Mel Gibson e Bruce Willis, e se faz coisas estúpidas, me obriga a fazer o que faço, o que não é totalmente estúpido, porque para sobreviver eu vou explodir o seu maldito cérebro. Vou mandar você no trem para o inferno por um capricho. Meu capricho.” (223)

Esta passagem descreve o que aconteceu quando Vigoa e seu bando tentaram roubar um carro blindado e tiveram que matar os dois seguranças porque decidiram lutar. Mais uma vez, os híper-civilizados defendem a civilização mesmo quando ela não é de seus interesses materiais. Chame-os como quiser, mas eles não são amigos do individualista ou da Natureza Selvagem para o assunto.

“Eu não estava drogado ou bêbado, mas tinha certeza. Muito confiante. Era o clima da festa. Me senti bem e suave, quase em transe. Me senti invencível e foi então que baixei a minha guarda. Assim como os hotéis fizeram quando os ricos, advogados e contadores deram conta dos gangsters italianos difíceis”. (248 – 249)

Vigoa descreve aqui como estar com a guarda baixa o levou a sua queda. Durante seu roubo do Bellagio, Vigoa usava o chapéu errado e foi identificado pelas câmeras de segurança, mostrando seu rosto em todas os noticiários. Isso é também uma advertência contra a vida dupla: Vigoa era um homem de família e deixou que uma festa familiar o relaxasse demais e o fizesse perder o foco. Em última análise, por isso foi capturado: uma parte de sua vida dupla contaminou a outra.

“Em 3 de Junho de 2002, eu estava pronto para sair, pronto para fugir da prisão de Clark County pela noite. Seria um presente bom e definitivo meu para todos os agentes da lei, sem mencionar a publicidade para o DA (NdT3) e algo para manter as pessoas ocupadas com as notícias. Mas algo inesperado e não planejado aconteceu. Um amigo meu foi preso com vinho feito na prisão. A polícia me perguntou se poderiam entrar em minha cela por um segundo porque alguém foi preso com vinho, e a polícia queria saber se eu tinha alguma coisa. Eles olharam em volta e não encontraram nada. Estava trabalhando aquele dia na janela, fazendo o meu último trabalho, mas não tinha as placas de metal coladas ou muito bem disfarçadas, porque a busca nas celas foi tão repentina, e eu estava tão perto de fazer a checagem – e a nova correção oficial inexperiente descobriu meu trabalho por acidente. Foi um tiro de sorte.” (335)

Depois que Vigoa foi capturado, um integrante de sua equipe estava preparado para testemunhar contra ele em troca de clemência. Esta pessoa, no entanto, terminou pendurada em sua cela em circunstâncias misteriosas. Apesar de estar em isolamento a maior parte do dia, Vigoa estava tentando sair pelas grandes de sua janela e escapar. Isso demonstra o espírito indomável de Vigoa: mesmo quando estava prestes a ser condenado a prisão perpétua, ele ainda encontrou a possibilidade de tentar escapar.

O tom de nossa primeira e das subsequentes entrevistas é prático e até cordial. Mas quando Vigoa compara o tiroteio de Ross e as trágicas mortes na guerra, eu o interrompo. “Roubar as pessoas à mão armada não é guerra”, lhe digo. “Roubar as pessoas sob a mira de uma arma para se enriquecer e depois atirar nelas quando resistem é assassinato.”

O rosto de Vigoa escurece. Ele me olha duramente, e nos olhamos nos olhos. Há uma longa pausa e depois suspira. “Tem razão, não é guerra.”, diz Vigoa. “-Bem, talvez um pouco como a guerra. Na guerra não matamos apenas soldados, mas também pessoas inocentes. Mas às vezes um homem não tem outra opção.” Vigoa ainda está atônito porque os guardas do Desert Inn e do Ross arriscaram suas vidas pelo dinheiro de outra pessoa.” (354 – 355)

Quando é questionado pelo autor do livro, Vigoa resiste à moral híper-civilizada, e se nega a excluir o “inocente” em seus ataques indiscriminados. Mais uma vez, é muito revelador que ele entenda o que tantos “eruditos” não conseguem: que os inocentes não são tão inocentes assim, e que as pessoas “fazendo o seu trabalho” são justamente os que sustentam a civilização.

“José Vigoa é um exemplo do criminoso mais temido no futuro”, disse o xerife Bill Young. “Nas forças de segurança os EUA sabemos exatamente como lidar como o bandido de rua, mas estamos muito atrasados com os estrangeiros nascidos e treinados, que são inteligentes e não cometem delitos porque são viciados ou precisam de dinheiro para drogas. Estamos vendo cada vez mais esses caras em Las Vegas, particularmente no Oriente Médio, nos Estados Bálticos e na América do Sul. Seus valores são muito diferentes dos nossos, e o lado implacável que eles mostram deixa muitos policiais americanos atordoados. Muitos desses caras tem formação militar e são sofisticados e bem instruídos. Será necessário um esforço conjunto de nossa parte para lidar eficazmente com os José Vigoas do mundo”.

“A história de José Maual Vigoa Pérez acaba por ser a história do nosso tempo.” (364)

Assim termina o livro de John Huddy sobre um grande ladrão individualista que passará o resto de sua vida em uma prisão nos Estados Unidos. A partir desta passagem, fica claro que José Vigoa foi um pioneiro: um presságio das coisas por virem. Acredito que o eco-extremismo compartilha muitas das mesmas características que o xerife descreve aqui: pessoas que são treinadas (mesmo as que se autotreinam), indiscriminadamente violentas, bem instruídas e comprometidas com o empreendimento criminoso. À medida que a estrutura da sociedade continua a se desintegrar (no sentido institucional), e implacáveis em seus métodos. Isso, portanto, não é uma previsão, mas a leitura do inevitável. “As coisas desmoronam, o centro não aguenta…”

O eco-extremista é aquele que se entregou ao caos que ameaça a civilização tecno-industrial. Aprendem com José Vigoa, as tribos primitivas, companheiros terroristas, e qualquer um que possa fornecer exemplos sobre como conduzir uma guerra pessoal em defesa extrema da Natureza Selvagem, embora essa defesa seja apenas olho por olho, dente por dente.

Fonte:

Huddy, John. Storming Las Vegas: How a Cuban-Born, Soviet-Trained Commando Took Down the Strip to the Tune of Five World-Class Hotels, Three Armored Cars, and Millions of Dollars. New York: Ballantine Books, 2008

(NdT) Notas do tradutor:

*Forças especiais russas. Vigoa como soldado cubano foi treinado na antiga URSS, sob a doutrinação das forças de elite.

**Utilizar um carro como “aríete” é tomá-lo como uma arma para quebrar portas e penetrar obstáculos na fuga.

***District Attorney, o procurador.

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JOSÉ VIGOA: DADOS BIOGRÁFICOS

José Vigoa foi o maior assaltante de Las Vegas. Nasceu em 24 de Dezembro de 1959, em Caimito del Guayabla, Cuba. Ele cresceu sob o regime socialista implementado por Castro.

Aos 13 anos foi enviado para a URSS e lá ficou por 6 anos para receber treinamento militar.

Após terminar o treinamento de Spetsnaz, encabeçou um grupo armado de cubanos no Afeganistão que combateram contra os Talibãs enfrentando a União Soviética e seus aliados naqueles anos.

Após os confrontos Vigoa retorna a Cuba, mas logo depois decide sair do país e em 1980 chega a cidade americana de Las Vegas.

Sem oportunidades de emprego e se vendo numa plena crise de imigração que sacudia os Estados Unidos, se torna traficante, mas em 1989 é preso em uma operação especial da DEA, e é acusado de tráfico de cocaína.

Vai para a prisão cumprindo uma sentença de 7 anos e, em dezembro de 1996 sai baixo liberdade condicional.

Vigoa, fora da cadeia, sedento de vingança, começa a preparar um plano criminoso elaborado que o colocaria na história. Treina seus amigos no hostil deserto de Nevada (Oscar Cisneros, Luis Suarez e Pedro Duran), começa a juntar armas curtas e vigiar cassinos de luxo, hotéis caros e carros blindados que transportavam dinheiro destes mesmos negócios. Assim, a espetacular carreira criminosa de Vigoa dá seus primeiros passos:

– 20 de Setembro de 1998, Vigoa e seus homens assaltam o cassino MGM Grand, vão para a saída previamente vistoriada onde emboscam dois guardas armados que levam sacos cheios de dinheiro do mesmo cassino. Roubam suas armas e levam 1 milhão e meio de dólares em dinheiro vivo, além de cheques.

O trabalho é limpo, sem disparar nenhum tiro. Os ladrões fogem sem deixar pistas. A polícia ainda não sabe o que estão enfrentando…

– Outubro de 1998: O bando de Vigoa se faz passar por empregados e rouba 11 veículos de uma loja de aluguel de carros. Estes ao serem muito difíceis de rastrear seriam utilizados para escapar nos assaltos que tinham pensado mais adiante. Este é o maior roubo de carros de Las Vegas.

– 28 de Junho de 1999: Em uma tarde ensolarada, o grupo liderado por Vigoa embosca um par de guardas de um blindado que saía do cassino Desert Inn. Os guardas resistem ao assalto e começa um tiroteio onde os guardas são feridos. Nesta ocasião Vigoa e companhia partem sem um único dólar, e embora a fuga deles seja implacável, essa seria uma lição que os marcaria.

– Agosto de 1999: O famoso e luxuoso casino Mandalay Bay é roubado por um grupo de homens armados, desta vez o montante seria de 100 mil dólares em dinheiro, os responsáveis seria o bando de Vigoa que foge sem deixar pistas para a polícia.

– 03 de Março de 2000: Homens encapuzados emboscam um veículo blindado que saía de uma loja de roupas em Henderson, os guardas resistem ao assalto e Vigoa com um Fuzil AK-47 os assassina a sangue frio. A polícia procura desesperadamente os assaltantes e os assassinos, mas não há nenhuma pista.

– 22 de Abril de 2000: Pistoleiros roubam dois seguranças do luxuoso hotel New York New York. Levam milhares de dólares e, como em todos os casos, não deixam nenhuma pista conclusiva para as investigações da desmoralizada polícia de Las Vegas.

– Junho de 2000: Em uma operação que dura aproximadamente 1 minuto, três homens se dirigem aos caixas principais do famoso cassino Bellagio e com pistola em mãos levam todo o dinheiro que encontram. Vigoa dirige o assalto desde o bar e dá a ordem para abandonar o lugar. O centro de operações em segurança do cassino capta todo o assalto em suas câmeras de segurança, e alertam os guardas que logo seguem o carro onde fugia o bando de Vigoa. Este, percebendo a presença dos guardas, com um só disparo no pneu deles, os detém e consegue escapar.

O roubo do Bellagio foi de 200 mil dólares em dinheiro.

É aqui onde começa a queda do bando de assaltantes mais famoso de Las Vegas.

Após o espetacular assalto ao Bellagio, os mesmos proprietários do cassino forneceram as imagens das câmeras de segurança à polícia, que cederam a todos os noticiários. Assim, difundiram as imagens dos rostos dos ladrões em todos os veículos da época; o oficial da liberdade condicional de Vigoa o reconhece e dá informações à polícia que rapidamente começa a caçada.

– 07 de Junho de 2000: Vigoa é localizado saindo de um shopping center com sua família, e é seguido pela polícia. Ao perceber a presença da polícia, Vigoa acelera seu carro e começa uma feroz perseguição, a equipe da SWAT fecha a estrada fazendo com que Vigoa saia do veículo deixando sua família dentro dele, e fugindo a pé tentando despistar seus verdugos. Ao se ver encurralado Vigoa luta fisicamente com os policiais que tentam prendê-lo, os enfrenta, mas o número o supera. São necessários 4 agentes para imobilizá-lo e ele é preso.

Já na prisão, os juízes pensam em decretar a pena de morte a Vigoa devido os assassinatos dos guardas do Henderson, e após prender seu amigo Oscar Cisneros, obrigam-no a depor contra Vigoa, mas este amanhece enforcado e o caso se afunda, a única testemunha que iria depor contra Vigoa está morta, não se sabe se Cisneros decidiu cometer suicídio em vez de enviar a morte o chefe criminoso de seu próprio bando, ou se alguém o matou fazendo com que o fato parecesse um suicídio.

– 03 de Junho de 2002: Vigoa tenta escapar da prisão, mas é descoberto pelos guardas.

– 16 de Agosto de 2002: Vigoa é julgado e este se declara culpado de 43 acusações de crimes não graves e 3 acusações de crimes graves. O condenam a sentença perpétua, onde ele passa seus dias pensando em como escapar, se a vida o permite…

Pensamentos Sobre a Moralidade

Tradução do texto “Thoughts on morality”, de Abe Cabrera.

Ao investigar sobre a “Creek War” (Guerra dos Creek) algo curioso que encontrei foi a atitude dos índios em relação aos escravos negros. Para os Creek e os Seminoles, um escravo não era livre em virtude de que a escravidão era uma instituição imoral e, portanto, ilegítima. Um escravo deixava de ser escravo quando decidia não mais sê-lo e fugia. Uma das questões que os brancos tinham com estes índios era sobre como abrigavam os escravos fugitivos, e este foi um grande ponto de disputa na segunda guerra Seminol. Mas isso não foi por causa da atitude “iluminada” dos índios. Eles não estavam acima de tomar os escravos negros por conta própria, ou de mantê-los subjugados. O ponto era que a “liberdade” e a “dignidade” concedida a todos os seres humanos pelo Iluminismo não era um fato para a mente incivilizada. Tinha que ser “ganhada” ou “tomada” daqueles que a levaram embora.

Eu deixei para trás a ideia dos sentimentos nobres, aqueles sentimentos passageiros que apenas desejam coisas boas para me fazerem uma boa pessoa. Tenho visto muitos casos em que as pessoas acreditavam na piedade apenas para cometer atrocidades, ou cometiam atrocidades em nome da piedade. É melhor simplesmente se deixar esvaziar destes sentimentos: o que tiver de acontecer, acontecerá. A morte chega em breve, a fadiga traz o esquecimento, uma dormência de sofrimento prolongado.

A única vitória é trazida por seguir permanecendo aqui e de pé. As pessoas querem que a sua vida e a dignidade sejam reconhecidas meramente por existir. Não funciona assim. Este é o sonho esquerdista, mas nunca alcança nada, que todos temos um significado simplesmente porque somos/estamos: estamos unidos ao nobre selvagem e ao futuro transhumanista explorador das estrelas por causa de alguma continuidade… Continuidade! Que mentira fabulosa! Todos os selvagens são assassinados, e por dançar em suas tumbas… quer dizer, “honrá-los”, obtemos a sabedoria e o poder que eles ainda deveriam ter, mas que não tem. Acreditamos que somos todos iguais, mas não somos. De fato, é esse pensamento de que somos todos iguais, que somos a “humanidade” que nos leva a derrubar a floresta, contaminar os rios, levar a terra ao esgotamento, e pavimentar o resto. Porque somos a humanidade, porque este é o nosso “bem”. A humanidade é a inimiga da natureza porque é inimiga do lugar, do físico, do selvagem. Existem os seres humanos (animais humanos) e depois há a Gloriosa Humanidade. Se alguém olha a humanidade de frente e a declara a própria oposição, ou é um tolo ou um covarde.

A separação do ser humano/animal e a Humanidade não é tão simples. De fato, é praticamente impossível. É como pedir aos animais que fiquem longe do bebedouro durante o verão quente. Postular as ações indiscriminadas e seletivas é postular a superioridade do inumano sobre o humano, que os seres humanos não são um sistema fechado, eles “se abrem” a algo maior que eles mesmos (embora eles não entendam nem o obtenham). Para destruir estas coisas maiores (Natureza Selvagem), eles falham em sua vocação, ou seja, estão aberto ao universo, sendo apenas outra força dentro dele e agindo como tal.

Postular a “amoralidade” é buscar a destruição de todos os obstáculos pelo caminho. É postular o individual sobre a sociedade, o caos sobre a ordem. É postular que os pecados de omissão (não fazer nada) não são menos graves que os pecados cometidos (fazer algo). Que a paz civilizada está construída sobre um monte de ossos branqueados de selvagens extintos. Que você não pode vencer o universo com um bom comportamento. Que você se recusa a negociar a regra de ouro porque apenas a escravidão e o vício provém disso (e não do tipo recomendado). A “Amoralidade” reconhece que todos temos a “nossas mãos manchadas de sangue”, porque todos estamos banhados neste sangue. Nossa sociedade foi irrigada com ele. Então isso destrói o amor por completo? Não necessariamente, mas certamente se opõe à sua codificação: sua consagração dentro do reino dos direitos e da “dignidade inerente” da pessoa ipso facto. Posso esperar por piedade daqueles que amo, e desejar a destruição daqueles que não: o desejar não me faz nobre nem me deixa de fazê-lo. Não sou Deus: minha Palavra não está no começo e nada foi criado por ela, mas é perfeitamente razoável que eu odeie a um sistema que transforma meus desejos ou qualquer outro em um código universal de moralidade: hipocrisia? Isso Importa?