[RÚSSIA] Satanistas Reivindicam Queima de Antiga Igreja em Karelia

Não há dúvidas de que os eco-extremistas são apenas uma das muitas encarnações do mal na era moderna. Todos estes males para a vida civilizada são para nós motivo de alegria e regozijo. Que o fogo satanista siga crescendo e consumindo os restos da decadente fé cristã! Que queimem os Neo-cristãos anarquistas e com eles toda a humanidade!

Moscou (Asian News) – Em 10 de Agosto a Igreja de Assunção foi incendiada em Kondopoga, na Karelia, região norte da Escandinávia na Rússia. O edifício do século XVIII parece ter sido incendiado por um garoto de 15 anos, que provavelmente sofria de alguma enfermidade mental, que queria “se tornar famoso no mundo”, segundo os policiais que o interrogaram. O menino estava em contato com uma seita satânica.

A igreja era um monumento protegido pelo estado, e foi completamente destruída pelo fogo, por isso os especialistas acreditam que não há esperanças de restaurá-la. Era uma Igreja Ortodoxa localizada em um penhasco do grande lago Onega, e construída em 1774 com as típicas características nórdicas, com uma aparência especial de carpa e uma altura de 42 metros. Era chamada de “a canção do cisne” da arte russa em igrejas de madeira, da qual apenas algumas espécimes podem ser encontradas, espalhadas ao longo do país, sendo uma dúzia no parte arqueológico da cidade de Sudzal.

As seitas satânicas se espalharam imediatamente após o fim do comunismo na Rússia, embora alguns acreditem que estiveram ativas desde 1980 nos ambientes mais extremos da dissidência juvenil. Mais que a influência da cultura do Rock, proibido em épocas soviéticas e duramente condenado pela Igreja Ortodoxa, o Satanismo russo revela elementos de protesto contra a Igreja nacional. Em suma, a inspiração anti-cristã natural, os Satanistas criticam a Igreja por ter colaborado com o regime “satânico” dos Bolcheviques, e são justificados pela necessidade de uma “revolução” espiritual. O culto a Satanás seria então um mundo para “se purificar” da falsa religião soviética.

No país, acredita-se que entre 50 e 100 mil pessoas pratiquem cultos Satânicos. O Ministério do Interior começou a investigar e intervir em suas atividades desde 2003, classificando-as como “seitas destrutivas” dedicadas ao esoterismo e a magia negra. Não é incomum que adolescentes emocionais acabem sob sua influência, como o que colocou fogo na Igreja em Kondopoga.

Uma Igreja Satanista Oficial

Ainda sim, há quase dois anos existe uma Igreja Satanista registrada oficialmente em Moscou. A data do registro (10 de Maio de 2017) é lembrada a cada ano como o “Dia do Satanismo Russo”. É singular que os Satanistas tenham adotado a legislação russa logo após a aprovação da “Lei Jarovoj” em 2016, a provisão que limita e efetivamente previne que seja professada a fé em qualquer esfera pública sem que se adira rigorosamente às normais da lei.

Ao serem entrevistados pelo site 66.ru, os Satanistas Russos, nas palavras de seu líder chamado “Oleg Sataninov”, declaram ter decidido “sair do armário” em 2013 e que pretendem formar uma organização estritamente religiosa, seguindo os ditames da Constituição Russa. Foi apresentado um documento na “Fundação da Doutrina Satanista”, com seus próprios mandamentos, a lista de pecados e símbolos da Igreja Satanista, tais como a cabeça de uma cabra rodeada de letras mágicas do alfabeto de Enoch. Os membros da organização normalmente mantém reservas sobre sua filiação, mas estão espalhados por toda a Rússia.

Os Satanistas Russos garantem que não são dependentes, ou que sequer estão ligados à Igreja de Satanás nos Estados Unidos. Eles não traduzem literatura do inglês ou de outros idiomas, mas produzem livros em russo, embora geralmente sigam os princípios da Bíblia Satânica publicada na América por Anton LaVey, em 1969. Eles não tem templos de adoração, mas usam edifícios disponíveis graças a membros do grupo de tempos em tempos, e negam a acusação de realizarem sacrifícios humanos. Sobre este assunto, se distanciam dos “adoradores malvados”, que acreditam ser simplesmente “cristãos inversos”.

Ainda não se sabe qual seita e que ritual motivou o ataque incendiário dos adolescentes em Karelia, ou se a destruição de Igrejas é uma prática recomendada pelas autoridades do Satanismo Russo, de forma oficial ou clandestina. Certamente, era uma prática habitual do ateísmo militante dos comunistas soviéticos.

Por Vladimir Rozanskij

[MÚSICA] Miasthenia

Extreme Pagan Black Metal com líricas pagãs e ancestrais. Abordam ritualismos pagãos, resistência indígena ancestral, o Desconhecido, culto à morte e aos Deuses, guerras, canibalismo, misantropia, anti-cristianismo extremo, herança e vingança ancestral, cosmologia pagã, submundo, animismo, Natureza Selvagem, supremacia ancestral, necromancia, primitivismo, caçadas e confrontos, etc.

Escuta o chamado…

Letra da “Sacerdote Jaguar”:

Guardiões do inframundo
Correndo de volta ao templo, guardando segredos primordiais
Resistência ancestral!

Em ritos fúnebres no templo da morte.
Sacerdote-jaguar celebrando deuses da morte

Libertando a alma do templo
Libertando seu grande espírito
Lealdade na escuridão

Evocando mortos em transe
Guiando seus passos para além do inframundo de volta ao mitnal,
Ao ventre da deusa, de fetos e larvas, de mortos esperando renascer no inframundo

Em ritos fúnebres no templo da morte.
Sacerdote-jaguar celebrando deuses da morte

Libertando a alma do templo
Libertando seu grande espírito
Lealdade na escuridão

Evocando mortos em transe
Guiando seus passos para além do inframundo de volta ao mitnal,
Ao ventre da deusa, de fetos e larvas, de mortos esperando renascer no inframundo

Metamorfoses espirituais da morte
Sublimes estágios de renascimento
Akbal guia o jaguar
Akbal corre em minhas veias

Unindo mundo opostos, potências celestes,
A alma dos mortos aos ancestrais
Chave do renascimento no mundo dos mortos
Forças ctônicas, ritos telúricos

Akbal guia o jaguar
Akbal corre em minhas veias

Guardiões do inframundo
Correndo de volta ao templo, guardando segredos primordiais
Resistência ancestral!

Em ritos fúnebres no templo da morte.
Sacerdote-jaguar celebrando deuses da morte

Letra da “Brumas Xamânicas”:

O Xamã Makú, da tribo de nômades caçadores da floresta Amazônica prepara-nos a mágica porção alucinógena de viagens sobre a cosmos e o passado sulamericano, sobre Nemep-wa Matas (Domínio das Sombras), risos obscuros de profanações ouvimos das Sombras, a vaguear nas florestas taciturnamente espionam os mortais, na vampírica busca do sangue. Livres no tempo em meio a danças e cantos, rituais poemas. Sob selvagens horizontes retorno à terra – alma de meu povo. Sem paz. Com as minhas armas defendo sua memória enterrada. Retorno à terra e dela retiro minhas, o canto dos mortos.

Glifos insólitos que habitam esta saga
A saga de uma guerreiro ancestral
As folhas caem num prelúdio
E sangue dos deuses é derramado…

Brumas Xamânicas!
Fogo e tempestade em suas veias
Delírios enfim de desumanos poderes…
Seu corpo a floresta pulsante
Seu sangue vestígio do tempo.

Quilla!!! Vejo um deus sem face
Caminhando entre as hordas de ataque
Rituais de nossos desejos
Cósmicos mistérios…

Brumas Xamânicas em prelúdio
Mitos de guerra, relatos do fim…

Vejo formas exóticas e a saga de um guerreiro ancestral
Numa confusa dimensão e o cérebro máquina em tirania
Um vermelho profundo escurece minhas visões…

Letra da “De Natureza Infernal”:

De infernal natura
Ritos obscuros de profanação
Pulsando na floresta na busca pelo sangue

Nós regressamos com ódio para o fim!!!

Sob o cosmos primordial
Visões de opulenta Serpente
Através do espelho do tempo anunciando
O resurgir da natura
De criaturas infernais!!!

Giramos sob o espelho do tempo
Onde o dia jamair ousou penetrar
Onde a Lua em luxúria copula com as sombras
No Trópico dos Pecados!!!

Clamam em sacrifícios humanos…
Para além dos ciclos da vida e da morte
Míticos espiritos ancestrais
Libertem!!!

Letra da “Guerra de Mixton”:

Nas montanhas de mixtón
Feiticeiras dançam
Ao redor do fogo
Contemplando os ventos que
Anunciam a sangrenta batalha

Anunciando a vida de Tlaloc
E de todos ancestrais ressuscitados
Ao rufar dos tambores
As hordas de Tlaloc
Se reúnem para o massacre
Tanamaxtle grande guerreiro
Se prepara para a batalha
Conduzindo as hordas bélicas
Da resistência

Tlaloc o senhor da destruição do “terceiro sol”
Evocando a chuva cósmica
Do universo que se revela
Nos códices sagrados
Ergue novamente o seu templo
Nas montanhas de mixtón

Expurgando os sacramentos
Incendiando igrejas
Matando missionários
Castigando os seguidores da igreja
Lançando a desgraça
O exército do vice-rei

A flecha de Tanamaxtle
Corre como o raio de Tlaloc
Reinando soberana nos campos de batalha

Tempestades de apostasia e profanação
Dilacerando a face do deus cristão
O paraíso de Tlaloc aguarda os
Guerreiros que caem sob as águas

Letra da “Deuses Da Aurora Ancestral”:

Autos-de-fé inquisitoriais
Vieram de além mar
Trazendo a cruz e a espada
Violando os altares ancestrais
Do “novo mundo”
Mas este novo mundo
Era tão antigo quanto o seu

Desde a escuridão de tempos primordiais
Uma raça de homens-deuses
Habitava o continente
A cidade dos deuses
Brilhava em sua glória
Sangue e corações humanos
Despejados em antigos cenotes
Deuses da aurora ancestral

Mas um dia os inquisitores chegaram
Empunhando a cruz e a espada
Disseminando a peste em seus sacramentos
Ergueram seus templos
Nas ruínas ancestrais

Mas os guerreiros do “novo mundo”
Resistiram bravamente
Ao cárcere da inquisição
Extirpação das idolatrias
Profanaram a cruz
Quebrantaran sacramentos

A fúria dos deuses austrais
Corre nas flechas de fogo
Eles correm para as montanhas
E ostentam os cultos ancestrais
Eles marcham para a batalha

E erguem seus poderosos machados
Golpeiam conquistadores
Sacrificam missionários
Imolam inquisitores
E atormentam sua alma

Deuses demônios da guerra e do fogo
Deusas guerreiras e rainhas soberanas
Marcas do anti-cristo
Ecoa em sua mente
Apostasia tribal
Ofuscando o sol da inquisição

Os tambores estão pulsando
Na escuridão da floresta
Os espíritos ancestrais
Dançam no círculo sagrado
Eles se tornaram imortais
E atormentam sua alma

Letra da “Rituais de Rebelião”:

Minha mente sobrevoa tempos ancestrais, onde rituais de rebelião permanecem em essência.. Guerreiros e Amazonas abraçam o ritual, unindo-se contra o invasor, semeando o medo e anunciando o desconhecido. Aos olhos do invasor que os teme por seus mistérios. Candelabros ardem em minhas visões. Perfumes de incensos desfilam pelo ar… Os poderes ancestrais se manifestam nesta noite…
No Vale das Sombras aguardamos a batalha Final, e após os mil anos destruiremos a Cidade Santa…Puro como a noite o mal se manifesta. O sol desaparecerá eternamente. E meus inimigos cairão!!!

Senhores do fogo e da terra!!!
Selando com a espada e o cálice este poema…
Guardiões da Torre do Sul!!!
Espíritos sombrios das florestas
Nós evocamos!!!

As chamas permanecem acessas
Evocando o centro de nosso ser
Destruindo e purificando
Pagã alquimia de nossos desejos.

Murmúrios de séculos
Rituais de rebelião

Envoltos em feitiços sabáticos
Visões de ancestrais paganismos
Taqui ongoy! A dança da enfermidade
Caminhando para a floresta
Nós bebemos do cálice
Celebrando a Grande Deusa… Quilla!!!

Letra da “Essência Canibalística”:

O pajem tupinambá anuncia o fúnebre ritual
Imolação e vingança, sangue, ódio e poder
Os deuses bestiais se manifestam na velha dança
Teoruira!!! Desprezando o deus inimigo…

Debe mara pa, xe remiu ram begue!!! (Que todo infortúnio
recaia sobre você, minha comida, minha refeição)
Nde akanga juka aipota kuri ne!!!
(Quero arrebentar sua cabeça ainda hoje)

Cauim e sangue, embriagues e êxtase
É o espírito imortal sorvido em crânios inimigos
Minha ira em cálices de morte…
Seu sangue é minha força vital
Sua morte o signo de minha vitória!!!

Eu vejo o mundo invisível ao seu redor
E o crepúsculo que anuncia uma Era de Sangue
E a profecia das Maracás desferindo o golpe mortal
O estandarte do eterno caos
A dinastia abismal forjada em ódio ancestral
Corpos descarnados, corações arrancados…

Desfrute da ceia triunfal canibalística
E sinta o despertar do espírito da águia…
Sinto a vitalidade selvagem
E a natureza infernal pulsando em minhas veias…
A inocência primitiva que habita a escuridão
A supremacia das Maracás, da idolatria pagã…

Letra da “Onde Sangram Pagãs Memórias”:

Outrora corpos animados de homens comandavam os exércitos,
conquistavam as províncias, possuíam os tesouros,
saqueavam os templos.
Exultavam no seu orgulho, sua majestade, sua fortuna,
sua glória e seu poder. Elas são esvanecidas, estas glórias,
como as terríveis fumaças vomitdas pelos fogos infernais do Popocatépetl.
Nada, salvo algumas linhas de uma página,
para as fazer voltar à nossa lembrança!
(Netzahualcoyotl, Rei de Texcoco)
Há séculos seus campos estão em chamas.
Os meridianos sangram suas memórias,
enquanto seus filhos brincam em jardins de mentiras,
celebrando o vazio, cultuando símbolos inimigos.

Somos totens supremos
Cavalgando nos confins do limbo
Aclamando com orgulho…

Fazemos entoar rumores de guerra
Uma supremacia perdida
e nossa horda de seres invisíveis
Em êxtases animistas blasfêmicos

Somos a tragédia em suas veias
Correndo para nossa fortaleza na intensa floresta
Derramando poemas em lágrimas
Memórias ancestrais…

Nossos corpos estão adoecendo
E lá onde os nobres descansam
Brilha mais uma pálida constelação
De nossos sonhos e pesadelos…

Dançando com minha sombra
Movendo-se na escuridão
Extravasando a fragilidade humana…

Celebrando o invisível em cálices da morte
E rasgando os véus que encobriram sua beleza
Vejo-lhe agora desfigurada
A beleza em rios de sangue correndo de sua face
Nossa Era… Caos…

Letra da “Soturna Selvageria”:

Ouça as derradeiras palpitações
De um coração que desfalece
Ali onde estilhaços de rocha emergem da imensidão
Onde correm os ventos do Sul.
Mundo esquecido que reina em silêncio
Refúgio fascinante de seres aterradores.

Beba do cálice e seus mistérios
Aqueles que não ousam devorar o fruto do conhecimento
E retornar ao estado selvagem da existência
Ouse e reinaremos em soturno legado

“Rostos sábios e corações firmes”
Guerreiros do Fogo
Somos herdeiros de uma Era de Gigantes
Quebrantando as leis santas da Mãe natureza
E os divinos preceitos do Pai
Nós renegamos o seu batismo…

E na noite dos tempos retornamos
Ao estado selvagem da existência
Rastejando como serpentes
Voando como águias…

Libertando para sempre o universo mítico pagão
Libertando para sempre o pesadelo escondido nas lendas

Letra da “Necromânticos Ritos de Guerra”:

Ao rufar dos tambores de guerra
E o sopro de flautas infernais
Pintamos nosso corpo para o massacre
Conduzindo escudos e armas

Recebemos o espírito da força
Evocado em sacrifícios humanos
O sacerdote vê o destino da guerra
No coração palpitante do inimigo

Necromancia…
Conduz-nos às trevas do tempo…
Flechas de fogo, canoas velozes e cantos de guerra
Unimo-nos ao círculo de sanguinárias guerreiras
Seres que habitam na escuridão

Filhos do Demônio aterrador
Violando a cruz e os dogmas
Erguendo o estandarte de força e honra pagã
Perdidos para sempre nas brumas da rebelião
Misantropia!!! Canibal!!!

A Cidade dos Mortos resplandece esta noite para a batalha
Megalíticas fortalezas mancham-se com o sangue inimigo
Agora os seres da escuridão alimentam sua honra e orgulho
Já não vejo mais aqueles que tentaram usurpar o meu trono…

Esta é a Era do Sangue!!!

Álbuns:

Miasthenia – Legados Do Inframundo

Miasthenia – XVI

Miasthenia – Batalha Ritual

Miasthenia – Supremacia Ancestral

Jesuíta é Assassinado na Selva

Carlos Riudavets, um missionário jesuíta espanhol de 38 anos foi encontrado morto na selva peruana em uma comunidade indígena. O religioso foi achado amarrado e com golpes de punhal na cabeça.

O representante da “Companhia de Jesus” realizava “missões” com os povos awajun e wampis. De acordo com testemunhas foi possivelmente caçado e morto por um de seus ex-alunos indígenas.

Os Wampis são conhecidos por seu passado guerreiro e violento. Em 1841 realizaram uma missão onde expulsaram a todos os índios civilizados próximos de seus territórios. Já em 1843 assassinaram a todos os habitantes da vila de Santa Teresa, entre Santiago e Morona. Os Awajun são um povo igualmente guerreiros.

A Fonte.

Este tipo de assassinato brutal, especialmente neste contexto a ao alvo, nos alegra tremendamente. Serve para que os seguidores do cristo relembrem com quem estão lidando e que a vingança ancestral cedo ou tarde, chegará, o evangelho não é capaz de conter os instintos selvagens e as crenças pagãs.

Pela aniquilação da cristandade!

Punhaladas e mais punhaladas ao corpo de cristo!

Humanos

Odeio a todos os humanos
Vejo-os como animais comuns
Aqueles que eles comem e servem
Tremendo a mão como o velho que se enforcou em prejuízo da hoi polloi* da cultura das prisões
Nunca são capazes de captar o mundo fora da moral cristã
Este é o animal que as sociedades de moradores conversadores criaram e domesticaram
Odeio a todos os humanos
Os tipos progressistas se emaranham no eterno Panchreston** por uma liberdade que emana da mente
Nunca existiu e nunca o fará
Os perpetuadores da ética religiosa
Filhos do humano
Detesto os materialistas obscuros, esses pretensiosos sacos de merda, os zumbis ocos de duas caras da sociedade do consumo
Detesto os idealistas, os mórmons imbecis da consciência que não podem captar o mundo pelo que ele é
Cravo uma faca no coração coletivo, pensando e atuando!
Eu odeio a todos os bastardos!
Vocês podem me escutar, putos cadáveres?

Todos os sonhos estão mortos porque isso é o que merecem. Tudo deve perecer!
Sua alienação é total! Nada resistirá se eu puder destruí-lo!
Eu busco apenas as maneiras de danar e destruir a tua existência!
Eu respiro um desprezo atroz e um ódio não diluído
Toda
a minha vida estive rodeado por estes tolos que aspiram a rasgar a minha carne se eu não esconder as minhas verdadeiras intenções e pensamentos do além
Humanos.
A evolução biológica d
os patas das ovelhas!
Uma nova raça para o massacre, a definição da escravidão e a contaminação que açoita sobre mim para entrar na porta do metafísico
O que me transforma em um organismo aleijado possuído pela busca da essência
Odeio a todos os humanos
Animais superestimados, um erro da natureza.

Archegonos

*Expressão grega que significa “a maioria”, fazendo uma conotação depreciativa da classe obreira das massas ou das pessoas comuns.

**Palavra grega para definir uma explicação que tenta abordar um problema complexo tentando explicar todas as possíveis contingências.

Moralidade

Tradução do texto “Moralidade”, extraído de Antisocial Evolution.

A moral é a teoria de que todo ato humano deve ser bom ou ruim. O propósito de todos os sistemas morais é fixar o comportamento humano mediante a imposição de normas absolutas desenhadas de tal maneira que permaneçam além do exame e da crítica. Todos os sistemas morais são apresentados como a norma superior, a lei absoluta, a ordem peremptória que impõe a todos, em todos os momentos, o que devem fazer e o que não devem, sendo aplicável a todos os seres humanos sem exceção.

Para entender plenamente como funciona a moralidade como mecanismo de controle é útil examinar as funções pedagógicas subjacentes aos códigos morais e as justificativas utilizadas para exigir a obediência universal. Até recentemente, uma das mais comuns dessas justificativas era um dito Deus e, de fato, isso não acabou por completo. Este deus diz a nós o que é certo e o que é errado, ou o “assim diz a crença”. Este conceito metafísico do sonho emite regras para que nós obedeçamos, e se nos recusarmos a fazê-lo, esse deus nos castigará horrivelmente. No entanto, ao ameaçar a outras pessoas dessa maneira, o moralista mudou uma postura por outra postura moral, rumo à outra postura de conveniência pessoal, para evitar os resultados dolorosos de não se submeter a alguém ou a algo mais poderoso que nós mesmos. Claro, existem aqueles que não acreditam em um deus e que, no entanto, são crentes na moralidade. Estes moralistas humanistas buscam uma sanção para seus códigos morais em alguma outra ideia fixa: o Bem Comum, uma concepção teleológica da evolução humana, das necessidades da humanidade ou da sociedade, direitos naturais, e assim por diante. Uma análise crítica deste tipo de justificativa moral demonstra que não há mais nada atrás do que está atrás da “vontade de Deus”. Conceitos como o “bem comum” ou “bem-estar social” são meras peças retóricas de grande ressonância utilizadas para disfarçar os interesses particulares daqueles que as utilizam. É precisamente este disfarce de interesses particulares como leis morais que se escondem por trás da máscara ideológica da moralidade. Os sistemas morais funcionam como um ocultamento do propósito real e do motivo e quase sempre são uma “vontade de poder” disfarçada. Mergulhe os planos luminosos dos Salvadores Morais da Humanidade no ácido da análise brutal e veja o padrão escondido no rolo: o desejo de forçar uma certa linha de ação sobre todos, o desejo de governar e reprimir. Somente quando, em certos momentos e lugares, por meio da força física ou astúcia superior, alguns conseguem impor a sua interpretação moral particular aos outros de uma única moral que triunfa, entendida e seguida por todos da mesma maneira -como na Idade Média, quando a Igreja Católica dissolveu toda a variedade na unidade, ou como vemos hoje em certas partes do mundo islâmico.

Um dos usos mais populares do mito moral é adicionar um enfeite ao já desagradável prato da política. Ao converter até as mais insignificantes das atividades políticas em uma cruzada moral, se pode assegurar o apoio dos crédulos, os vingativos e os ciumentos, além de dar uma pseudo-força aos fracos e vacilantes. Enquanto se espera que aqueles que desejam governar os outros invoquem repreensões morais em uma tentativa de converter (ou purgar) o iconoclasta desviador ou crítico, é profundamente desanimador observar os autoproclamados anarquistas atuando na mesma farsa, na forma dos códigos do discurso politicamente correto, as restrições dietéticas, as escolhas dos consumidores, a ética social dogmática e as moralidades escravagistas como o pacifismo. É difícil imaginar algo mais desfiado, mais irremediavelmente plausível para fundar uma rebelião antiautoritária que a moral, mas os anarquistas o fazem o tempo todo, em detrimento de sua própria luta e credibilidade.

O egoísmo consciente do egoísmo –não é nem moral nem imoral– está além do “bem” e do “mal”. É amoral. Um egoísta pode ser verdadeiro ou mentiroso, considerado ou desconsiderado, generoso ou cruel, de acordo com a sua natureza, gostos ou circunstâncias, e a seu próprio risco, mas não é obrigado a ser nada disso. É possível que uma pessoa se comporte de modo que a moral tache de “bom” ou de “mal”, mas fazem isso apenas porque seus interesses julgam e mentem em uma direção ou outra, não porque esta pessoa está possuída pelo aspecto do moralismo ou do imoralismo.

Enquanto o moralista tende a ver os conflitos entre indivíduos (e grupos e instituições) em termos de “certo” e “errado”, o egoísta nunca considera um adversário correto ou incorreto em nenhum sentido moral. Cada um está simplesmente perseguindo o cumprimento de sua própria agenda, e se o conflito não pode ser resolvido de outra maneira, deve ser resolvido pela força. Bem, não se enganem, ao repudir a ideia de moralidade os egoístas não fazem exceção à “violência”. Tampouco fazem qualquer distinção piedosa entre o nível da força ou a força de retaliação. Qualquer uma das formas é usada se for uma maneira conveniente de perseguir um dado fim, e para o egoísta não há lei moral que proíba a violência à qual eles devam subordinar sua vontade à soberania pessoal.

Para o egoísta consciente a inexistência da moralidade é tão verdadeira como dois e dois são quatro e, neste sentido, o egoísmo supera os limites das mais ousadas especulações do anarquismo sobre a soberania individual, atuando como um poderoso solvente para uma imaginação obstruída por teorias de “certo ou errado”. Só depois de escrutinar todo o horizonte da amoralidade -o nada que resta na ausência do bem e do mal ou de qualquer outra autoridade metafísica- o indivíduo se encontra cara a cara com a liberdade emocionante e terrível em que nada é verdadeiro e tudo é permitido.

 

Autexousious Apanthropinization

Tradução do texto anti-social extremista escrito por Archegonos.

“Se você for nas fronteiras, poderá ver árvores, solo, oceano mas não verá países. Quando vago em solidão dentro da cidade vejo muitas criações humanas, todas manifestação de Deus, mas não vejo Deuses em nenhuma parte.”

Este é apenas um pequeno texto que menciona algumas realizações que eu queria escrever há algum tempo. Eu mesmo já me esquivei do masoquismo escondido atrás destas mesmas realizações, e estas palavras são escritas para refutar conclusões errôneas que foram expressadas, e críticas com as quais eu já não estou de acordo, em relação ao eco-extremismo, que foi abordado desde um ponto de vista de valores, obscurecendo o que objetivamente é. As palavras escritas a seguir vêm de experiências pessoais vivenciadas.

“Me parece que a sociedade geralmente vence. Há, é claro, espíritos livres no mundo, mas sua liberdade, em última análise, não é muito maior do que a de um canário em uma jaula. Podem saltar de um lado a outro, podem se banhar e comer à vontade, podem bater suas asas e cantar, mas seguem presos em uma gaiola, e cedo ou tarde, ela os conquista.” -H.L. Mecken-

A liberdade que busca um homem espiritual, a liberdade de valores, a liberdade de libertação é uma ilusão que se vê esmagada pela guilhotina da observação objetiva da natureza humana. É a escuridão que se transforma em lama quando entra em contato com a realidade. Alguns acreditavam que o Cristianismo limitava o espírito humano. O que não entendem é que o Cristianismo é o espírito humano. O ser espiritual que nega a existência natural. A mente sobre a matéria. Tudo o que fez a modernidade foi reciclar seu nome. O fim segue sendo o mesmo. Tiremos um assunto do caminho e digamos, o que veio sob o termo da Anarquia não tem nada a ver com o niilismo. Não estou brincando com as palavras aqui, serei franco. É a realização objetiva dos fatos fora do lixo do avaliativo pensamento subjetivo que dá um contexto para a realidade. A realidade e as interpretações anarquistas são sempre baseadas em contextos sociais, como se isso pudesse ser considerado a estrutura padrão que não pode ser mais dissecada. É sempre baseado no mundo ético dos humanos. É sempre a mente sobre a matéria. A mente é o mestre do ego e o ego aceita. No entanto, o egoísmo é uma realidade que não pode ser negada. A lógica Anarquista é sempre formulada de acordo com construções ideológicas básicas. O ego natural se mantém impossibilitado de tomar completamente o controle. O ego, todos os impulsos e desejos irracionais, não precisam da justificação de ideias para existir ou para o caralho que for. O Niilismo Antissocial é essencialmente misantrópico e tira do caminho de uma vez por todas o mundo artificial da mente humana. Em outras palavras, você pode usar seu cérebro como uma lógica simples, dura e indiferente, exatamente como a naturalidade e o nada que te rodeia faz, e usá-lo apenas como uma arma quando seja aplicável, ou caso contrário é muito inútil e uma fabricação de mitos, assim como é o mundo humano inteiro que foi construído através dela. O espírito humano não existe! Olhando ainda mais profundamente, a natureza paradoxal da consciência e da fenomenologia não é algo que possa passar batido.

“Tentar pensar sobre algo sem que tenham sido fornecidos os meios para alcançá-lo: essa é a tarefa da fenomenologia: Uma tarefa impossível, a tentação do impossível. Mas não é essa a nossa condição humana?” -Marc Richir-

Claramente marcado nas orações acima, isso é tudo que existe! Todo o masoquismo da existência humana está aqui, toda a autoflagelação que parece muito difícil de desfazer. Pense que com esta patética ferramenta, a mente, as realidades construídas na forma humana são criadas. Pense sobre onde elas estão e o quão instáveis elas ficam quando são contrastados com o afiado olhar natural do Niilismo.

“Aqui os sentimentos de misantropia permanecem ligados e, por mais limitantes que possam parecer em uma escala socio-cultural, que não me preocupa em nada, ambos são libertadores em uma escala de busca existencial. A realização da trivialidade da existência se é percebida como um valor em si mesmo e, portanto, a substância humana no interior que te faz detestar a maneira antropocêntrica de pensar e de ser e sua exaltação do humano como um valor moral e o centro da evolução. É nestes momentos que se pode observar que o pensamento humano pode alcançar com um propósito um objetivo a longo prazo, seja qual for este propósito, como um ser pensamente e racional que pode criar, mudar e ajustar o mundo para se encaixar nele, ajustar a vida dos animais não-humanos para que se encaixem nela e no mundo. Momentos de pura arrogância e ignorância. Momentos de ideologia. Para mim, a “humanidade” como conceito ou parasita na mente e como entidade parasita na forma de vida massificada”.

-Archegonos-

O assim chamado “humano” é apenas um animal que sempre quer esquecer o que é. E não é um animal “mal”. Apenas completamente disfuncional. Um organismo biológico condenado, porque quando o humano surge (o mundo da mente e o pensamento) diz-se que há algo além. Portanto, a necessidade de considerações éticas para determinar porque são “maus”. O que foi que deu errado? Nada que o mundo da mente não possa concertar, é claro! Não importa que o Niilismo ao ser levado a sua conclusão lógica erradique a todas as realidades construídas de forma humana e você fique apenas com a sobra para atuar sobre isso, mas a conexão de algumas pessoas com a merda que está em suas cabeças faz com que elas tentem o impossível. Eles querem se enganar. Todo este lixo se tornou parte do DNA humano.

Então, se um anarquista é franco consigo mesmo deveria admitir que está buscando recriar o “bem” e o “mal, que quer perpetuar o ser humano e seus laços que se tornaram realidades biológicas depois de tantos anos de flagelação e auto-derrota.

Há três tipos de anarquistas que você pode reconhecer agora mesmo. O honesto (mas enganoso) idealista, o pregador e o tolo.

Todos eles seguem sendo moralistas. O que eu era, era uma espécie muito mais diferenciada, mas que tinha uma natureza paradoxal. Para o anarquista o mundo não tem espírito suficiente. Eles querem incutir mais. Que tipo de espírito seria não é o que importa aqui, o que importa é a insistência em manter a fé no ser humano. No entanto, se você promove o Niilismo e não a hipnose ideológica você será o mais saudável possível. Não terá mais a maldita insistência em se masturbar com o humano. O Niilismo Antissocial não tem nenhuma preocupação em justificar qualquer comportamento contra alguém enquanto a Anarquia tem que responder às ideias.

Eu aceito que definitivamente sou um obsceno e depravado produto da civilização de hoje em dia, e a misantropia total, a que abalou todo idealismo, que a abominação da sociedade do ser ético, desta criança mimada, impôs sobre mim. Odeio a todos igualmente, não importa quem ou o que são. Para mim não se trata de quem “merece” morrer. Não é uma questão ética. Não preciso de justificação para algo. Desejo a morte de quem seja nesta hedionda manifestação de Cristo que resulta o mundo humano civilizado e seus carnavais artificiais. Não vejo espíritos ao meu redor, vejo parasitas limitando a minha reclamação de poder. Minha reclamação de poder que não pode ser demais com tantos parasitas ao meu redor. Isto não significa que esta dura verdade dobre a minha vontade.

Tenho um interesse específico na expansão da ação misantrópica em um sentido extra-moral. Ainda conservo a capacidade de respeitar todas as formas, o que me surpreende, mas é exatamente o modo como isso é feito e sentido o que faz dele um aspecto do poder e não do cristianismo. Assim, não no sentido de uma enraizada ideia de igualdade, mas em uma violenta afinidade espontânea de uma franca ação-reação animalística de bestas para bestas. Para alguns animais que como nós compartilhamos de forma egoísta, não comunal, com uma atitude de agressão-em-sua-cara. Alguns ganham, outros perdem, mas todos aprendem algo disso. Se algo não te destrói, provavelmente te fará mais forte. Fora da culpa e do véu hipócrita do cristianismo e elitismo de um clero espiritual dos justos. Quanto aos anarquistas, o que quer que façam está baseado fundamentalmente na mentalidade ocidental, parte das culturas políticas eclesiásticas, parte de um modo de vida normal, no sentido da conduta humana, a participação no Teatro. Permanece e permanecerá sempre humanista. Para mim, qualquer coisa que eu faça na santificada pia purulenta da cidadania é um ato de arbitrariedade egocêntrica. Pura negação. Um passo em direção aos caminhos do abismo. A abertura de uma porta em um não-caminho para a guerra, uma oportunidade de saciar minha sede, uma cuspida na cara das barreiras ético-biológicas. Não é uma fantasia de nenhum tipo de libertação. Não é um esquema do “bom”. Quem quer que observe este mundo e não o mundo dos céus saberá o que eu quero dizer. O nada total é minha sombra, não minha inimiga.

Por que eu ainda me incomodo em escrever se odeio a todo mundo? Dado que odeio até mesmo o mundo da internet que utilizo junto com seus meios de comunicação? Estou em busca de fulminar meu curso de queda no pan-óptico paleantropiano, o que será a morte, captura ou covardia. Não há outros caminhos ou soluções. A libertação do cadáver violado de Cristo não me salvará. E calar as bocas de todos aqueles que me odiaram por quem sou, porque viram em mim uma depravação e, quando abri minha boca, cuspi veneno sobre sua estreita mente. E como eu disse antes, para espalhar a ação misantrópica após algumas falácias rejeitadas. As noções básicas que foram rejeitadas e as quais meu Niilismo Misantrópico tentará a expansão de meu ego sobre elas a partir de agora são as seguintes: a chegada de cada novo ser humano sobre a arbitrariedade do caos. A noção de anarquia vs autoridade. A noção do indivíduo vs a dominação. O ego espiritual. Toda ideia sobre meu ego único e concreto. Todas as considerações éticas. A superioridade biológica da existência humana.

O que digo neste texto é um vômito que só me beneficiaria quando eu cuspi-lo. Não é uma obrigação para ninguém, nem é uma tentativa de crítica, nem um pilar para a evolução coletiva. Então, eu não dou a mínima, tudo o que importa para mim é apoiar e aprimorar minhas cumplicidades com os loucos filhos da puta dos Niilistas, que atacam a tudo porque os nossos interesses se sobrepõem acima das ideologias e/ou políticas que buscam uma utopia coletiva. Todos perseguem seus caminhos, estamos de acordo com o ataque indiscriminado, e não vou argumentar que poderei dizer qualquer outra coisa por enquanto. Todos os misantropos totais, os eco-extremistas, niilistas terroristas e outros criminosos niilistas que compreenderam que a existência humana e suas performances teatrais são uma piada. Aqueles que não negam seu ego natural e aceitam a autoridade com uma realidade natural. Também sou um daqueles que desafiam os limites ético/biológicos que foram programados em nós pela modernidade. Sou um misantropo solitário, paciente a todo momento para estripar mais e mais a outro pedaço da humanidade. Todos os demais podem seguir tentando ressuscitar o humano de sua tumba.

Falo com os animais, animais de estimação do zoológico,

Aqueles que nomearam o mundo humano,

Disseco seus pensamentos, seus sonhos,

Suas esperançadas aspirações, sua espiritualidade subjetivista.

Aspectos do que é chamado humano,

]a mentira definitiva e pilar da ética

a pedra angular do mundo humano

No zoológico os animais

se convenceram de que são humanos

e alguns deles até acreditam que são mais que isso

Que são espíritos de outro mundo

O humano os flagelou,

Tão duramente que eles se arrependeram

Então permita que os relógios da ética nos consertem!

A existência natural é tão desprezada

tanto que a mente tomou o controle.

O ego sofreu uma mutação em direção a uma massa de depravação ideológica

que consome todo o organismo

Rio cataclismicamente de sua piedade

E sua inconsciente hipocrisia.

Reciclem o espírito, meus irmãos!

Nunca deixem ele morrer, porque se morre

estamos condenados ao caos!

Para ser consumidos pela natureza.

Então deixemos que Cristo nos viole!

Deixemos que o espírito ejacule sobre nós!”

Archegonos

*Nota do Tradutor: o significa do título é algo complexo. A primeira palavra (autexousious) faz referência ao fato de atuar por vontade própria, e a segunda palavra (apanthropinization), se refere a afastar-se de todas as preocupações e considerações humanas. Portanto, a tradução poderia ser algo como: Um afastamento voluntário de todas as preocupações/considerações humanas.

As Lições do Estado Islâmico Antes de Seu Colapso

Texto retirado da Revista Regresión número 6.

O Islamic State of Irak and Siria (ISIS), ou vulgarmente chamado de Estado Islâmico (EI), tem sido a força terrorista mais ameaçante dos últimos anos. Desprendido da Al Qaeda e ressurgido pela guerra civil na Síria, se fez presente em vastos territórios sob os quais controla baixo a Sharia*, zonas onde instituiu um verdadeiro Califado**.

O EI não é um grupo, não é uma organização com militantes contados e algumas poucas armas, não é nada disso, ele se fez com equipe militar sofisticada, com treinamento de elite, e isso junto a sua mobilidade e a sua devastadora máquina propagandística. O EI é a evolução do islamismo extremo em toda a expressão da palavra. Mas um Estado desse não teria o êxito que teve desde o início sem aliados econômicos e políticos. O EI não se fez forte da noite pro dia, ele teve autoridades cúmplices, xeiques o financiaram para ter uma verdadeira presença mundial, ter pactos com criminosos e máfias, etc.

Fazendo um distanciamento de toda a demonização midiática que tem bombardeado a causa islâmica extremista desde os seus primeiros atos de “barbárie”, e igualmente tomando distância de toda a “moral do ataque”, há algumas coisas que poderiam ser aprendidas, especialmente em sua estratégia de terror, como é possível ler adiante. Já deixo claro que talvez este assunto resulte incômodo ou inapropriado para algumas pessoas, por isso, se você, leitor desta análise, não está familiarizado com a temática da amoralidade e da extramoral nietzscheriana dos niilistas terroristas recomendo que pule fora deste artigo agora mesmo, já que apenas poucos indivíduos podem fazer uma leitura e compreender sem nenhum remorso moral cristão-humanista. Talvez algumas pessoas também considerem que o EI é fascista, e isso de fato não me importa, pois poderia rapidamente contra-opinar expondo como que o ocidente também é fascista, mas para mim dá no mesmo, não quero fazer “gala” de minha “consciência política” posto que me considero um individualista antipolítico, então para os que talvez me considerem fascista ao dizer que é possível aprender coisas com o EI, que saibam que pouco me importo com os seus possíveis julgamentos. A política não é meu forte, isso tem haver com a lente da amoralidade.

Sexta-feira 13: Dia de “Má Sorte”.

Na sexta-feira de 13 de Novembro de 2015 na cidade de Paris, França, enquanto a juventude desfrutava da diversão ocidental do fim de semana concentrada em shows musicais, conversando em bares e curtindo uma partida de futebol, três grupos do EI formados por nove jihadistas franceses, belgas e iraquianos atacam a cidade símbolo do ocidentalismo, atacam os defensores da “liberdade”, “igualdade” e “fraternidade”, valores contrários ao islã.

Três terroristas suicidas com coletes-bomba compostos de peróxido de acetona ao não poderem entrar no Estádio da França (que era um de seus objetivos), se explodem nas imediações do jogo amistoso entre França e Alemanha, local onde além de haver 80 mil espectadores o próprio François Hollande se encontrava ali.

Ao mesmo tempo o segundo grupo ataca vários bares e restaurantes com fuzis AK 47, disparando indiscriminadamente e se detonando dentro deles.

Da mesma forma, quatro terroristas chegaram a boate Bataclan, onde se apresentava o grupo musical estadunidense “Eagles of Dead Metal”, e então tomaram o lugar e massacraram a todos os que não puderam fugir.

Um dos sobreviventes disse, “eu vi o rosto do homem que estava atirando em mim, era jovem como eu, atuava com precisão e determinação”.

Neste grandioso ataque contra a civilização ocidental 130 civis foram mortos e mais de uma centena de pessoas ficaram gravemente feridas tanto por disparos como pelos explosivos dos suicidas. Todos os combatentes do EI morreram.

Estes ataques coordenados foram rápidos e súbitos como um tsunami. Com foco em conseguir assassinar o maior número de pessoas, golpearam e deixaram uma profunda ferida na capital, Paris, cidade que os islâmicos extremistas não deixaram em paz por várias razões, e uma delas podem ser consideradas como a inimizade histórica, a ambivalência entre o ocidental e o islâmico, a guerra desencadeada pela Coalização Internacional (da qual a França faz parte) contra territórios do EI, etc.

Os islâmicos radicais do EI e outros grupos odeiam o mundo ocidental, sua crenças, suas tradições, sua música, sua convivência, suas drogas, e, resumidamente, sua civilização como um todo. A guerra do EI é uma verdadeira guerra contra a civilização. Tenho a certeza de que se triunfassem imporiam com mão de ferro sua civilização islâmica, mas de qualquer maneira é uma guerra, por isso, pessoalmente, eu não tenho nenhum problema moral em aprender algo com ela.

Voltando à questão, como vimos anteriormente, o grau de sofisticação neste atentado pode se dizer que foi alto, já que foi necessário conseguir os materiais para a fabricação dos coletes-bomba; houve a necessidade de planejamento estratégico, de como observar os alvos e estudá-los; de como conseguir as armas e alugar o carro, etc., todos os jihadistas que participaram nos ataques foram treinados na Síria e alguns regressaram à França como refugiados. Já em Paris tiveram que comprar os bilhetes dias antes para a partida de futebol, e seguir com o plano para executá-lo, ou seja, houve tempo, dinheiro, determinação e ferocidade.

Os Gays: Inimigos de Alá

Embora nem todos os ataques do EI foram executados por muitas pessoas com um grau de treinamento militar complexo, e não utilizando uma grande quantidade de dinheiro, o EI nos ensinou que para atacar de maneira selvagem muitas vezes só é necessário agir em silêncio, sozinho e saber o básico sobre as armas utilizadas nos ataques.

12 de Junho de 2016, às 2:02 da manhã dentro da boate gay noturna “Pulse” localizada em Orlando, Flórida, um homem armado com um fuzil simi-automático SIG Sauer MCX, e uma pistola Glock 9 MM começa a disparar contra os homossexuais que desfrutavam de bebidas alcoólicas, drogas, música e promiscuidade. Um dos sobreviventes da matança afirma ter visto a cara do homem e disse que “ria enquanto disparava”.

Os corpos dos homens gays caiam ao solo espalhando sangue por todo o lugar, alguns gritavam como mulheres enquanto corriam e o homem continuava disparando. Quando a polícia chegou ao lugar o homem muçulmano de origem afegã de nome Omar Mir Seddique Mateen já havia massacrado a um pouco mais de 50 pessoas, e havia deixado a outras 50 seriamente feridas. No final do confronto com a polícia e já com as armas completamente descarregadas o muçulmano extremista morreu pelas balas disparadas pelo corpo especial da SWAT.

Após o massacre de Orlando a mídia tentou difamar o combatente extremista dizendo que frequentava o clube noturno, que era um gay frustrado e que estava negociando com a polícia através do número de emergência, fazendo-o ser visto como um arrependido ou um “amante frustrado”. Depois destas mentiras soube-se que Omar não era gay, desprezava a estes por considerá-los aberrações ocidentais, e soube-se que era combatente do EI e que antes do ataque havia jurado lealdade ao Estado Islâmico falando a um número de emergência.

Nesta ocasião bastou apenas um homem e balas suficientes para causar o maior número de vítimas. O atentado em si não poderia ser impedido pelas autoridades já que Omar atuou sozinho, não deu nenhum sinal de alerta, nem sequer teve cúmplices, mas, estrategicamente escolheu uma hora e um lugar onde sabia muito bem que iria causar uma grande quantidade de vítimas, além de que atacar a homossexualidade em seus locais de recreação é um dos objetivos dos lutadores do EI contra os inimigos de Alá.

Niza: O Caminho dos Mortos

Outro dos exemplos de ataques do EI que não corresponde necessariamente com o modus operandi dos exemplos citados acima se fez presente em 4 de Julho de 2016 durante a festa do Dia Nacional da França celebrada na cidade costeira de Niza. Um muçulmano tunisiano chamado Mohamed Lahouaiej Bouhlel conduziu um caminhão de carga durante 2 quilômetros atropelando indiscriminadamente a multidão que se concentrou no Passeio dos Ingleses observando os fogos de artifício. Mohamed que foi silencioso e rapidamente radicalizado pela propaganda do EI, conduziu o caminhão enquanto disparava com uma arma de fogo contra os civis e policiais que cuidavam da festa. Neste atentado o terrorista matou a 85 pessoas e feriu outras 300. No final o combatente do EI foi baleado pela polícia.

Devido ao acontecimento o governo francês ficou desmoralizado e confuso, já que este tipo de ataque não pode ser previsto, e menos ainda se for executado apenas por uma pessoa com um perfil muito baixo como Mohamed Lahouaiej. Os meios de comunicação tentaram fazer com que o terrorista fosse visto como uma pessoa com problemas psiquiátricos, e afetado economicamente e sentimentalmente por um divórcio, estratégia difamatória muito comum empregada pelos governos e a mídia para distrair a atenção da verdadeira causa dos atentados.

O modus operandi deste ataque foi muito utilizado por palestinos extremistas em Jerusalém e outros territórios ocupados pelo estado de Israel em 2015, conflito que levou o nome de “A Intifada das Facas”, onde foram contabilizados mais de 50 atropelamentos deliberados contra civis e agentes de segurança israelense. Com o atentado de Niza, uma nova “tragédia” havia abalado aos ocidentais enquanto o Califado era bombardeado pela Coalização Internacional na Síria e Iraque.

Igualmente Seletivos e Indiscriminados

Os ataques indiscriminados e seletivos do EI contra as multidões muitas vezes acontecem misturados. Isso aconteceu em 2 de Julho de 2016 na capital de Bangladesh, Daca. Um grupo de combatentes do EI estourou um restaurante frequentado por empresários e diplomáticos estrangeiros ao grito de “Allahu Akbar” (Alá é Grande), tomaram o restaurante e com ele vários reféns, os quais, um por um foi morto a machadadas. Após um tiroteio entre a polícia e os combatentes, os terroristas foram mortos, mas não sem antes assassinar a dois policiais no enfrentamento.

Os atentados seletivos também foram recorrentes por parte dos membros do EI em 26 de Julho de 2016. Dois muçulmanos extremistas Malik Petitjean e Adel Kermiche da zona norte da França entraram na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray em Normandia e durante a missa começaram a entonar orações árabes, as quais assustaram as freiras. Os dois terroristas tomaram o controle da igreja e foram diretamente no sacerdote católico Jacques Hamel. Malik e Abel sacaram uma faca de dentro de suas roupas, fizeram o religioso se ajoelhar e o degolaram. Os dois combatentes foram depois mortos pela polícia após saírem da igreja com as freiras como escudos humanos. Este ataque causou grande indignação entre os círculos católicos. Os terroristas conseguiram degolar a um sacerdote dentro de uma igreja e novamente atingir o coração ocidental.

Refresco-bomba

Mas nem todos os ataques do EI foram levados a cabo desta forma. Em 31 de Outubro de 2015 o avião Airbus A321 da companhia aérea rusa Metrojet que saía do aeroporto egípcio Sharm el Sheik e se dirigia a São Petersburgo, Rússia, explodiu pelos ares caindo na província de Sinal e matando a 224 pessoas. O incidente ocorreu um mês após o presidente russo Vladimir Putin anunciar que se uniria a Coalização Internacional contra o Estado Islâmico. Rapidamente os muçulmanos reivindicaram o atentado, e como prova, em sua revista “Dabiq” publicaram uma foto do artefato artesanal que haviam utilizado para derrubar o avião. Se tratava de um explosivo (provavelmente plástico) dentro de uma lata de refresco com um detonador e uma pilha com cabos. O artefato detonava remotamente.

Neste caso a audácia dos terroristas se fez presente, assim como a lição de que é preciso apenas um pequeno artefato artesanal para causar uma grande “tragédia”.

Outras lições antes da queda do EI

Os ataques indiscriminados e seletivos executados pelo EI contam com uma característica tanto estratégica como de organização. Por um lado eles insistem em causar um grande número de mortos e feridos para conseguir uma grande cobertura midiática (em muitos casos internacionalmente), ao mesmo tempo sua mensagem é difundida amplamente e capta a atenção dos lobos solitários que a qualquer momento podem atentar. Mas por outro lado, seus ataques fazem com que uma grande quantidade de não-muçulmanos sinta hostilidade com qualquer um que professe esta religião, e então a discriminação contra os muçulmanos de qualquer tipo aumenta consideravelmente e principalmente na Europa e Estados Unidos, áreas onde a maioria dos ataques do EI e outros grupos são registrados. Os muçulmanos ao sentirem-se deslocados, discriminados e repudiados pela sociedade, tudo o que resta é tomar uma atitude intransigente, radicalizando-se e jurando lealdade ao EI, tirando a vida de algum ou alguns ocidentais.

Se percebermos, tudo o que foi feito pelo EI responde a uma estratégia global de ação-reação, desencadeando um círculo eterno de confrontação e guerra entre os polos opostos.

Embora na maioria destes casos citados e não citados nesta análise os combatentes morreram tanto por balas como pela ativação de seus coletes-bomba adornados em seus corpos, isso é um indicador da entrega TOTAL que tem enraizada as mulheres e os homens muçulmanos extremistas, o qual merecem MEU respeito. ***

Esta entrega que tem caracterizado os muçulmanos desde muito tempo vem de uma linhagem de confrontação forjando gerações de terroristas que, embora morram em cada ataque, parece que renascem.

Para o que parece ser uma lição de história repetida (com muitas variantes), comparando-a com a expansão da antiga URSS, o Califado Islâmico do Iraque e Síria aparentemente está chegando ao seu fim, o que logicamente será seguido de mais ataques e repercussão.

Do EI se pode tirar muitas lições para a continuação de nossa guerra contra a civilização, desde estratégias de combate-propaganda até formas de passar despercebido pela segurança informática e física, se podem aprender coisas valiosas do EI ou condená-lo como a maioria dos cordeiros fazem.

-Ghoul

Notas:

*Sharia ou Lei Islâmica é uma regra moral e religiosa utilizada para castigar a todos aqueles que a violem. Por muito tempo esta lei tem sido discutida por sua variada interpretação em países na qual está estabelecida. No Estado Islâmico do Iraque e Síria a Sharia é cumprida de maneira dura entre a população, de modo que o consumo de bebidas alcoólicas, roubos, práticas de adultério, homossexualidade, relações com infiéis, desobediência das mulheres, etc., podem ser castigados com lapidação, açoites, amputação de extremidades, prisão ou pena de morte.

**O Califado é um Estado muçulmano, um sistema político e religioso regido por um chefe máximo chamado Califa, este sistema foi estabelecido pelo profeta Maomé há séculos atrás.