Humanos

Odeio a todos os humanos
Vejo-os como animais comuns
Aqueles que eles comem e servem
Tremendo a mão como o velho que se enforcou em prejuízo da hoi polloi* da cultura das prisões
Nunca são capazes de captar o mundo fora da moral cristã
Este é o animal que as sociedades de moradores conversadores criaram e domesticaram
Odeio a todos os humanos
Os tipos progressistas se emaranham no eterno Panchreston** por uma liberdade que emana da mente
Nunca existiu e nunca o fará
Os perpetuadores da ética religiosa
Filhos do humano
Detesto os materialistas obscuros, esses pretensiosos sacos de merda, os zumbis ocos de duas caras da sociedade do consumo
Detesto os idealistas, os mórmons imbecis da consciência que não podem captar o mundo pelo que ele é
Cravo uma faca no coração coletivo, pensando e atuando!
Eu odeio a todos os bastardos!
Vocês podem me escutar, putos cadáveres?

Todos os sonhos estão mortos porque isso é o que merecem. Tudo deve perecer!
Sua alienação é total! Nada resistirá se eu puder destruí-lo!
Eu busco apenas as maneiras de danar e destruir a tua existência!
Eu respiro um desprezo atroz e um ódio não diluído
Toda
a minha vida estive rodeado por estes tolos que aspiram a rasgar a minha carne se eu não esconder as minhas verdadeiras intenções e pensamentos do além
Humanos.
A evolução biológica d
os patas das ovelhas!
Uma nova raça para o massacre, a definição da escravidão e a contaminação que açoita sobre mim para entrar na porta do metafísico
O que me transforma em um organismo aleijado possuído pela busca da essência
Odeio a todos os humanos
Animais superestimados, um erro da natureza.

Archegonos

*Expressão grega que significa “a maioria”, fazendo uma conotação depreciativa da classe obreira das massas ou das pessoas comuns.

**Palavra grega para definir uma explicação que tenta abordar um problema complexo tentando explicar todas as possíveis contingências.

Autexousious Apanthropinization

Tradução do texto anti-social extremista escrito por Archegonos.

“Se você for nas fronteiras, poderá ver árvores, solo, oceano mas não verá países. Quando vago em solidão dentro da cidade vejo muitas criações humanas, todas manifestação de Deus, mas não vejo Deuses em nenhuma parte.”

Este é apenas um pequeno texto que menciona algumas realizações que eu queria escrever há algum tempo. Eu mesmo já me esquivei do masoquismo escondido atrás destas mesmas realizações, e estas palavras são escritas para refutar conclusões errôneas que foram expressadas, e críticas com as quais eu já não estou de acordo, em relação ao eco-extremismo, que foi abordado desde um ponto de vista de valores, obscurecendo o que objetivamente é. As palavras escritas a seguir vêm de experiências pessoais vivenciadas.

“Me parece que a sociedade geralmente vence. Há, é claro, espíritos livres no mundo, mas sua liberdade, em última análise, não é muito maior do que a de um canário em uma jaula. Podem saltar de um lado a outro, podem se banhar e comer à vontade, podem bater suas asas e cantar, mas seguem presos em uma gaiola, e cedo ou tarde, ela os conquista.” -H.L. Mecken-

A liberdade que busca um homem espiritual, a liberdade de valores, a liberdade de libertação é uma ilusão que se vê esmagada pela guilhotina da observação objetiva da natureza humana. É a escuridão que se transforma em lama quando entra em contato com a realidade. Alguns acreditavam que o Cristianismo limitava o espírito humano. O que não entendem é que o Cristianismo é o espírito humano. O ser espiritual que nega a existência natural. A mente sobre a matéria. Tudo o que fez a modernidade foi reciclar seu nome. O fim segue sendo o mesmo. Tiremos um assunto do caminho e digamos, o que veio sob o termo da Anarquia não tem nada a ver com o niilismo. Não estou brincando com as palavras aqui, serei franco. É a realização objetiva dos fatos fora do lixo do avaliativo pensamento subjetivo que dá um contexto para a realidade. A realidade e as interpretações anarquistas são sempre baseadas em contextos sociais, como se isso pudesse ser considerado a estrutura padrão que não pode ser mais dissecada. É sempre baseado no mundo ético dos humanos. É sempre a mente sobre a matéria. A mente é o mestre do ego e o ego aceita. No entanto, o egoísmo é uma realidade que não pode ser negada. A lógica Anarquista é sempre formulada de acordo com construções ideológicas básicas. O ego natural se mantém impossibilitado de tomar completamente o controle. O ego, todos os impulsos e desejos irracionais, não precisam da justificação de ideias para existir ou para o caralho que for. O Niilismo Antissocial é essencialmente misantrópico e tira do caminho de uma vez por todas o mundo artificial da mente humana. Em outras palavras, você pode usar seu cérebro como uma lógica simples, dura e indiferente, exatamente como a naturalidade e o nada que te rodeia faz, e usá-lo apenas como uma arma quando seja aplicável, ou caso contrário é muito inútil e uma fabricação de mitos, assim como é o mundo humano inteiro que foi construído através dela. O espírito humano não existe! Olhando ainda mais profundamente, a natureza paradoxal da consciência e da fenomenologia não é algo que possa passar batido.

“Tentar pensar sobre algo sem que tenham sido fornecidos os meios para alcançá-lo: essa é a tarefa da fenomenologia: Uma tarefa impossível, a tentação do impossível. Mas não é essa a nossa condição humana?” -Marc Richir-

Claramente marcado nas orações acima, isso é tudo que existe! Todo o masoquismo da existência humana está aqui, toda a autoflagelação que parece muito difícil de desfazer. Pense que com esta patética ferramenta, a mente, as realidades construídas na forma humana são criadas. Pense sobre onde elas estão e o quão instáveis elas ficam quando são contrastados com o afiado olhar natural do Niilismo.

“Aqui os sentimentos de misantropia permanecem ligados e, por mais limitantes que possam parecer em uma escala socio-cultural, que não me preocupa em nada, ambos são libertadores em uma escala de busca existencial. A realização da trivialidade da existência se é percebida como um valor em si mesmo e, portanto, a substância humana no interior que te faz detestar a maneira antropocêntrica de pensar e de ser e sua exaltação do humano como um valor moral e o centro da evolução. É nestes momentos que se pode observar que o pensamento humano pode alcançar com um propósito um objetivo a longo prazo, seja qual for este propósito, como um ser pensamente e racional que pode criar, mudar e ajustar o mundo para se encaixar nele, ajustar a vida dos animais não-humanos para que se encaixem nela e no mundo. Momentos de pura arrogância e ignorância. Momentos de ideologia. Para mim, a “humanidade” como conceito ou parasita na mente e como entidade parasita na forma de vida massificada”.

-Archegonos-

O assim chamado “humano” é apenas um animal que sempre quer esquecer o que é. E não é um animal “mal”. Apenas completamente disfuncional. Um organismo biológico condenado, porque quando o humano surge (o mundo da mente e o pensamento) diz-se que há algo além. Portanto, a necessidade de considerações éticas para determinar porque são “maus”. O que foi que deu errado? Nada que o mundo da mente não possa concertar, é claro! Não importa que o Niilismo ao ser levado a sua conclusão lógica erradique a todas as realidades construídas de forma humana e você fique apenas com a sobra para atuar sobre isso, mas a conexão de algumas pessoas com a merda que está em suas cabeças faz com que elas tentem o impossível. Eles querem se enganar. Todo este lixo se tornou parte do DNA humano.

Então, se um anarquista é franco consigo mesmo deveria admitir que está buscando recriar o “bem” e o “mal, que quer perpetuar o ser humano e seus laços que se tornaram realidades biológicas depois de tantos anos de flagelação e auto-derrota.

Há três tipos de anarquistas que você pode reconhecer agora mesmo. O honesto (mas enganoso) idealista, o pregador e o tolo.

Todos eles seguem sendo moralistas. O que eu era, era uma espécie muito mais diferenciada, mas que tinha uma natureza paradoxal. Para o anarquista o mundo não tem espírito suficiente. Eles querem incutir mais. Que tipo de espírito seria não é o que importa aqui, o que importa é a insistência em manter a fé no ser humano. No entanto, se você promove o Niilismo e não a hipnose ideológica você será o mais saudável possível. Não terá mais a maldita insistência em se masturbar com o humano. O Niilismo Antissocial não tem nenhuma preocupação em justificar qualquer comportamento contra alguém enquanto a Anarquia tem que responder às ideias.

Eu aceito que definitivamente sou um obsceno e depravado produto da civilização de hoje em dia, e a misantropia total, a que abalou todo idealismo, que a abominação da sociedade do ser ético, desta criança mimada, impôs sobre mim. Odeio a todos igualmente, não importa quem ou o que são. Para mim não se trata de quem “merece” morrer. Não é uma questão ética. Não preciso de justificação para algo. Desejo a morte de quem seja nesta hedionda manifestação de Cristo que resulta o mundo humano civilizado e seus carnavais artificiais. Não vejo espíritos ao meu redor, vejo parasitas limitando a minha reclamação de poder. Minha reclamação de poder que não pode ser demais com tantos parasitas ao meu redor. Isto não significa que esta dura verdade dobre a minha vontade.

Tenho um interesse específico na expansão da ação misantrópica em um sentido extra-moral. Ainda conservo a capacidade de respeitar todas as formas, o que me surpreende, mas é exatamente o modo como isso é feito e sentido o que faz dele um aspecto do poder e não do cristianismo. Assim, não no sentido de uma enraizada ideia de igualdade, mas em uma violenta afinidade espontânea de uma franca ação-reação animalística de bestas para bestas. Para alguns animais que como nós compartilhamos de forma egoísta, não comunal, com uma atitude de agressão-em-sua-cara. Alguns ganham, outros perdem, mas todos aprendem algo disso. Se algo não te destrói, provavelmente te fará mais forte. Fora da culpa e do véu hipócrita do cristianismo e elitismo de um clero espiritual dos justos. Quanto aos anarquistas, o que quer que façam está baseado fundamentalmente na mentalidade ocidental, parte das culturas políticas eclesiásticas, parte de um modo de vida normal, no sentido da conduta humana, a participação no Teatro. Permanece e permanecerá sempre humanista. Para mim, qualquer coisa que eu faça na santificada pia purulenta da cidadania é um ato de arbitrariedade egocêntrica. Pura negação. Um passo em direção aos caminhos do abismo. A abertura de uma porta em um não-caminho para a guerra, uma oportunidade de saciar minha sede, uma cuspida na cara das barreiras ético-biológicas. Não é uma fantasia de nenhum tipo de libertação. Não é um esquema do “bom”. Quem quer que observe este mundo e não o mundo dos céus saberá o que eu quero dizer. O nada total é minha sombra, não minha inimiga.

Por que eu ainda me incomodo em escrever se odeio a todo mundo? Dado que odeio até mesmo o mundo da internet que utilizo junto com seus meios de comunicação? Estou em busca de fulminar meu curso de queda no pan-óptico paleantropiano, o que será a morte, captura ou covardia. Não há outros caminhos ou soluções. A libertação do cadáver violado de Cristo não me salvará. E calar as bocas de todos aqueles que me odiaram por quem sou, porque viram em mim uma depravação e, quando abri minha boca, cuspi veneno sobre sua estreita mente. E como eu disse antes, para espalhar a ação misantrópica após algumas falácias rejeitadas. As noções básicas que foram rejeitadas e as quais meu Niilismo Misantrópico tentará a expansão de meu ego sobre elas a partir de agora são as seguintes: a chegada de cada novo ser humano sobre a arbitrariedade do caos. A noção de anarquia vs autoridade. A noção do indivíduo vs a dominação. O ego espiritual. Toda ideia sobre meu ego único e concreto. Todas as considerações éticas. A superioridade biológica da existência humana.

O que digo neste texto é um vômito que só me beneficiaria quando eu cuspi-lo. Não é uma obrigação para ninguém, nem é uma tentativa de crítica, nem um pilar para a evolução coletiva. Então, eu não dou a mínima, tudo o que importa para mim é apoiar e aprimorar minhas cumplicidades com os loucos filhos da puta dos Niilistas, que atacam a tudo porque os nossos interesses se sobrepõem acima das ideologias e/ou políticas que buscam uma utopia coletiva. Todos perseguem seus caminhos, estamos de acordo com o ataque indiscriminado, e não vou argumentar que poderei dizer qualquer outra coisa por enquanto. Todos os misantropos totais, os eco-extremistas, niilistas terroristas e outros criminosos niilistas que compreenderam que a existência humana e suas performances teatrais são uma piada. Aqueles que não negam seu ego natural e aceitam a autoridade com uma realidade natural. Também sou um daqueles que desafiam os limites ético/biológicos que foram programados em nós pela modernidade. Sou um misantropo solitário, paciente a todo momento para estripar mais e mais a outro pedaço da humanidade. Todos os demais podem seguir tentando ressuscitar o humano de sua tumba.

Falo com os animais, animais de estimação do zoológico,

Aqueles que nomearam o mundo humano,

Disseco seus pensamentos, seus sonhos,

Suas esperançadas aspirações, sua espiritualidade subjetivista.

Aspectos do que é chamado humano,

]a mentira definitiva e pilar da ética

a pedra angular do mundo humano

No zoológico os animais

se convenceram de que são humanos

e alguns deles até acreditam que são mais que isso

Que são espíritos de outro mundo

O humano os flagelou,

Tão duramente que eles se arrependeram

Então permita que os relógios da ética nos consertem!

A existência natural é tão desprezada

tanto que a mente tomou o controle.

O ego sofreu uma mutação em direção a uma massa de depravação ideológica

que consome todo o organismo

Rio cataclismicamente de sua piedade

E sua inconsciente hipocrisia.

Reciclem o espírito, meus irmãos!

Nunca deixem ele morrer, porque se morre

estamos condenados ao caos!

Para ser consumidos pela natureza.

Então deixemos que Cristo nos viole!

Deixemos que o espírito ejacule sobre nós!”

Archegonos

*Nota do Tradutor: o significa do título é algo complexo. A primeira palavra (autexousious) faz referência ao fato de atuar por vontade própria, e a segunda palavra (apanthropinization), se refere a afastar-se de todas as preocupações e considerações humanas. Portanto, a tradução poderia ser algo como: Um afastamento voluntário de todas as preocupações/considerações humanas.