[EN – PDF] Ash and Ruin (Subversive nihilist periodical) N° 1

INTRODUCTION

I have written and compiled the following texts purely for my own satisfaction, as a manifestation of my conscious desire for the diffusion of iconoclastic and heretical publications and also as a way to unravel my own thoughts more clearly and attempt to articulate them in a manner that is reflective of my chaotic nature.

In this issue there are various different writings which appealed to me, as well as personal reflections, poems, rants, etc., etc. I have not asked any permissions for the texts which are not mine, but included and sourced these texts either because they articulated an analysis worthy of my consideration and reflection, or simply because they made me smile upon reading them. I have particularly included claims of responsibility from groups and individuals from many different territories across the world, who have placed the march of technoindustrial progress and I feel even more importantly its “humanist” and anthropocentric values in their lines of fire.

The thought of others joining in the incendiary celebration of our own selfrealisation, and carrying out their own sacrilegious deeds of refusal, spreading wildfire to the cities, desecrating every sacred idol, destroying machines and maiming and terrorizing those who are responsible for inflicting all of this modern crap onto us will always bring a smile to my face. It is to this end that I share these writings, to subvert, desecrate, provoke and agitate.

Though I digress on some of the perspectives presented in the texts of others which I have chosen to include in this publication, it would be completely absurd for me to make any changes to their words and to articulate my opinions fully on each minor discrepancy would take more time and consideration than I would care to spare for the purposes of this first issue of Ash and Ruin (Though personal reflections on these topics may be offered in future issues).

I spit on the church of “political correctness” and the creeds of any dogmatic moralists. It has never been in my interests to tend to the needs of the herd, nor to make anything more “appropriate” or appealing to those incapable of critical, independent thought and reflection.

I detest “the community” and all of the naive optimism it breeds and I reject all other delusional fairy tales that serve only to distract one from the realisation of their ego in the present.

As an individualist and a nihilist, I am motivated by my own will for life, not haunted by the phantoms of any purpose or cause and I will make it clear now that I only represent myself.

Total liberation is my own war, a war that I have fought for years, against every cage, every civilisation, every society, every creed, every ideology and morality.

It is a matter of fulfilling my creative-destructive desires. It is misanthropic. It is existentialist. It is striving against all domestication. It is my vengeance for all the years that this prison-society has stolen from me, my vengeance for the destruction and pollution of the natural environment, my vengeance for the nonhumans whose lives I respect more than the life of any
“human”.

My total liberation means total war!
War to the bitter end!
– A

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Uma Grande e Terrível Tormenta

Extraído do blog Nomen Nescio e traduzido por Anhangá. Este texto faz parte da publicação Ash and Ruin (Subversive nihilist periodical).
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O império da “humanidade” tem a certeza de sua queda.
A chuva, vil e ácida, tem vindo a cair sobre todos nós
como as lágrimas de uma dor silenciosa por bastante tempo,
No entanto, poucos prestam atenção à tormenta que se aproxima.
Os perdidos e os covardes marcham animados aos montes para o topo da ilusão
construindo os muros de sua própria prisão
na vã esperança de que podem esconder de vista
as nuvens escuras que agora surgem acima de todos.
Mas nada pode deter as marés crescentes
ou deter a marcha dos desertos
que consumirá as cidades
e deixará apenas ruínas em seu rastro.
Com desprezo, amargura e ceticismo
Penetro a escuridão que me rodeia.
E sem qualquer esperança por um amanhã melhor
Eu abraço a tormenta e vagueio por ela.
Carrego minha tocha na noite
E escuto os gritos de batalha através do estrondo.
Ansiosamente vou ainda mais em direção ao Desconhecido
Na busca de uma vida que vala a pena.
A chuva torrencialmente chicoteia em direção abaixo
E a noite é escura e impenetrável
Exceto para os incêndios no horizonte
Que são minha única bússola…

– A

A Solidão e a Autorrealização

Tradução realizada por Anhangá do belo texto “Solitude and Self-Realisation”. Ele foi extraído da revista Ash and Ruin (Subversive nihilist periodical).
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Todos os dias me encontro em um estado de perpétuo conflito sendo rasgado pela agonia de minha consciência. A cada dia que passa na medida em que o sol nasce e novamente se põe, o concreto e a artificialidade sufoca mais a terra, e o “humano” deixa seu toque viscoso e corrosivo sobre tudo o que considero belo neste mundo, e sempre que o ódio e a raiva temporariamente desaparecem, é fácil sentir-se esmagado por sentimentos de tristeza.

Mergulho nas águas frias e turvas do desespero enquanto me afundo nas profundezas com a boca cheia de água fétida. Eu bebo do fundo e começo a nadar, o desejo de viver me empurra para resistir ao peso esmagador deste abismo negro. Não! Não irei sofrer a indignidade de afogar-me neste lago sujo.

No fundo encontro uma caverna, e dentro destes sinuosos túneis descubro uma câmara escura e secreta. Como tenho que lutar fora da água sombria, me falta ar, então colido contra pedras afiadas. Embriagado pelo licor do desespero, durmo e espero o ar doce, à deriva confortavelmente em um estado de total isolamento. Começo a escutar uma voz familiar, ela sussurra segredos maravilhosos para mim em meio à escuridão e me conta contos sacrílegos de coragem e de criminalidade, histórias que iluminam os olhos como chamas de tochas pela noite, ali, naquela caverna, no fundo do lago do desespero onde caio no sono mais profundo e as imaginações pecaminosas da mente vadia vem à mim em meus sonhos.

Começo a acordar, não por causa do silêncio ensurdecedor do qual me havia distanciado, mas sim devido a uma barulhenta cacofonia! Os motores rugem, os alarmes apitam, telefones tocam, as vozes de estranhos estão por todas as partes, bate-papo sobre as coisas mais insignificantes e detestáveis. É então quando me dou conta de como o calor do sol é escaldante e abaixo de mim está mais quente do que nunca. Ao abrir os olhos e despertar totalmente, percebo que eu estou de volta aqui, neste reino de miséria e estagnação, rodeado por tolos desprezíveis e cretinos, pela artificialidade e banalidade.

Pra onde foi a caverna? Pra onde foi a voz familiar? E como cheguei até aqui? Aqui, de tantos lugares! Bem quando eu poderia ter morrido tão feliz naquela caverna escura e fria. Oh, o quão confortável estava na caverna! Como eu anseio o doce abraço da solidão mais uma vez.

Agora me dou conta de que a voz familiar que ouvi não era nenhuma outra voz a não ser a minha. Esses segredos que sussurravam em meu ouvido, e esses sonhos criminosos que tive lá no fundo do lago do desespero são a essência pura de meus desejos conscientes e subconscientes, e ainda que meus sonhos nasçam ao sair da angústia e do sofrimento, estão cheios da energia mais vívida e selvagem que já depositaram em minha visão e da força para viver minha vida com sua capacidade máxima!

Mas, o que significa viver? Certamente, quando todas as opções são “oferecidas” por este circo repugnante da civilização, te apresentam uma “vida”, o tédio, a humilhação, o desespero, e em última instância, a derrota por uma morte lenta, então, viver significa para mim resistir a tudo isso com todo o meu coração. Tenho que lutar, tenho que lutar! Devo matar a meus inimigos porque estão me matando! Se alguém me fala sobre “racionalismo”, “paciência”, “consideração” ou algo nascido da confusão pútrida das obrigações sociais, rirei em sua cara! A vontade da vida não pode ser contida pelos valores patéticos da manada, ovelhas covardes, dispostas até mesmo a olhar ao seu redor e reconhecer suas prisões. Não importa, começarei a quebrá-las.

E os motores rugem, e os alarmes apitam e os telefones tocam, e as árvores caem, e os não-humanos morrem, e as vozes de estranhos seguem frenéticamente tagarelando sobre isso e aquilo. Olho os infelizes idiotas da barulhenta massa em torno de sua indiferença, sua sujeira e sua contaminação, e os amaldiçoo.

Apenas quando me arrastei para fora deste poço transbordado de normalidade, comecei armar meus desejos mais selvagens, e intencionalmente defini a mim mesmo como indivíduo, consegui assegurar mais nada além do desprezo contra eles.

Deixei que meu ódio fluísse livremente por mim, envolvendo tudo o que toca em chamas, e se a constante rejeição e a solidão acabarem por ser as consequências de minha atitude perante a vida, que assim seja! Sairei como sempre, no entanto, desdenhoso e erguido. Um exílio de cada “comunidade”. Prefiro morrer sozinho com uma pistola na mão do que com covardes ao meu lado e um punhal nas costas.

É claro, nem sempre tem que ser apenas no sentido literal da palavra. Há possibilidades de encontrar cúmplices em nossas lutas e oportunidades de compartilhar ideias e armas entre si e criar belos momentos de ruptura, muitas vezes estas situações podem aparecer – devemos buscar nos lugares certos – mas falando de uma maneira existencial, o único sempre está sozinho, contra todas as probabilidades e as normas, sempre tratando de ofuscar todas as limitações que são impostas, as limitações que derivam de dentro e de fora.

-A