PCC Planejava Mega Ataque Terrorista Indiscriminado Com Carros-Bomba Nas Cinco Maiores Capitais do País

Replicamos aqui uma reportagem da imprensa sobre o plano interceptado da maior facção criminosa do país, o PCC, de cometer grandes atentados indiscriminados nas cinco maiores capitais do país. O grupo planejava explodir em Brasília prédio do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), cometer ataques com carros-bomba nas cinco maiores capitais do País; sabotar as redes nacionais de transmissões de energia elétrica; sequestrar, torturar e matar agentes penitenciários federais. Os cinco carros-bomba com 50 quilos de explosivo C4 cada um seriam deixados em locais de grande circulação de pessoas para que as explosões matassem indiscriminadamente a maior quantidade possível de civis para então pressionar as autoridades do país a atenderem às suas exigências.

Os editores da Revista Ajajema já fizeram uma abordagem do PCC na edição número 4 da revista. Não importa que as suas motivações sejam contra o sistema carcerário, sentimos grande afinidade com estas caóticas intenções e nos alegra saber que um dilúvio de sangue esteve prestes a acontecer em decorrência de um mega atentado indiscriminado, longe de qualquer moral, longe de qualquer ética.

Que os planos caóticos dos criminosos terroristas não se desvaneçam!

PCC planejava ataque terrorista e colocar culpa no rival Comando Vermelho

Vida Loka (primeiro à esq. abaixo) e Tiriça (terceiro) integram a liderança do PCC | Foto: Reprodução

Facção criminosa paulista pretendia atacar seis diferentes cidades do país com carros-bomba; integrantes se inspiraram na guerrilha colombiana Farc

Explodir o prédio do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), cometer ataques com carros-bomba nas cinco maiores capitais do País; sabotar as redes nacionais de transmissões de energia elétrica; sequestrar, torturar e matar agentes penitenciários federais.

Esses foram os planos terroristas arquitetados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) dentro da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, em represália à suspensão das visitas íntimas nos presídios federais.

Segundo a Polícia Federal, a meta do PCC era cometer os ataques neste mês, no período eleitoral, mas reivindicar a autoria dos atentados em nome do rival CV (Comando Vermelho) para se eximir das eventuais responsabilidades criminais. Antigas aliadas, as facções estão em guerra desde 2016.

Agentes da PF apuraram que os planos terroristas foram arquitetados pelos presos Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, Roberto Soriano, o Tiriça, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho.

Vida Loka era monitorado pelos agentes desde junho de 2017, quando suas conversas com Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foram interceptadas com autorização judicial na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Ação tinha como objetivo cobrar o Governo Federal para as reivindicações da facção | Foto: Reprodução

Nos diálogos, Beira-Mar diz a Vida Loka que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e traficantes ligados ao cartel de Pablo Escobar usavam carros-bomba em ataques terroristas e também sabotavam as redes de transmissão de energia para alcançar seus objetivos. Dias depois dessas conversas com Beira-Mar, Vida Loka foi transferido para a Penitenciária Federal de Porto Velho, mas não deixou de ser monitorado.

Ainda segundo a PF, vários bilhetes escritos por Vida Loka e Andinho foram apreendidos nas caixas de esgotos da unidade prisional e exames grafotécnicos realizados por peritos constataram que as letras eram de ambos.

Os bilhetes apreendidos indicavam que Vida Loka, Andinho e Tiriça planejavam usar um carro-bomba com 50 kg de explosivo plástico C-4, o artefato com maior poder de destruição, para derrubar o prédio do Depen, em Brasília. A ideia dos presos era detonar os explosivos utilizando um dispositivo de acionamento à distância.

Além de Vida Loka (à esq.) e Tiriça, Andinho (à dir.) também planejava os ataques | Foto: Reprodução

Depois do ataque, um integrante do PCC se encarregaria de ligar para as forças de segurança, para assumir a autoria do atentado, mas em nome do Comando Vermelho, facção que já foi aliada e que hoje é a maior rival da organização paulista.

Além dos bilhetes apreendidos, agentes federais também monitoravam conversas de Vida Loka, Andinho e Tiriça com outros presos durante o banho de sol no presídio.

Segundo a Polícia Federal, as mulheres dos presos também estão envolvidas na ação criminosa e tinham a função de informar os detalhes dos planos terroristas e de pedir apoio logístico aos demais líderes do PCC presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista.

O PCC chegou até a montar uma “casa de apoio” em Porto Velho para manter os planos terroristas em andamento.

O objetivo da facção era explodir o prédio do Depen em represália à suspensão das visitas íntimas nos presídios federais, em vigor desde julho de 2017, e em protesto à instalação do aparelho de scanner corporal na unidade prisional.

Além de sabotar redes de transmissão de energia, o PCC planejava usar outros cinco carros-bomba, cada um com 50 kg de explosivo C-4, em ataques nas cinco maiores capitais brasileiras. A onda de atentados terroristas ocorreria agora no período eleitoral e seria uma forma de forçar o Governo Federal a atender as reivindicações da maior facção criminosa do Brasil, com 10 itens (confira abaixo).

Documento em que são listadas as 10 reivindicações do PCC | Foto: Reprodução

A Polícia Federal pediu a internação de Vida Loka, Andinho e Tiriça no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Os três também tiveram a prisão preventiva decretada e foram enquadrados na lei de terrorismo.

Eles são apontados como integrantes do mais alto escalão do PCC e, segundo o Ministério Público de São Paulo, na hierarquia da facção estão abaixo apenas de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como o líder máximo da organização. Ele nega ser integrante do grupo.

Vida Loka, Andinho e Tiriça já cumpriram pena na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e foram um dos primeiros integrantes do PCC a serem removidos para presídios federais.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal não pediram a prisão das mulheres dos três. Porém, elas estão proibidas de visitar os maridos, como forma de coibir a troca de informações com os mesmos.

EXÉRCITO EM PRESIDENTE VENCESLAU

As forças de segurança também investigam uma possível ação de resgate de presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde está recolhida a liderança do PCC.

Há rumores de que tropas do Exército, deslocadas de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, vão desembarcar nas próximas horas na cidade para reforçar a segurança. A reportagem não confirmou oficialmente esta informação até a publicação da matéria.

Na última quarta-feira, o juiz-corregedor da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, Gabriel Medeiros, determinou a interdição, por 20 dias, da pista do aeroporto municipal, que fica a dois quilômetros da unidade prisional. O clima na cidade é de tensão. Agentes penitenciários foram orientados a redobrar a cautela.

O governo do Estado mandou para a cidade vários homens da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e do Comando de Choque, unidades de elite da Polícia Militar.

Na manhã deste sábado (13/10), a Polícia Civil de São Paulo realizou uma ação nas pensões onde ficam hospedadas as mulheres que visitam os presos no final de semana.

As ações ocorreram nas cidades de Presidente Bernardes, Martinópolis e também em Pacaembu. Os policiais procuram bilhetes endereçados aos presos.

Em Martinópolis, duas mulheres foram presas e com elas apreendidas cartas destinadas aos detentos, além de drogas.

[RÚSSIA] Satanistas Reivindicam Queima de Antiga Igreja em Karelia

Não há dúvidas de que os eco-extremistas são apenas uma das muitas encarnações do mal na era moderna. Todos estes males para a vida civilizada são para nós motivo de alegria e regozijo. Que o fogo satanista siga crescendo e consumindo os restos da decadente fé cristã! Que queimem os Neo-cristãos anarquistas e com eles toda a humanidade!

Moscou (Asian News) – Em 10 de Agosto a Igreja de Assunção foi incendiada em Kondopoga, na Karelia, região norte da Escandinávia na Rússia. O edifício do século XVIII parece ter sido incendiado por um garoto de 15 anos, que provavelmente sofria de alguma enfermidade mental, que queria “se tornar famoso no mundo”, segundo os policiais que o interrogaram. O menino estava em contato com uma seita satânica.

A igreja era um monumento protegido pelo estado, e foi completamente destruída pelo fogo, por isso os especialistas acreditam que não há esperanças de restaurá-la. Era uma Igreja Ortodoxa localizada em um penhasco do grande lago Onega, e construída em 1774 com as típicas características nórdicas, com uma aparência especial de carpa e uma altura de 42 metros. Era chamada de “a canção do cisne” da arte russa em igrejas de madeira, da qual apenas algumas espécimes podem ser encontradas, espalhadas ao longo do país, sendo uma dúzia no parte arqueológico da cidade de Sudzal.

As seitas satânicas se espalharam imediatamente após o fim do comunismo na Rússia, embora alguns acreditem que estiveram ativas desde 1980 nos ambientes mais extremos da dissidência juvenil. Mais que a influência da cultura do Rock, proibido em épocas soviéticas e duramente condenado pela Igreja Ortodoxa, o Satanismo russo revela elementos de protesto contra a Igreja nacional. Em suma, a inspiração anti-cristã natural, os Satanistas criticam a Igreja por ter colaborado com o regime “satânico” dos Bolcheviques, e são justificados pela necessidade de uma “revolução” espiritual. O culto a Satanás seria então um mundo para “se purificar” da falsa religião soviética.

No país, acredita-se que entre 50 e 100 mil pessoas pratiquem cultos Satânicos. O Ministério do Interior começou a investigar e intervir em suas atividades desde 2003, classificando-as como “seitas destrutivas” dedicadas ao esoterismo e a magia negra. Não é incomum que adolescentes emocionais acabem sob sua influência, como o que colocou fogo na Igreja em Kondopoga.

Uma Igreja Satanista Oficial

Ainda sim, há quase dois anos existe uma Igreja Satanista registrada oficialmente em Moscou. A data do registro (10 de Maio de 2017) é lembrada a cada ano como o “Dia do Satanismo Russo”. É singular que os Satanistas tenham adotado a legislação russa logo após a aprovação da “Lei Jarovoj” em 2016, a provisão que limita e efetivamente previne que seja professada a fé em qualquer esfera pública sem que se adira rigorosamente às normais da lei.

Ao serem entrevistados pelo site 66.ru, os Satanistas Russos, nas palavras de seu líder chamado “Oleg Sataninov”, declaram ter decidido “sair do armário” em 2013 e que pretendem formar uma organização estritamente religiosa, seguindo os ditames da Constituição Russa. Foi apresentado um documento na “Fundação da Doutrina Satanista”, com seus próprios mandamentos, a lista de pecados e símbolos da Igreja Satanista, tais como a cabeça de uma cabra rodeada de letras mágicas do alfabeto de Enoch. Os membros da organização normalmente mantém reservas sobre sua filiação, mas estão espalhados por toda a Rússia.

Os Satanistas Russos garantem que não são dependentes, ou que sequer estão ligados à Igreja de Satanás nos Estados Unidos. Eles não traduzem literatura do inglês ou de outros idiomas, mas produzem livros em russo, embora geralmente sigam os princípios da Bíblia Satânica publicada na América por Anton LaVey, em 1969. Eles não tem templos de adoração, mas usam edifícios disponíveis graças a membros do grupo de tempos em tempos, e negam a acusação de realizarem sacrifícios humanos. Sobre este assunto, se distanciam dos “adoradores malvados”, que acreditam ser simplesmente “cristãos inversos”.

Ainda não se sabe qual seita e que ritual motivou o ataque incendiário dos adolescentes em Karelia, ou se a destruição de Igrejas é uma prática recomendada pelas autoridades do Satanismo Russo, de forma oficial ou clandestina. Certamente, era uma prática habitual do ateísmo militante dos comunistas soviéticos.

Por Vladimir Rozanskij

[ES – PDF] Mictlanxochitl: La Flor Del Inframundo Que Cresció En Esta Era – Parte 2

Segunda parte do trabalho “Miclanxochitl: La flor del inframundo que creció en esta era” [ENIT].

Adiante com a propaganda anti-humanista!

Descarregue em PDF: Link 1Link 2Link 3 (via onion).

[ARGENTINA] Perturbações Noturnas: Reivindicações de Ataques Incendiários

Difundimos com total cumplicidade o comunicado do grupo “Perturbações Noturnas”, reivindicando um ataque contra dois automóveis dentro da cidade de Buenos Aires.

Se o fogo decidiu “não falar” a essa altura isso não importa. O importante é que seja onde for a guerra contra toda esta podre civilização siga adiante.

Avencem, destrutores!

Decidimos nos estender em palavras porque nos parece necessário comunicar nossos atos, embora não é algo que costumamos fazer. Ultimamente nos pareceu um método eficaz, já que temos a necessidade de que se saiba que há pessoas inconformes, que há pessoas pensando em atacar esta civilização cheia de merda, que nem todos queremos que a vida seja bonita, porque sabemos muito bem que essa história de vida em paz é pura mentira baseada na destruição do que realmente nos importa. Por isso escolhemos atentar contra essa “comunidade em união e paz” que fingem ser, de pé sobre os cadáveres de árvores cortadas e animais extintos. Queremos nos responsabilizar pela colocação de dois artefatos incendiários em dos carros na rua Chacabuco e Santa Rosa, na área de Vicente López, na província de Buenos Aires, Argentina. Odiamos sair às ruas e vê-las lotadas de humanos correndo, cheios de sacos de compras em suas mãos, olhando as telas de seus celulares, humanos que não são capazes de verem a si mesmos por um segundo sequer, que jamais pararam para pensar quem eram e nunca o farão. Odiamos ver como cada vez mais sua vida é mais cômoda, mais sedentária, mais descartável, e por outro lado nos agrada vê-los através de uma vitrine comendo gordura até ter um ataque cardíaco, ou rimos quando vemos acidentes de trânsito com feridos ou mortos, já que iam com pressa a nenhum lugar para fazer nada de importante.

Não sabemos se funcionaram nem quantos danos causaram, assim que o ativamos, fugimos. Esperamos que tenham funcionado e conseguido um pequeno centro de caos, mesmo por um momento.

Gritamos ao céu liberando nossa fúria e nos acabamos em risadas doentias e com ânsias de vingança!

Que não se sintam cômodos em suas trincheiras de edifícios e ar condicionado!

Em afinidade com o profundo e a escuridão! Caos e vingança!

– Perturbações Noturnas

A Guerra de José Vigoa: Um Breve Discurso Sobre o Método Eco-extremista

Extraído da primeira edição da Revista Atassa.

A coisa mais notável que o eco-extremismo empreendeu durante o ano passado foi a sua maior clareza na organização. Embora o seu modo de atacar sempre tenha sido pequeno, disperso e reservado; e embora tenha sempre renunciado ao discurso revolucionário ou à discussão de um “movimento”, apenas uma ruptura ressonante poderia deixar claro que o ethos do eco-extremismo é diferente daquele dos anarquistas e outros terroristas radicais. Em comparação com o ativista, o eco-extremista busca emular o criminoso. Em vez do Partido, o niilista individualista constrói uma “sociedade secreta” (muitas vezes secreta mesmo entre eles). Em vez de um movimento, aqueles que realizam a defesa extremista da Natureza Selvagem defendem uma máfia. Se o surgimento do eco-extremismo sinaliza a travessia da ponte para sair da Terra do Progresso e do Iluminismo, a nova etapa do manejo da selvageria está incendiando esta ponte e observando-a arder.

Claro, existem razões teóricas para isso. Para realizar ações eco-extremistas, os próprios atores requerem uma maior autonomia e anonimato, assim como os delinquentes. O liberal, o esquerdista, o anarquista, o anarco-primitivista defendem ações que outros podem emular e proclamar como o Crucificado no Evangelho: “Vá e faça o mesmo”. Querem “produzir em massa” um curso de ação e comportamentos desenvolvidos para se adaptar a todas as situações e contingências possíveis. Tudo é em “código aberto” e para que todos vejam. Isso responde a sua necessidade do ethos democrático, sua Fé no Povo, seu Dogma da Bondade Fundamental da Natureza Humana. Mesmo os mais compreensivos leitores híper-civilizados param na literatura eco-extremista e se perguntam: “Mas o que eu devo FAZER? Como posso aplicar isso a MINHA PRÓPRIA VIDA?, etc.,” Se você tiver que se perguntar, então não há resposta no seu caso.

O eco-extremista é um oportunista. Ele é um individualista. Não existe um molde eco-extremista assim como há um molde comunista, anarquista ou primitivista. Cada um é diferente, assim como cada crime é diferente. O ativista moderno busca limitar o caos e a contingência: o eco-extremista conta com eles, e até mesmo prospera neles. As massas de ativistas híper-civilizados, desde os pacifistas até os Black Bloc, buscam se mover como uma coluna de tropas napoleônicas, com disciplina, objetivo comum e com uma força que confronta o Estado em uma situação de “duplo poder”. Estes são tão fortes quanto o seu elo mais fraco. A ação eco-extremista é a guerra de guerrilha no sentido pleno do termo: não apenas na prática, mas também no propósito. O eco-extremista, como o criminoso, luta apenas por si mesmo, em benefício próprio, e com os que mesmo longe lutam de maneira similar; aqueles que buscam igualar seus atos baixo as suas próprias circunstâncias.

É por isso que o eco-extremismo é a “pedra de tropeço e rocha que faz cair, porque tropeçam com a palavra” (1 Pedro 2: 8). Mesmo aqueles que simpatizam, esses líderes de torcida de esquerda que querem ser um pouco mais militantes e pensam que algumas poucas palavras em apoio a ITS aumentam a sua credibilidade com “pós-esquerdistas”, não entendem este primeiro princípio eco-extremista. O eco-extremismo não se trata de algumas poucas palavras militantes que estimulam a conversação, ou uma forma ligeiramente mais violenta de pessimismo passivo que permeia nos círculos intelectuais progressistas, se é que são honestos. O eco-extremismo é uma cumplicidade conspirativa, uma afinidade violenta e uma simpatia que leva à ilegalidade. O eco-extremismo não é outro ídolo ideológico que alguém tem no altar junto com o anarquismo insurrecional, o anarco-primitivismo, o eco-anarquismo, o niilismo passivo, etc. O eco-extremismo é o rompimento dos ídolos, até mesmo o ídolo da “autorrealização” e “autonomia” dentro da podre civilização tecno-industrial. É o zelo santo do fanático frente as blasfêmias contra a Natureza Selvagem, o desejo ganancioso da violência contra a vítima híper-civilizada e a singular paciência necessária para atacar o inimigo no momento oportuno. Qualquer semelhança com as ideologias que o precederam é superficial, na melhor das hipóteses.

Para irmos além, tomaremos algumas lições da vida de um guerrilheiro/criminoso moderno, alguém que teve opiniões semelhantes sobre a legitimidade da atividade criminosa em uma sociedade corrupta. Falamos aqui de José Vigoa, ex-Spetsnaz (NdT1), possível oficial da inteligência cubana, traficante de drogas e ladrão de cassinos que era o terror nas ruas de Las Vegas durante os anos de 1999 e 2000. Durante esse tempo, ele e seu pequeno bando roubaram alguns dos maiores cassinos de Las Vegas, incluindo o MGM e o Bellagio. Vigoa também matou dois seguranças de um carro forte que tentavam dar uma de heróis durante um roubo. Não nos debruçaremos sobre os detalhes biográficos de Vigoa aqui, apenas citaremos passagens do fascinante relato de John Huddy, “Storming Las Vegas: How a Cuban-Born, Soviet-Trained Commando Took Down the Strip to the Tune of Five World-Class Hotels, Three Armored Cars and Millions of Dollars”, e comentaremos sobre isso, conforme for o caso. Com isso, buscamos aprender com as regras do compromisso e esclarecer como o ataque individualista acontecerá a partir de agora no futuro. O futuro, tanto quanto se pode falar dele, pertence ao individualista, ao caos e a amoralidade.

“Não é que José Vigoa pense bem na determinação dos guardas da Brinks, já que estragaram o que poderia ter sido o seu roubo de aposentadoria. “Estúpidos heróis, merda!” , pensa Vigoa enquanto dispara fogo pesado contra os guardas e se retira ao rodeio que o espera. Vigoa se surpreende que os homens mal pagos da Brinks lutem. Se não fosse pela linha de fogo que veio contra ele e o gringo louco que atirou por cima do baú, Vigoa diria na cara deles o quão absurdos são: eu não estou tentando roubar seu dinheiro, ou faltar-lhe com respeito, ou roubar algo de sua família. Quero pegar o dinheiro dos donos gordos do cassino, do porco que tem milhões e milhões e explora seus empregados com salários de merda.” (16)

Intrépido, Vigoa realiza uma reunião pós-missão e anuncia uma nova política: “Da próxima vez nós disparamos primeiro e não faremos perguntas a ninguém. Não perguntarei aos guardas por seus malditos relógios. Todo mundo quer ser um herói neste país”. Vigoa escreve mais tarde em seu diário: “No meu mundo, você é o caçador ou o caçado. Las Vegas faz isso, Vigoa aceita.” (22)

A abertura do livro descreve um robusto roubo de veículos blindados no Desert Inn Hotel de Las Vegas, quando Vigoa e sua equipe abriram fogo cedo demais para que os guardas entregassem o dinheiro, permitindo assim que eles devolvessem os disparos e se defendessem. Isso seria um problema na onda de crimes de Vigoa: que os pobres guardas que tinham tudo a perder e nada a ganhar, com as balas revidadas defendiam o dinheiro de seus chefes de qualquer maneira. Talvez aqui vejamos que os “híper-civilizados”, longe de serem inocentes ou explorados, sustentam um sistema injusto por algum senso de orgulho ou hábito. A civilização não suprime os instintos animais, mas aproveita-se deles para os seus próprios fins, e neste caso, para defender o conceito de propriedade privada e o “trabalho bem feito” do trabalhador honesto. Poderia haver mais provas de que os híper-civilizados nunca se voltam contra o sistema tecno-industrial? (16)

“Os roubos e as táticas de pequenas unidades utilizadas pelo grupo lembraram a polícia de seu próprio treinamento. Os veteranos da Marinha e do Exército reconhecem as táticas de guerra de guerrilhas das Forças Especiais. O agente especial Brett. W Shields do FBI percebe que o bando usava as doutrinas clássicas dos comandos: (1) inserção clandestina, (2) combate breve e violento, (3) fuga rápida e (4) retirada rápida e enganosa. A polícia percebe que eles estão contra um criminoso organizado e tão colorido e letal quanto qualquer valentão da velha escola, mas que possui uma inteligência excepcional no campo de batalha, poder de fogo moderno e sofisticadas táticas de pequenas unidades.” (25)

Esta “militarização” da atividade criminosa é um tema comum em nossos dias, como veremos mais adiante.

“O que Vigoa chamava do Demônio Feroz estava sacudindo-o agora; logo estaria acordado. Vigoa poderia sentir a sua força bruta e o calor acumulando forçar por todo o seu corpo. Uma vez que ele havia temido o sentimento, pensou que era o que o havia atraído para a vida do crime e brutalidade, mas Vigoa sabia melhor agora. O Demônio Feroz era seu escudo e salvação, a força primitiva que o matinha vivo. Estava acordado e cada vez mais forte, e logo estaria livre para fazer o seu trabalho.” (104)

Esta passagem refere-se a um episódio no início da carreira de Vigoa, mas como muitos individualistas e selvagens de antigamente, Vigoa também tinha um espírito de orientação no combate. Para ser mais do que se pode fazer como um mero animal mortal, e para atacar, muitas vezes é preciso a inspiração de um espírito, de um demônio, como na crença grega antiga. Não é de surpreender que Vigoa acreditasse nisso, e pela qual o anarquista ou esquerdista zombaram disso, já que o poder destes vêm do povo segundo as suas crenças humanistas. Aqueles que aspiram a ações inumanas devem ter ajuda inumana.

Muitos traficantes também eram viciados e usavam seus lucros para sustentar os seus hábitos, mas Vigoa não. Sua abstinência não era moral, mas de vida e morte. “Você tem que manter o cérebro limpo”, advertiu a um de seus aliados. “Tem que estar em alerta em todos os momentos, mesmo quando esteja dormindo, fazendo amor ou com a sua família. Você tem que enxergar mais longe que os outros homens e em todos os cantos. Tem que ver nos corações dos homens. Você tem que ler os olhos do seu inimigo e saber que estão prestes a atacar, ou um dia eles tentarão te matar.” (106)

Vigoa ensina a sobriedade e vigilância pela mesma razão que os eco-extremistas: não por razões morais, mas por um propósito individualista. O objetivo do eco-extremista é o ataque, e os inimigos estão em todas as partes. A sobriedade e a vigilância são sempre necessárias. Alguns dirão que isso equivale ao ascetismo: que tal vida é um abraço desnecessário nas dificuldades para algum tipo de desfecho moral inverso. Nada poderia estar mais longe da verdade. O homem híper-civilizado espera ser defendido por sua tecnologia, seus edifícios e sua moralidade. Mesmo o mais amoral dos egoístas híper-civilizados baseia-se na civilização e suas pompas por sua “amoralidade”. A condição real do homem sem civilização é da constante vigilância: na selva, no bosque, na planície, e nos mares. Estamos tão separados de nossos sentidos e de uma vida de compromisso com as coisas selvagens, que acreditamos que uma vida de vigilância e sobriedade é uma vida de privação. A alternativa, no entanto, é a vida do animal do zoológico: não estamos sob nenhuma ameaça física porque vivemos em jaulas. Pelo menos, o eco-extremista resiste à vida na jaula, embora seja apenas para atacar e voltar a lutar outro dia. A alternativa é tentar encontrar a liberdade dentro da jaula, o que é um absurdo.

“De certa forma, o desaparecimento de Pedro foi algo bom”, diz Vigoa mais tarde. “Nos colocaram a prova. Depois que Pedro foi expulso do estacionamento, não nos desmoronamos nem nos deixamos entrar em pânico. É assim que é no combate real. Sempre há surpresas. Nada nunca acontece da maneira que se supõe que irá acontecer, e o plano é apenas o primeiro passo. Sempre haverá um refluxo e fluxo na luta. É como você reage às surpresas que importam. Nós fizemos bem.” (146-147)

O contexto para esta reflexão é o roubo do MGM que o bando de Vigoa realizou, e a lição aqui é óbvia. Sigamos adiante.

“Embora não seja o assalto mais lucrativo, o roubo ao Mandalay Bay será o modelo seguido pela quadrilha nos assaltos, sem resistência, e exatamente segundo o plano. O roubo atual dos dois guardas do Brinks leva menos de um minuto, e a fuga ainda menos tempo. Para quando a polícia chegar, os atiradores já tem desaparecido faz tempo. Ninguém sabe exatamente em que direção fugiram os suspeitos, as descrições do veículo de fuga variam, algumas testemunhas descrevem os bandidos como homens negros e não há evidências balísticas nem impressões digitais.” (186)

Este é um bom resumo das táticas do bando de Vigoa, que focou na velocidade e na precisão na hora de realizar os seus roubos e fugas.

“Como um tubarão, Vigoa pensou que foi encorajado por um impulso primordial, até mesmo o vício fora de seu controle. Talvez seus roubos não fossem sobre o bem ou o mal, o dinheiro, a vingança pelas injustiças passadas, ou mesmo pela família. Eles eram sobre o poder, a violência, o perigo e a emoção da caça. Os tubarões fizeram o que fizeram sem arrependimento, e o mesmo fez Vigoa. A polícia não poderia compreender isso, pensou Vigoa. Não tem ideia de quem ou com quem estão lidando.” (158)

É estranho que todos os “anarquistas verdes”, apesar de seus esforços pela “reselvagização” e por seus estudos antropológicos dos povos primitivos, não possam entender o que um criminoso comum aprendeu tão bem. Ou seja, a violência não era um meio para um fim na vida “primitiva”, mas muitas vezes um fim em si mesmo: um modo de vida. A emoção da caça e do ataque não é absorvida pelo hippie reselvageado em nossos dias, mas pelo criminoso e o vândalo, com todas as suas contradições e egoísmos.

“No geral, talvez o bando de Vigoa nunca poderia trabalhar com a precisão dos comandos Spetsnaz, mas era possível ensiná-lo a obedecer ordens simples e executar os planos bem desenhados de Vigoa. Mais tarde ele escreveu: “Uma de minhas habilidades especiais, na guerra e no crime, era treinar meus homens duramente simulando a missão uma vez e outra, às vezes vinte ou trinta vezes. Não havia lugar para o erro. A polícia e o exército os descobrem o tempo todo, mesmo quando você treina bem haverá erros. No meu negócio, posso cometer cinco roubos bem sucedidos, mas se cometo um pequeno erro ou permito que meus homens sejam descuidados e indisciplinados, todos morreremos ou seremos presos e cumpriremos largas penas.” (161)

Aqui começa uma parte crucial no livro, onde Vigoa começa a descrever sua metodologia com mais detalhes. Aqui vemos que Vigoa, porque é um homem de ação, não tem nenhum problema em exercer a autoridade. Embora os eco-extremistas tendam a ser individualistas, eles não tem problema algum com a autoridade, já que é concebível que uma situação assim possa surgir onde um pequeno grupo se forma para realizar uma ação particular. Ao contrário do anarquista ou do esquerdista, a organização não é uma função da ideologia, mas da eficácia em uma situação apropriada onde a velocidade e a precisão são fundamentais. Portanto, o eco-extremismo não possui problemas com a autoridade.

E agora a equipe poderia recitar as Regras de Vigoa quase palavra por palavra:

– “Não falar durante um trabalho, exceto na hora de “gelar” a vítima (ordenando-a que jogue a sua arma). Silêncio absoluto entre os membros da unidade.

– Plano A: Desarmar os guardas. Plano B: Matá-los sem hesitar se resistirem.

– Vigoa, e apenas Vigoa dá as ordens de quando se retirar para o carro na fuga.

– O segundo veículo de fuga (tecnicamente conhecido como o primeiro carro de fuga) estará dentro da distância próxima do trabalho porque o condutor dentro do veículo foi ensinado a utilizá-lo como aríete (NdT2), e poderia danificar o primeiro carro na cena do crime.

– São necessários no mínimo três carros por trabalho. Estes veículos, além do primeiro carro de fuga – aquele cuja a placa todas as testemunhas anotam imediatamente, fazem um total de quatro carros por trabalho.

– A velocidade é essencial – um minuto e fora. (Quando Suárez começa a protestar que levará tanto tempo apenas para recolher o saque, Vigoa o interrompe: “Isto não é o cinema, menino, as pessoas tem telefones celulares, ligam ao 911, e os estúpidos [a polícia] sairão para fora de suas lojas de rosquinhas para uma pequena ação”.)

– Não se pode deixar nos estacionamentos dos cassinos os carros que serão utilizados, porque a segurança tem estado anotando os números das placas. Utilize estacionamentos de apartamentos.

– O caos é fundamental. (Vigoa diz a seu bando: “Quem sabe o que é modus operandi?”. Silêncio. “Bem, porque não temos um. Há que ser imprevisíveis. Isso é a guerra. Seja previsível e morra”).

– Não deixe nada para trás.

– Máscaras de esqui e roupa escura. Sempre use luvas. Utilize as máscaras até chegar ao terceiro carro de fuga.” (165 – 166)

Nestas regras, vemos novamente a ênfase na autoridade, velocidade e precisão. Mas também vemos um aceno ao caos. Os eco-extremistas buscam ser o caos, a Natureza Selvagem em uma sociedade domesticada e artificial. Eles tampouco tem modus operandi. Eles não querem nada da sociedade, exceto atacá-la, então seus métodos não são tão diferentes de seus fins: atacam pelo bem do ataque. Isso permite que eles sejam imprevisíveis como Vigoa procurou ser.

“Não quero matar ninguém em meus roubos. Não queria matar os guardas do shopping. Mas depois do Desert Inn, percebi que todo americano quer ser um cowboy. Chamo isso de herói de merda. Você tem que ser John Wayne, Mel Gibson e Bruce Willis, e se faz coisas estúpidas, me obriga a fazer o que faço, o que não é totalmente estúpido, porque para sobreviver eu vou explodir o seu maldito cérebro. Vou mandar você no trem para o inferno por um capricho. Meu capricho.” (223)

Esta passagem descreve o que aconteceu quando Vigoa e seu bando tentaram roubar um carro blindado e tiveram que matar os dois seguranças porque decidiram lutar. Mais uma vez, os híper-civilizados defendem a civilização mesmo quando ela não é de seus interesses materiais. Chame-os como quiser, mas eles não são amigos do individualista ou da Natureza Selvagem para o assunto.

“Eu não estava drogado ou bêbado, mas tinha certeza. Muito confiante. Era o clima da festa. Me senti bem e suave, quase em transe. Me senti invencível e foi então que baixei a minha guarda. Assim como os hotéis fizeram quando os ricos, advogados e contadores deram conta dos gangsters italianos difíceis”. (248 – 249)

Vigoa descreve aqui como estar com a guarda baixa o levou a sua queda. Durante seu roubo do Bellagio, Vigoa usava o chapéu errado e foi identificado pelas câmeras de segurança, mostrando seu rosto em todas os noticiários. Isso é também uma advertência contra a vida dupla: Vigoa era um homem de família e deixou que uma festa familiar o relaxasse demais e o fizesse perder o foco. Em última análise, por isso foi capturado: uma parte de sua vida dupla contaminou a outra.

“Em 3 de Junho de 2002, eu estava pronto para sair, pronto para fugir da prisão de Clark County pela noite. Seria um presente bom e definitivo meu para todos os agentes da lei, sem mencionar a publicidade para o DA (NdT3) e algo para manter as pessoas ocupadas com as notícias. Mas algo inesperado e não planejado aconteceu. Um amigo meu foi preso com vinho feito na prisão. A polícia me perguntou se poderiam entrar em minha cela por um segundo porque alguém foi preso com vinho, e a polícia queria saber se eu tinha alguma coisa. Eles olharam em volta e não encontraram nada. Estava trabalhando aquele dia na janela, fazendo o meu último trabalho, mas não tinha as placas de metal coladas ou muito bem disfarçadas, porque a busca nas celas foi tão repentina, e eu estava tão perto de fazer a checagem – e a nova correção oficial inexperiente descobriu meu trabalho por acidente. Foi um tiro de sorte.” (335)

Depois que Vigoa foi capturado, um integrante de sua equipe estava preparado para testemunhar contra ele em troca de clemência. Esta pessoa, no entanto, terminou pendurada em sua cela em circunstâncias misteriosas. Apesar de estar em isolamento a maior parte do dia, Vigoa estava tentando sair pelas grandes de sua janela e escapar. Isso demonstra o espírito indomável de Vigoa: mesmo quando estava prestes a ser condenado a prisão perpétua, ele ainda encontrou a possibilidade de tentar escapar.

O tom de nossa primeira e das subsequentes entrevistas é prático e até cordial. Mas quando Vigoa compara o tiroteio de Ross e as trágicas mortes na guerra, eu o interrompo. “Roubar as pessoas à mão armada não é guerra”, lhe digo. “Roubar as pessoas sob a mira de uma arma para se enriquecer e depois atirar nelas quando resistem é assassinato.”

O rosto de Vigoa escurece. Ele me olha duramente, e nos olhamos nos olhos. Há uma longa pausa e depois suspira. “Tem razão, não é guerra.”, diz Vigoa. “-Bem, talvez um pouco como a guerra. Na guerra não matamos apenas soldados, mas também pessoas inocentes. Mas às vezes um homem não tem outra opção.” Vigoa ainda está atônito porque os guardas do Desert Inn e do Ross arriscaram suas vidas pelo dinheiro de outra pessoa.” (354 – 355)

Quando é questionado pelo autor do livro, Vigoa resiste à moral híper-civilizada, e se nega a excluir o “inocente” em seus ataques indiscriminados. Mais uma vez, é muito revelador que ele entenda o que tantos “eruditos” não conseguem: que os inocentes não são tão inocentes assim, e que as pessoas “fazendo o seu trabalho” são justamente os que sustentam a civilização.

“José Vigoa é um exemplo do criminoso mais temido no futuro”, disse o xerife Bill Young. “Nas forças de segurança os EUA sabemos exatamente como lidar como o bandido de rua, mas estamos muito atrasados com os estrangeiros nascidos e treinados, que são inteligentes e não cometem delitos porque são viciados ou precisam de dinheiro para drogas. Estamos vendo cada vez mais esses caras em Las Vegas, particularmente no Oriente Médio, nos Estados Bálticos e na América do Sul. Seus valores são muito diferentes dos nossos, e o lado implacável que eles mostram deixa muitos policiais americanos atordoados. Muitos desses caras tem formação militar e são sofisticados e bem instruídos. Será necessário um esforço conjunto de nossa parte para lidar eficazmente com os José Vigoas do mundo”.

“A história de José Maual Vigoa Pérez acaba por ser a história do nosso tempo.” (364)

Assim termina o livro de John Huddy sobre um grande ladrão individualista que passará o resto de sua vida em uma prisão nos Estados Unidos. A partir desta passagem, fica claro que José Vigoa foi um pioneiro: um presságio das coisas por virem. Acredito que o eco-extremismo compartilha muitas das mesmas características que o xerife descreve aqui: pessoas que são treinadas (mesmo as que se autotreinam), indiscriminadamente violentas, bem instruídas e comprometidas com o empreendimento criminoso. À medida que a estrutura da sociedade continua a se desintegrar (no sentido institucional), e implacáveis em seus métodos. Isso, portanto, não é uma previsão, mas a leitura do inevitável. “As coisas desmoronam, o centro não aguenta…”

O eco-extremista é aquele que se entregou ao caos que ameaça a civilização tecno-industrial. Aprendem com José Vigoa, as tribos primitivas, companheiros terroristas, e qualquer um que possa fornecer exemplos sobre como conduzir uma guerra pessoal em defesa extrema da Natureza Selvagem, embora essa defesa seja apenas olho por olho, dente por dente.

Fonte:

Huddy, John. Storming Las Vegas: How a Cuban-Born, Soviet-Trained Commando Took Down the Strip to the Tune of Five World-Class Hotels, Three Armored Cars, and Millions of Dollars. New York: Ballantine Books, 2008

(NdT) Notas do tradutor:

*Forças especiais russas. Vigoa como soldado cubano foi treinado na antiga URSS, sob a doutrinação das forças de elite.

**Utilizar um carro como “aríete” é tomá-lo como uma arma para quebrar portas e penetrar obstáculos na fuga.

***District Attorney, o procurador.

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JOSÉ VIGOA: DADOS BIOGRÁFICOS

José Vigoa foi o maior assaltante de Las Vegas. Nasceu em 24 de Dezembro de 1959, em Caimito del Guayabla, Cuba. Ele cresceu sob o regime socialista implementado por Castro.

Aos 13 anos foi enviado para a URSS e lá ficou por 6 anos para receber treinamento militar.

Após terminar o treinamento de Spetsnaz, encabeçou um grupo armado de cubanos no Afeganistão que combateram contra os Talibãs enfrentando a União Soviética e seus aliados naqueles anos.

Após os confrontos Vigoa retorna a Cuba, mas logo depois decide sair do país e em 1980 chega a cidade americana de Las Vegas.

Sem oportunidades de emprego e se vendo numa plena crise de imigração que sacudia os Estados Unidos, se torna traficante, mas em 1989 é preso em uma operação especial da DEA, e é acusado de tráfico de cocaína.

Vai para a prisão cumprindo uma sentença de 7 anos e, em dezembro de 1996 sai baixo liberdade condicional.

Vigoa, fora da cadeia, sedento de vingança, começa a preparar um plano criminoso elaborado que o colocaria na história. Treina seus amigos no hostil deserto de Nevada (Oscar Cisneros, Luis Suarez e Pedro Duran), começa a juntar armas curtas e vigiar cassinos de luxo, hotéis caros e carros blindados que transportavam dinheiro destes mesmos negócios. Assim, a espetacular carreira criminosa de Vigoa dá seus primeiros passos:

– 20 de Setembro de 1998, Vigoa e seus homens assaltam o cassino MGM Grand, vão para a saída previamente vistoriada onde emboscam dois guardas armados que levam sacos cheios de dinheiro do mesmo cassino. Roubam suas armas e levam 1 milhão e meio de dólares em dinheiro vivo, além de cheques.

O trabalho é limpo, sem disparar nenhum tiro. Os ladrões fogem sem deixar pistas. A polícia ainda não sabe o que estão enfrentando…

– Outubro de 1998: O bando de Vigoa se faz passar por empregados e rouba 11 veículos de uma loja de aluguel de carros. Estes ao serem muito difíceis de rastrear seriam utilizados para escapar nos assaltos que tinham pensado mais adiante. Este é o maior roubo de carros de Las Vegas.

– 28 de Junho de 1999: Em uma tarde ensolarada, o grupo liderado por Vigoa embosca um par de guardas de um blindado que saía do cassino Desert Inn. Os guardas resistem ao assalto e começa um tiroteio onde os guardas são feridos. Nesta ocasião Vigoa e companhia partem sem um único dólar, e embora a fuga deles seja implacável, essa seria uma lição que os marcaria.

– Agosto de 1999: O famoso e luxuoso casino Mandalay Bay é roubado por um grupo de homens armados, desta vez o montante seria de 100 mil dólares em dinheiro, os responsáveis seria o bando de Vigoa que foge sem deixar pistas para a polícia.

– 03 de Março de 2000: Homens encapuzados emboscam um veículo blindado que saía de uma loja de roupas em Henderson, os guardas resistem ao assalto e Vigoa com um Fuzil AK-47 os assassina a sangue frio. A polícia procura desesperadamente os assaltantes e os assassinos, mas não há nenhuma pista.

– 22 de Abril de 2000: Pistoleiros roubam dois seguranças do luxuoso hotel New York New York. Levam milhares de dólares e, como em todos os casos, não deixam nenhuma pista conclusiva para as investigações da desmoralizada polícia de Las Vegas.

– Junho de 2000: Em uma operação que dura aproximadamente 1 minuto, três homens se dirigem aos caixas principais do famoso cassino Bellagio e com pistola em mãos levam todo o dinheiro que encontram. Vigoa dirige o assalto desde o bar e dá a ordem para abandonar o lugar. O centro de operações em segurança do cassino capta todo o assalto em suas câmeras de segurança, e alertam os guardas que logo seguem o carro onde fugia o bando de Vigoa. Este, percebendo a presença dos guardas, com um só disparo no pneu deles, os detém e consegue escapar.

O roubo do Bellagio foi de 200 mil dólares em dinheiro.

É aqui onde começa a queda do bando de assaltantes mais famoso de Las Vegas.

Após o espetacular assalto ao Bellagio, os mesmos proprietários do cassino forneceram as imagens das câmeras de segurança à polícia, que cederam a todos os noticiários. Assim, difundiram as imagens dos rostos dos ladrões em todos os veículos da época; o oficial da liberdade condicional de Vigoa o reconhece e dá informações à polícia que rapidamente começa a caçada.

– 07 de Junho de 2000: Vigoa é localizado saindo de um shopping center com sua família, e é seguido pela polícia. Ao perceber a presença da polícia, Vigoa acelera seu carro e começa uma feroz perseguição, a equipe da SWAT fecha a estrada fazendo com que Vigoa saia do veículo deixando sua família dentro dele, e fugindo a pé tentando despistar seus verdugos. Ao se ver encurralado Vigoa luta fisicamente com os policiais que tentam prendê-lo, os enfrenta, mas o número o supera. São necessários 4 agentes para imobilizá-lo e ele é preso.

Já na prisão, os juízes pensam em decretar a pena de morte a Vigoa devido os assassinatos dos guardas do Henderson, e após prender seu amigo Oscar Cisneros, obrigam-no a depor contra Vigoa, mas este amanhece enforcado e o caso se afunda, a única testemunha que iria depor contra Vigoa está morta, não se sabe se Cisneros decidiu cometer suicídio em vez de enviar a morte o chefe criminoso de seu próprio bando, ou se alguém o matou fazendo com que o fato parecesse um suicídio.

– 03 de Junho de 2002: Vigoa tenta escapar da prisão, mas é descoberto pelos guardas.

– 16 de Agosto de 2002: Vigoa é julgado e este se declara culpado de 43 acusações de crimes não graves e 3 acusações de crimes graves. O condenam a sentença perpétua, onde ele passa seus dias pensando em como escapar, se a vida o permite…

A Noite do Mundo Infernal

Traduzido de Revista Ajajema número 2 que por sua vez traduziu do trabalho em italiano “INCUBO”, escrito por Orkelesh e editado pela “Casa Editrice Ferox”.

Olhaste o pôr do sol.

Percepção e pressentimento.

Ao redor, em cada lugar, e dentro de cada tesouro escondido.

Cheire seu cheiro, misturado nos poros dilatados do presente.

Perdido, nos flashs luminosos de uma realidade triste e opaca, fugiste de cada espelho distanciado do manto do toque humano.

Tua figura, tua postura, era a aparência inexistente da criatura deformada que se expandiu aumentando o domínio sobre o outro, e sobre o que tinha perto.

Quem estava próximo de ti? Alguém tem coragem para isso?

A fria superfície de teu corpo emanou um aroma potente, forte e pungente.

Alguém, algum pobre ser mortal sentiu algo dentro de si mesmo, aquela sensação que ninguém quer buscar no final. Olhaste a humanidade e a observaste, sob seu olhar arrogante e fugaz, sem dar um sinal do que estava pensando.

Vieste em meu sonho.

Entraste aqui, em minha invocação, sublime audácia, e me agarrei firmemente a profunda e hermética ordem do segredo que anseio, ascendendo a um elemento inexistente que esconde a si mesmo, e aos olhos plácidos da humanidade vazia.

Teu rosto pálido foi minha ilusão e ao mesmo tempo as ilusões dos que estavam ao meu lado.

Teu rosto falava de mundos remotos, distantes, escuros e inapreensíveis, sem que existisse a necessidade de viagens.

Monstruoso, te equivocaste, e andaste como grandes passos em minha habitação, com uma luz tênue e fixa em direção à parede, feita de sucessões e representações geométricas.

Querias, alçaste a ti a luz projetada, se parecia com a esperança caduca da sociedade e do humano, vagando pelas portas do conhecimento.

Supremo, afirmaste, enquanto eu era acorrentado à cama por um vínculo à Terra, tu não sentiste nem quiseste saber, a coisa que vi e sonhei eu meu sonho.

Foi a luz que se “mostrou” na parede regular que te irritou.

Uma luz que consideraste como o mundo exterior lutando “inutilmente” contra o mundo interior, aquele do não-conhecimento e da não-existência de cada valor fundamental.

Ah, como gritaste, monstruoso diante de mim, molestavas minha vista, que não pude capturar teu instinto de morte, aquele toque sedutor e frio ao mesmo tempo.

Eis aqui! Era o tempo que não existiu mais, não entendia o fluxo dos instantes, não leu a variação da luz, a projeção da sombra parou antes da aplicação de seu som mortal e cruel.

O tempo -afirmaste, o matamos, esta aparente verdade que é assim chamada pelo humano mortal. Matamos o valor do tempo, vamos aniquilar o alçamento dos acontecimentos e das normas, conceitos e matéria. Teu rosto anormal pronunciava palavras de honra e horror. Agora um humano devia ser engolido, em sua caverna, onde chupa sua linfa vital.

Foi-se o momento em que te iludia através de meus olhos e meu olhar, que me seduziste, eu mal saí da cama.

Caiu a noite? As pulsações articularam minha expressão em cada momento, tive que criar uma ideia, e realizar minha pergunta para ti.

Impassível irias, e antecipaste a produção de minha ideia, aquela que tinha intenção de levar a cabo, participando em teu debate, com um impulso e sons da boca, que pensei que poderiam ser articulados.

Um áspero sotaque enfatizava aquilo que deveria ser dito, em uma gutural expressão de sinais e palavras…

O que queres de mim? -digas o que pretendes, mortal, aqui estou e em tudo, estou de volta e estou em meu reino, não podes calcular, não podes rodear, nem sequer pensar, nem limitar meu corpo ou meus movimentos. “Presságio escuro, desconhecido e esquecido do vazio, expressão da vida, da humana sociedade, íntimo e irreal, presságio que limpa os membros adormecidos pelo langor do valor absoluto e utópico.”

Isso queria expressar-lhe, o nada, em comparação a seu poder colérico e sedutor.

Foi apenas um instante, um veloz movimento de sons da boca, nada comparado a magnitude da destruição da sociedade, do valor dado às coisas, contra tudo o que parece ser regular e utópico.

Sua imagem pousou na parede, ficou deformada e se levantou, voltando-se ao normal, caiu em um vazio sem luz, era seu poder, seu instinto de morte que deveria ser transmitido, sem que pudéssemos saber “onde e por que”, rasgando a garganta da consciência, no fundo de um abismo onde milhares de moinhos engoliam o vazio e aos redemoinhos.

Espirais e ondas em toda a habitação, toda balançando, era sentido o passo de um ciclo que terminava e nascia, para morrer, expressão daquela subida ao topo do conhecimento, amplificando a dor do desejo do que perseguia.

Agora, apenas agora, via e sentia, que levava em minha mão um cadáver, os restos de algo que se parecia a um humano, e enquanto “olhava”, isso que suas mandíbulas comiam, destroçavam e engoliram, previram a morte do humano, pela seleção e a conexão, em sua viagem sem rumo, para aniquilar e destruir o conceito do homem, suas esperanças, e seu tempo.

Olhaste o por do sol.

Lições Deixadas Pelos Incendiários

Extraído de Revista Regresión número 5.

“Somos a raiva incendiária de um planeta que morre”

A “Earth Liberation Front” ou “ELF” (“Frente de Libertação da Terra” ou “FLT”), foi considerada pelo Departamento de Estado e as grandes agências de investigação dos Estados Unidos, a ameaça de terrorismo doméstico mais importante daquele país.

Embora seus primeiros atos datem 1996, foi apenas no ano seguinte que seus atos começaram a se tornar mais destrutivos e saltaram a opinião pública.

Aqui está uma breve cronologia dos atos mais notáveis:

21 de Julho de 1997: a ELF ataca com um grande incêndio a empresa “Cavel West” em Redmond, Oregon. A empresa dedicada à venda de carne de cavalo sofre prejuízos de 1 milhão de dólares e nunca mais é reconstruída.

02 de Junho de 1998: o edifício do U.S. Department of Agriculture Animal Damage Control e o U.S. Department of Agriculture são incendiados em ataques coordenados pela ELF. Os prejuízos chegam a 1,9 milhões de dólares.

19 de Outubro de 1998: cinco edifícios e diversas propriedades de uma grande pista de esqui nas montanhas de Vail, Colorado, são reduzidas a cinzas por integrantes da ELF. Cinco dias antes o tribunal havia emitido uma permissão para que a empresa de esqui se expandisse pelo território do lince. Os danos alcançaram 12 milhões de dólares.

31 de Dezembro de 1999: um feroz incêndio acaba com a sala 324 da faculdade de Agricultura na Universidade Estatal de Michigan, em East Lansing. No edifício eram realizados experimentos para a expansão de sementes geneticamente modificadas. Os danos atingem 1 milhão de dólares. As investigações em biotecnologia estavam financiadas pela Monsanto e a USAID (Agencia Estadunidense Internacional de Desenvolvimento). A ELF escreve “Queima a Monsanto, Viva a ELF!”.

20 de Julho de 2000: Centenas de árvores geneticamente modificadas são destruídas por membros da ELF. Nas imediações do centro de pesquisa do U.S. Forest Service vários carros são pintados com slogans contrários à bioengenharia. Os danos são estimados em 1 milhão de dólares. Tudo isso em Rhinelander, Wisconsin.

Novembro e Dezembro de 2000: a ELF leva a cabo grandes incêndios contra condomínios de casas e luxuosas construções em Nova Iorque e Colorado, declarando assim uma “Guerra sem limites contra a expansão urbana”. Os danos foram avaliados em milhares de dólares.

21 de Maio de 2001: o Centro de Horticultura Urbana da Universidade de Washington é consumido por um voraz incêndio gerado pela ELF. Os danos são avaliados em 7 milhões de dólares.

01 de Agosto de 2003: um incêndio de grande magnitude afeta a um condomínio com 206 casas em construção em San Diego, Califórnia. Os danos chegam a 50 milhões de dólares. A ELF se responsabiliza pelo ataque. A mensagem “Vocês constroem, nós queimamos.” é deixada pintada em um cobertor largado no local do ataque. Este foi o ato mais destrutivo na história da ELF nos Estados Unidos, pelo qual se começou a considerá-la uma ameaça latente à segurança nacional.

22 de Agosto de 2003: em West Covina, Califórnia, a ELF realiza sabotagens e ataques incendiários em um armazém com luxuosas camionetes Hummer. Os danos são de 2,3 milhões de dólares.

Os ataques incendiários, intimidatórios e sabotadores da ELF continuaram até 2006 e foram diminuindo nos anos seguintes, embora a ELF que executava ataques de grande escala em territórios gringos foi vista apenas em 2009 quando seus integrantes roubaram uma escavadeira e jogaram-na contra torres da estação de rádio KRKO em Everett, Washington, derrubando-as por completo. Até agora seus integrantes são severamente perseguidos pelo FBI ao redor do mundo.

Mas por que as campanhas de grandes incêndios da ELF pararam? A resposta é: devido a um delator. Em novembro de 2015 a imprensa publicou uma matéria sobre o assunto, o FBI havia admitido que tinha na mira uma das eco-terroristas mais buscadas, mas a perdeu de vista.

Se trata de Josephine S. Overaker, integrante de uma das células da ELF mais destrutivas e ativas nos anos 90 e princípios dos anos 2000, célula que causou milhões de dólares em perdas após atacar empresas, instituições governamentais e universidades baixo a responsabilidade da ELF.

O FBI chamou esta célula de “A Família”. Em dezembro de 2005 invadiu vários Infoshops em quatro estados diferentes, prendendo a 9 pessoas e processando outras 11, e isso após as declarações de um delator chamado Jacob Ferguson. Este viciado em heroína com uma tatuagem de um pentagrama na testa era naquela época namorado de Josephine e que estava envolvido nos ataques da ELF através do relacionamento que tinha com ela. Ele se encarregou de levar um microfone oculto entre suas roupas quando se reunia com os responsáveis dos incêndios, e foi assim que o FBI levou a cabo a chamada operação “Blackfire” contra “A Família”.

Segundo o FBI “A Família” era liderada por Bill Rodgers, ecologista radical que foi preso em 2005 nesta operação policial, e que cometeu suicídio em sua cela na prisão do Arizona em 21 de Dezembro aquele ano. Cabe destacar que Bill foi o responsável por escrever um manual da ELF chamado “Setting Fires With Electrical Timers – An Earth Liberation Front Guide”, que é um guia de temporizadores elétricos para detonar cargas explosivas ou iniciar incêndios.

Muitos dos acusados cooperaram com o governo e agiram como delatores entre seus companheiros para que assim suas penas fossem reduzidas. Os únicos que aceitaram suas responsabilidades nos atos e não cooperaram com a polícia foram Nathan Block, Daniel McGowan, Jonathan Paul e Joyanna Zacher.

Apenas 4 integrantes da célula da ELF conseguiram escapar e evitar a prisão, mas em Março de 2009, Justin Solondz foi capturado na China e extraditado. Ele se negou a cooperar com o governo e foi sentenciado a 7 anos.

Rebecca Rubin foi capturada na fronteira com o Canadá em novembro de 2012. Em Janeiro de 2014 foi condenada a 5 anos de prisão.

Joseph Mahmoud Dibee é outro dos ecologistas radicais buscados pelos Estados Unidos. É dito que está fora de sua jurisdição, pois declararam que pode estar se escondendo na Síria.

Segundo o FBI, Josephine S. Overaker havia fugido para a Espanha com ajuda de separatistas bascos e protegida por anarquistas madrilenses, embora depois de tê-la em sua mira na Europa uma dia desapareceu sem deixar rastro algum e desde então não soube mais dela.

As lições que deixa a história da ELF nos Estados Unidos, são:

– Nunca confie nem meta um drogado em um ato ilegal com consequências de prisão ou morte.

– Não pode esperar e é melhor que nem pense que te considerarão o “salvador” da terra quando promove incêndios e causa danos aos que causam danos à natureza, sempre te catalogarão como criminoso, extremista, louco, terrorista, etc.

– Muitos dos condenados à prisão por atos da ELF nos EUA expressaram insistentemente que eles não são terroristas e que nunca causaram nem mortos nem feridos em seus ataques, e é aqui que eu digo: Sim, eu concordo, em seus ataques nunca houve vítimas, mas me pergunto depois: o que sentiram os donos das empresas, os responsáveis pelas instituições que reduziram a cinzas? Eles ficaram felizes? Eles ficaram indiferentes? NÃO, eles sentiram medo e terror quando souberam que não havia sido um incêndio florestal, mas que havia sido a ELF e mais, o havia reivindicado por uma causa específica. Atenção! Pois aqui não me coloco do lado das pessoas que quando algo lhes acontece saem correndo para as autoridades sabendo que o ocorrido é apenas consequências de seus atos contra a Natureza.

Eu não me limito à linguagem jurídica que marca como terroristas apenas as pessoas que matam ou ferem a outras por essa ou aquela causa. NÃO. Me refiro ao terror como sentimento, como a reação que sofre aquela pessoa que sabe que aquele é o momento em que se deve pagar por tudo que cometeu.

Talvez no aspecto jurídico ou quando se está na prisão, onde tentam lhe impor uma condenação por terrorismo isso seja muito negativo e haja risco de pegar até 30 anos de condenação, isso na situação mexicana. Aí sim talvez alguém, dependendo da sua situação, poderá se indignar e dizer que não cometeu atos terroristas (segundo a lei). Se não, então não.

O contexto na qual foram sendo executados os ataques incendiários da ELF no país vizinho foi bastante convulsionado. Havia passado apenas alguns anos desde a prisão de Ted Kaczynski e os ataques da ELF se proliferavam em vários estados, juntamente com os selvagens distúrbios na batalha de Seattle em 1999 contra a cúpula da OMC, seguidos dos atentados contra as Torres Gêmeas. Todos estes elementos deram lugar ao endurecimento das penas para aqueles que ameaçavam a estabilidade de uma nação. Foi neste cenário sob todos os meios disponíveis que as agências de investigações receberam a tarefa para combater e prender os membros da ELF.

Teria sido melhor parar com os ataques após o 11 de setembro? NÃO, os ataques ocorreram no momento em que deveriam acontecer. Não podemos nos dar ao luxo de parar quando a crise se aproxima. O que eu mais gostaria de ressaltar em todo este contexto é que uma coisa é certa, após o endurecimento das penas para os terroristas (sejam eles quais forem), o trabalho sério da polícia veio. Como é que poderiam combater ameaças estrangeiras (no caso a Al Qaeda) tendo uma em casa (ELF/ALF)? A qual levou o FBI a se intrometer nos círculos ecologistas radicais e por mera casualidade deram de cara com um bocudo, o elo fraco que após breves ameaças estava caguetando geral. Toda esta série de acontecimentos e situações são as que não podem ser esquecidas na hora desta guerra, em outras palavras, que não te peguem desprevenido e mal informado! Manter-se a par do que está acontecendo ao nosso redor é essencial.