[MÚSICA] Miasthenia

Extreme Pagan Black Metal com líricas pagãs e ancestrais. Abordam ritualismos pagãos, resistência indígena ancestral, o Desconhecido, culto à morte e aos Deuses, guerras, canibalismo, misantropia, anti-cristianismo extremo, herança e vingança ancestral, cosmologia pagã, submundo, animismo, Natureza Selvagem, supremacia ancestral, necromancia, primitivismo, caçadas e confrontos, etc.

Escuta o chamado…

Letra da “Sacerdote Jaguar”:

Guardiões do inframundo
Correndo de volta ao templo, guardando segredos primordiais
Resistência ancestral!

Em ritos fúnebres no templo da morte.
Sacerdote-jaguar celebrando deuses da morte

Libertando a alma do templo
Libertando seu grande espírito
Lealdade na escuridão

Evocando mortos em transe
Guiando seus passos para além do inframundo de volta ao mitnal,
Ao ventre da deusa, de fetos e larvas, de mortos esperando renascer no inframundo

Em ritos fúnebres no templo da morte.
Sacerdote-jaguar celebrando deuses da morte

Libertando a alma do templo
Libertando seu grande espírito
Lealdade na escuridão

Evocando mortos em transe
Guiando seus passos para além do inframundo de volta ao mitnal,
Ao ventre da deusa, de fetos e larvas, de mortos esperando renascer no inframundo

Metamorfoses espirituais da morte
Sublimes estágios de renascimento
Akbal guia o jaguar
Akbal corre em minhas veias

Unindo mundo opostos, potências celestes,
A alma dos mortos aos ancestrais
Chave do renascimento no mundo dos mortos
Forças ctônicas, ritos telúricos

Akbal guia o jaguar
Akbal corre em minhas veias

Guardiões do inframundo
Correndo de volta ao templo, guardando segredos primordiais
Resistência ancestral!

Em ritos fúnebres no templo da morte.
Sacerdote-jaguar celebrando deuses da morte

Letra da “Brumas Xamânicas”:

O Xamã Makú, da tribo de nômades caçadores da floresta Amazônica prepara-nos a mágica porção alucinógena de viagens sobre a cosmos e o passado sulamericano, sobre Nemep-wa Matas (Domínio das Sombras), risos obscuros de profanações ouvimos das Sombras, a vaguear nas florestas taciturnamente espionam os mortais, na vampírica busca do sangue. Livres no tempo em meio a danças e cantos, rituais poemas. Sob selvagens horizontes retorno à terra – alma de meu povo. Sem paz. Com as minhas armas defendo sua memória enterrada. Retorno à terra e dela retiro minhas, o canto dos mortos.

Glifos insólitos que habitam esta saga
A saga de uma guerreiro ancestral
As folhas caem num prelúdio
E sangue dos deuses é derramado…

Brumas Xamânicas!
Fogo e tempestade em suas veias
Delírios enfim de desumanos poderes…
Seu corpo a floresta pulsante
Seu sangue vestígio do tempo.

Quilla!!! Vejo um deus sem face
Caminhando entre as hordas de ataque
Rituais de nossos desejos
Cósmicos mistérios…

Brumas Xamânicas em prelúdio
Mitos de guerra, relatos do fim…

Vejo formas exóticas e a saga de um guerreiro ancestral
Numa confusa dimensão e o cérebro máquina em tirania
Um vermelho profundo escurece minhas visões…

Letra da “De Natureza Infernal”:

De infernal natura
Ritos obscuros de profanação
Pulsando na floresta na busca pelo sangue

Nós regressamos com ódio para o fim!!!

Sob o cosmos primordial
Visões de opulenta Serpente
Através do espelho do tempo anunciando
O resurgir da natura
De criaturas infernais!!!

Giramos sob o espelho do tempo
Onde o dia jamair ousou penetrar
Onde a Lua em luxúria copula com as sombras
No Trópico dos Pecados!!!

Clamam em sacrifícios humanos…
Para além dos ciclos da vida e da morte
Míticos espiritos ancestrais
Libertem!!!

Letra da “Guerra de Mixton”:

Nas montanhas de mixtón
Feiticeiras dançam
Ao redor do fogo
Contemplando os ventos que
Anunciam a sangrenta batalha

Anunciando a vida de Tlaloc
E de todos ancestrais ressuscitados
Ao rufar dos tambores
As hordas de Tlaloc
Se reúnem para o massacre
Tanamaxtle grande guerreiro
Se prepara para a batalha
Conduzindo as hordas bélicas
Da resistência

Tlaloc o senhor da destruição do “terceiro sol”
Evocando a chuva cósmica
Do universo que se revela
Nos códices sagrados
Ergue novamente o seu templo
Nas montanhas de mixtón

Expurgando os sacramentos
Incendiando igrejas
Matando missionários
Castigando os seguidores da igreja
Lançando a desgraça
O exército do vice-rei

A flecha de Tanamaxtle
Corre como o raio de Tlaloc
Reinando soberana nos campos de batalha

Tempestades de apostasia e profanação
Dilacerando a face do deus cristão
O paraíso de Tlaloc aguarda os
Guerreiros que caem sob as águas

Letra da “Deuses Da Aurora Ancestral”:

Autos-de-fé inquisitoriais
Vieram de além mar
Trazendo a cruz e a espada
Violando os altares ancestrais
Do “novo mundo”
Mas este novo mundo
Era tão antigo quanto o seu

Desde a escuridão de tempos primordiais
Uma raça de homens-deuses
Habitava o continente
A cidade dos deuses
Brilhava em sua glória
Sangue e corações humanos
Despejados em antigos cenotes
Deuses da aurora ancestral

Mas um dia os inquisitores chegaram
Empunhando a cruz e a espada
Disseminando a peste em seus sacramentos
Ergueram seus templos
Nas ruínas ancestrais

Mas os guerreiros do “novo mundo”
Resistiram bravamente
Ao cárcere da inquisição
Extirpação das idolatrias
Profanaram a cruz
Quebrantaran sacramentos

A fúria dos deuses austrais
Corre nas flechas de fogo
Eles correm para as montanhas
E ostentam os cultos ancestrais
Eles marcham para a batalha

E erguem seus poderosos machados
Golpeiam conquistadores
Sacrificam missionários
Imolam inquisitores
E atormentam sua alma

Deuses demônios da guerra e do fogo
Deusas guerreiras e rainhas soberanas
Marcas do anti-cristo
Ecoa em sua mente
Apostasia tribal
Ofuscando o sol da inquisição

Os tambores estão pulsando
Na escuridão da floresta
Os espíritos ancestrais
Dançam no círculo sagrado
Eles se tornaram imortais
E atormentam sua alma

Letra da “Rituais de Rebelião”:

Minha mente sobrevoa tempos ancestrais, onde rituais de rebelião permanecem em essência.. Guerreiros e Amazonas abraçam o ritual, unindo-se contra o invasor, semeando o medo e anunciando o desconhecido. Aos olhos do invasor que os teme por seus mistérios. Candelabros ardem em minhas visões. Perfumes de incensos desfilam pelo ar… Os poderes ancestrais se manifestam nesta noite…
No Vale das Sombras aguardamos a batalha Final, e após os mil anos destruiremos a Cidade Santa…Puro como a noite o mal se manifesta. O sol desaparecerá eternamente. E meus inimigos cairão!!!

Senhores do fogo e da terra!!!
Selando com a espada e o cálice este poema…
Guardiões da Torre do Sul!!!
Espíritos sombrios das florestas
Nós evocamos!!!

As chamas permanecem acessas
Evocando o centro de nosso ser
Destruindo e purificando
Pagã alquimia de nossos desejos.

Murmúrios de séculos
Rituais de rebelião

Envoltos em feitiços sabáticos
Visões de ancestrais paganismos
Taqui ongoy! A dança da enfermidade
Caminhando para a floresta
Nós bebemos do cálice
Celebrando a Grande Deusa… Quilla!!!

Letra da “Essência Canibalística”:

O pajem tupinambá anuncia o fúnebre ritual
Imolação e vingança, sangue, ódio e poder
Os deuses bestiais se manifestam na velha dança
Teoruira!!! Desprezando o deus inimigo…

Debe mara pa, xe remiu ram begue!!! (Que todo infortúnio
recaia sobre você, minha comida, minha refeição)
Nde akanga juka aipota kuri ne!!!
(Quero arrebentar sua cabeça ainda hoje)

Cauim e sangue, embriagues e êxtase
É o espírito imortal sorvido em crânios inimigos
Minha ira em cálices de morte…
Seu sangue é minha força vital
Sua morte o signo de minha vitória!!!

Eu vejo o mundo invisível ao seu redor
E o crepúsculo que anuncia uma Era de Sangue
E a profecia das Maracás desferindo o golpe mortal
O estandarte do eterno caos
A dinastia abismal forjada em ódio ancestral
Corpos descarnados, corações arrancados…

Desfrute da ceia triunfal canibalística
E sinta o despertar do espírito da águia…
Sinto a vitalidade selvagem
E a natureza infernal pulsando em minhas veias…
A inocência primitiva que habita a escuridão
A supremacia das Maracás, da idolatria pagã…

Letra da “Onde Sangram Pagãs Memórias”:

Outrora corpos animados de homens comandavam os exércitos,
conquistavam as províncias, possuíam os tesouros,
saqueavam os templos.
Exultavam no seu orgulho, sua majestade, sua fortuna,
sua glória e seu poder. Elas são esvanecidas, estas glórias,
como as terríveis fumaças vomitdas pelos fogos infernais do Popocatépetl.
Nada, salvo algumas linhas de uma página,
para as fazer voltar à nossa lembrança!
(Netzahualcoyotl, Rei de Texcoco)
Há séculos seus campos estão em chamas.
Os meridianos sangram suas memórias,
enquanto seus filhos brincam em jardins de mentiras,
celebrando o vazio, cultuando símbolos inimigos.

Somos totens supremos
Cavalgando nos confins do limbo
Aclamando com orgulho…

Fazemos entoar rumores de guerra
Uma supremacia perdida
e nossa horda de seres invisíveis
Em êxtases animistas blasfêmicos

Somos a tragédia em suas veias
Correndo para nossa fortaleza na intensa floresta
Derramando poemas em lágrimas
Memórias ancestrais…

Nossos corpos estão adoecendo
E lá onde os nobres descansam
Brilha mais uma pálida constelação
De nossos sonhos e pesadelos…

Dançando com minha sombra
Movendo-se na escuridão
Extravasando a fragilidade humana…

Celebrando o invisível em cálices da morte
E rasgando os véus que encobriram sua beleza
Vejo-lhe agora desfigurada
A beleza em rios de sangue correndo de sua face
Nossa Era… Caos…

Letra da “Soturna Selvageria”:

Ouça as derradeiras palpitações
De um coração que desfalece
Ali onde estilhaços de rocha emergem da imensidão
Onde correm os ventos do Sul.
Mundo esquecido que reina em silêncio
Refúgio fascinante de seres aterradores.

Beba do cálice e seus mistérios
Aqueles que não ousam devorar o fruto do conhecimento
E retornar ao estado selvagem da existência
Ouse e reinaremos em soturno legado

“Rostos sábios e corações firmes”
Guerreiros do Fogo
Somos herdeiros de uma Era de Gigantes
Quebrantando as leis santas da Mãe natureza
E os divinos preceitos do Pai
Nós renegamos o seu batismo…

E na noite dos tempos retornamos
Ao estado selvagem da existência
Rastejando como serpentes
Voando como águias…

Libertando para sempre o universo mítico pagão
Libertando para sempre o pesadelo escondido nas lendas

Letra da “Necromânticos Ritos de Guerra”:

Ao rufar dos tambores de guerra
E o sopro de flautas infernais
Pintamos nosso corpo para o massacre
Conduzindo escudos e armas

Recebemos o espírito da força
Evocado em sacrifícios humanos
O sacerdote vê o destino da guerra
No coração palpitante do inimigo

Necromancia…
Conduz-nos às trevas do tempo…
Flechas de fogo, canoas velozes e cantos de guerra
Unimo-nos ao círculo de sanguinárias guerreiras
Seres que habitam na escuridão

Filhos do Demônio aterrador
Violando a cruz e os dogmas
Erguendo o estandarte de força e honra pagã
Perdidos para sempre nas brumas da rebelião
Misantropia!!! Canibal!!!

A Cidade dos Mortos resplandece esta noite para a batalha
Megalíticas fortalezas mancham-se com o sangue inimigo
Agora os seres da escuridão alimentam sua honra e orgulho
Já não vejo mais aqueles que tentaram usurpar o meu trono…

Esta é a Era do Sangue!!!

Álbuns:

Miasthenia – Legados Do Inframundo

Miasthenia – XVI

Miasthenia – Batalha Ritual

Miasthenia – Supremacia Ancestral

[MÚSICA] Arandu Arakuaa

Arandu Arakuaa” significa em tupi antigo “saber dos ciclos dos céus” ou “sabedoria do cosmos”.

A banda de Folk Metal canta em Tupi-Guarani e Jê e abordam ritos, cosmologia, espiritualidade, guerras e sabedoria ancestral.

Álbuns:

[2012] Arandu Arakuaa [EP]: Link 1Link 2

[2013] – Kó Yby Oré: Link 1Link 2

[2015] Wdê Nnãkrda: Link 1 Link 2

Huku Hêmba” significa “Espírito da Onça” em Akwén Xerente.

Aruanãs” (Espírito da Água)

Gûyrá” (Pássaro)

[BRASIL] Comunicado 57 de ITS: Incêndio Contra Igreja — Sociedade Secreta Silvestre

Os guerreiros da Sociedade Secreta Silvestre reivindicam um novo ataque, desta vez um incêndio contra uma igreja.

Pela queima vingativa de qualquer igreja!

Pela profanação do cristo!

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“No dia em que te manifestares farás deles uma fornalha ardente.” – Salmos 21:8-9

A casa de deus ardeu. Nós da Sociedade Secreta Silvestre nos responsabilizamos pelo incêndio criminoso que atingiu a Capela São Geraldo no Parque Vivencial do Paranoá neste último Sábado, 16. Sabemos que o incêndio a atingiu porque nós o fizemos com as nossas próprias mãos, atiramos gasolina nos fundos da igreja, tacamos fogo naquela merda e desaparecemos na noite escura e fria. Pela manhã de longe avistamos o local e descobrimos que a estrutura desgraçadamente ainda está de pé, sofrendo danos nos fundos, onde o fogo a atingiu. Parece que lamentavelmente a gasolina não foi suficiente. Mas não é um problema, num ataque futuro levaremos bastante gasolina para encharcar aquela merda de líquido inflamável e fazer dela uma fogueira gigante. Teremos o gozo único de incendiá-la novamente diante de nossos olhos.

Os crentes cristianizaram os nossos antepassados e maldisseram as suas crenças pagãs. Eles profanaram e destruíram as suas terras sagradas e em seu lugar levantaram estátuas cristãs e estabeleceram os templos de suas religiões. Eles também financiaram o progresso e trouxeram a civilização com os seus valores alheios. Em seus atos arrasaram e catequizaram os selvagens, fizeram com que se esquecessem dos Espíritos que habitam o cosmos e os ensinaram a desrespeitar a Terra. À cruz e à espada eles impuseram o civismo e ajudaram na expansão da desgraça, logo merecem a egóica vingança ancestral.

Lembrem-se de que Pero Fernandes Sardinha, o primeiro maldito bispo que quis impor o cristo nestes solos terminou devorado pelos bestiais da tribo dos Caetês. Nós herdamos a guerra que iniciaram os nossos antepassados, então esperem também por fiéis mortos, quantos pudermos exterminar, tal como tem feito os parças Selvagens Assassinos Seriais. O Caos irá sobrepor a evangelização e destruir a fé inquisitória.

Ademais de asquerosa e inimiga cabal do paganismo, a cristandade foi e continua sendo grande aliada da civilização. Pois então que ardam. Ardam até que não reste mais nada pelo caminho, até que a cristandade seja aniquilada em absoluto. E não pensem que iremos nos privar de apenas os atacar com o fogo. Esperem por facadas, disparos, explosivos, venenos e maldições, esperem… De nós esperem de tudo. Sejam vigilantes, ovelhinhas. O eco-extremista vem senão para roubar, matar e destruir. Somos a figura do anticristo.

Caiam em desgraça, crentes. O deus de vocês não nos parará. Incendiaremos e mataremos impunemente. Enquanto se ajoelham e suplicam em vão ao céu vazio da figura divina, nós eco-extremistas olhamos para os céus e vemos as tempestades, os relâmpagos, as rajadas de ventos, as chuvas torrenciais, as estrelas, o Sol, a Lua e tudo aquilo que acreditamos e violentamente defendemos, a incomensurável Natureza Selvagem. Assim na terra como no céu são estes os Deuses que habitam, os vulcões, as montanhas, os rios, os mares, os desertos, as florestas, as chapadas, a névoa e tantas outras manifestações indômitas. O deus de vocês é disfuncional e contrário a toda esta grandeza, por isso o devastamos.

De resto, é pelo egóico desejo odioso de profanar o cristo. Tragam-nos o seu líder e cuspiremos em sua maldita cara.

Se o deus de vocês vier, que venha armado.

Todas as igrejas serão queimadas!
Que a fúria de Anhangá recaia sobre vós!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Brasil

-Sociedade Secreta Silvestre

Outono.

Era do Crucificado.

 

 

[BRASIL] Comunicado 55 de ITS: Abandono Indiscriminado de Pacote-Incendiário — Sociedade Secreta Silvestre

Comunicado 55 de ITS, desta vez do grupo Sociedade Secreta Silvestre. O bando reivindica o abandono indiscriminado de um pacote-incendiário no DF e demonstra que segue ativo, perigoso e conspirando, pese as investigações da Operação Érebo que também os colocou na mira. A horda de individualistas zomba das investigações e promete mais atentados indiscriminados agora com sua volta.

Longa vida à Máfia de selvagens individualistas terroristas destas terras!

Adiante com os ataques extremistas contra a civilização e o humano moderno!

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“Inundándome en mares de misantropía, como el ahogo que se siente al ver autos en la avenida, mi respiración tambiém se verá detenida, por el deseo de esta especie ver el fin de sus días”

O terror regressa uma vez mais na antiga Pindorama. Exato, estamos de volta. Na Érebo*, de nada servira colocar os seus cães farejadores em nossa busca, dissipamos como a névoa diante de seus olhos e deixamos que o vento carregara. Levaram a cabo esforços investigativos inúteis tal como as suas técnicas de contrainteligência e, claro, as suas falhas tentativas de busca, estávamos em tocaia no mais profundo da escuridão, seguindo os seus passos, e não o contrário.

Como ariscos animais que somos, por acaso pensaram que seria fácil? Definitivamente sim. Porque as suas mentes estão concentradas no terrorismo clássico e nas suas motivações. O eco-extremismo nunca se deteve por aqui, seguia nas sombras observando a todo o enojado progresso civilizado e a destruição da Terra, submergido nos mares do ódio misantropo e jurando pelo Selvagem uma grande vingança. Resgatando a sabedoria dos antigos, fomos pacientes em aguardo ao momento apropriado do retorno. Distantes da cacofonia civilizada nós conversamos com a Lua durante muitas destas noites, quietamente meditando sobre os sons que emitiam o Inumano. Observando as estrelas, pedíamos a Ela com o seu encanto para que junto a todo o Indômito estivera a nosso lado no que estaria por vir. De tal modo se fez e assim permanecerão, disto nós temos a completa certeza. O momento chegou, nós regressamos.

Um ano de parcial silêncio se passara por estas terras, mas houvera muitos estrondos para além delas. É claro, o eco chegou até o nosso bando e com grande gozo saudamos egoisticamente a cada ato de terror contra o humano moderno e o seu progresso. No Sul, no Norte e, mais recentemente, na Europa. Explosões, atentados incendiários, investidas frontais, ataques armados, muito sangue, quase uma dezena de mortos, carne queimada, feridas abertas e terror, muito terror. Estamos a nos alastrar como ervas daninhas por este mundo acinzentado, a pisotear insensatas utopias defuntas e a miséria do humanismo. Pelos antigos, por nós mesmos e pelo Selvagem.

Recordem-se de que o silêncio é a antecedência do terremoto, catastrófico e repentino. Rompemos a quietação, o epicentro é o coração da sociedade tecno-industrial e os seus valores, o alvo é a civilização em si. O atacaremos indiscriminadamente de forma amoral. Suas estruturas, qualquer habitante. Construtores deste mundo ou meros viventes, não há inocentes. Devastando como um tornado.

Para o ser humano civilizado e moderno não há saídas a não ser a sua própria extinção. É ele uma total falha no fenômeno da existência, jamais se curvará perante a imensidão e força da Natureza Selvagem, de toda a sua beleza, resplendor, sabedoria e riqueza. Estará sempre a tentar manipular e dominar o Desconhecido, nominar o Inominável e desafiar a sua fúria, ousará meter as suas mãos imundas em tudo o que é belo e vivo para arrancar as entranhas da Terra e impor o seu mundo gris, estrépido e saturado de fumaça. Jamais será capaz de compreender a formosura das constelações, o sabor das águas minerais, a serenidade das matas, a quietude das noites, o mistério do que é desconhecido, o canto animalesco do fundo das florestas, o ronco dos ventos, o percurso dos rios, a cólera das tempestades, a infinidade dos céus… jamais. Enquanto pisar nos solos deste mundo eternamente constrangerá os Espíritos da Terra, acimentando tudo o que é vital até que não reste nada além de suas metrópoles doentes e secas. É contra esta aberração que nós atentamos misantropicamente. Diferente de alguns idiotas por aí, somos os reais traidores da espécie.

Agora a ir diretamente ao que mais interessa, reivindicamos o abandono indiscriminado de um paquete incendiário (mais especificamente, uma caixa de presentes) em Brasília, no último Sábado 05, num ponto de ônibus em frente a um Batalhão da Polícia Militar. O artefato elaborado para ser ativado por um “fio de nylon armadilha” foi dedicado a qualquer cidadão transeunte e à sua cidadania. Em seu interior havia uma botelha com 700 ml de um líquido altamente inflamável. Até o momento não tivemos notícias do artefato elaborado por nós mesmos e que dificilmente falharia após vários ensaios exitosos. Noticiado ou encoberto, fomos nós que despreocupadamente o abandonamos. Mencionamos que igualmente Caçadores Noturnos, grupo aderente a Máfia Eco-extremista na Grécia, contaminamos este e outros artefatos com “rastros alheios” de pessoas quaisquer. Não nos interessa sob a quem recaia a culpa. Saibam que nos últimos ataques direcionamos os nossos artefatos explosivos improvisados e bombas incendiárias ao centro do Distrito Federal, só que agora será diferente, há uma lista imensa de alvos em diversas cidades que há alguns meses tem sido observados e que um a um serão atingidos (incluindo alvos humanos), a começar por este ataque agora executado. O explosivo de ontem foi apenas um “Olá, aqui novamente estamos.”, há outros mais à caminho.

Nós não tememos as suas investigações que até agora tem sido uma piada. Estamos cientes das possíveis consequências das nossas ações para nós mesmos, a morte nos abraça e a qualquer momento pode nos arrastar para o abismo que inevitavelmente nos espera. Nos esquivamos das jaulas, erraram a mira ao disparar-nos. A personificação da escuridão e das trevas não nos afugenta, porque ali mesmo nós habitamos**. De qualquer modo, nada nos intimida. Nossa guerra segue em qualquer lugar e a qualquer preço, a vingança está a ser e permanecerá terrível.

Pois bem, no meio deste grande cosmos talvez sejamos apenas espíritos animistas em busca de vingança seguindo o que os Antigos estão a sussurrar em nossos ouvidos.

Que a Fúria de Anhangá recaia sobre vós, porque a nossa é certeza.

Pela dispersão caótica do terrorismo misantropo!

Saiam a atacar, saiam a matar, saiam a delinquir!

Um caloroso abraço aos mafiosos e mafiosas do Sul, do Norte e Europa!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Brasil

-Sociedade Secreta Silvestre

Notas:

*A Operação Érebo é um grande operativo que a polícia investigativa civil e federal levou à luz no ano passado, mas que já estava em curso há algum tempo. Os alvos foram alguns agrupamentos de individualistas anarquistas, niilistas e ecologistas eco-extremistas e não extremistas. Apartados, misturaram tudo, fizeram uma enorme salada e deu nisso, a Érebo. Os investigadores dispararam para todas as partes, mas contra nós e nossos afins, que livres seguem e conspirando, erraram a mira.

**Insólita resposta ao nome da Operação. Na mitologia grega Érebo é a personificação das trevas e da escuridão.