[PT – PDF] Revista Anhangá N° 2 – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul

Em destaque

É com tremendo orgulho criminal que apresentamos a segunda edição da Revista Anhangá – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul, lançada pelo Editorial Ponta de Lança. Desta vez a publicação sai à luz transbordando de valiosos conteúdos sobre a teoria eco-extremista, contendo 150 páginas que se dividem em 47 textos afiados que servem para alimentar as ânsias dos individualistas extremistas e contribuir com a prática terrorística na guerra contra o progresso humano.

Esta edição da Revista é, sem dúvidas, a maior contribuição até então para a teoria eco-extremista de fala lusófana, um aporte que se materializou através de esforços titânicos de cúmplices destas terras e de fora, uma referência ameaçante para aqueles e aquelas que querem materializar o terrorismo em suas mãos e atentar contra a civilização e os humanos que danam e são cúmplices dos ataques à Natureza Selvagem.

A propaganda eco-extremista não se detém tal como a expansão da Máfia ITS e grupos cúmplices.

Que este aporte semeie o Caos e o Terror no seio da civilização!
Adiante com a propaganda e atos eco-extremistas!

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CONTEÚDO

1. “Introdução”, por Editorial Ponta de Lança (pg. 1-3)
2. Tocaia (pg. 4)
3. Nós Juramos Vingar (pg. 5-6)
4. Pacto (pg. 7)
5. Revisitando a Revolução (pg. 8-11)
6. Primitivismo Sem Catástrofe (pg. 12-15)
7. Breves Reflexões de Uma Caminhada de Inverno (pg. 16)
8. Selvagens Politicamente Incorretos (pg. 17-19)
9. “Revolução Antitecnológica: Por Que e Como”, de Theodore Kaczynski: Uma Análise Crítica (pg. 20-26)
10. O Retorno do Guerreiro (pg. 27-35)
11. Apocalipsis Ohlone (pg. 36-38)
12. Um Poema de Guerra (pg. 39)
13. É o Momento de Beijar a Terra Novamente (pg. 40-42)
14. Nota Anônima (pg. 43-44)
15. A Ovelha Negra e o Lobo (pg. 45-46)
16. Autexousious Apanthropinization (pg. 47-49)
17. A Solidão e a Auto-realização (pg. 50-51)
18. Funeral Niilista – A Aniquilação da Vida (pg. 52-55)
19. Duras Palavras: Uma Conversa Eco-extremista (pg. 56-65)
20. Eu e Depois Eu (pg. 66)
21. O Rio Que Canta: Uma Última Palavra ao Relutante (pg. 67)
22. As Lições do Estado Islâmico Antes de Seu Colapso (pg. 68-71)
23. Uma Grande e Terrível Tormenta (pg. 72)
24. A Evolução da Dieta (pg. 73-76)
25. Um Falso Escape (pg. 77-78)
26. Lições Deixadas Pelos Incendiários (pg. 79-81)
27. Notas Sobre o Anarco-primitivismo (pg. 82-83)
28. A Noite do Mundo Infernal (pg. 84-85)
29. Halputta (pg. 86-87)
30. Animismo Apofático (pg. 88 – 90)
31. O Mito do Veganismo (pg. 91 – 93)
32. Os Seris, Os Eco-extremistas e o Nahualismo (pg. 94-95)
33. Reflexões a Respeito da Liberdade (pg. 96-99)
34. Conversações Eco-extremistas: Uma Conversa Com Eco-extremistas Mulheres Desde o Norte do Continente (pg. 100-103)
35. A Guerra de José Vigoa: Um Breve Discurso Sobre o Método Eco-extremista (pg. 104-109)
36. Assassinando a Nosso Civilizado Interno (pg. 110-113)
37. (Roma Infernetto – “Mundo Merda”) – Profanação e Devoração (pg. 114-115)
38. Caçador: Um Resumo de “The Other Slavery”, de Andrés Reséndez (pg. 116-118)
39. Guerra Oculta (pg. 119-123)
40. Bélico: Resumo da Revista Black and Green Review No. 3 (pg. 124-128)
41. Humanos (pg. 129)
42. “Hoka Hey” e “Memento Mori”, a Morte Desde a Perspectiva Pagã (pg. 130-135)
43. Por que te amar? Breves Reflexões Noturnas Sobre o Amor (pg. 136-137)
44. Pensamentos Sobre a Moralidade (pg. 138-139)
45. Ódio Misantrópico (pg. 140)
46. Moralidade (pg. 141-142)
47. Fazendo Peróxido de Acetona (Peroxiacetona, “Mãe de Satã” ou também TATP) (pg. 143-149)

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EDITORIAL

“Para nós, o Watu (Rio) é uma entidade, não uma bacia hidrográfica igual os brancos falam. Assim como lá na Índia tem o Rio Ganges, que é sagrado e as pessoas entendem isso, nós temos o Watu, que sustentou durante muito tempo a nossa existência e o nosso imaginário. Mas aqui no Brasil, rios podem virar esgoto, porque eles são vistos só como um corpo de água. […] As crianças hoje olham e perguntam para aos pais: “O Rio morreu? O Rio acabou?”. Para uma infância isso é uma marca que não tem como recuperar […] Olhar para a Terra, o Rio e a Floresta como mercadoria é um engano muito grande que vai nos enterrar a todos.”, Krenak Ailton sobre a morte de Watu pelas mãos das mineradoras Samarco e Vale

Pindorama — o regresso da conspiração eco-extremista desde este lado do Sul era já prometido, os tremores de terra que recentemente aterrorizaram os civilizados por aqui foram as reações animistas dos passos dados pelos guerreiros da Máfia ITS, novamente rumo à indiscriminada caçada nas extensões da antiga Terra das Palmeiras. Repousamos por alguns ciclos lunares entocados nas sombras e a escuridão. O motivo é porque parte de nosso Editorial se enfadou de uma investigaçãozinha esdrúxula de nome Érebo. Contrariamente ao que esperavam, não nos foi ameaça e então outra vez cá estamos, orgulhosamente dando vida a este projeto propagandístico iniciado há um ano, a Revista Anhangá – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul, que agora entra em sua segunda edição.

Devido uma série de acontecimentos o primeiro número desta publicação foi lançado inconcluso, mas agradecemos aos wachos que tomaram a importante decisão de lançá-lo. Longe das condições em que conceberam a versão inaugural do projeto, sai agora o N° 2 desta Revista contando com mais de 100 páginas munidas de escritos que nutrem a teoria e prática do individualista eco-extremista. Esta edição nasce de um tremendo esforço cúmplice de manos e minas afins do Sul e Norte. O período entre a primeira publicação e esta é marcado por uma significativa expansão dos grupos ocultos aderentes a ITS, que além de rugidos e mais acometidas pelo Sul, surgiram e cresceram também nas terras do Velho Continente, aquele onde pisaram os bárbaros, os vikings, que com ferocidade e paganismo implantaram o terror no cerne das civilizações europeias. Os esporos do eco-extremismo foram levados por fortes ventos e cruzaram as grandes águas até caírem nos solos da Grécia, onde caminha agora Seita Iconoclasta e Caçadores Noturnos; Reino Unido, terra maldita de Misanthropos Cacoguen e Espanha, extensões de Criminosos Animistas. Já pelo Sul e Norte o ânimo dos guerreiros não se detém, contamos com proximamente uma dezena de mortes em mais de 50 diversificados ataques; pacotes incendiários e explosivos abandonados indiscriminadamente estraçalhando a carne e impondo o terror; incêndios selvagens contra máquinas, instituições e objetos; explosivos abandonados contra alvos específicos e exitosamente detonados; ataques armados contra seguidores de cristo e montanhistas deixando mortos e crivados de bala; ataques armados contra estruturas de megaempresas; ameaças de bomba, envenenamento e maldições; punhaladas homicidas contra sacerdote e funcionário de universidade; ataques bombistas contra universidades e centros de pesquisa; tiro certeiro em crânio de vice-reitor de instituto tecnológico; assassinato de drogada e tantos outros que por questões estratégicas não foram reivindicados publicamente. Como apontam os meios gringos já somos uma ameaça terrorista internacional crescente no mundo. O que se originou lá pelo ano de 2011 no México se espalha pelos quatro cantos como uma maldita praga e agora tem presença em diversas cidades de vários países em três continentes. A Máfia Eco-extremista é nutrida pelo ódio catastrófico contra o progresso humano que destrói a tudo o que é Selvagem, contra o progresso civilizado que exterminou os nossos antepassados, suas crenças e modo de vida, contra a lógica ocidental de domesticar e manipular o que é silvestre, contra o esquematizado pensamento religioso moderno e o racionalismo ateu que deprecia e destrói o senso animista de sentir, ver e entender o mundo, e sobretudo pela serenidade e Caos que habita dentro de nós, a força antiga que nos empurra a reviver os adormecidos instintos e recordar os nossos antepassados e que um dia fomos parte de tudo isso, do entorno e vida selvagem, antes da chegada dos civilizados.

A alguns de nós nos enfurece saber através de nossos avós e bisavós que há três gerações passadas fomos forçados a abandonar nossas terras ancestrais e submetidos a sobreviver marginalmente no entorno domesticado enquanto as florestas eram cortadas, os montes explodidos e escavados e os rios barrados e drenados; nos dói não poder chamar o que vemos ou comunicarmo-nos através do nosso idioma akwén porque mataram-no por dizerem que falar a nossa própria língua é sinal de demência e atraso, nos entristece saber que nosso entendimento foi completamente entorpecido por costumes e crenças alheios aos que praticamos desde tempos imemoriais e que em seu lugar nos empurraram goela abaixo o cristo. Por tudo isso é nossa guerra, por nós mesmos, pelos Antigos, pelo pouco que resta do entorno selvagem e pela certeza de que os atos daqueles que assassinam os Espíritos da Natureza não quedarão impunes. Landerretche soube muito bem disso após os wachos cúmplices da Horda Mística do Bosque enviarem a seu endereço um pacote explosivo que detonou em suas mãos e que, por sorte [dele], não o matou. O bastardo é um dos cabeças de uma das maiores mineradoras do mundo. Certeza que seu nome segue entonado nos cânticos de guerra dos mafiosos e que cedo ou tarde a vingança outra vez toca a sua porta. Samarco e Vale são outros dois monstros mineradores responsáveis por causar destruições de proporções colossais como a do Rio Doce e tantas outras, por isso a citação do Krenak. Outro motivo para a citação é porque no passado e por aquela mesma região foi onde centenas de nossos bisavós foram forçados a abandonar as suas terras. Os rios, as florestas, os solos, os animais, os montes, tudo era morto ou tomado com a chegada do progresso e dos civilizados e com isso morria também parte de nós. Em vista disso não nos resta mais nada senão a guerra de vida ou morte, somos inadaptáveis a este mundo moderno; não apenas por sensatez, mas sobretudo por instinto e pelo chamado primitivo daqueles que vieram antes que acudimos. Caminhar nas urbes sentindo através do chão a respiração ofegante da Terra sepultada pelo cimento não é algo que deixaremos passar despercebido, por isso regressamos com o segundo número da Revista Anhangá, esperando que o material contido nesta publicação nutra e muna o imaginário e a força de tantos outros individualistas guerreiros e as guerreiras, tal como Regresión, Ajajema, Extinción e Atassa tem feito.

Nesta edição serão encontrados escritos sobre a espiritualidade eco-extremista, potencialidade do individualismo, debates e críticas sobre moralidade e valores civilizados, reflexões sobre humanismo e violência indiscriminada, escritos sobre veganismo e a evolução da dieta, críticas a ideologias esquerdistas e a crença numa revolução, escritos sobre reavivamento de memórias e práticas guerreiras, cosmologia pagã, apontes sobre misantropia e extincionismo, apontes sobre primitivismo, lições tiradas de grupos terroristas, banditistas, de assaltantes e movimentos de libertação, além de vários poemas, canções, textos filosóficos, manifestos pessoais, um manual para a fabricação de Peróxido de Acetona e uma análise crítica desde um olhar eco-extremista da mais recente obra de Theodore Kaczynski.

Como um órgão difusor da Máfia Eco-extremista esperamos que o material contribua não só para aqueles guerreiros e guerreiras que estão de pé e em guerra contra o Sistema Tecno-Industrial, mas também à aqueles e aquelas tendentes à selvageria, aos criminosos, antissociais, egoístas, misantropos, anarquistas caóticos, niilistas terroristas e tantos outros que semeiam no aqui e agora o Caos no interior desta civilização, que atacam seus valores, suas estruturas e instituições e também os seus engenhos tecnológicos.

Com profundo respeito pedimos a Yayá que desde sua gruta nos dê sabedoria em nossos movimentos. Certamente quando os civilizados escutarem o assobio estridente do vento, saibam que desde a tocaia fomos convocados por este furioso espírito para atacar e matar. Por vingança, apenas. Tais como as catástrofes somos uma das respostas da Natureza Selvagem a toda esta artificialidade, porque também somos parte dela e de sua reação. Indiscriminados bravios desprovidos de valores morais, como as tempestades, terremotos, furacões e outras catarses que não elegem classe social, sexo ou cor na hora de suas manifestações homicidas. E para finalizar queremos carinhosamente agradecer aos manos e as minas cúmplices destas terras e de fora, a Nẽn-pém, XXX, Urucun, Xale, aos manos da Revista Ajajema e alguns outros que dispensaram citações, que ademais de contribuírem de algum modo para o seguimento desta revista são também fonte de grande inspiração; alguns geograficamente mais próximos, outros mais distantes, mas todos na mesma guerra contra a civilização e defendendo com garras o mesmo projeto, a Máfia ITS.

Pedimos que os Espíritos da Terra acobertem os passos dos afins de sangue e de guerra e que a terrível fúria de Yayá recaia sobre aqueles que destroem a Natureza Selvagem.

A Tocaia segue até a tua morte ou a minha… GUERRA!

Grupo Editorial Ponta de Lança

Outono de 2018

Contato: pontadelanca[at]pm.me

[PT – PDF] Revista Anhangá N° 1 – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul

Desde Maldição Ancestral (MA), novo blog lusófano para a propagação do eco-extremismo e niilismo terrorista e também sucessor direto de Tocaia Eco-extremista, nós por fim lançamos a Edição #1 da Revista Anhangá – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul. Por acontecimentos imprevistos a revista foi lançada carente de alguns conteúdos inicialmente listados, o que os fez serem empurrados para a segunda edição da revista que pronto será lançada.

Muitas coisas se passaram e em breve um comunicado será emitido. A única afirmação no momento é, a propaganda eco-extremista e niilista não se detém e regresa com força tal como a própria tendência se propaga pelo mundo causando danos e terror!

Amaldiçoando, danando e aterrorizando a civilização nós regressamos!

A tocaia terrorística contra o progresso humano segue!
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EDITORIAL

O esporo do eco-extremismo nas indomáveis terras do sul faz brotar mais um projeto contra a civilização e o progresso humano. É com grande soberba que apresentamos o início do criminoso Editorial Ponta de Lança, uma iniciativa oculta de abrangência lusófana que servirá para alçamento da guerra eco-extremista entre os e as individualistas falantes da língua portuguesa. Num rumo niilista e eco-extremista o projeto servirá para elevar a teoria e prática do eco-extremismo principalmente por meio da publicação revelada neste instante, a Revista Anhangá: Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul.

Anhangá, espírito que os antigos tupis depositavam sua crença. Para os nativos, um violento protetor do mundo selvagem, para os jesuítas, a manifestação maldita do diabo cristão. Segundo saberes antigos, Anhangá é uma entidade metamórfica que pode assumir as mais diversas formas, podendo adquirir fisionomias animalescas e até humanóide, mas se manifestando comumente na forma de um veado branco com olhos de fogo. Anhangá é um maldito espírito errante que vagueia pelas florestas, é amaldiçoado pelos cristãos e temido principalmente por aqueles que devastam as matas “para além do equilíbrio”. Quando este espectro atroz percebe destruições no mundo selvagem ou se depara com caças desnecessárias se escuta no local um assovio estridente que faz com que presas caçadas desapareçam instantaneamente mata adentro, restando apenas o humano frente a esta visagem pagã. Impiedoso, Anhangá pune com fúria todos aqueles que interferem na natureza para além de seu necessário, podendo levar sua vítima à loucura por meio da atormentação, às vezes lhe impondo uma intensa febre e a matando, nunca deixando impune os que ousam profanar o selvagem. Anhangá é traiçoeiro, por meio de tocaias ataca os profanadores das matas, e lhes causa feridas e confusão sem ao menos ser percebido, pois investe desde as sombras. Vê-lo, ouvi-lo ou sequer presenti-lo torna-se o prenúncio da desgraça. Segundo dizeres tupis, se deparar com este maldito espírito é sinônimo de culpa, uma autoria que é sempre recordada através da agonizante vingança.

Tida como infernal e muitas vezes comparada ao demônio cristão, é esta temível entidade que resgatamos e tomamos o seu nome para ferozmente intitular o nosso projeto editorial de difusão da Máfia Eco-extremista e Niilista, uma iniciativa que orgulhosamente servirá de suporte para a consolidação do projeto internacionalista de ITS nestas terras amazônicas e em outras regiões lusófanas.

Nesta publicação a teoria eco-extremista será detalhadamente apresentada juntamente com toda a sua base fundamental. Nos concentraremos inicialmente na explicação do que é o eco-extremismo em si, de modo cru. Importantes textos complementares poderão ser conferidos no desenrolar desta revista. Temas como revolução, primitivismo, individualismo, veganismo, amoralidade, violência indiscriminada, paganismo etc., serão discutidos no corpo desta publicação. E longe de ser uma mera iniciativa propagandística a Revista Anhangá é uma pura apologia ao crime e, resumidamente, a prática delinquencial, terrorista e ancestral. Nós potencializamos a praxe eco-extremista, valorizamos a ação individual acima de tudo. Esta iniciativa é para os que escutam o chamado sagrado das montanhas, dos rios, do fundo das florestas, dos céus, da terra e dos seres silvestres, é para aqueles e aquelas que escutam o eco do indômito rogando por violentos atentados contra os híper-civilizados e todo o seu lixo tecnológico acumulado nos cemitérios cinzas de concreto e aço habitados pela espécie mais repugnante deste planeta. Esta é uma publicação para individualistas de coragem que elegeram a guerra extremista contra a civilização e toda a sua artificialização como o único caminho a ser seguido em vida, é para quem escuta o grito de seus antepassados aborígenes que deram guerra ao progresso humano e que tomam partido desta mesma guerra no agora sem esperar por dias melhores, abdicando de ideias utopistas, posições esquerdistas ou salvações messiânicas, é para egoístas que crêem que o seu “eu” estará sempre acima de qualquer coletivo, norma ou código social e moral, é para misantropos que querem ver a espécie humana varrida da terra e suas pegadas apagadas da história terrena, é para quem deseja resgatar e reviver as práticas de seus ancestrais guerreiros e as crenças pagãs dos antigos, é para os individualistas que renunciaram ao ocidentalismo e para qualquer ecologista extremista que deseja agir sob profunda vigança diante do progresso tecnológico-humano que dilacera a Natureza Selvagem.

Como Anhangá nós eco-extremistas desde as sombras assumimos as mais diversas formas para dilacerar e matar as nossas presas humanas em repentinas tocaias. Como Anhangá nós individualistas terroristas vingamos a destruição que o progresso tecno-humano gera ao mundo selvagem, atacando mortalmente a nossa própria espécie e a suas criações. Como Anhangá somos uma ameaça invisível que vagueia pelas florestas e asquerosas urbes amaldiçoando a destruição causada pelo antro e maldizendo as suas próprias edificações. Como Anhangá exaltamos o indomável, oculto e o Desconhecido, venerando todo o belo pertencente às profundezas do selvagem, e por isso, inspirado neste espírito, apresentamos esta revista.

A intitulação e a criação deste projeto surge também inspirado numa outra iniciativa sulista aparecida há pouco tempo, a Revista Ajajema. Ajajema é o espírito maligno que acreditavam os Alacufes patagônicos, o espírito da destruição que tinha ao seu domínio as forças da natureza. Nos baseando nesta iniciativa decidimos também resgatar do profundo esquecimento uma temível entidade das terras de Pindorama (nome que os antigos indígenas destas terras davam ao “Brasil”), o metamórfico Anhangá. Portanto, desde estas terras amazônicas saudamos os ferozes individualistas responsáveis pela Revista Ajajema, um caloroso abraço a todos eles, foram para nós uma fonte de inspiração. Tanto quanto esta iniciativa sulista a Revista Regresión, desta vez, do norte, igualmente nos influenciou, e inclusive se ofereceu para valiosamente contribuir com alguns importantes detalhes desta publicação. Agradecemos a todos estes wachos que se disporam a nos ajudar. Nós agradecemos também a todos os manos cúmplices que contribuíram com este projeto, a “Espectro”, “XXX”, “Nẽn-pé”, a “Tuira”, e a todos os outros manos que elegeram o anonimato e dispensaram citações, mas que fizeram contribuições cruciais. Sem vocês este projeto não poderia alcançar esta elevada qualidade final.

Que a civilização trema com a invocação de Anhangá bem como o Chile ardeu em chamas após a chamada de Ajajema. Esta entidade maldita é agora resgatada para dar continuidade a guerra contra o progresso humano nestas terras. Como o maldito Anhangá os eco-extremistas estão de tocaia nas cidades e nas florestas afiando os seus punhais, preparando as suas bombas, venenos, objetos pontiagudos e cortantes e carregando as suas armas para desferir fogo, balas e bombas contra tudo o que é civilizado nesta guerra amoral e indiscriminada. Dormente há muitos anos Anhangá agora desperta cuspindo cólera e com os seus olhos ardendo em chamas, reparando que o progresso tecno-humano engoliu a quase toda a beleza do mundo e percebendo que não há inocentes em meio a toda esta desgraça.

Estamos vivendo numa era de extremos, a Natureza Selvagem indiscriminadamente abala e derruba as estruturas e tecnologias criadas pela espécie humana, reclamando o que sempre foi seu e provando que nunca haverá espaço no mundo para a existência de civilizações. Bem como o indômito avança por cima das urbes o extremismo ecológico se expande pelos quatro cantos da terra. A máfia internacionalista dos ITS já se encontra enraizada pelas Américas e possui cúmplices de sangue na Europa e na Ásia. Mais individualistas surgem a cada dia do abandono das antigas crenças utópicas esquerdistas e tomam partido nesta guerra amoral de vida ou morte, sepultando de uma vez por todas o velho anarquismo e até mesmo a já cansada “nova anarquia”. A era das revoluções acabaram, as utopias falharam e atacar é o que resta. Achar que o eco-extremismo poderá ser erradicado é insensatez.

Ademais do que já foi falado isto é, antes de mais nada, pelos Jê. É por vocês, meus irmãos e irmãs guerreiros e guerreiras Xakriabás. É por esta ancestralidade perdida e por suas crenças menosprezadas pelos ocidentalizados. Poucos restam de vocês, muitos foram os que caíram em guerra ou foram profundamente humilhados. Aqui e agora reivindico a ancestralidade Xakriabá. Que os híper-civilizados paguem com suas vidas por suas ações, pois isto é e sempre será, até a tua morte ou a minha.

Verão de 2017

Por Jê.