[IT – PDF] “La Nostra È Una Guerra Senza Ricorso” – Intervista a Nechayevshchina

Entrevista em italiano ao afim de sangue Nechayevshchina em uma série de ideias e perguntas com respostas contundentes!

Homem-Monstro/Edições Niilísticas “Ávyssos”

[Centro de Floreça – Último terreno niilista ideal]

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Guerra Oculta

Extraído de Revista Regresión número 7.

“O lobo come toda a carne e lambe a sua”

O título da “Guerra Oculta” não se refere especificamente a um único texto, é a especificação de um caminho (ou de um não-caminho) através do labirinto de um (ou dele próprio) projeto de Terrorismo Niilista. Este texto é, portanto, uma parte única e fragmentada de um “discurso” maior que escavará profundamente a Tendência da qual escrevo, que fornece várias precisões úteis, tanto para esclarecer certos aspectos, talvez às vezes mal entendidos, e também como contribuição para aqueles que queiram “aderir” a esta Tendência, e a “necessidade” de esclarecer certas coisas sobre esta lei.

Isso porque é muito complexo e, por vezes, difícil compreender os textos e os atentados que se desenvolvem na destruição da moral cristã-platônica, e ocidental.

EGO-ARCA: TERRORISMO NIILISTA

Em “Trizas” eu havia descrito o término Ego-arca com referência à Máfia, como método de ataque e aniquilamento do próprio inimigo ou inimigos.

Bem, agora é o momento de ir até o fundo, e declarar de modo Amoral, a semelhança ou afinidade, a compreensão, entre o Terrorismo Niilista e a Ideia Ego-arca.

Isto, voltando a dizer, mesmo se houvesse vivido em uma era na qual a ideia ou Tendência pousasse no ser de Meu Niilismo, seria específico, agora, na era da “generalização”, devo ser preciso e definir.

Portanto, este texto que é um fragmento de uma complexa “Guerra Oculta” falará da união de termos e ideias que misturam-se entre si.

Em meu folheto chamado “Seita” eu havia desenterrado o contexto no qual a afinidade de um Projeto Ilegal deveria se mover em uma perspectiva independente, mas dentro da Seita Niilista. O comportamento e o modo de vida foram as coisas enfrentadas de maneira apropriada no uso da ação Terrorista no ocultamento de seu “vero nome” [NdT: nombre real], da destruição da dependência de um certo tipo de dinâmica social, do desenraizamento da ideia de igualdade, do debate amoral entre afins que consista na realização de seu próprio Ser Dominante, e formar uma união de Egoístas, livres para escolher seu próprio prazer, fora de uma Seita, mas sob a estrita observância das regras peculiares do mesmo grupo.

Por que isso?

Porque a união de Egoístas que propus é a união de Seres livres (literalmente) do que eles querem fazer e/ou como queiram fazê-lo, como segue:

1° – Se o termo se confunde no texto, continuarei explicando a ideia da igualdade;

2° – Um sujeito com vontade de formar uma Seita não poderá formá-la enquanto reproduza a mesma ideia anárquica do conceito de respeito mútuo;

No término “Afinidade” há muitos, mas muitos aspectos, que se reproduzem com o debate amoral em seu interior, e predeterminá-lo escrevendo que “todo mundo faz o que quer” acaba em uma ideia meramente utópica, porque, então, um grupo que se define genuinamente como anárquico, teria em seu interior aqueles que eles mesmos chamam de “indivíduo autorizado”, que reproduz o mesmo termo de “autoridade”.

É por isso que o folheto “Seita” tinha que ser escrito e tinha que ser exposto após eu ter vivido uma ação individual acompanhado por outro indivíduo, para com isso formar o que seria uma Seita Niilista Com Direção Ego-arca.

A formação de uma Seita que em seu interior começaria a crescer através das bases impostas com um selo distintivo, do que um dos indivíduos, como porta primordial de classificação e a união de elementos, conduzam ao fortalecimento, a experiência da experiência, em um mundo específico onde as coisas são vistas.

Atenção, aqui não falo ou escrevo sobre um papel que está estabelecido a priori (ao menos que o individuo promova que formou uma Seita, não específica no fim do início), de uma atribuição ou de uma tarefa atribuída a cada indivíduo dentro do grupo, mas –através do debate amoral– a aparição de uma figura proeminente é fundamental para o desenvolvimento do projeto ilegalista, pela penalidade, a queda ou a destruição de tudo.

A Seita Niilista da Livre Morte, por exemplo, impõe aos que poderiam ser os “Sete Afins” a não-união (embora agora os os últimos grupos de Terroristas Niilistas surgidos tiraram o foco desta ideia sem deixar de ser um complexo debate amoral), para ensinar que uma coisa é a ideia do Ataque e o Atentado Amoral, e outra coisa é ser parte de uma federação, negando extremamente a proliferação de células, núcleos, etc. [*]

Este é um exemplo claro da característica peculiar da “palavra” de imposição de uma opção clara e que se põe em contato diretamente com a ideia Ego-Arca.

Falamos sempre de uma escolha específica, expressadamente única e, portanto, de um mesmo grupo, mas também se estende a outros Sete, que pode ou não, se preocupar com tal abordagem.

Esta escolha, de uma Seita, não significa a referência à suposta “liberdade” (que existe apenas naqueles que não veem para além do seu nariz), para guerrear com o próprio sangue, e também define, um certo tipo de Tendência, também chegando a um enfrentamento entre eles, e se não se obtém uma posição que se comprometam de outro modo, pode-se dizer, de maneira “Stirneriana”.

A afirmação Stirneriana de compromisso viaja através da realização de um objetivo específico, canalizando em um caminho de aceitação informal (e não informal) dos que querem chegar a um ponto egoisticamente “afim”, sem perder as características “originais” de cada Seita ou Grupo.

Compromisso por conseguir atingir um objetivo “comum” entre os Sete, mas não, para aceitar em sua totalidade o que a imposição lançou da pedra (tendo estendido a mão no lançamento e não retirando-a).

Por que usei o termo “imposição”?

Primeiro, para destruir com isso o termo com sua ênfase negativa (e moral), e continuar perturbando o sonho dos bons e dos justos que anseiam os mitos do “cuidado”.

Em segundo lugar porque o termo tem um significado específico que se você for cortar com uma faca afiada, tirará sangue com a pressão, a proeminência de um Ego em respeito a outro, a emoção de uma batalha também “verbal”. A emergência da fibrilação e tensão afirmativa, a anulação da paz social imposta desde a humanização dos conceitos e valores, regressando o uso e o consumo dos que vivem em monotonia e no tédio.

Deve ficar claro para o leitor que o termo “Ego-arca” está associado de maneira similar à Tendência “Terrorista Niilista”, por um certo tipo de especificidade, determinante para não ter medo de dizer e fazer, distinguindo um certo tipo de ideias extremistas.

Isso porque o sangue que corre em minhas veias me aproxima da vida, aquela da “realidade”, poderia experimentar, afrontar, ver, roubar e fazê-lo meu, Minha ideia, que só poderia ser atacada, mas não canalizaria em algo que não tem nada haver com o que eu expressei Agora nestas linhas.

Então poderíamos continuar com a afirmação de que o Terrorismo Niilista é Ego-arca porque se aproxima de maneira fundamental com a imposição de uma ideia. Quem deve querer roubar o segredo oculto e transformá-lo em ervas daninhas? Coisas para os adoradores macios das utopias modernas.

Além disso, embora o termo “oculto” se refira a um “idioma” específico não é compreensível pela multidão, mas também para aqueles que não querem entrar em um Estado Abismal, e afrontar a vida e a morte, divorciados das regras comuns e humanas.

Leiamos o vocabulário da sociedade moral e as coisas que escreve a respeito:

“O Ego-arca com egoísmo e presunção pretende impor sua própria autoridade e sua própria moral”.

Coloco isso para que tenha sentido para o leitor, que às vezes os termos são combinados com a estupidez desta sociedade que, sim, quer impor sua própria moral, mas logo escreve que aqueles que tem uma visão Única do que vivem são pessoas presunçosas e egoístas.

É por isso que cada termo tem haver com o “Niilismo”, então também deve ser especificado com o “Egoísmo”.

Egoísmo que poderia ser para mim aquele que te diz que “você é egoísta” haha!

Partindo desta pequena nota irrelevante vamos agora ler o vocabulário das coisas distintas:

O Terrorismo Niilista, a Seita, é para Mim, um ato amoral, que dentro de si mesmo, tem características peculiares de Poder e de domínio autoritário, porque nega completamente a “falsa” abordagem da visão de igualdade, e porque com características dessa natureza conduz a emergência da particularidade que esta porra de sociedade, com seus valores vulgares, quer impor.

Além disso, como já indicado, o Terrorismo Niilista, se dirige à confrontação, mesmo dentro da mesma Seita, uma vez que deve ser realizada, o que é, a sobrevivência de um grupo, sua força, através da escolha de um capo (líder), figura decisiva, com características distintas, que pode continuar com o Projeto Ilegalista, sem que este caia no esquecimento.

E se estende aos Sete através de um texto, um comunicado, um atentado, a abordagem imposta para chegar a retirar ao verbo “ético” de qualquer profundidade, e levar a força de sua própria Ideia Terrorística, um fundamento básico para atacar com unhas e dentes os inimigos sociais e da “realidade”.

Por que não deveria ser assim?

Por se tratar de uma ideia específica e original surgida de uma Seita para seguir sendo específica deve ter seu próprio fundamento, continuar exercendo seu próprio Poder de domínio, por outro lado, por causa da derivação desta Ideia Original, não poderia ser específica sem ser impositiva.

Isso não significa que Eu não possa abordar outra ideia que possa me influenciar, mas sempre sob uma perspectiva de “compromisso Stirneriano”.

Mais uma vez, por que isso?

Por que se eu me considero Único, unicamente devo permanecer “original” e não sucumbir a uma ideia que possa me levar a perder.

Tudo isso combina com a ideia de minha sobrevivência como meu eu animal-humano em relação à outra sobrevivência, naturalmente convertendo-se mais tarde em algo complexo e articulado, vital, e proeminente, subterrâneo e extremista, que cresce e cresce de novo, e atinge completamente.

Nesta mesma posição de uma denominação específica da “ideia” (neste caso dos Sete Terroristas Niilistas), emerge uma espécie de concatenação no que diz respeito a sobrevivência de uma Tendência ou de um grupo específico “original”: a medida de tudo o que pode ser na ação, como uma espécie de agrupamento de indivíduos que parecem ter uma afinidade peculiar intrínseca entre eles, que é o Individualismo. Individualistas, mas que tem duas visões específicas: O individualista Egoísta e o Individualista igual-cêntrico, ou para colocá-lo de maneira normal, o “o igualitário”.

Devemos deixar este aspecto bem especificado já que dá um significado de peso e de poder à denominação de um grupo Ego-arca sobre tudo aquilo que gira em torno dele, e que poderia confundir aos interessados no Terrorismo Niilista.

Especificamos que o individualista igual-cêntrico é sempre um Ser egoísta, mas que pretende sê-lo através de uma utópica visão de uma escolha individual que equivale a um conjunto totalizador. Isto é o que “o afirma”, porque deve cair na coletivização forçada, aquela que é sua escolha final.

Então, com isso, sem deixar de ser utopia, a escolha do Indivíduo pressionado por ter êxito em um ataque instintivo se rende dócil e suavemente, tudo dentro de sua seção que deve adiar e avançar para a formalização coletiva.

A escolha peculiar e específica através do domínio Egoico de uma ideia afirmativa (lembremo-nos, não por isso permanece imutável) se diferencia amplamente daquela coletiva onde para ser colocada deve ter uma convergência paralela entre os sujeitos que a formam, reduzindo-o assim a um mero apêndice, o poder do indivíduo que se põe em seu Ser como o mais forte, decisivo, fundamental, para avançar em um mundo “realmente real”.

Então voltamos a escrever e a aprofundar que o Terrorismo Niilista é Ego-arca, porque nega completamente e com toda sua força a ação niveladora para a proeminência da imposição da ideia imposta que se reivindica como a maioria, não só exclusivamente forte, mas também mais decisiva, específica, seletiva, particular, etc.

Devemos especificar também que o Terrorismo Niilista é profundamente Misantrópico, feito exclusivamente de Indivíduos que atuam através da Vontade Egoica, para distinguir-se do “resto” que consequentemente se separam, em opções precisas, as quais não são rechaçadas pela multidão, de fato, derrubam o conceito ético da sociedade, se colocam no topo de cada posição coletiva, ou necessariamente não Egoica.

Sem nenhuma conclusão final deste fragmento, em uma mais completa e ampla “Guerra Oculta”, termino com uma citação do 4° livro da “Vontade de Potência” chamado “Disciplina e Seleção”, cito com várias perguntas que, você leitor, pode refletir o desgosto com a linha superior, ou levantar-se, quebrar e fragmentar a moral dentro de ti, e começar a atacar e golpear de maneira Niilisticamente Terrorista os valores do “mundo real”.

“As típicas formas de se configurar. Ou seja: as oito questões fundamentais”.

1) – Você quer ser mais complicado ou mais simples?

2) – Você quer ser mais feliz ou indiferente à felicidade e à infelicidade?

3) – Você quer ser mais contente ou ser mais exigente e implacável?

4) – Você quer se tornar mais suave, mais flexível, mais humano ou mais “inumano”?

5) – Você quer se tornar um especialista ou carecer de considerações?

6) – Você quer alcançar um objetivo ou esquivar-se de tudo com propósito?

7) Você gostaria de se tornar o mais respeitado ou o mais temido? Ou talvez, o mais desprezado?

8) – Você quer se tornar um tirano, um enganador, um pastor ou um animal do rebanho?

Afinidade de sangue com o Sete e com o Clã Terrorista Niilista!

Afinidade de sangue com o Terrorismo Eco-extremista!

Eu, Nechayevshchina!

[*] Extraído de “Nomen Omen” – Seita Niilista da Livre Morte

Nos pontos anteriores já havíamos especificado que negávamos qualquer pacto federativo ou de associação com qualquer forma “externa” que faça parte da esfera do “compartilhar”, mesmo sendo fundamentalmente egoica.

Vamos especificar os pontos anteriores para delinear a atitude da Seita Niilista da Livre Morte. Estamos contra qualquer pacto federativo porque excluímos de nossa união secreta o seguinte:

CÉLULA: uma célula é uma entidade “orgânica” dentro de um elemento mais complexo constituído de uma estrutura coordenada chamada federação. Uma célula que atua com base em um acordo conspirativo ou federativo deve reconstituir-se e unir-se com outras células em harmonia seguindo um programa que embora seja informal, formaliza o acordo através de uma base que deve ter características semelhantes para corresponder.

NÚCLEO: o núcleo tem características semelhantes à célula onde os indivíduos que o formam se unem, fazendo parte de um pacto associativo em torno do centro de um projeto federativo, com fundamentos consensuais que devem ser perseguidos, mesmo que se dividam em ações diferentes, com o denominador comum da federação a qual pertencem, mesmo informalmente.

FRAÇÃO: a fração é uma parte divisória dentro de um “todo”, neste caso, de um pacto federativo ou associativo, sobre umas bases de igualdade, sendo a escolha e o ataque de uma fração o denominador comum para golpear e atacar.

Moralidade

Tradução do texto “Moralidade”, extraído de Antisocial Evolution.

A moral é a teoria de que todo ato humano deve ser bom ou ruim. O propósito de todos os sistemas morais é fixar o comportamento humano mediante a imposição de normas absolutas desenhadas de tal maneira que permaneçam além do exame e da crítica. Todos os sistemas morais são apresentados como a norma superior, a lei absoluta, a ordem peremptória que impõe a todos, em todos os momentos, o que devem fazer e o que não devem, sendo aplicável a todos os seres humanos sem exceção.

Para entender plenamente como funciona a moralidade como mecanismo de controle é útil examinar as funções pedagógicas subjacentes aos códigos morais e as justificativas utilizadas para exigir a obediência universal. Até recentemente, uma das mais comuns dessas justificativas era um dito Deus e, de fato, isso não acabou por completo. Este deus diz a nós o que é certo e o que é errado, ou o “assim diz a crença”. Este conceito metafísico do sonho emite regras para que nós obedeçamos, e se nos recusarmos a fazê-lo, esse deus nos castigará horrivelmente. No entanto, ao ameaçar a outras pessoas dessa maneira, o moralista mudou uma postura por outra postura moral, rumo à outra postura de conveniência pessoal, para evitar os resultados dolorosos de não se submeter a alguém ou a algo mais poderoso que nós mesmos. Claro, existem aqueles que não acreditam em um deus e que, no entanto, são crentes na moralidade. Estes moralistas humanistas buscam uma sanção para seus códigos morais em alguma outra ideia fixa: o Bem Comum, uma concepção teleológica da evolução humana, das necessidades da humanidade ou da sociedade, direitos naturais, e assim por diante. Uma análise crítica deste tipo de justificativa moral demonstra que não há mais nada atrás do que está atrás da “vontade de Deus”. Conceitos como o “bem comum” ou “bem-estar social” são meras peças retóricas de grande ressonância utilizadas para disfarçar os interesses particulares daqueles que as utilizam. É precisamente este disfarce de interesses particulares como leis morais que se escondem por trás da máscara ideológica da moralidade. Os sistemas morais funcionam como um ocultamento do propósito real e do motivo e quase sempre são uma “vontade de poder” disfarçada. Mergulhe os planos luminosos dos Salvadores Morais da Humanidade no ácido da análise brutal e veja o padrão escondido no rolo: o desejo de forçar uma certa linha de ação sobre todos, o desejo de governar e reprimir. Somente quando, em certos momentos e lugares, por meio da força física ou astúcia superior, alguns conseguem impor a sua interpretação moral particular aos outros de uma única moral que triunfa, entendida e seguida por todos da mesma maneira -como na Idade Média, quando a Igreja Católica dissolveu toda a variedade na unidade, ou como vemos hoje em certas partes do mundo islâmico.

Um dos usos mais populares do mito moral é adicionar um enfeite ao já desagradável prato da política. Ao converter até as mais insignificantes das atividades políticas em uma cruzada moral, se pode assegurar o apoio dos crédulos, os vingativos e os ciumentos, além de dar uma pseudo-força aos fracos e vacilantes. Enquanto se espera que aqueles que desejam governar os outros invoquem repreensões morais em uma tentativa de converter (ou purgar) o iconoclasta desviador ou crítico, é profundamente desanimador observar os autoproclamados anarquistas atuando na mesma farsa, na forma dos códigos do discurso politicamente correto, as restrições dietéticas, as escolhas dos consumidores, a ética social dogmática e as moralidades escravagistas como o pacifismo. É difícil imaginar algo mais desfiado, mais irremediavelmente plausível para fundar uma rebelião antiautoritária que a moral, mas os anarquistas o fazem o tempo todo, em detrimento de sua própria luta e credibilidade.

O egoísmo consciente do egoísmo –não é nem moral nem imoral– está além do “bem” e do “mal”. É amoral. Um egoísta pode ser verdadeiro ou mentiroso, considerado ou desconsiderado, generoso ou cruel, de acordo com a sua natureza, gostos ou circunstâncias, e a seu próprio risco, mas não é obrigado a ser nada disso. É possível que uma pessoa se comporte de modo que a moral tache de “bom” ou de “mal”, mas fazem isso apenas porque seus interesses julgam e mentem em uma direção ou outra, não porque esta pessoa está possuída pelo aspecto do moralismo ou do imoralismo.

Enquanto o moralista tende a ver os conflitos entre indivíduos (e grupos e instituições) em termos de “certo” e “errado”, o egoísta nunca considera um adversário correto ou incorreto em nenhum sentido moral. Cada um está simplesmente perseguindo o cumprimento de sua própria agenda, e se o conflito não pode ser resolvido de outra maneira, deve ser resolvido pela força. Bem, não se enganem, ao repudir a ideia de moralidade os egoístas não fazem exceção à “violência”. Tampouco fazem qualquer distinção piedosa entre o nível da força ou a força de retaliação. Qualquer uma das formas é usada se for uma maneira conveniente de perseguir um dado fim, e para o egoísta não há lei moral que proíba a violência à qual eles devam subordinar sua vontade à soberania pessoal.

Para o egoísta consciente a inexistência da moralidade é tão verdadeira como dois e dois são quatro e, neste sentido, o egoísmo supera os limites das mais ousadas especulações do anarquismo sobre a soberania individual, atuando como um poderoso solvente para uma imaginação obstruída por teorias de “certo ou errado”. Só depois de escrutinar todo o horizonte da amoralidade -o nada que resta na ausência do bem e do mal ou de qualquer outra autoridade metafísica- o indivíduo se encontra cara a cara com a liberdade emocionante e terrível em que nada é verdadeiro e tudo é permitido.

 

Ódio Misantrópico

Tradução do feroz texto com sentimento misantrópico desde o blog afim de sangue “Abisso Nichilista”, publicado em Projeto Amoklaufe.

Misantropo não se nasce, se faz.

A receita para um misantropo genuíno começa sempre com uma pessoa transbordante de amor ao próximo, e a isso se acrescenta uma pitada de desencanto misturada com uma saudável dose de cinismo e de amargo ressentimento, então é deixado descansar para que os ingredientes se assentem até ficarem totalmente submersos. Finalizado, sirva-o sobre um mundo ocupado com outras pessoas.

Por trás de cada personalidade misantrópica é possível encontrar os restos em decomposição de um antigo filantropo.

Tudo isso é evidente apenas se considerarmos a intensidade da apaixonada crítica do misantropo. O grau de seu desprezo e desdém pela humanidade é sempre precedido por uma abundância de amor apaixonado, porque é impossível para alguém odiar apaixonadamente se não se sabe amar apaixonadamente.

Que muitos misantropos foram uma vez, na ingenuidade de sua juventude, idealistas ou românticos, isso não deveria surpreender a ninguém.

O que distingue o ódio misantrópico é a sua amplitude e universalidade. O ódio misantrópico é geral, porque o misantropo detesta a todos os homens, seu ódio abarca a tudo, porque despreza com cada fibra de seu ser a multidão e seus imbecis costumes e gestos, ele acumula desprezo por aquilo que é popular e cotidiano para as impensadas e amorfas massas, tem bastante experiência nos costumes dos homens para não aceitar qualquer coisa pelo seu valor aparente, e seu ceticismo em relação às supostas intenções dos outros não conhece limites.

O misantropo genuíno e verdadeiro não deveria ser confundido com uma indiferença distante, como é o caso do egoísta. O egoísta subordina os interesses dos outros aos seus e com isso é relativamente apático com as massas. Como tal, é geralmente alheio. Pelo contrário, o misantropo é bastante reflexivo e muito consciente para ser um simples egoísta, porque a misantropia nunca é uma indiferença passiva, mas sempre se manifesta em um aborrecimento e ódio ativo.

Eles Não Te Convêm

Extraído e traduzido do blog Criminelle Et Sauvage. Tradução a cargo de Anhangá.

Não tente emaranhar a tua vida com ela, muito menos tente te apaixonar por ela, sinceramente, ela não te convêm.
Ela é um animal humano individualista e egoísta, ela se importa apenas consigo mesma.
Ela é seu próprio princípio e fim, ela é sua própria causa e, para ela, não há mais nada acima dela mesma.

Ela é a única, e a única coisa que verdadeiramente importa para ela é ela mesma.
Tudo o que ela pensa e faz é apenas para sua própria causa.
Ela pensa que é totalmente racional e natural que todas as suas tendências e atividades sejam dirigidas para a satisfação de seu próprio Eu.
Ela sempre busca seu próprio interesse sem criar relações de dominação ou engano.
Ela não se intromete nos interesses dos demais a menos que os demais se intrometam nos seus.
Ela se considera uma egoísta racional, crítica e detesta os “egoístas” que se entregam irracionalmente a seus caprichos; egocentristas ou antropocentristas = egoístas sem ego, segundo A.R.

Ele não te convêm, porque ele te utilizará apenas para seus próprios fins, e para a sua própria causa. Embora ele nunca mentirá para ti, enganará ou dominará. O respeito total à Liberdade Individual é um grande valor para ele.
Para ele, não é ruim utilizar os demais indivíduos, porque ele considera necessário para poder desenvolver uma vida verdadeiramente livre, tampouco se sente mal quando é utilizado.
Apenas reage violentamente diante da mentira, o engano e a dominação.
Ele pensa que utilizar os demais indivíduos é uma tendência natural de seu Eu, já que ele é um animal social e inevitavelmente necessita utilizar os demais. Ele também entende que os outros precisarão usá-lo.
Cada indivíduo, embora muitos estupidamente neguem; não se importa com ninguém mais além de dele mesmo.

Ela não te convêm, não perca teu único e valioso tempo com ela.
Ela só poderá te amar se tu te importa e ama apenas a ti mesmo, se tu é teu próprio princípio e fim, se tu é tua própria causa, se nada está acima de ti mesmo.
Ela só poderá te amar se tu representa fisicamente e mentalmente o que ela sempre amou, se tu é um egoísta que não se deixa levar por teus caprichos irracionais, somente se tu é Verdadeiro, Sincero e Livre.
“Para saber dizer “Eu te amo” primeiro há de saber dizer “Eu”.”A.R

Ele ama e defende sua Liberdade Individual para seu próprio interesse. Porque sua Liberdade Individual é uma habilidade natural para que ele possa desenvolver da maneira mais apropriada sua vida com respeito à sua natureza.
Ele ama, respeita e defende a autonomia dos mecanismos de auto-regulação da Natureza Selvagem para seu próprio interesse. Porque a Natureza Selvagem lhe dá vida todos os dias. Porque a Natureza Selvagem deve funcionar livre como tem sido por milhões de anos. Porque a Devastação, Domesticação e Artificialização sistemática da Natureza Selvagem afeta sua Liberdade Individual, afeta seu interesse e sua causa.

Ela te buscará por seu próprio interesse, já que os animais humanos são sociáveis por natureza. Ela não pode satisfazer importantes necessidades por si mesma, para ela seria muito difícil sobreviver solitariamente de uma maneira livre e natural.
Ela não pode reproduzir-se por si mesma, então ela inevitavelmente precisa usar outra pessoa para a sua própria causa, porque ela é um dos mais complexos seres vivos que habitam este planeta, e o objetivo mais importante para todo ser vivo é reproduzir-se e deixar sua descendência. E neste processo ela sabe que será utilizada para a causa de outra pessoa, que ao mesmo tempo a ajudará a alcançar a sua própria causa.

Ele te buscará porque a seu Eu lhe interessa. Ele procurará te conhecer porque a seu Eu lhe interessa saber o que tu oferece à sua causa, então ele irá interagir contigo apenas por seu próprio interesse.
Ele te escutará para te conhecer para então saber o que é que tu oferece à sua causa, para saber o que ele pode utilizar de ti. Ele te escutará para que tu possa escutá-lo, para que ele se sinta livre ao falar contigo, para poder construir contigo uma ponte de palavras que os guie às ações, para que possa saber o que pode fazer a teu lado, para que possa confiar em ti, e tu nele.
Ele desejará te ver por seu próprio interesse.
A ele lhe agradaria estar a teu lado por seu próprio interesse, porque ele te usará para sua própria causa, e ele sabe que tu o utilizará para a tua.
Ele te abraçará por seu próprio interesse, porque ele gosta de te abraçar, porque espera que tu o abrace, porque ele não pode abraçar a si mesmo.
Ele te beijará porque ele gosta de te beijar, porque espera que tu o beije, porque ao te beijar tu o beijará.
Ele buscará te satisfazer por seu próprio interesse, porque ao te satisfazer ele satisfará a si mesmo, porque ele se sentirá bem se consegue te satisfazer. Ele buscará te satisfazer porque teu orgasmo o levará ao seu, porque a atividade auto-erótica nunca poderá ser tão satisfatória como uma relação sexual real, porque com uma fantasia ele nunca poderá reproduzir seus genes.

Ela não te convêm, porque ela te buscará, compartilhará, acompanhará, respeitará, entenderá, compreenderá, confiará, protegerá, questionará, criticará, guiará, influenciará, ensinará, surpreenderá, apoiará, alegrará, satisfará, incitará………, por seu próprio interesse.
Ela te amará por seu próprio interesse, e tudo o que faça por ti, em princípio, é algo para ela mesma.
Ela não te convêm, porque se ela chega a te amar, será apenas porque tu, em grande medida, representa seu próprio interesse. Ela ama seu interesse, e apenas por isso te amará, porque neste ponto de alguma maneira tu já formará parte dela, será parte de seu interesse e de sua causa, porque inevitavelmente tu já formará parte de seu Eu.
Ela apenas poderá chegar a amar a pessoa que consiga chegar a seu Eu, ao centro de seu ser, ao centro do que é mais importante para ela, ao centro de onde gira sua própria existência.

Se ele demonstra que te ama é porque tu representa seu interesse, e ele ama seu interesse. Então ele com estas demonstrações a ti, em realidade, demonstra apenas o amor que ele tem por si mesmo. Ele entende e compreende que tu também só ama e te importa com tua própria causa, e que ao compartilhar sua vida a teu lado ambos se utilizarão, e assim beneficiarão suas próprias causas de uma maneira natural, livre e
sincera.
Eles não tem convêm, porque são;
Egoístas e selvagens.

Ele e ela.

Outono de 2014.