[MÉXICO] Terceira Entrevista a Individualistas Tendendo ao Selvagem: A Mentira Sempre Tem Pernas Curtas

Tradução de uma entrevista de ITS concedida no ano passado à revista política “Siempre!”. Contando com esta já seriam três entrevistas realizadas pela a mídia tradicional ao grupo eco-extremista internacional.

A entrevista foi publicada na revista impressa e no site da empresa jornalística mencionada, embora não de forma completa. Maldición Eco-extremista a publicou inteira e sem cortes e Espectro realizou e nos envio a tradução ao português.

É importante mencionar que desde a publicação da entrevista (2017) ITS se expandiu ainda mais pelas Américas e inclusive pela Europa, com o surgimento de grupos na Grécia, Reino Unido e Espanha. A onda de violentos ataques e mortes também não se deteve.

Vale também ressaltar que apoiamos completamente a decisão de ITS de utilizar a mídia tradicional para emitir a sua mensagem anti-humanista de vingança. Porque não há propaganda “boa” nem “má”, existe apenas a propaganda em si!

1. – Desde quando o grupo existe e em quais outros países operam?

Em 2011 “Individualidades tendendo ao selvagem” (Its) começou a operar, levando a cabo ataques contra centros de pesquisa científica, universidades, entre outros, nos municípios do Estado do México, nas delegações da Cidade do México, em Hidalgo, Morelos, Guanajuato, Veracruz e Coahuila.

Cabe destacar aqui que desde o ano de 2011 até então nós passamos por várias fases, por exemplo, em 2014 formamos um grupo chamado “Reação Selvagem” (RS) junto com uma dúzia de grupos que aderiram ao projeto, operando no Estado do México, Cidade do México e Tlaxcala, deixando de lado o nome “Its”. Já em 2015 RS foi dissolvido para que cada grupo continuasse o seu caminho sem estarem necessariamente unidos.

Em 2016 renasce “Individualistas Tendendo ao Selvagem” (ITS), e até agora temos presença na Cidade do México, Estado do México, Coahuila, Chihuahua e Jalisco. Este novo ITS tem como um de seus objetivos a expansão internacional desta tendência, portanto, em fevereiro deste mesmo ano, grupos de ITS surgiram no Chile e Argentina. Em Santiago, capital chilena, um grupo de ITS incendiou uma máquina do tipo “Metrobus” em plena luz do dia e com passageiros ainda dentro, e embora não houveram feridos, o ataque foi o terrorístico sinal da chegada do eco-extremismo ao sul do continente. Neste mesmo mês, mas em Buenos Aires, capital argentina, um grupo de ITS detonou um artefato explosivo nas imediações da Fundação Argentina de Nanotecnologia, realizou várias ameaças a cientistas e abandonou um pacote-bomba em uma estação de ônibus. Em agosto de 2016 o eco-extremismo chegou ao Brasil, um grupo de ITS detonou uma panela de pressão cheia de pólvora negra no estacionamento do centro comercial Conjunto Nacional, em Brasília.

Devemos reconhecer que nestes anos de atividade o Eco-extremismo teve cúmplices, afins de sangue aderidos à tendência do Terrorismo Niilista, defendida e representada pelas Seitas Egoarcas na Itália. Também surgiram vários grupos na Alemanha, França, Finlândia, etc., que embora não se digam eco-extremistas, compartilham o discurso visceral contra a civilização e o progresso humano, melhorando com isso a “bandeira” do individualismo.

Como é possível ver, não somos um grupo novo que saiu do nada, temos um histórico e as autoridades federais sabem disso, só que nunca nos reconheceram de maneira direta porque não lhes convém e, claro, a grande maioria dos meios de comunicação dissemina a verdade “oficial”, embora esta sempre feda.

2. – Qual é o objetivo de vocês para formar um grupo desse tipo e o que realmente estão buscando?

Individualistas Tendendo ao Selvagem é um grupo de pessoas anônimas com conexões internacionais unidas para fins criminosos, ou seja, somos uma Máfia.

ITS é um grupo com vistas à destruição e ao caos na civilização, detestamos e rechaçamos cada aspecto da vida civilizada, artificial e industrializada que é imposta à Natureza Selvagem. ITS é a vingança esquecida que nossos antepassados nos deixaram. Há séculos atrás os antigos reagiram violentamente contra a chegada dos ocidentais, mas também reagiram da mesma forma contra a chegada das civilizações mesoamericanas. Os nativos caçadores-coletores nômades destas terras nunca se renderam e muitos preferiram morrer ao invés de se submeter a modos de vida alheios às suas culturas. Na ITS nós resgatamos essa resistência selvagem, agora nós reagimos violentamente contra qualquer indício de civilização como fizeram os nossos antepassados mais antigos. ITS é apenas a expressão de algo maior, ITS é também a chuva que inunda cidades, é a avalanche que soterra vilas inteiras, são os raios que acertam infraestruturas alheias ao ambiente, é o terremoto que inesperadamente põe tudo abaixo, é o ataque da onça contra a sua presa, é o belo canto do faisão, o vôo do condor, o nado das tartarugas marinhas, as ervas que saem do pavimento rachado das pestilentas cidades. Todos nós temos um assassino primitivo no fundo de nosso ser, e nós o deixamos sair e isso surgiu e não iremos parar, porque o eco-extremismo é apenas uma expressão do Selvagem, ITS é um grupo de indivíduos com um objetivo comum mas, por si só, o Selvagem sempre prevalecerá.

Cabe ressaltar que nós não queremos voltar para as cavernas, não queremos voltar a ser primitivos como o homo sapiens, e qualquer um que diga isso é um idiota e não leu nada do que nós escrevemos. Isso é ITS, e nós realmente não esperamos que muitos entendam isto, poucos o fazem.

3. – Por que utilizar o crime como um meio para resolver conflitos? Por que ir ao extremo de atentar contra a vida das pessoas? Não há outra saída?

Para nós não há saída pacífica a isto, não há ofertas com ninguém, não há acordos nem negociações, o que estamos vivenciando é uma Guerra entre o civilizado e a Natureza Selvagem. Por acaso há outra saída para as milhares de árvores que são cortadas diariamente pelas mãos humanas? Por acaso houve outra saída para os animais selvagens marinhos presos nas redes dos pescadores legais e ilegais? Por acaso houve outra saída para os nossos ancestrais que foram expulsos de seus territórios e massacrados séculos atrás pelos ocidentais que vieram para “nos conquistar”? Por acaso houve outra saída para a Terra devastada pela extração de minérios das grandes indústrias? Por acaso há outra saída a toda esta loucura civilizada? CLARO QUE NÃO. O humano moderno segue crendo que é o umbigo do universo, segue se sentindo deus e dono de tudo ao seu redor, embora a sua existência signifique para o universo uma total insignificância. Nós, ITS, aceitamos que somos parte do ser humano moderno, só que nós nos demos conta de que ainda somos parte da Natureza Selvagem, porque quando vemos um rio contaminado sentimos raiva, quando vemos máquinas perfurando a Terra nos gera tristeza, quando vemos milhares de carros indo e vindo nas fedorentas cidades sentimos ódio, quando vemos o avanço da mancha urbana sepultando ambientes inteiros sentimos repúdio, quando lembramos que os antigos morreram lutando contra os civilizados a única coisa que sentimos é o desejo de reivindicar a sua vingança e continuar com a sua guerra, e o crime é o punho com o qual batemos. Dizem por aí que em um país cheio de ladrões ser um criminoso é motivo de orgulho, por isso tomamos para nós estas palavras.

Deve-se notar que a nossa causa não é nobre, não é de justiceiros se acaso pensaram isso em algum momento, ITS é um grupo politicamente incorreto de criminosos, defensores amorais do Selvagem, assassinos do que é ocidental e não lamentamos dizer isso porque aprendemos com isso, com o Selvagem. Somos indiscriminados como os terremotos e as inundações, somos bestiais como as onças atacando e discretos como as raposas espreitando.

4. – Existe alguma pessoa ou grupo que patrocine vocês ou algum grupo que esteja com vocês?

Dentro do que chamamos de Máfia Eco-extremista existem vários grupos que, certamente, não são parte de ITS e não tem relação conosco, mas que lideram diferentes projetos de propaganda teórica, porém não há patrocínio de ninguém. São vários os grupos que editam as revistas, escrevem textos com bases filosóficas e antropológicas (principalmente), criam blogs, traduzem artigos, estão a par do que acontece, e mantém isso em um constante fluxo de atividade. Por exemplo, os nossos comunicados estão traduzidos ao inglês, italiano, português, tcheco, polaco, alemão, francês, turco, romeno, grego, galês e até mesmo em hebraico. Isso é a prova de que nossas palavras e atos têm se estendido também graças a todos aqueles e aquelas que simpatizam com a nossa tendência, mas, novamente, estes grupos NÃO tem nada a ver com as atividades de ITS.

5. – O que vocês se consideram? São anarquistas? Qual é a filosofia de vocês?

Não, nós não somos anarquistas. O anarquismo é bastante recente em comparação com o que defendemos. Te digo que naquela época do Iluminismo muitas das ideias liberais começaram a florescer na Europa, houve uma em particular que aquelas velhas massas proletárias se apegaram muito (além do Marxismo), especialmente por suas demandas idealistas, foi assim como o anarquismo teve seu auge no século XIX. Naquela época as pessoas sonhavam com um amanhã melhor, devaneavam em trabalhar no hoje para a “revolução” futura, algo que nunca chegou a ser plenamente realizado devido aos “obstáculos” que os estados colocavam no caminho ácrata. E se esta “revolução” por acaso tiver chegado ela se transformou em algo completamente diferente das ideias originais. É engraçado porque os anarquistas quase sempre eram tão estupidamente nobres que até mesmo deixavam o caminho livre para os comunistas, e então eles se apoderavam de suas realizações e se atribuíam de seus trabalhos, assim aconteceu na Ucrânia, Rússia, Cuba, Espanha e até mesmo aqui, em Veracruz, durante o movimento arrendatário, mas estas são outras histórias.

Voltando ao assunto, o anarquismo é uma daquelas ideias nascidas das demandas progressistas de “liberdade, igualdade e fraternidade”, demandas que nós desprezamos completamente, uma vez que a “liberdade” já não existe nesta era, é uma palavra e prática morta, alguns tolos quiseram se apegar a seu cadáver, mas cedo ou tarde acabam fedendo junto aos restos podres da história. A “igualdade” é um mito, tampouco existe, nada é igualitário, e se alguma vez fosse, o mundo seria uma cópia fiel do romance de Orwell ou pior ainda, do de Huxley. A “fraternidade” é uma questão relativa, mas quando os progressistas a invocam quase sempre se referem a uma fraternidade ou solidariedade com o “próximo”, o que é asqueroso. Como você pode ser fraterno com alguém que você não conhece? A solidariedade promiscua é o que o sistema quer que pratiquemos para que ele siga adiante, porque quanto menos problemas sociais existirem tudo irá segundo o planejado. O sistema precisa de menos crimes, menos corrupção, menos discriminação, menos discussões entre diferentes grupos sociais para que a civilização siga de pé, é por isso que a mídia dissemina tanto esse mito da igualdade, da não-violência e contra a divisão, e é por isso que nós repudiamos a igualdade e somos violentos, porque somos desses humanos que resistem em ser ovelhas do rebanho, somos a contrapartida deste sistema, nossos instintos assassinos voltaram dos lugares mais hostis habitados pelos selvagens. Então, com os nossos ataques estamos honrando a memória de Guerra dos antigos, estamos levando o caos e a destruição a uma civilização que declarou guerra não só a nós, mas a toda a Natureza Selvagem. O vírus do humano moderno se estende, eles destroem bosques, contaminam rios, envenenam a Terra, roubam minerais, vagueiam sem rumo, invadem ambientes, modificam sementes, etc. Eles têm visto a devastação que causaram na Terra e buscam por novos planetas para habitá-los no futuro; o sistema tecno-industrial tornou-se extremista, então por que não reagir da mesma maneira contra todo este lixo? ITS faz isso, reagimos na forma de atentados porque isso é uma Guerra, porque embora aceitemos que somos humanos modernos temos dentro de nós a chama da confrontação selvagem.

ITS não se define ideologicamente, nós representamos uma tendência chamada “Eco-extremismo”, que é anti-política, amoral, suicida, indiscriminada e seletivamente terrorista, pessimista, anti-revolucionária, que realça as crenças pagãs ancestrais anti-cristãs, levanta o nome da Natureza Selvagem, ridiculariza até não poder mais a demência dos valores humanistas, rechaça categoricamente o progresso humano, e não tem problemas em cair em supostas “contradições” no discurso, por exemplo, no uso da internet para realizar propagandas. Tudo está justificado, nesta guerra se vale de tudo.

6. – Como operam? Realizam algum tipo de atividade para conscientizar as pessoas sobre cuidados com o meio ambiente ou seus atos são destinados unicamente, como afirmado à imprensa, a aterrorizar, ferir ou assassinar?

A verdade é que não nos interessa “conscientizar” as pessoas, não somos revolucionários nem nos interessa que as pessoas “despertem” de seu sono letárgico. A massa gosta de viver entre seus próprios excrementos e bem, você perguntaria, e porque então publicar comunicados, propagandas e responder a entrevistas se não querem conscientizar os outros? E a resposta é fácil. Sabemos que há individualistas como nós em alguma parte desta bonita Terra, e sabemos que são muito poucos, estes atos são um eco que chegam a eles, que talvez os inspirem a realizar atentados como nós. Os comunicados nós publicamos não para ganhar adeptos ou para chamar a atenção para a contaminação (por exemplo), mas para reivindicar egoisticamente os atos que são nossos, ITS não permitirá que outros se responsabilizem pelo que temos feito ou que as autoridades afirmem que foi a delinquência comum, NÃO, os atos que fazemos são unicamente nossos e escolhemos um acrônimo na União de Egoístas para gerar uma ferida em nossas vítimas, queremos aterrorizar porque isso não responde a nenhuma demanda política, é apenas por seguir o impulso animal-primitivo e impô-lo sobre o civilizado.

7. – Como vocês escolhem as suas vítimas? Vocês tem contato com elas antecipadamente ou simplesmente as escolhem aleatoriamente?

Depende, o especialista em biotecnologia Ernesto Méndez Salinas assassinado em Cuernavaca, nós o seguimos durante semanas, até que metemos uma bala em sua cabeça em 8 de Novembro de 2011, enquanto ele dirigia a sua camionete por uma das vias mais famosas da cidade.

Com o vice-reitor da Tec de Monterrey aconteceu o mesmo, alguém nos disse que ele viajaria de Monterrey a Chihuahua para um assunto de família, e quando ele saía de uma igreja nós o caçamos e o matamos em Fevereiro deste ano, embora devamos dizer que por uma falha na pistola utilizada não pudemos disparar contra a sua esposa, então decidimos apenas tomar a sua bolsa para que ela não chamasse a polícia, mas se não fosse por isso a sua esposa teria tido o mesmo destino que o seu marido. Foi por isso que as autoridades de Chihuahua disseram que havia se tratado de um roubo, mas eles sabem que não foi apenas isso.

Já o casal que matamos no Monte Tlaloc nós os matamos apenas porque se encontravam no caminho. Originalmente íamos pelos madeireiros, os quais nunca apareceram, apenas estes dois transeuntes “amantes da natureza”. Nós não queremos ver humanos nos ambientes ameaçados por eles mesmos, então os madeireiros, campistas, exploradores e assim por diante também estão na lista. O mesmo aconteceu com a mulher assassinada na Cidade Universitária, já dissemos na entrevista com a Rádio Fórmula porque a matamos, não precisamos dizer mais nada a respeito.

O que queremos deixar claro é que nós não temos uma maneira específica de atacar, da mesma forma que podemos colocar uma bomba em um shopping para que fira a todos aqueles e aquelas que estejam perto do artefato, nós podemos também matar a um cientista especializado e podemos atacar por todas as partes, desenvolvendo-nos prazerosamente no ato de atentar, desfrutando do momento e gerando nervosismo, Caos e desestabilização.

8. – Por que agir dentro da UNAM? Há alguma conexão com algum outro grupo, por exemplo, com o que tem ocupado o auditório Che Guevara?

A UNAM é o berço do progresso, a partir dali são concebidas as mentes do futuro, que estão sempre pensando em melhorar o lixo que está deixando a espécie. A UNAM, a Tec de Monterrey, qualquer universidade pública ou privada, qualquer centro educativo, todos tendem à artificialidade, é por isso que merecem pacotes-bomba, incêndios, balas, terror e morte.

E sobre o auditório Che Guevara, queremos deixar bem claro que nós desprezamos esse lugar tanto quanto nós desprezamos o progressismo. Dentro deste okupa se escondem um bando de hippies fedorentos revolucionários que enchem as suas sifilíticas bocas com álcool, inalam e fumam drogas enquanto dizem que são “livres”, enquanto pagam de fodões, sempre se esquivando da ideia de que também são fantoches; este tipo de gente é o pior lixo. São estas pessoas que estão a favor do progresso humano, mas de uma maneira diferente, não se dão conta de que estão iludidos, mas ainda sim se sentem os mais radicais. Há tempos a comunidade universitária tem os “convidado” para que abandonem a CU, os estudantes bunda mole fazem marchas e entre todas as suas razões para expulsá-los dali dizem que é porque dão “má imagem à UNAM”, que “quando passam fedem à maconha”, rá! Sabem o que vemos aí? Primeiramente, vemos a eterna luta entre “moderados” ou “ultras” da greve de 99 (com muitas nuances claras), e segundamente, vemos a hipocrisia feita realidade, de um lado os “okupantes” se fazendo de coitadinhos, e do outro os estudantes julgando a seu próprio reflexo, como se eles fossem abstinentes. Enfim… Nós não tememos a relação com eles nem com nenhum okupa, organização, nem grupo anarquista, marxista, nacionalista ou de qualquer tipo, pois o que defendemos vai contra o que eles acreditam.

9. – Estamos inevitavelmente em um ano eleitoral, e há quase um ano uma mudança no comando presidencial, há alguma conexão entre suas ações e isso?

Repito, nós não temos ideologias políticas, o que defendemos vai além da política, então pensar que o que fazemos tem um fundo político é repetir o mesmo coro conspiracionista de 50 anos atrás.

10. – Há algo a mais que vocês crêem importante destacar na entrevista?

Nada. Apenas acrescentamos que seguiremos com o que fazemos, nada disso acabou, as autoridades e certos meios de comunicação podem até se fazer de desentendidos e dizer que o que fazemos é falso ou que não fomos nós quem fizemos, não nos importamos, há apenas que enfatizar uma coisa, a mentira tem pernas curtas…

-Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS)

(Roma Infernetto – “Mundo Merda”) – Profanação e Devoração

Recebemos via email de “Espectro” a tradução do texto “Profanazione e Divorazione” escrito por um membro da feroz Seita do Niilístico Momento Mori.

Pelo terrorismo indiscriminado e seletivo!

Morte à sociedade tecno-moral e à moral do ataque!
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Fragmento niilista que dedico a um “defunto” inimigo meu.

Por mim.

Ajoelhe-se diante de mim.

Tu te estiras e te alargas em uma posição raquítica.

Cuspo sangue negro, bílis da efusão.

Cuspo meu líquido venenoso contra meu inimigo.

Estás preso.

Capturado vivo, respira morto.

Morto estavas antes, com sua vida inútil, na necessidade de Minha paixão.

Aprisionado por uma armadilha que entreguei a ele.

Como uma aranha que tece sua teia para capturar a sua presa.

A fria nacessidade estratégica e a ardente Paixão para avançar neste “mundo morto”.

União de elementos, partículas venenosas de Egolatria, que se juntam e se chocam entre si, formando-se e destruindo-se.

O Criminoso Niilista é um animal feroz em uma sombria metrópoli.

Empobrecida carne viva e apodrecido interior.

Ele recebe horror pela humanidade decadente e sente Terror.

Está de frente e de joelhos: aflito desde o nascimento de seu atributo de limitação à sociedade honesta e correta.

Estavas equivocado.

O que pensava, que pensavas, viu-o como um absoluto no absoluto de tua condição.

Estás confundido, o que pensava, o pensavas, falsificaste tua vida e tua vitória de maneira geométricamente perfeita.

Precipitado em minha cova clandestina:

Agora és um morto errante.

Queria, já sabes, não duvidar… de ti mesmo.

Pensar e sentir, cheirar como um animal selvagem, em meio a espelhos simulados do ser humano mortal.

Não espelho nem reflito o sentido dado às coisas, mas romperei e esmagarei a certeza absoluta.

Me afundo com o veneno abismal, na profundidade solipsista de Meu inferno exclusivo.

Abro o abismo, hermético e infinito, e vejo uma parte superior, vertigem que suga aspectos infinistesimais da vida e da morte, o desejo do sentido morre a partir de uma esplêndida vida linear.

Não há um bocejo “comum”, aqui, em Minha cova clandestina, está o desejo de aniquilar a vida que capturei.

Cérbero está a meu lado.

O cachorro infernal de três cabeças.

Uma invocação caótica a suas bocas infernais.

Elementos unindo-se e encontrando-se, se liquifazem e misturam-se com a forma da sombra maléfica que persegue a meu corpo.

Tenebrosidade da noite que obscurece o conhecimento do raio limpo da paz.

É uma oração esquizofrênica, e uma petição de prazer e dor, sublime agonia pela morte de meu Objetivo Egóico.

“O cão do inferno expulsa seu esperma venenoso sobre meu inimigo, desejo o mal que aniquila a moral, teu julgamento para um ser humano infeliz que Agora está de frente para mim”.

Profanação de um corpo.

Devorando seu “sopro de vida”.

Um membro da Seita do Niilístico Momento Mori

Roma Infernetto – “Mundo Merda”