A Guerra de José Vigoa: Um Breve Discurso Sobre o Método Eco-extremista

Extraído da primeira edição da Revista Atassa.

A coisa mais notável que o eco-extremismo empreendeu durante o ano passado foi a sua maior clareza na organização. Embora o seu modo de atacar sempre tenha sido pequeno, disperso e reservado; e embora tenha sempre renunciado ao discurso revolucionário ou à discussão de um “movimento”, apenas uma ruptura ressonante poderia deixar claro que o ethos do eco-extremismo é diferente daquele dos anarquistas e outros terroristas radicais. Em comparação com o ativista, o eco-extremista busca emular o criminoso. Em vez do Partido, o niilista individualista constrói uma “sociedade secreta” (muitas vezes secreta mesmo entre eles). Em vez de um movimento, aqueles que realizam a defesa extremista da Natureza Selvagem defendem uma máfia. Se o surgimento do eco-extremismo sinaliza a travessia da ponte para sair da Terra do Progresso e do Iluminismo, a nova etapa do manejo da selvageria está incendiando esta ponte e observando-a arder.

Claro, existem razões teóricas para isso. Para realizar ações eco-extremistas, os próprios atores requerem uma maior autonomia e anonimato, assim como os delinquentes. O liberal, o esquerdista, o anarquista, o anarco-primitivista defendem ações que outros podem emular e proclamar como o Crucificado no Evangelho: “Vá e faça o mesmo”. Querem “produzir em massa” um curso de ação e comportamentos desenvolvidos para se adaptar a todas as situações e contingências possíveis. Tudo é em “código aberto” e para que todos vejam. Isso responde a sua necessidade do ethos democrático, sua Fé no Povo, seu Dogma da Bondade Fundamental da Natureza Humana. Mesmo os mais compreensivos leitores híper-civilizados param na literatura eco-extremista e se perguntam: “Mas o que eu devo FAZER? Como posso aplicar isso a MINHA PRÓPRIA VIDA?, etc.,” Se você tiver que se perguntar, então não há resposta no seu caso.

O eco-extremista é um oportunista. Ele é um individualista. Não existe um molde eco-extremista assim como há um molde comunista, anarquista ou primitivista. Cada um é diferente, assim como cada crime é diferente. O ativista moderno busca limitar o caos e a contingência: o eco-extremista conta com eles, e até mesmo prospera neles. As massas de ativistas híper-civilizados, desde os pacifistas até os Black Bloc, buscam se mover como uma coluna de tropas napoleônicas, com disciplina, objetivo comum e com uma força que confronta o Estado em uma situação de “duplo poder”. Estes são tão fortes quanto o seu elo mais fraco. A ação eco-extremista é a guerra de guerrilha no sentido pleno do termo: não apenas na prática, mas também no propósito. O eco-extremista, como o criminoso, luta apenas por si mesmo, em benefício próprio, e com os que mesmo longe lutam de maneira similar; aqueles que buscam igualar seus atos baixo as suas próprias circunstâncias.

É por isso que o eco-extremismo é a “pedra de tropeço e rocha que faz cair, porque tropeçam com a palavra” (1 Pedro 2: 8). Mesmo aqueles que simpatizam, esses líderes de torcida de esquerda que querem ser um pouco mais militantes e pensam que algumas poucas palavras em apoio a ITS aumentam a sua credibilidade com “pós-esquerdistas”, não entendem este primeiro princípio eco-extremista. O eco-extremismo não se trata de algumas poucas palavras militantes que estimulam a conversação, ou uma forma ligeiramente mais violenta de pessimismo passivo que permeia nos círculos intelectuais progressistas, se é que são honestos. O eco-extremismo é uma cumplicidade conspirativa, uma afinidade violenta e uma simpatia que leva à ilegalidade. O eco-extremismo não é outro ídolo ideológico que alguém tem no altar junto com o anarquismo insurrecional, o anarco-primitivismo, o eco-anarquismo, o niilismo passivo, etc. O eco-extremismo é o rompimento dos ídolos, até mesmo o ídolo da “autorrealização” e “autonomia” dentro da podre civilização tecno-industrial. É o zelo santo do fanático frente as blasfêmias contra a Natureza Selvagem, o desejo ganancioso da violência contra a vítima híper-civilizada e a singular paciência necessária para atacar o inimigo no momento oportuno. Qualquer semelhança com as ideologias que o precederam é superficial, na melhor das hipóteses.

Para irmos além, tomaremos algumas lições da vida de um guerrilheiro/criminoso moderno, alguém que teve opiniões semelhantes sobre a legitimidade da atividade criminosa em uma sociedade corrupta. Falamos aqui de José Vigoa, ex-Spetsnaz (NdT1), possível oficial da inteligência cubana, traficante de drogas e ladrão de cassinos que era o terror nas ruas de Las Vegas durante os anos de 1999 e 2000. Durante esse tempo, ele e seu pequeno bando roubaram alguns dos maiores cassinos de Las Vegas, incluindo o MGM e o Bellagio. Vigoa também matou dois seguranças de um carro forte que tentavam dar uma de heróis durante um roubo. Não nos debruçaremos sobre os detalhes biográficos de Vigoa aqui, apenas citaremos passagens do fascinante relato de John Huddy, “Storming Las Vegas: How a Cuban-Born, Soviet-Trained Commando Took Down the Strip to the Tune of Five World-Class Hotels, Three Armored Cars and Millions of Dollars”, e comentaremos sobre isso, conforme for o caso. Com isso, buscamos aprender com as regras do compromisso e esclarecer como o ataque individualista acontecerá a partir de agora no futuro. O futuro, tanto quanto se pode falar dele, pertence ao individualista, ao caos e a amoralidade.

“Não é que José Vigoa pense bem na determinação dos guardas da Brinks, já que estragaram o que poderia ter sido o seu roubo de aposentadoria. “Estúpidos heróis, merda!” , pensa Vigoa enquanto dispara fogo pesado contra os guardas e se retira ao rodeio que o espera. Vigoa se surpreende que os homens mal pagos da Brinks lutem. Se não fosse pela linha de fogo que veio contra ele e o gringo louco que atirou por cima do baú, Vigoa diria na cara deles o quão absurdos são: eu não estou tentando roubar seu dinheiro, ou faltar-lhe com respeito, ou roubar algo de sua família. Quero pegar o dinheiro dos donos gordos do cassino, do porco que tem milhões e milhões e explora seus empregados com salários de merda.” (16)

Intrépido, Vigoa realiza uma reunião pós-missão e anuncia uma nova política: “Da próxima vez nós disparamos primeiro e não faremos perguntas a ninguém. Não perguntarei aos guardas por seus malditos relógios. Todo mundo quer ser um herói neste país”. Vigoa escreve mais tarde em seu diário: “No meu mundo, você é o caçador ou o caçado. Las Vegas faz isso, Vigoa aceita.” (22)

A abertura do livro descreve um robusto roubo de veículos blindados no Desert Inn Hotel de Las Vegas, quando Vigoa e sua equipe abriram fogo cedo demais para que os guardas entregassem o dinheiro, permitindo assim que eles devolvessem os disparos e se defendessem. Isso seria um problema na onda de crimes de Vigoa: que os pobres guardas que tinham tudo a perder e nada a ganhar, com as balas revidadas defendiam o dinheiro de seus chefes de qualquer maneira. Talvez aqui vejamos que os “híper-civilizados”, longe de serem inocentes ou explorados, sustentam um sistema injusto por algum senso de orgulho ou hábito. A civilização não suprime os instintos animais, mas aproveita-se deles para os seus próprios fins, e neste caso, para defender o conceito de propriedade privada e o “trabalho bem feito” do trabalhador honesto. Poderia haver mais provas de que os híper-civilizados nunca se voltam contra o sistema tecno-industrial? (16)

“Os roubos e as táticas de pequenas unidades utilizadas pelo grupo lembraram a polícia de seu próprio treinamento. Os veteranos da Marinha e do Exército reconhecem as táticas de guerra de guerrilhas das Forças Especiais. O agente especial Brett. W Shields do FBI percebe que o bando usava as doutrinas clássicas dos comandos: (1) inserção clandestina, (2) combate breve e violento, (3) fuga rápida e (4) retirada rápida e enganosa. A polícia percebe que eles estão contra um criminoso organizado e tão colorido e letal quanto qualquer valentão da velha escola, mas que possui uma inteligência excepcional no campo de batalha, poder de fogo moderno e sofisticadas táticas de pequenas unidades.” (25)

Esta “militarização” da atividade criminosa é um tema comum em nossos dias, como veremos mais adiante.

“O que Vigoa chamava do Demônio Feroz estava sacudindo-o agora; logo estaria acordado. Vigoa poderia sentir a sua força bruta e o calor acumulando forçar por todo o seu corpo. Uma vez que ele havia temido o sentimento, pensou que era o que o havia atraído para a vida do crime e brutalidade, mas Vigoa sabia melhor agora. O Demônio Feroz era seu escudo e salvação, a força primitiva que o matinha vivo. Estava acordado e cada vez mais forte, e logo estaria livre para fazer o seu trabalho.” (104)

Esta passagem refere-se a um episódio no início da carreira de Vigoa, mas como muitos individualistas e selvagens de antigamente, Vigoa também tinha um espírito de orientação no combate. Para ser mais do que se pode fazer como um mero animal mortal, e para atacar, muitas vezes é preciso a inspiração de um espírito, de um demônio, como na crença grega antiga. Não é de surpreender que Vigoa acreditasse nisso, e pela qual o anarquista ou esquerdista zombaram disso, já que o poder destes vêm do povo segundo as suas crenças humanistas. Aqueles que aspiram a ações inumanas devem ter ajuda inumana.

Muitos traficantes também eram viciados e usavam seus lucros para sustentar os seus hábitos, mas Vigoa não. Sua abstinência não era moral, mas de vida e morte. “Você tem que manter o cérebro limpo”, advertiu a um de seus aliados. “Tem que estar em alerta em todos os momentos, mesmo quando esteja dormindo, fazendo amor ou com a sua família. Você tem que enxergar mais longe que os outros homens e em todos os cantos. Tem que ver nos corações dos homens. Você tem que ler os olhos do seu inimigo e saber que estão prestes a atacar, ou um dia eles tentarão te matar.” (106)

Vigoa ensina a sobriedade e vigilância pela mesma razão que os eco-extremistas: não por razões morais, mas por um propósito individualista. O objetivo do eco-extremista é o ataque, e os inimigos estão em todas as partes. A sobriedade e a vigilância são sempre necessárias. Alguns dirão que isso equivale ao ascetismo: que tal vida é um abraço desnecessário nas dificuldades para algum tipo de desfecho moral inverso. Nada poderia estar mais longe da verdade. O homem híper-civilizado espera ser defendido por sua tecnologia, seus edifícios e sua moralidade. Mesmo o mais amoral dos egoístas híper-civilizados baseia-se na civilização e suas pompas por sua “amoralidade”. A condição real do homem sem civilização é da constante vigilância: na selva, no bosque, na planície, e nos mares. Estamos tão separados de nossos sentidos e de uma vida de compromisso com as coisas selvagens, que acreditamos que uma vida de vigilância e sobriedade é uma vida de privação. A alternativa, no entanto, é a vida do animal do zoológico: não estamos sob nenhuma ameaça física porque vivemos em jaulas. Pelo menos, o eco-extremista resiste à vida na jaula, embora seja apenas para atacar e voltar a lutar outro dia. A alternativa é tentar encontrar a liberdade dentro da jaula, o que é um absurdo.

“De certa forma, o desaparecimento de Pedro foi algo bom”, diz Vigoa mais tarde. “Nos colocaram a prova. Depois que Pedro foi expulso do estacionamento, não nos desmoronamos nem nos deixamos entrar em pânico. É assim que é no combate real. Sempre há surpresas. Nada nunca acontece da maneira que se supõe que irá acontecer, e o plano é apenas o primeiro passo. Sempre haverá um refluxo e fluxo na luta. É como você reage às surpresas que importam. Nós fizemos bem.” (146-147)

O contexto para esta reflexão é o roubo do MGM que o bando de Vigoa realizou, e a lição aqui é óbvia. Sigamos adiante.

“Embora não seja o assalto mais lucrativo, o roubo ao Mandalay Bay será o modelo seguido pela quadrilha nos assaltos, sem resistência, e exatamente segundo o plano. O roubo atual dos dois guardas do Brinks leva menos de um minuto, e a fuga ainda menos tempo. Para quando a polícia chegar, os atiradores já tem desaparecido faz tempo. Ninguém sabe exatamente em que direção fugiram os suspeitos, as descrições do veículo de fuga variam, algumas testemunhas descrevem os bandidos como homens negros e não há evidências balísticas nem impressões digitais.” (186)

Este é um bom resumo das táticas do bando de Vigoa, que focou na velocidade e na precisão na hora de realizar os seus roubos e fugas.

“Como um tubarão, Vigoa pensou que foi encorajado por um impulso primordial, até mesmo o vício fora de seu controle. Talvez seus roubos não fossem sobre o bem ou o mal, o dinheiro, a vingança pelas injustiças passadas, ou mesmo pela família. Eles eram sobre o poder, a violência, o perigo e a emoção da caça. Os tubarões fizeram o que fizeram sem arrependimento, e o mesmo fez Vigoa. A polícia não poderia compreender isso, pensou Vigoa. Não tem ideia de quem ou com quem estão lidando.” (158)

É estranho que todos os “anarquistas verdes”, apesar de seus esforços pela “reselvagização” e por seus estudos antropológicos dos povos primitivos, não possam entender o que um criminoso comum aprendeu tão bem. Ou seja, a violência não era um meio para um fim na vida “primitiva”, mas muitas vezes um fim em si mesmo: um modo de vida. A emoção da caça e do ataque não é absorvida pelo hippie reselvageado em nossos dias, mas pelo criminoso e o vândalo, com todas as suas contradições e egoísmos.

“No geral, talvez o bando de Vigoa nunca poderia trabalhar com a precisão dos comandos Spetsnaz, mas era possível ensiná-lo a obedecer ordens simples e executar os planos bem desenhados de Vigoa. Mais tarde ele escreveu: “Uma de minhas habilidades especiais, na guerra e no crime, era treinar meus homens duramente simulando a missão uma vez e outra, às vezes vinte ou trinta vezes. Não havia lugar para o erro. A polícia e o exército os descobrem o tempo todo, mesmo quando você treina bem haverá erros. No meu negócio, posso cometer cinco roubos bem sucedidos, mas se cometo um pequeno erro ou permito que meus homens sejam descuidados e indisciplinados, todos morreremos ou seremos presos e cumpriremos largas penas.” (161)

Aqui começa uma parte crucial no livro, onde Vigoa começa a descrever sua metodologia com mais detalhes. Aqui vemos que Vigoa, porque é um homem de ação, não tem nenhum problema em exercer a autoridade. Embora os eco-extremistas tendam a ser individualistas, eles não tem problema algum com a autoridade, já que é concebível que uma situação assim possa surgir onde um pequeno grupo se forma para realizar uma ação particular. Ao contrário do anarquista ou do esquerdista, a organização não é uma função da ideologia, mas da eficácia em uma situação apropriada onde a velocidade e a precisão são fundamentais. Portanto, o eco-extremismo não possui problemas com a autoridade.

E agora a equipe poderia recitar as Regras de Vigoa quase palavra por palavra:

– “Não falar durante um trabalho, exceto na hora de “gelar” a vítima (ordenando-a que jogue a sua arma). Silêncio absoluto entre os membros da unidade.

– Plano A: Desarmar os guardas. Plano B: Matá-los sem hesitar se resistirem.

– Vigoa, e apenas Vigoa dá as ordens de quando se retirar para o carro na fuga.

– O segundo veículo de fuga (tecnicamente conhecido como o primeiro carro de fuga) estará dentro da distância próxima do trabalho porque o condutor dentro do veículo foi ensinado a utilizá-lo como aríete (NdT2), e poderia danificar o primeiro carro na cena do crime.

– São necessários no mínimo três carros por trabalho. Estes veículos, além do primeiro carro de fuga – aquele cuja a placa todas as testemunhas anotam imediatamente, fazem um total de quatro carros por trabalho.

– A velocidade é essencial – um minuto e fora. (Quando Suárez começa a protestar que levará tanto tempo apenas para recolher o saque, Vigoa o interrompe: “Isto não é o cinema, menino, as pessoas tem telefones celulares, ligam ao 911, e os estúpidos [a polícia] sairão para fora de suas lojas de rosquinhas para uma pequena ação”.)

– Não se pode deixar nos estacionamentos dos cassinos os carros que serão utilizados, porque a segurança tem estado anotando os números das placas. Utilize estacionamentos de apartamentos.

– O caos é fundamental. (Vigoa diz a seu bando: “Quem sabe o que é modus operandi?”. Silêncio. “Bem, porque não temos um. Há que ser imprevisíveis. Isso é a guerra. Seja previsível e morra”).

– Não deixe nada para trás.

– Máscaras de esqui e roupa escura. Sempre use luvas. Utilize as máscaras até chegar ao terceiro carro de fuga.” (165 – 166)

Nestas regras, vemos novamente a ênfase na autoridade, velocidade e precisão. Mas também vemos um aceno ao caos. Os eco-extremistas buscam ser o caos, a Natureza Selvagem em uma sociedade domesticada e artificial. Eles tampouco tem modus operandi. Eles não querem nada da sociedade, exceto atacá-la, então seus métodos não são tão diferentes de seus fins: atacam pelo bem do ataque. Isso permite que eles sejam imprevisíveis como Vigoa procurou ser.

“Não quero matar ninguém em meus roubos. Não queria matar os guardas do shopping. Mas depois do Desert Inn, percebi que todo americano quer ser um cowboy. Chamo isso de herói de merda. Você tem que ser John Wayne, Mel Gibson e Bruce Willis, e se faz coisas estúpidas, me obriga a fazer o que faço, o que não é totalmente estúpido, porque para sobreviver eu vou explodir o seu maldito cérebro. Vou mandar você no trem para o inferno por um capricho. Meu capricho.” (223)

Esta passagem descreve o que aconteceu quando Vigoa e seu bando tentaram roubar um carro blindado e tiveram que matar os dois seguranças porque decidiram lutar. Mais uma vez, os híper-civilizados defendem a civilização mesmo quando ela não é de seus interesses materiais. Chame-os como quiser, mas eles não são amigos do individualista ou da Natureza Selvagem para o assunto.

“Eu não estava drogado ou bêbado, mas tinha certeza. Muito confiante. Era o clima da festa. Me senti bem e suave, quase em transe. Me senti invencível e foi então que baixei a minha guarda. Assim como os hotéis fizeram quando os ricos, advogados e contadores deram conta dos gangsters italianos difíceis”. (248 – 249)

Vigoa descreve aqui como estar com a guarda baixa o levou a sua queda. Durante seu roubo do Bellagio, Vigoa usava o chapéu errado e foi identificado pelas câmeras de segurança, mostrando seu rosto em todas os noticiários. Isso é também uma advertência contra a vida dupla: Vigoa era um homem de família e deixou que uma festa familiar o relaxasse demais e o fizesse perder o foco. Em última análise, por isso foi capturado: uma parte de sua vida dupla contaminou a outra.

“Em 3 de Junho de 2002, eu estava pronto para sair, pronto para fugir da prisão de Clark County pela noite. Seria um presente bom e definitivo meu para todos os agentes da lei, sem mencionar a publicidade para o DA (NdT3) e algo para manter as pessoas ocupadas com as notícias. Mas algo inesperado e não planejado aconteceu. Um amigo meu foi preso com vinho feito na prisão. A polícia me perguntou se poderiam entrar em minha cela por um segundo porque alguém foi preso com vinho, e a polícia queria saber se eu tinha alguma coisa. Eles olharam em volta e não encontraram nada. Estava trabalhando aquele dia na janela, fazendo o meu último trabalho, mas não tinha as placas de metal coladas ou muito bem disfarçadas, porque a busca nas celas foi tão repentina, e eu estava tão perto de fazer a checagem – e a nova correção oficial inexperiente descobriu meu trabalho por acidente. Foi um tiro de sorte.” (335)

Depois que Vigoa foi capturado, um integrante de sua equipe estava preparado para testemunhar contra ele em troca de clemência. Esta pessoa, no entanto, terminou pendurada em sua cela em circunstâncias misteriosas. Apesar de estar em isolamento a maior parte do dia, Vigoa estava tentando sair pelas grandes de sua janela e escapar. Isso demonstra o espírito indomável de Vigoa: mesmo quando estava prestes a ser condenado a prisão perpétua, ele ainda encontrou a possibilidade de tentar escapar.

O tom de nossa primeira e das subsequentes entrevistas é prático e até cordial. Mas quando Vigoa compara o tiroteio de Ross e as trágicas mortes na guerra, eu o interrompo. “Roubar as pessoas à mão armada não é guerra”, lhe digo. “Roubar as pessoas sob a mira de uma arma para se enriquecer e depois atirar nelas quando resistem é assassinato.”

O rosto de Vigoa escurece. Ele me olha duramente, e nos olhamos nos olhos. Há uma longa pausa e depois suspira. “Tem razão, não é guerra.”, diz Vigoa. “-Bem, talvez um pouco como a guerra. Na guerra não matamos apenas soldados, mas também pessoas inocentes. Mas às vezes um homem não tem outra opção.” Vigoa ainda está atônito porque os guardas do Desert Inn e do Ross arriscaram suas vidas pelo dinheiro de outra pessoa.” (354 – 355)

Quando é questionado pelo autor do livro, Vigoa resiste à moral híper-civilizada, e se nega a excluir o “inocente” em seus ataques indiscriminados. Mais uma vez, é muito revelador que ele entenda o que tantos “eruditos” não conseguem: que os inocentes não são tão inocentes assim, e que as pessoas “fazendo o seu trabalho” são justamente os que sustentam a civilização.

“José Vigoa é um exemplo do criminoso mais temido no futuro”, disse o xerife Bill Young. “Nas forças de segurança os EUA sabemos exatamente como lidar como o bandido de rua, mas estamos muito atrasados com os estrangeiros nascidos e treinados, que são inteligentes e não cometem delitos porque são viciados ou precisam de dinheiro para drogas. Estamos vendo cada vez mais esses caras em Las Vegas, particularmente no Oriente Médio, nos Estados Bálticos e na América do Sul. Seus valores são muito diferentes dos nossos, e o lado implacável que eles mostram deixa muitos policiais americanos atordoados. Muitos desses caras tem formação militar e são sofisticados e bem instruídos. Será necessário um esforço conjunto de nossa parte para lidar eficazmente com os José Vigoas do mundo”.

“A história de José Maual Vigoa Pérez acaba por ser a história do nosso tempo.” (364)

Assim termina o livro de John Huddy sobre um grande ladrão individualista que passará o resto de sua vida em uma prisão nos Estados Unidos. A partir desta passagem, fica claro que José Vigoa foi um pioneiro: um presságio das coisas por virem. Acredito que o eco-extremismo compartilha muitas das mesmas características que o xerife descreve aqui: pessoas que são treinadas (mesmo as que se autotreinam), indiscriminadamente violentas, bem instruídas e comprometidas com o empreendimento criminoso. À medida que a estrutura da sociedade continua a se desintegrar (no sentido institucional), e implacáveis em seus métodos. Isso, portanto, não é uma previsão, mas a leitura do inevitável. “As coisas desmoronam, o centro não aguenta…”

O eco-extremista é aquele que se entregou ao caos que ameaça a civilização tecno-industrial. Aprendem com José Vigoa, as tribos primitivas, companheiros terroristas, e qualquer um que possa fornecer exemplos sobre como conduzir uma guerra pessoal em defesa extrema da Natureza Selvagem, embora essa defesa seja apenas olho por olho, dente por dente.

Fonte:

Huddy, John. Storming Las Vegas: How a Cuban-Born, Soviet-Trained Commando Took Down the Strip to the Tune of Five World-Class Hotels, Three Armored Cars, and Millions of Dollars. New York: Ballantine Books, 2008

(NdT) Notas do tradutor:

*Forças especiais russas. Vigoa como soldado cubano foi treinado na antiga URSS, sob a doutrinação das forças de elite.

**Utilizar um carro como “aríete” é tomá-lo como uma arma para quebrar portas e penetrar obstáculos na fuga.

***District Attorney, o procurador.

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JOSÉ VIGOA: DADOS BIOGRÁFICOS

José Vigoa foi o maior assaltante de Las Vegas. Nasceu em 24 de Dezembro de 1959, em Caimito del Guayabla, Cuba. Ele cresceu sob o regime socialista implementado por Castro.

Aos 13 anos foi enviado para a URSS e lá ficou por 6 anos para receber treinamento militar.

Após terminar o treinamento de Spetsnaz, encabeçou um grupo armado de cubanos no Afeganistão que combateram contra os Talibãs enfrentando a União Soviética e seus aliados naqueles anos.

Após os confrontos Vigoa retorna a Cuba, mas logo depois decide sair do país e em 1980 chega a cidade americana de Las Vegas.

Sem oportunidades de emprego e se vendo numa plena crise de imigração que sacudia os Estados Unidos, se torna traficante, mas em 1989 é preso em uma operação especial da DEA, e é acusado de tráfico de cocaína.

Vai para a prisão cumprindo uma sentença de 7 anos e, em dezembro de 1996 sai baixo liberdade condicional.

Vigoa, fora da cadeia, sedento de vingança, começa a preparar um plano criminoso elaborado que o colocaria na história. Treina seus amigos no hostil deserto de Nevada (Oscar Cisneros, Luis Suarez e Pedro Duran), começa a juntar armas curtas e vigiar cassinos de luxo, hotéis caros e carros blindados que transportavam dinheiro destes mesmos negócios. Assim, a espetacular carreira criminosa de Vigoa dá seus primeiros passos:

– 20 de Setembro de 1998, Vigoa e seus homens assaltam o cassino MGM Grand, vão para a saída previamente vistoriada onde emboscam dois guardas armados que levam sacos cheios de dinheiro do mesmo cassino. Roubam suas armas e levam 1 milhão e meio de dólares em dinheiro vivo, além de cheques.

O trabalho é limpo, sem disparar nenhum tiro. Os ladrões fogem sem deixar pistas. A polícia ainda não sabe o que estão enfrentando…

– Outubro de 1998: O bando de Vigoa se faz passar por empregados e rouba 11 veículos de uma loja de aluguel de carros. Estes ao serem muito difíceis de rastrear seriam utilizados para escapar nos assaltos que tinham pensado mais adiante. Este é o maior roubo de carros de Las Vegas.

– 28 de Junho de 1999: Em uma tarde ensolarada, o grupo liderado por Vigoa embosca um par de guardas de um blindado que saía do cassino Desert Inn. Os guardas resistem ao assalto e começa um tiroteio onde os guardas são feridos. Nesta ocasião Vigoa e companhia partem sem um único dólar, e embora a fuga deles seja implacável, essa seria uma lição que os marcaria.

– Agosto de 1999: O famoso e luxuoso casino Mandalay Bay é roubado por um grupo de homens armados, desta vez o montante seria de 100 mil dólares em dinheiro, os responsáveis seria o bando de Vigoa que foge sem deixar pistas para a polícia.

– 03 de Março de 2000: Homens encapuzados emboscam um veículo blindado que saía de uma loja de roupas em Henderson, os guardas resistem ao assalto e Vigoa com um Fuzil AK-47 os assassina a sangue frio. A polícia procura desesperadamente os assaltantes e os assassinos, mas não há nenhuma pista.

– 22 de Abril de 2000: Pistoleiros roubam dois seguranças do luxuoso hotel New York New York. Levam milhares de dólares e, como em todos os casos, não deixam nenhuma pista conclusiva para as investigações da desmoralizada polícia de Las Vegas.

– Junho de 2000: Em uma operação que dura aproximadamente 1 minuto, três homens se dirigem aos caixas principais do famoso cassino Bellagio e com pistola em mãos levam todo o dinheiro que encontram. Vigoa dirige o assalto desde o bar e dá a ordem para abandonar o lugar. O centro de operações em segurança do cassino capta todo o assalto em suas câmeras de segurança, e alertam os guardas que logo seguem o carro onde fugia o bando de Vigoa. Este, percebendo a presença dos guardas, com um só disparo no pneu deles, os detém e consegue escapar.

O roubo do Bellagio foi de 200 mil dólares em dinheiro.

É aqui onde começa a queda do bando de assaltantes mais famoso de Las Vegas.

Após o espetacular assalto ao Bellagio, os mesmos proprietários do cassino forneceram as imagens das câmeras de segurança à polícia, que cederam a todos os noticiários. Assim, difundiram as imagens dos rostos dos ladrões em todos os veículos da época; o oficial da liberdade condicional de Vigoa o reconhece e dá informações à polícia que rapidamente começa a caçada.

– 07 de Junho de 2000: Vigoa é localizado saindo de um shopping center com sua família, e é seguido pela polícia. Ao perceber a presença da polícia, Vigoa acelera seu carro e começa uma feroz perseguição, a equipe da SWAT fecha a estrada fazendo com que Vigoa saia do veículo deixando sua família dentro dele, e fugindo a pé tentando despistar seus verdugos. Ao se ver encurralado Vigoa luta fisicamente com os policiais que tentam prendê-lo, os enfrenta, mas o número o supera. São necessários 4 agentes para imobilizá-lo e ele é preso.

Já na prisão, os juízes pensam em decretar a pena de morte a Vigoa devido os assassinatos dos guardas do Henderson, e após prender seu amigo Oscar Cisneros, obrigam-no a depor contra Vigoa, mas este amanhece enforcado e o caso se afunda, a única testemunha que iria depor contra Vigoa está morta, não se sabe se Cisneros decidiu cometer suicídio em vez de enviar a morte o chefe criminoso de seu próprio bando, ou se alguém o matou fazendo com que o fato parecesse um suicídio.

– 03 de Junho de 2002: Vigoa tenta escapar da prisão, mas é descoberto pelos guardas.

– 16 de Agosto de 2002: Vigoa é julgado e este se declara culpado de 43 acusações de crimes não graves e 3 acusações de crimes graves. O condenam a sentença perpétua, onde ele passa seus dias pensando em como escapar, se a vida o permite…

Lições Deixadas Pelos Incendiários

Extraído de Revista Regresión número 5.

“Somos a raiva incendiária de um planeta que morre”

A “Earth Liberation Front” ou “ELF” (“Frente de Libertação da Terra” ou “FLT”), foi considerada pelo Departamento de Estado e as grandes agências de investigação dos Estados Unidos, a ameaça de terrorismo doméstico mais importante daquele país.

Embora seus primeiros atos datem 1996, foi apenas no ano seguinte que seus atos começaram a se tornar mais destrutivos e saltaram a opinião pública.

Aqui está uma breve cronologia dos atos mais notáveis:

21 de Julho de 1997: a ELF ataca com um grande incêndio a empresa “Cavel West” em Redmond, Oregon. A empresa dedicada à venda de carne de cavalo sofre prejuízos de 1 milhão de dólares e nunca mais é reconstruída.

02 de Junho de 1998: o edifício do U.S. Department of Agriculture Animal Damage Control e o U.S. Department of Agriculture são incendiados em ataques coordenados pela ELF. Os prejuízos chegam a 1,9 milhões de dólares.

19 de Outubro de 1998: cinco edifícios e diversas propriedades de uma grande pista de esqui nas montanhas de Vail, Colorado, são reduzidas a cinzas por integrantes da ELF. Cinco dias antes o tribunal havia emitido uma permissão para que a empresa de esqui se expandisse pelo território do lince. Os danos alcançaram 12 milhões de dólares.

31 de Dezembro de 1999: um feroz incêndio acaba com a sala 324 da faculdade de Agricultura na Universidade Estatal de Michigan, em East Lansing. No edifício eram realizados experimentos para a expansão de sementes geneticamente modificadas. Os danos atingem 1 milhão de dólares. As investigações em biotecnologia estavam financiadas pela Monsanto e a USAID (Agencia Estadunidense Internacional de Desenvolvimento). A ELF escreve “Queima a Monsanto, Viva a ELF!”.

20 de Julho de 2000: Centenas de árvores geneticamente modificadas são destruídas por membros da ELF. Nas imediações do centro de pesquisa do U.S. Forest Service vários carros são pintados com slogans contrários à bioengenharia. Os danos são estimados em 1 milhão de dólares. Tudo isso em Rhinelander, Wisconsin.

Novembro e Dezembro de 2000: a ELF leva a cabo grandes incêndios contra condomínios de casas e luxuosas construções em Nova Iorque e Colorado, declarando assim uma “Guerra sem limites contra a expansão urbana”. Os danos foram avaliados em milhares de dólares.

21 de Maio de 2001: o Centro de Horticultura Urbana da Universidade de Washington é consumido por um voraz incêndio gerado pela ELF. Os danos são avaliados em 7 milhões de dólares.

01 de Agosto de 2003: um incêndio de grande magnitude afeta a um condomínio com 206 casas em construção em San Diego, Califórnia. Os danos chegam a 50 milhões de dólares. A ELF se responsabiliza pelo ataque. A mensagem “Vocês constroem, nós queimamos.” é deixada pintada em um cobertor largado no local do ataque. Este foi o ato mais destrutivo na história da ELF nos Estados Unidos, pelo qual se começou a considerá-la uma ameaça latente à segurança nacional.

22 de Agosto de 2003: em West Covina, Califórnia, a ELF realiza sabotagens e ataques incendiários em um armazém com luxuosas camionetes Hummer. Os danos são de 2,3 milhões de dólares.

Os ataques incendiários, intimidatórios e sabotadores da ELF continuaram até 2006 e foram diminuindo nos anos seguintes, embora a ELF que executava ataques de grande escala em territórios gringos foi vista apenas em 2009 quando seus integrantes roubaram uma escavadeira e jogaram-na contra torres da estação de rádio KRKO em Everett, Washington, derrubando-as por completo. Até agora seus integrantes são severamente perseguidos pelo FBI ao redor do mundo.

Mas por que as campanhas de grandes incêndios da ELF pararam? A resposta é: devido a um delator. Em novembro de 2015 a imprensa publicou uma matéria sobre o assunto, o FBI havia admitido que tinha na mira uma das eco-terroristas mais buscadas, mas a perdeu de vista.

Se trata de Josephine S. Overaker, integrante de uma das células da ELF mais destrutivas e ativas nos anos 90 e princípios dos anos 2000, célula que causou milhões de dólares em perdas após atacar empresas, instituições governamentais e universidades baixo a responsabilidade da ELF.

O FBI chamou esta célula de “A Família”. Em dezembro de 2005 invadiu vários Infoshops em quatro estados diferentes, prendendo a 9 pessoas e processando outras 11, e isso após as declarações de um delator chamado Jacob Ferguson. Este viciado em heroína com uma tatuagem de um pentagrama na testa era naquela época namorado de Josephine e que estava envolvido nos ataques da ELF através do relacionamento que tinha com ela. Ele se encarregou de levar um microfone oculto entre suas roupas quando se reunia com os responsáveis dos incêndios, e foi assim que o FBI levou a cabo a chamada operação “Blackfire” contra “A Família”.

Segundo o FBI “A Família” era liderada por Bill Rodgers, ecologista radical que foi preso em 2005 nesta operação policial, e que cometeu suicídio em sua cela na prisão do Arizona em 21 de Dezembro aquele ano. Cabe destacar que Bill foi o responsável por escrever um manual da ELF chamado “Setting Fires With Electrical Timers – An Earth Liberation Front Guide”, que é um guia de temporizadores elétricos para detonar cargas explosivas ou iniciar incêndios.

Muitos dos acusados cooperaram com o governo e agiram como delatores entre seus companheiros para que assim suas penas fossem reduzidas. Os únicos que aceitaram suas responsabilidades nos atos e não cooperaram com a polícia foram Nathan Block, Daniel McGowan, Jonathan Paul e Joyanna Zacher.

Apenas 4 integrantes da célula da ELF conseguiram escapar e evitar a prisão, mas em Março de 2009, Justin Solondz foi capturado na China e extraditado. Ele se negou a cooperar com o governo e foi sentenciado a 7 anos.

Rebecca Rubin foi capturada na fronteira com o Canadá em novembro de 2012. Em Janeiro de 2014 foi condenada a 5 anos de prisão.

Joseph Mahmoud Dibee é outro dos ecologistas radicais buscados pelos Estados Unidos. É dito que está fora de sua jurisdição, pois declararam que pode estar se escondendo na Síria.

Segundo o FBI, Josephine S. Overaker havia fugido para a Espanha com ajuda de separatistas bascos e protegida por anarquistas madrilenses, embora depois de tê-la em sua mira na Europa uma dia desapareceu sem deixar rastro algum e desde então não soube mais dela.

As lições que deixa a história da ELF nos Estados Unidos, são:

– Nunca confie nem meta um drogado em um ato ilegal com consequências de prisão ou morte.

– Não pode esperar e é melhor que nem pense que te considerarão o “salvador” da terra quando promove incêndios e causa danos aos que causam danos à natureza, sempre te catalogarão como criminoso, extremista, louco, terrorista, etc.

– Muitos dos condenados à prisão por atos da ELF nos EUA expressaram insistentemente que eles não são terroristas e que nunca causaram nem mortos nem feridos em seus ataques, e é aqui que eu digo: Sim, eu concordo, em seus ataques nunca houve vítimas, mas me pergunto depois: o que sentiram os donos das empresas, os responsáveis pelas instituições que reduziram a cinzas? Eles ficaram felizes? Eles ficaram indiferentes? NÃO, eles sentiram medo e terror quando souberam que não havia sido um incêndio florestal, mas que havia sido a ELF e mais, o havia reivindicado por uma causa específica. Atenção! Pois aqui não me coloco do lado das pessoas que quando algo lhes acontece saem correndo para as autoridades sabendo que o ocorrido é apenas consequências de seus atos contra a Natureza.

Eu não me limito à linguagem jurídica que marca como terroristas apenas as pessoas que matam ou ferem a outras por essa ou aquela causa. NÃO. Me refiro ao terror como sentimento, como a reação que sofre aquela pessoa que sabe que aquele é o momento em que se deve pagar por tudo que cometeu.

Talvez no aspecto jurídico ou quando se está na prisão, onde tentam lhe impor uma condenação por terrorismo isso seja muito negativo e haja risco de pegar até 30 anos de condenação, isso na situação mexicana. Aí sim talvez alguém, dependendo da sua situação, poderá se indignar e dizer que não cometeu atos terroristas (segundo a lei). Se não, então não.

O contexto na qual foram sendo executados os ataques incendiários da ELF no país vizinho foi bastante convulsionado. Havia passado apenas alguns anos desde a prisão de Ted Kaczynski e os ataques da ELF se proliferavam em vários estados, juntamente com os selvagens distúrbios na batalha de Seattle em 1999 contra a cúpula da OMC, seguidos dos atentados contra as Torres Gêmeas. Todos estes elementos deram lugar ao endurecimento das penas para aqueles que ameaçavam a estabilidade de uma nação. Foi neste cenário sob todos os meios disponíveis que as agências de investigações receberam a tarefa para combater e prender os membros da ELF.

Teria sido melhor parar com os ataques após o 11 de setembro? NÃO, os ataques ocorreram no momento em que deveriam acontecer. Não podemos nos dar ao luxo de parar quando a crise se aproxima. O que eu mais gostaria de ressaltar em todo este contexto é que uma coisa é certa, após o endurecimento das penas para os terroristas (sejam eles quais forem), o trabalho sério da polícia veio. Como é que poderiam combater ameaças estrangeiras (no caso a Al Qaeda) tendo uma em casa (ELF/ALF)? A qual levou o FBI a se intrometer nos círculos ecologistas radicais e por mera casualidade deram de cara com um bocudo, o elo fraco que após breves ameaças estava caguetando geral. Toda esta série de acontecimentos e situações são as que não podem ser esquecidas na hora desta guerra, em outras palavras, que não te peguem desprevenido e mal informado! Manter-se a par do que está acontecendo ao nosso redor é essencial.

[PT – PDF] Revista Anhangá N° 2 – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul

Em destaque

É com tremendo orgulho criminal que apresentamos a segunda edição da Revista Anhangá – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul, lançada pelo Editorial Ponta de Lança. Desta vez a publicação sai à luz transbordando de valiosos conteúdos sobre a teoria eco-extremista, contendo 150 páginas que se dividem em 47 textos afiados que servem para alimentar as ânsias dos individualistas extremistas e contribuir com a prática terrorística na guerra contra o progresso humano.

Esta edição da Revista é, sem dúvidas, a maior contribuição até então para a teoria eco-extremista de fala lusófana, um aporte que se materializou através de esforços titânicos de cúmplices destas terras e de fora, uma referência ameaçante para aqueles e aquelas que querem materializar o terrorismo em suas mãos e atentar contra a civilização e os humanos que danam e são cúmplices dos ataques à Natureza Selvagem.

A propaganda eco-extremista não se detém tal como a expansão da Máfia ITS e grupos cúmplices.

Que este aporte semeie o Caos e o Terror no seio da civilização!
Adiante com a propaganda e atos eco-extremistas!

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CONTEÚDO

1. “Introdução”, por Editorial Ponta de Lança (pg. 1-3)
2. Tocaia (pg. 4)
3. Nós Juramos Vingar (pg. 5-6)
4. Pacto (pg. 7)
5. Revisitando a Revolução (pg. 8-11)
6. Primitivismo Sem Catástrofe (pg. 12-15)
7. Breves Reflexões de Uma Caminhada de Inverno (pg. 16)
8. Selvagens Politicamente Incorretos (pg. 17-19)
9. “Revolução Antitecnológica: Por Que e Como”, de Theodore Kaczynski: Uma Análise Crítica (pg. 20-26)
10. O Retorno do Guerreiro (pg. 27-35)
11. Apocalipsis Ohlone (pg. 36-38)
12. Um Poema de Guerra (pg. 39)
13. É o Momento de Beijar a Terra Novamente (pg. 40-42)
14. Nota Anônima (pg. 43-44)
15. A Ovelha Negra e o Lobo (pg. 45-46)
16. Autexousious Apanthropinization (pg. 47-49)
17. A Solidão e a Auto-realização (pg. 50-51)
18. Funeral Niilista – A Aniquilação da Vida (pg. 52-55)
19. Duras Palavras: Uma Conversa Eco-extremista (pg. 56-65)
20. Eu e Depois Eu (pg. 66)
21. O Rio Que Canta: Uma Última Palavra ao Relutante (pg. 67)
22. As Lições do Estado Islâmico Antes de Seu Colapso (pg. 68-71)
23. Uma Grande e Terrível Tormenta (pg. 72)
24. A Evolução da Dieta (pg. 73-76)
25. Um Falso Escape (pg. 77-78)
26. Lições Deixadas Pelos Incendiários (pg. 79-81)
27. Notas Sobre o Anarco-primitivismo (pg. 82-83)
28. A Noite do Mundo Infernal (pg. 84-85)
29. Halputta (pg. 86-87)
30. Animismo Apofático (pg. 88 – 90)
31. O Mito do Veganismo (pg. 91 – 93)
32. Os Seris, Os Eco-extremistas e o Nahualismo (pg. 94-95)
33. Reflexões a Respeito da Liberdade (pg. 96-99)
34. Conversações Eco-extremistas: Uma Conversa Com Eco-extremistas Mulheres Desde o Norte do Continente (pg. 100-103)
35. A Guerra de José Vigoa: Um Breve Discurso Sobre o Método Eco-extremista (pg. 104-109)
36. Assassinando a Nosso Civilizado Interno (pg. 110-113)
37. (Roma Infernetto – “Mundo Merda”) – Profanação e Devoração (pg. 114-115)
38. Caçador: Um Resumo de “The Other Slavery”, de Andrés Reséndez (pg. 116-118)
39. Guerra Oculta (pg. 119-123)
40. Bélico: Resumo da Revista Black and Green Review No. 3 (pg. 124-128)
41. Humanos (pg. 129)
42. “Hoka Hey” e “Memento Mori”, a Morte Desde a Perspectiva Pagã (pg. 130-135)
43. Por que te amar? Breves Reflexões Noturnas Sobre o Amor (pg. 136-137)
44. Pensamentos Sobre a Moralidade (pg. 138-139)
45. Ódio Misantrópico (pg. 140)
46. Moralidade (pg. 141-142)
47. Fazendo Peróxido de Acetona (Peroxiacetona, “Mãe de Satã” ou também TATP) (pg. 143-149)

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EDITORIAL

“Para nós, o Watu (Rio) é uma entidade, não uma bacia hidrográfica igual os brancos falam. Assim como lá na Índia tem o Rio Ganges, que é sagrado e as pessoas entendem isso, nós temos o Watu, que sustentou durante muito tempo a nossa existência e o nosso imaginário. Mas aqui no Brasil, rios podem virar esgoto, porque eles são vistos só como um corpo de água. […] As crianças hoje olham e perguntam para aos pais: “O Rio morreu? O Rio acabou?”. Para uma infância isso é uma marca que não tem como recuperar […] Olhar para a Terra, o Rio e a Floresta como mercadoria é um engano muito grande que vai nos enterrar a todos.”, Krenak Ailton sobre a morte de Watu pelas mãos das mineradoras Samarco e Vale

Pindorama — o regresso da conspiração eco-extremista desde este lado do Sul era já prometido, os tremores de terra que recentemente aterrorizaram os civilizados por aqui foram as reações animistas dos passos dados pelos guerreiros da Máfia ITS, novamente rumo à indiscriminada caçada nas extensões da antiga Terra das Palmeiras. Repousamos por alguns ciclos lunares entocados nas sombras e a escuridão. O motivo é porque parte de nosso Editorial se enfadou de uma investigaçãozinha esdrúxula de nome Érebo. Contrariamente ao que esperavam, não nos foi ameaça e então outra vez cá estamos, orgulhosamente dando vida a este projeto propagandístico iniciado há um ano, a Revista Anhangá – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul, que agora entra em sua segunda edição.

Devido uma série de acontecimentos o primeiro número desta publicação foi lançado inconcluso, mas agradecemos aos wachos que tomaram a importante decisão de lançá-lo. Longe das condições em que conceberam a versão inaugural do projeto, sai agora o N° 2 desta Revista contando com mais de 100 páginas munidas de escritos que nutrem a teoria e prática do individualista eco-extremista. Esta edição nasce de um tremendo esforço cúmplice de manos e minas afins do Sul e Norte. O período entre a primeira publicação e esta é marcado por uma significativa expansão dos grupos ocultos aderentes a ITS, que além de rugidos e mais acometidas pelo Sul, surgiram e cresceram também nas terras do Velho Continente, aquele onde pisaram os bárbaros, os vikings, que com ferocidade e paganismo implantaram o terror no cerne das civilizações europeias. Os esporos do eco-extremismo foram levados por fortes ventos e cruzaram as grandes águas até caírem nos solos da Grécia, onde caminha agora Seita Iconoclasta e Caçadores Noturnos; Reino Unido, terra maldita de Misanthropos Cacoguen e Espanha, extensões de Criminosos Animistas. Já pelo Sul e Norte o ânimo dos guerreiros não se detém, contamos com proximamente uma dezena de mortes em mais de 50 diversificados ataques; pacotes incendiários e explosivos abandonados indiscriminadamente estraçalhando a carne e impondo o terror; incêndios selvagens contra máquinas, instituições e objetos; explosivos abandonados contra alvos específicos e exitosamente detonados; ataques armados contra seguidores de cristo e montanhistas deixando mortos e crivados de bala; ataques armados contra estruturas de megaempresas; ameaças de bomba, envenenamento e maldições; punhaladas homicidas contra sacerdote e funcionário de universidade; ataques bombistas contra universidades e centros de pesquisa; tiro certeiro em crânio de vice-reitor de instituto tecnológico; assassinato de drogada e tantos outros que por questões estratégicas não foram reivindicados publicamente. Como apontam os meios gringos já somos uma ameaça terrorista internacional crescente no mundo. O que se originou lá pelo ano de 2011 no México se espalha pelos quatro cantos como uma maldita praga e agora tem presença em diversas cidades de vários países em três continentes. A Máfia Eco-extremista é nutrida pelo ódio catastrófico contra o progresso humano que destrói a tudo o que é Selvagem, contra o progresso civilizado que exterminou os nossos antepassados, suas crenças e modo de vida, contra a lógica ocidental de domesticar e manipular o que é silvestre, contra o esquematizado pensamento religioso moderno e o racionalismo ateu que deprecia e destrói o senso animista de sentir, ver e entender o mundo, e sobretudo pela serenidade e Caos que habita dentro de nós, a força antiga que nos empurra a reviver os adormecidos instintos e recordar os nossos antepassados e que um dia fomos parte de tudo isso, do entorno e vida selvagem, antes da chegada dos civilizados.

A alguns de nós nos enfurece saber através de nossos avós e bisavós que há três gerações passadas fomos forçados a abandonar nossas terras ancestrais e submetidos a sobreviver marginalmente no entorno domesticado enquanto as florestas eram cortadas, os montes explodidos e escavados e os rios barrados e drenados; nos dói não poder chamar o que vemos ou comunicarmo-nos através do nosso idioma akwén porque mataram-no por dizerem que falar a nossa própria língua é sinal de demência e atraso, nos entristece saber que nosso entendimento foi completamente entorpecido por costumes e crenças alheios aos que praticamos desde tempos imemoriais e que em seu lugar nos empurraram goela abaixo o cristo. Por tudo isso é nossa guerra, por nós mesmos, pelos Antigos, pelo pouco que resta do entorno selvagem e pela certeza de que os atos daqueles que assassinam os Espíritos da Natureza não quedarão impunes. Landerretche soube muito bem disso após os wachos cúmplices da Horda Mística do Bosque enviarem a seu endereço um pacote explosivo que detonou em suas mãos e que, por sorte [dele], não o matou. O bastardo é um dos cabeças de uma das maiores mineradoras do mundo. Certeza que seu nome segue entonado nos cânticos de guerra dos mafiosos e que cedo ou tarde a vingança outra vez toca a sua porta. Samarco e Vale são outros dois monstros mineradores responsáveis por causar destruições de proporções colossais como a do Rio Doce e tantas outras, por isso a citação do Krenak. Outro motivo para a citação é porque no passado e por aquela mesma região foi onde centenas de nossos bisavós foram forçados a abandonar as suas terras. Os rios, as florestas, os solos, os animais, os montes, tudo era morto ou tomado com a chegada do progresso e dos civilizados e com isso morria também parte de nós. Em vista disso não nos resta mais nada senão a guerra de vida ou morte, somos inadaptáveis a este mundo moderno; não apenas por sensatez, mas sobretudo por instinto e pelo chamado primitivo daqueles que vieram antes que acudimos. Caminhar nas urbes sentindo através do chão a respiração ofegante da Terra sepultada pelo cimento não é algo que deixaremos passar despercebido, por isso regressamos com o segundo número da Revista Anhangá, esperando que o material contido nesta publicação nutra e muna o imaginário e a força de tantos outros individualistas guerreiros e as guerreiras, tal como Regresión, Ajajema, Extinción e Atassa tem feito.

Nesta edição serão encontrados escritos sobre a espiritualidade eco-extremista, potencialidade do individualismo, debates e críticas sobre moralidade e valores civilizados, reflexões sobre humanismo e violência indiscriminada, escritos sobre veganismo e a evolução da dieta, críticas a ideologias esquerdistas e a crença numa revolução, escritos sobre reavivamento de memórias e práticas guerreiras, cosmologia pagã, apontes sobre misantropia e extincionismo, apontes sobre primitivismo, lições tiradas de grupos terroristas, banditistas, de assaltantes e movimentos de libertação, além de vários poemas, canções, textos filosóficos, manifestos pessoais, um manual para a fabricação de Peróxido de Acetona e uma análise crítica desde um olhar eco-extremista da mais recente obra de Theodore Kaczynski.

Como um órgão difusor da Máfia Eco-extremista esperamos que o material contribua não só para aqueles guerreiros e guerreiras que estão de pé e em guerra contra o Sistema Tecno-Industrial, mas também à aqueles e aquelas tendentes à selvageria, aos criminosos, antissociais, egoístas, misantropos, anarquistas caóticos, niilistas terroristas e tantos outros que semeiam no aqui e agora o Caos no interior desta civilização, que atacam seus valores, suas estruturas e instituições e também os seus engenhos tecnológicos.

Com profundo respeito pedimos a Yayá que desde sua gruta nos dê sabedoria em nossos movimentos. Certamente quando os civilizados escutarem o assobio estridente do vento, saibam que desde a tocaia fomos convocados por este furioso espírito para atacar e matar. Por vingança, apenas. Tais como as catástrofes somos uma das respostas da Natureza Selvagem a toda esta artificialidade, porque também somos parte dela e de sua reação. Indiscriminados bravios desprovidos de valores morais, como as tempestades, terremotos, furacões e outras catarses que não elegem classe social, sexo ou cor na hora de suas manifestações homicidas. E para finalizar queremos carinhosamente agradecer aos manos e as minas cúmplices destas terras e de fora, a Nẽn-pém, XXX, Urucun, Xale, aos manos da Revista Ajajema e alguns outros que dispensaram citações, que ademais de contribuírem de algum modo para o seguimento desta revista são também fonte de grande inspiração; alguns geograficamente mais próximos, outros mais distantes, mas todos na mesma guerra contra a civilização e defendendo com garras o mesmo projeto, a Máfia ITS.

Pedimos que os Espíritos da Terra acobertem os passos dos afins de sangue e de guerra e que a terrível fúria de Yayá recaia sobre aqueles que destroem a Natureza Selvagem.

A Tocaia segue até a tua morte ou a minha… GUERRA!

Grupo Editorial Ponta de Lança

Outono de 2018

Contato: pontadelanca[at]pm.me

Glória ao Terrorista Serial de Austin

Tradução ao português da nota do blog Maldición Eco-extremista sobre os atentados terroristas indiscriminados e misantropos de Mark A. Conditt, o bombista serial de Austin. Caçador Noturno traduziu e nos enviou via email.

Que as ações de Mark sejam tomadas como um grande exemplo de atuação misantropa e indiscriminada!

Bombas e terror anti-humano!

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Em nossa postagem anterior informávamos sobre os seis atentados indiscriminados que acertaram a cidade de Austin, Texas, desde os primeiros dias de março, ataques que deixaram dois mortos e vários feridos, o rastro de terror e medo que cobriu a região, a paranoia e a mobilização das grandes agências de inteligência (FBI, ATF, etc.).

No último dia 21 de março foi informado que o autor dos atentados havia morrido.

Desde as primeiras explosões agentes federais começaram a rastrear os materiais que foram utilizados para a fabricação de bombas caseiras. Visitaram lojas grandes e pequenas interrogando a várias testemunhas para criar um perfil do responsável. Recordemos que os lugares onde foram encontrados os dois últimos pacotes-bomba (um que explodiu dentro de uma filial da Fedex e outro que foi encontrado em uma pequena loja dos Correios), existiam câmeras de segurança, as quais entregaram imagens do terrorista e do veículo com a qual se locomovia. Com estes dados, as autoridades rastrearam o modelo do carro e chegaram ao responsável. Na manhã de quarta-feira foi iniciada uma operação para detê-lo e frear a onda de pacotes-bomba.

Enquanto cercavam ao terrorista com carros blindados, patrulhas e helicópteros, vários agentes da SWAT se aproximaram rapidamente com armas de grosso calibre em mãos, gritando e fazendo alarde como muito bem sabem fazer, e ao sentir-se encurralado, o solitário serial-bomber tomou uma corajosa decisão. Consciente do que havia feito e aceitando o seu final, aproximou uma de suas bombas em seu peito e a ativou. A onda expansiva destroçou seu veículo, matando-o imediatamente e deixando ferido um dos agentes da SWAT. Gloriosa maneira de morrer de um bombista indiscriminado!

A Polícia não obteve nada dele, pelo contrário, de Mark Anthony Conditt (o nome do responsável) tiveram apenas medo, terror, árduas horas de trabalho de investigação, sangue e morte.

É assim que o episódio de Mark fica nas recordações, permanece como exemplo da ferocidade de um terrorista que em seu atuar não dá a mínima importância ao amanhã e se guia apenas pelo seu presente decadente.

Sobre as motivações de Mark o FBI disse apenas que “queria enviar uma mensagem”, e que em seu telefone havia um vídeo onde reivindicava seus atos. Seja como for as razões do terrorista das 7 bombas são ainda um mistério, mas sentimos ele muito próximo de nós, por isso surgiu-se a necessidade de dedicar-lhe estas palavras.

A morte de Mark não é boa nem ruim, é apenas a consequência das decisões de um terrorista indiscriminado, aquele que enfrenta a TUDO sem esperar nenhuma mudança, apenas pelo gozo egoísta do sangue e o cheiro da pele queimada de seu alvo.

(Meus atos são) “O grito que um jovem deve fazer para afrontar os desafios de um homem na vida”. – Mark A. Conditt

Que a vida e morte de Mark seja um exemplo para os individualistas selvagens!

Morte e feridas para os híper-civilizados de qualquer cidade!

Maldición Eco-extremista blog

Sobre o Atuar Indiscriminado do Bombista Serial

Texto traduzido e enviado por Caçador Noturno.

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O caos e o terror se apoderaram das ruas, o fantasma do terrorismo continua perturbando as mentes mais corretas até os dias atuais.

Estados Unidos, o país com as maiores agências de investigação e contra-inteligência do mundo tem um caso urgente a ser resolvido pois já há umas semanas um bombista em série tem captado a atenção das autoridades e da sociedade em geral, o mistério é enorme e a ausência de efetividade é bastante evidente.

Tudo se iniciou em 2 de Março, um pacote-bomba que se ativava através de um sistema de “armadilha” detonou nas imediações de uma casa particular na cidade de Austin, Texas. O homem que o abriu morreu devido a tremenda explosão. Aparentemente a polícia não deu muita importância por se tratar de um homem negro.

Em 5 de Março outro pacote-bomba de características semelhantes matou a um adolescente e feriu gravemente a sua mãe (ambos afro-americanos) novamente em Austin. O pacote também foi deixado nas imediações da casa das vítimas, e neste mesmo dia uma idosa hispana foi vítima de um terceiro pacote-bomba, e após isso a polícia começou a formular teorias e concluíram que os crimes tinham uma “motivação racial”, mas se equivocaram…

Em 18 de Março uma bomba-armadilha foi ativada por uma dupla de pessoas brancas que caminhavam tranquilamente pela rua, deixando-as feridas. Com isso a hipóteses de que os atentados eram cometidos por um “racista” estava descartada.

Tão logo em 19 de Março um quinto pacote-bomba explodiu dentro de uma empresa dos Correios ferindo a uma trabalhadora e deixando terror entre a população. O FBI que já havia assumido o caso admitiu ter neutralizado um sexto explosivo sem dar maiores detalhes do artefato.

Além disso agentes do FBI reconheceram que as bombas estavam manufaturas com pregos e pólvora negra, feitas com um alto grau de sofisticação, mas compostas por materiais de fácil aquisição. Diante disso, o recordo do terror e caos que deixou Freedom Club nos anos 90 segue fresco.

O que chama a atenção é a maneira indiscriminada de atuar do/dos terroristas com estes tipos de atos, o que nós desde Maldición Eco-extremista apoiamos, engrandecemos e aplaudimos completamente. Não nos importa as razões que movem o atuar selvagem deste tipo de “serial-bomber” (como a imprensa o batizou), o que importa é semear a discórdia e o temor nos progressistas e humanistas modernos.

O que faz este terrorista anônimo é demostrar que mesmo estando em um país tão vigiado e tão duro em suas leis sobre terrorismo, ainda se pode realizar este tipo de ato sem serem presos. Aprendamos então as lições que deixa este “novo unabomber” (como nomeou a imprensa).

Pelo atuar misantropo que move os individualistas que se declaram em Guerra contra esta realidade artificial!

Para cima, bombista de Austin!

Que tuas bombas sigam derramando sangue e semeando morte!

Ânimos Criminais!