Facas nas Sombras

Recebemos via email a tradução ao português de “Cuchillos en Las Sombras”, um dos poemas na Revista Regresión N° 6.

A tradução foi enviada por Anhangá.
_________________________________________________________________________

Facas nas Sombras

Oh, carne que se despedaça!
Sangue chove sobre o asfalto,
O grito implora, quase chora,
Um corpo se desvanece no alto.

Corpo falecido por um rugir,
Um uivo e um sagaz miado,
Disfarçados de facas destinadas a ferir,
Apagar o brilho para o civilizado.

A sombra esconde o ato,
Os rostos tingidos das meninas selvagens;
Compartilham destruições e toques,
Apenas as estrelas acareciam os pesares.

Pesares, dores, tragédias….,
As quais fomos condenados, acorrentados.
Bosques indômitos, apenas na memória,
Facas na escuridão, por cada selvagem assassinado.

-Luas de Abril-