[BRASIL] Comunicado 63 de ITS – Sociedade Secreta Silvestre: Sobre os ‘Anarcops’ da 325 e Seus Consortes

Resposta da Sociedade Secreta Silvestre aos anarcops caguetas da 325 e demais envolvidos.

Vão queimar a língua!

“Disparei uma bala em sua boca pelas mentiras que dizia, e outra na mão por causa das coisas sujas que escrevia.” – Jacques Mesrine, sobre o sequestro de um jornalista francês.

Pela última vez os anarco-frades se pronunciaram contra nós eco-extremistas com a intenção de nos prejudicar de alguma maneira. Vocês da ONG 325 e seus consortes pagarão caro pelas delações contra a suposta pessoa por trás do teórico eco-extremista Abe Cabrera que sequer faz parte de ITS e por difamar e tentar entregar informações de Misanthropos Cacoguen à polícia do Reino Unido. Olho por olho, dente por dente.

Cada um de vocês por trás deste conluio possui o espírito de Jacob Ferguson (1) encarnado em seus corpos. São humanistas do pior tipo, daqueles que até mesmo seus próprios “compas” deveriam desconfiar já que tendem à traição, do tipinho de X9 traidor que colabora afetivamente com a polícia no caso de uma investigação, do tipo lunático que expõe e difama quem se atreva a criticar ou superar a fracassada teoria e “práxis” do cadáver da anarquia. Que saibam que aqui no Brasil a primeira das leis que impera nas favelas e na malandragem das ruas é “nunca caguetar”. Jamais há perdão, cagueta paga com a vida. A traição e a delação são comportamentos repugnantes onde quer que seja, inclusive entre os anarcos, e o que fizeram terá um preço. Há quem entre vocês condene em qualquer hipótese a delação, mesmo quando envolva inimigos ou discordantes. Quem não se lembra do que houve durante o desmantelado plano de fuga dos terroristas da CCF quando um tipinho de gente igual a vocês chamado Christodopoulos Xiros falou contra membros da dita guerrilha? Eles se posicionaram contra a atitude cagueta (2):

“Pelo menos nós, com nossas “práticas como as da máfia” nunca traímos as nossas ideias e a nossos companheiros, mesmo quando houveram pessoas presas e acusadas de serem membros de nosso grupo, sem ter nada a ver com isso, mesmo que não consideremos alguns deles companheiros, ou até mesmo consideremos alguns deles como nossos inimigos pessoais, a única certeza é que não houve um cagueta ou um traidor entre eles.”

Não duvidamos que entre os seus próprios companheiros vocês encontraram pouco apoio no que fizeram. E como vão os estudos para o concurso público da polícia, anarquistas? Quem diria, os revolucionários abolicionistas e anti-carcerários tentando enviar dissidentes à prisão. Recordam os stalinistas enviando os divergentes aos gulag. Vocês envergonhariam os verdadeiros anarquistas que voaram pelos ares vários militares nos séculos 19 e 20. Já dizia o velho Bakunin que ‘se desse poder a vocês ficariam pior que o próprio czar’. Nossas diferenças resolvemos entre nós mesmos sem envolver autoridades policiais, em conversações ou com a violência. Mas vocês “anarcops” optaram pelo caminho mais sujo. Terão então que lidar conosco da pior forma. O mais recente eco-terrorista jogado na prisão pelo FBI foi Joseph Mahmoud Dibee (3), agora a patrulha paraestatal de anarcops se esforça para enviar algum dos nossos para trás das mesmas grades. Esta simbiose entre polícia e anarquistas é algo que apenas o anarquismo moderno é capaz de proporcionar.

Claro, não é só vocês que sabem de segredos. Se optarmos por delatar anarquistas certamente alguns companheiros de vocês cairiam nestas terras. Temos em nossas mãos o poder de responder com a mesma moeda, mas não o faremos porque não somos miseráveis como vocês. E não sejam idiotas, ITS-México se posicionou duramente contra Scott Campbell e John Zerzan porque eles estavam pedindo quando encheram as suas bocas para falar merda. Agora vocês tentam nos atingir fazendo o que fizeram. Já que vocês querem mandar os nossos para a cadeia, enviaremos os seus para o mundo dos mortos.

O que os move contra nós é o desespero, já que a “nova anarquia”, “anarquia negra” ou qualquer outra baboseira que queiram chamar, fracassou, aceitem isso e ponto. Qualquer um sabe que há um forte mal-estar dentro da “cena anarquista” internacional e cada vez mais indivíduos e indivíduas de coragem tem rompido com o utopismo bobo sem esperar por dias melhores, por algum tipo de “colapso” ou se iludindo com os já ultrapassados contos de fadas revolucionários e humanistas em prol da “humanidade”. Estes idiotas de 47 cromossomos tem um arsenal infantil de adjetivos para berrar contra qualquer um que demonstre simpatia com ITS e como eles já não tem mais o que escrever contra nós agora apelam ao ridículo, como foi o caso do blog “Instinto Cristiano” (porque de selvagem ele não tem nada) que replicou (4) uma publicação que taxa os manos de ITS-México de “Nazi-Astecas” (Mas que diabos é isso?? Estes colunistas esquerdistas não tem mais o que inventar!). Por aqui no Brasil o que seríamos? “Nazi-Tupinambás”? É apenas uma questão de juízo moral arraigado em vocês missionários libertários. A Cruz Negra anarquista deve ter ficada confusa quando o ex-comungado Kevin Garrido soltou uma bomba em apoio a ITS (5). Mario Lopez Tripa foi outro quem ateou fogo à batina de vocês (6). Aliás, tenha sangue em seus olhos, Kevin. Apesar da condenação, mantenha-se firme, o seu dia chegará. E Tripa, estamos com você para cobrar estes miseráveis.

No Brasil o cenário não é diferente, e recentemente um tal Núcleo de Oposição ao Sistema (NOS) após alguns ataques em São Paulo fez um “chamado” para uma “união e luta contra o sistema” (7). Sério? Estes esquerdistas foram bem inocentes ao tentar nos “convocar” para a sua “luta” ridícula que é incoerente até para eles mesmos ao pedirem entre as suas “reivindicações” a libertação do ex-presidente Lula, político da esquerda que em seu governo solidificou o atual “sistema”. Mas que diabos de grupo anarquista pede a libertação de um ex-presidente? Para contrapor à “ameaça Bolsonaro” e fazer como a Frente Popular na Espanha em 1936 que tentou barrar a ascensão da direita? As justificativas são duvidosas.

Sabemos que há por aí muitos esforços sinceros para se discutir o eco-extremismo e aprofundar não só a crítica eco-extremista, já houveram muitas conversações e escritos nos últimos anos. Ultimamente os interessados estão sendo coagidos por um complô de idiotas que condenam duramente qualquer menção à Tendência e os colocam numa espécie de lista negra de “ex-compas corrompidos por eco-extremistas”. Este é um esforço anarquista para barrar a qualquer custo a expansão da teoria e prática eco-extremista. O caso mais recente e que merece a sua exploração veio de um autor britânico eco-anarquista que publicou um interessante artigo sobre “violência descolonial e eco-extremismo” que foi apresentado durante a Anarchist Studies Network Conference, na Universidade de Loughborough. Em menos de uma semana os fiscais anarquistas o criminalizaram com base nas leis morais do que é aceitável ou não dentro da esquerda (o autor foi vítima do que ele mesmo aborda no artigo) e o fizeram excluir a publicação (8) e em seu lugar divulgar uma nota de esclarecimento (9). Claro, uma situação como esta não poderia passar despercebida. Nós temos o texto e o divulgamos neste comunicado para qualquer um que queira lê-lo e discuti-lo, acesse-o aqui. A publicação “Paper On Decolonial Violence and Eco-Extremism For 2018 ASN Conference” pode ter sido excluída mediante “coerção dos libertários”, mas possuímos o seu conteúdo na íntegra. O autor explica também que um dos motivos para ter apagado a publicação é a sua segurança (na verdade, o pressionaram com a ideia de “segurança”), mas com um texto como este a esta altura os seus únicos inimigos são os inquisidores anarquistas, e não por haver ameaçado a anarquistas como fez ITS em seu trigésimo primeiro comunicado (10), mas por ter racionalizado de maneira inteligente a cerca da moralidade e da violência terrorista. Um trecho da nota de esclarecimento “Avoiding Misinterpretation” (Evitando Interpretações Erradas):

“Eu entendo que discutir os aspectos mais feios da civilização é algo que é muito desconfortável para muitas pessoas e eu posso entender porque as pessoas não gostam que eu faça isso. Acredito que, se quisermos reagir de alguma forma às fealdades com que somos confrontados, primeiro precisamos reconhecê-las, discuti-las e não desconsiderar ou tentar ignorar. Isto parece-me verdadeiro, independentemente de estarmos ou não a falar do ISIS, eco-extremismo, do complexo militar-industrial capitalista, agricultura totalitária ou de qualquer outro contexto”.

Os esquerdistas estão presos em algum tipo de realidade paralela onde o que quer que façam ou aprovem em suas auditorias morais é correto e aceitável (FLT, MEND, Ted Kaczynski, CCF, YPG, Baader-Meinhof, Rote Zora, Zapatistas, Luta Revolucionária, etc.) e o que quer que façamos é errado, é “fascismo!!!” (com ênfase). No mundo dos adultos onde as coisas são levadas a sério a teoria e prática eco-extremista do extinto Reação Selvagem e de ITS foi muito bem discutida por diversos grupos e indivíduos interessados. Os Selvagistas publicamente já admitiram que a teoria eco-extremista contribuiu para o derrubamento do mito revolucionário que estava presente dentro do Selvagismo (11). A teoria eco-extremista também contribuiu com a crítica anarquista e ex-anarquista no Chile, Argentina e México. Aqui no Brasil sabemos que também foi seriamente discutida em outros estados. Nos Estados Unidos e Europa a discussão e a contribuição também foi grandiosa em diversos círculos. E anarquistas do “tipo 325, IGD, Voz Como Arma e Instinto Salvaje” surgem e unicamente ainda tem a coragem de berrar “fascistas!!!” e condenar irracionalmente qualquer coisa que os teóricos da Tendência ou interessados escrevem ou dizem? A única palavra para isso é demência. Como dito anteriormente, estão desesperados com o fracasso do anarquismo moderno e a expansão do eco-extremismo. O mesmo autor eco-radical condenado por anarquistas devido o seu artigo apresentado na ASN Conference já havia publicado no ano passado uma opinião respeitável em torno das ações de ITS intitulada “Eco-Terrorism, Eco-Fascism, Eco-Extremism, Eco-Anarchism and the Białowieża Forest(12). Um trecho interessante deste texto:

“Posso simpatizar com esta crítica aos anarquistas por parte deste escritor eco-extremista no que diz respeito à fraqueza dos argumentos anarquistas, onde os anarcos simplesmente chamam “fascista” tudo o que não gostam, algo que parece estar acontecendo.”

Uma prova cabal de que estes anarquistas são dementes é que se pegarmos a definição de fascismo não há absolutamente nada haver com o que defendemos, ou seja, é delírio o que dizem, tudo é dito de maneira extremamente emotiva. Ao invés de rediscutirem os seus métodos e as suas teorias, nos dedicam livros e colunas inteiras de calúnias e gritos “fascistas, fascistas, fascistas!”. Se Steffen Horst Meyn morreu (13) ninguém menos que os anarquistas presentes no local foram os culpados já que estavam há 20 metros de altura em seus inúteis e ultrapassados tree sitting enquanto o Bosque de Hambach aguarda pelo seu fim. Bloqueios, sitiamentos de árvores, cartazes, tudo isso já demonstrou ser completamente ineficaz há anos e só tem fichado e jogado aos montes os ecologistas na prisão. Apesar do aval moral dos esquerdistas, os descendentes do MEND são terroristas e fazem as petroleiras recuarem no Delta do Níger, na ilha de Bougainville o que os nativos praticaram foi terrorismo e conseguiram destruir as atividades da mineradora Rio Tinto Zinc. O que os Mapuche tem feito para defender as suas crenças pagãs e as suas terras ancestrais no Chile é terrorismo. As santificadas CCF são puramente terroristas. Por mais que demonizem este conceito, é terror puro. A diferença para o nosso terrorismo é apenas o alvo e o método indiscriminado, já que para nós o problema não é mais apenas a sociedade tecno-industrial e seu progresso, mas a própria humanidade. Mas vocês praticam o terror com a fé cega mirando um novo e inalcançável ser humano, com a esperança numa espécie de Éden anarquista para esta catástrofe de quase 8 bilhões de criaturas antropocêntricas insaciáveis. Isso é estúpido. E no fim das contas será que são realmente bem seletivos? E a morte de Sergio Landskron? E os vários depoimentos de civis que quase foram dilacerados por estilhaços das bombas das CCF? E a explosão numa estação de metrô de uma Escola Militar no Chile? E o trabalhador morto numa farmácia incendiada numa marcha no Chile? Estes “casos inconvenientes” são varridos para debaixo do tapete vermelho da moralidade e jamais são reabertos. Vocês são uma incoerente vergonha universal.

O arrependimento por tentar nos prejudicar será amargo, aguardem.

Adiante, teóricos eco-extremistas!
À caça ITS nas Américas e Europa, porque por aqui faremos a nossa parte!
Saudações, Guerrilha Lixo!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Brasil
– Sociedade Secreta Silvestre

Notas:

1. https://animalliberationpressoffice.org/NAALPO/snitches/
2. https://publicacionrefractario.wordpress.com/2015/04/02/valio-la-pena-intentarlo-nada-ha-acabadotodo-continua-diptico-en-solidaridad-con-la-huelga-de-hambre-de-la-conspiracion-de-celulas-del-fuego-marzo-2015/
3. https://earthfirstjournal.org/newswire/2018/08/11/alleged-elf-and-alf-fugitive-joseph-dibee-arrested-after-12-years/
4. https://instintosalvaje.org/ee-uu-egoismo-vs-los-aztecas-nazis-del-eco-extremismo/
5. https://es-contrainfo.espiv.net/2016/11/28/prisiones-chilenas-escrito-del-companero-kevin-garrido-desde-la-carcel-santiago-1/
6. http://maldicionecoextremista.altervista.org/es-en-delaciones-en-cadena-si-claro-en-mexico-city/
7. https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/07/07/nos-comunicado-1/
8. https://ecorevoltblog.wordpress.com/2018/09/23/paper-on-decolonial-violence-and-eco-extremism-for-2018-asn-conference/
9. https://ecorevoltblog.wordpress.com/2018/09/25/avoiding-misinterpretation/
10. http://maldicionecoextremista.altervista.org/mexico-trigesimo-primer-comunicado-individualistas-tendiendo-a-lo-salvaje/
11. https://www.wildwill.net/blog/2016/07/12/revisiting-revolution/
12. https://feralculture.blog/2017/07/30/eco-terrorism-eco-fascism-eco-extremism-eco-anarchism-and-the-bialowieza-forest/
13. https://bosque.hambachforest.org/blog/2018/09/21/comunicado-de-prensa-20-09-2018-muerte-tragica-en-el-bosque-de-hambach/

[ES – PDF] Mictlanxochitl: La Flor Del Inframundo Que Cresció En Esta Era – Parte 2

Segunda parte do trabalho “Miclanxochitl: La flor del inframundo que creció en esta era” [ENIT].

Adiante com a propaganda anti-humanista!

Descarregue em PDF: Link 1Link 2Link 3 (via onion).

[MÉXICO] Comunicado 60 de ITS: Sobre a Delação da ONG 325

Tradução ao português do comunicado 60 de ITS-México comentando sobre a atitude dos caguetas do 325 e prometendo vingança…

I.

“Haverá um banho de sangue; nós não fugiremos; morrerá quem tenha que morrer: nós mataremos porque é necessário; haverá muita destruição”.
– Propaganda Galleanista, 1919.

Os frades europeus do anarquismo falaram, se pronunciaram contra nós e os nossos há tempos atrás, soltaram graciosas pseudo-críticas e publicaram-nas para que seus adeptos com tempo ocioso de sobra nos dedicassem folhas inteiras de pura ridiculosidade esquerdista. Foi divertido ver como estes anarco-frades vomitavam bile por seus orifícios enquanto liam nossos incorretos comunicados e/ou sabiam de nossos atentados controversos. Mas chegou o momento em que eles nos incomodaram demais e decidimos atacá-los físico e psicologicamente. Já não há como voltar atrás, estes humanistas são nossos inimigos e não teremos misericórdia deles e delas.

A “ONG 325” tem estado incomodando muito, já que há alguns dias publicou posts denunciando e “expondo” supostos membros da Máfia Eco-extremista. Sua cruzada inquisitorial para afetar-nos ou afetar aqueles que não tem relação direta com ITS continua em curso. Aparentemente, a Sra. “L” é quem está por trás de tudo isso e é também quem instiga a outros a seguirem este jogo vil. Sra. L, você já está grandinha, sabemos que a sua vagina está seca e abandonada, nós não somos culpados por isso, consiga alguém que te satisfaça sexualmente para que deixe de foder conosco, o que você acha?

Desta vez a “ONG 325” se vangloria de “expor” o teórico eco-extremista Abe Cabrera, dos Estados Unidos, publicando sua suposta foto, seu curriculum vitae e seu e-mail para que os fantoches descerebrados lhe enviem e-mails e lhe façam passar por um momento ruim (1). Primeiramente, ITS não sabe se a pessoa apontada é realmente Abe Cabrera, já que nós NÃO temos relação com ele, portanto, não sabemos quem é, nem quais estudos tem, nem nada disso, a única coisa que sabemos sobre ele é o que ele mesmo publica em seus escritos e isso é tudo. Ligá-lo ao bando terrorista internacional de ITS é impossível, o FBI irá corroborará esta informação a seu momento, com certeza estes e a Interpol agradecerão aos anarquistas por esta vergonhosa delação por parte da “ONG 325”. Que curioso, quem diria que os anarquistas modernos fariam o trabalho da polícia nestes tempos! Embora isso não seja novo, já que o haviam feito no início de 2018, quando eles mesmos enviaram um e-mail à polícia investigativa do Reino Unido (2) denunciando que o pacote-bomba encontrado em um local público na Europa era responsabilidade de Misanthropos Cacogen (MC), que recentemente havia se unido ao projeto internacional de ITS, em Fevereiro. Quem tão estúpido senão eles para utilizar o servidor do Riseup (como disse a mídia) (3) para enviar um e-mail à polícia denunciando MC? E agora aparecem com essa de Abe Cabrera. Já vimos que a delação está plenamente justificada quando se trata de “fascistas”, eles mesmos mandaram à merda a sua suposta moral ácrata. Que a polícia faça o seu trabalho já que a “ONG 325” apontou alguém como provável responsável. Que nojo nos dão vis covardes, vocês são a escória mais podre e hedionda de todas.

II.

“Se você me desrespeita, não importa se é ele ou ela, eu não me importo que seja homem ou mulher, se me falta com respeito te falto por dez, estão todos difamando porque eu tenho o poder, admita, eu sou a sua motivação, ou você não vê?”
K.

Certamente, este tipo de ovelhinha negra tem querido afetar a ITS “expondo” um teórico do eco-extremismo, mas isso realmente afetou em algo o nosso bando internacional? NÃO, porque Abe não é membro de ITS e porque sabemos que a propaganda anti-humanista continuará apesar dos obstáculos que os frades anarquistas tem posto em nosso caminho dentro e fora daquele país. No pior dos casos, a “ONG 325” afetará irreparavelmente a vida de Abe Cabrera (se ele realmente for quem dizem ser), mas temos a certeza de que Abe é inteligente o suficiente e forte para lidar com este novo obstáculo em sua vida. Os individualistas amorais que defendem a teoria eco-extremista são comprometidos com suas posturas, os distingue a firmeza e a beleza em letras que desenvolvem seu pensamento, admiramos a sua integridade e seu caráter sólido ao estar defendendo uma Tendência contrária ao humanismo em ambientes humanistas. Vocês são como o caçador nu nas florestas, ameaçado constantemente por animais selvagens caminha por um terreno hostil sem hesitar, confiante de que o Desconhecido o guarde e o proteja. Por outro lado, não deixa de ser uma tremenda merda o que foi feito pela “ONG 325”, se é que Abe é a pessoa que expuseram. Desde já dizemos, vocês se acham completamente intocáveis, não é mesmo? Nós sabemos quem está por trás da delatora “L”, sabemos qual grego está por trás do projeto inglês 325 – Act of Freedom. Nós não viajaremos do México ao Reino Unido para atentar contra vocês e seus espaços, porque a crescente presença de ITS na Europa não é mera casualidade…

III.

Para os frades anarquistas no México, saibam que o vitimismo de vocês não os salvam de nada, enquanto continuarem falando merda de ITS e reproduzindo a difamação do 325 ou da Sra. Campbell (que por sinal, fechou a boca depois que a localizamos e a ameaçamos de morte), nós nos inteiraremos e atuaremos em consequência, assim foi em Dezembro do ano passado com o punk anarquista que massacramos a golpes e deixamos abandonado como um nódulo inútil na frente da Faculdade de Filosofia e Letras da UNAM. Sim, fomos nós junto com nossas cumplicidades criminosas. Este personagem infame pronunciou uma cascata de merda contra nosso bando num comício da zapatista dois dias antes, e no final ficou estirado que nem uma merda, literalmente. (4) Que saibam que nós podemos atuar como o crime organizado ou como uma gangue, e já demonstramos isso mais de uma vez.

Cagamos e andamos se o anarco-estrela defensor dos indefensíveis se enfureça lendo isso e diga novamente “É assim como eles me pagam? Se eu lhes emprestei dinheiro!”. A credibilidade do anarquismo moderno está em pedaços pelo chão, e isso foi constatado com o que escreveu um feroz individualista:

“(…) hoje em dia não dou a mínima para o que se diga sobre mim, pela simples razão de que eu há tempos já não me concebo dentro do chamado Movimento Anarquista, nem do plataformista, nem do reformista, nem do esquerdista, e muito menos (especialmente) dentro do aspectro-mentira-falsidade anarquista insurrecional (com todas as suas variantes). Acabei me enojando de tudo isso, de todas aquelas pessoas que só falam e nada fazem, porque quando se trata de ser coletivistas todos são coletivistas, quando se trata de ser individualistas todos dizem ser individualistas. Acabei por estar farto da mentira ideológica do insurrecionalismo e acabei por me dar conta da verdade por trás do mito.” (5)

IV.

“Mulheres, velhos, crianças, todos devem ser afogados em sangue”.
Paolo Schicchi, anarquista italiano, 1892.

Há um conflito irreconciliável entre os frades anarquistas do tipo 325 e a minoritária seita à qual pertencemos, isso não negaremos. Já não queremos nos atolar neste jogo chato de contestar críticas porque sabemos que o intelecto de vocês não é capaz de compreender do que estamos falando, queremos apenas que fique bem claro que tudo tem a sua consequência, e que cedo ou tarde, esperem ou não, alguns de nós investiremos como a águia no peixe.

Adiante com os atentados indiscriminados e seletivos!
Adiante, teóricos eco-extremistas!
Adiante, membros de ITS na América e Europa!
Adiante, cúmplices criminosos!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – México

NOTAS:

1).https://325.nostate.net/2018/09/15/who-is-arturo-vasquez-a-paralegal-or-an-eco-extremist-mafia-usa/

2).http://maldicionecoextremista.altervista.org/europa-de-e-mails-enviados-a-la-policia/

3).https://www.thescottishsun.co.uk/news/2321310/anti-terror-cops-email-named-group-behind-bomb-scare-edinburgh-princes-street-gardens/

4).http://www.elgrafico.mx/la-roja/04-12-2017/fracturan-con-golpiza-joven-en-ciudad-universitaria

5).http://maldicionecoextremista.altervista.org/es-en-delaciones-en-cadena-si-claro-en-mexico-city

[MÉXICO] Terceira Entrevista a Individualistas Tendendo ao Selvagem: A Mentira Sempre Tem Pernas Curtas

Tradução de uma entrevista de ITS concedida no ano passado à revista política “Siempre!”. Contando com esta já seriam três entrevistas realizadas pela a mídia tradicional ao grupo eco-extremista internacional.

A entrevista foi publicada na revista impressa e no site da empresa jornalística mencionada, embora não de forma completa. Maldición Eco-extremista a publicou inteira e sem cortes e Espectro realizou e nos envio a tradução ao português.

É importante mencionar que desde a publicação da entrevista (2017) ITS se expandiu ainda mais pelas Américas e inclusive pela Europa, com o surgimento de grupos na Grécia, Reino Unido e Espanha. A onda de violentos ataques e mortes também não se deteve.

Vale também ressaltar que apoiamos completamente a decisão de ITS de utilizar a mídia tradicional para emitir a sua mensagem anti-humanista de vingança. Porque não há propaganda “boa” nem “má”, existe apenas a propaganda em si!

1. – Desde quando o grupo existe e em quais outros países operam?

Em 2011 “Individualidades tendendo ao selvagem” (Its) começou a operar, levando a cabo ataques contra centros de pesquisa científica, universidades, entre outros, nos municípios do Estado do México, nas delegações da Cidade do México, em Hidalgo, Morelos, Guanajuato, Veracruz e Coahuila.

Cabe destacar aqui que desde o ano de 2011 até então nós passamos por várias fases, por exemplo, em 2014 formamos um grupo chamado “Reação Selvagem” (RS) junto com uma dúzia de grupos que aderiram ao projeto, operando no Estado do México, Cidade do México e Tlaxcala, deixando de lado o nome “Its”. Já em 2015 RS foi dissolvido para que cada grupo continuasse o seu caminho sem estarem necessariamente unidos.

Em 2016 renasce “Individualistas Tendendo ao Selvagem” (ITS), e até agora temos presença na Cidade do México, Estado do México, Coahuila, Chihuahua e Jalisco. Este novo ITS tem como um de seus objetivos a expansão internacional desta tendência, portanto, em fevereiro deste mesmo ano, grupos de ITS surgiram no Chile e Argentina. Em Santiago, capital chilena, um grupo de ITS incendiou uma máquina do tipo “Metrobus” em plena luz do dia e com passageiros ainda dentro, e embora não houveram feridos, o ataque foi o terrorístico sinal da chegada do eco-extremismo ao sul do continente. Neste mesmo mês, mas em Buenos Aires, capital argentina, um grupo de ITS detonou um artefato explosivo nas imediações da Fundação Argentina de Nanotecnologia, realizou várias ameaças a cientistas e abandonou um pacote-bomba em uma estação de ônibus. Em agosto de 2016 o eco-extremismo chegou ao Brasil, um grupo de ITS detonou uma panela de pressão cheia de pólvora negra no estacionamento do centro comercial Conjunto Nacional, em Brasília.

Devemos reconhecer que nestes anos de atividade o Eco-extremismo teve cúmplices, afins de sangue aderidos à tendência do Terrorismo Niilista, defendida e representada pelas Seitas Egoarcas na Itália. Também surgiram vários grupos na Alemanha, França, Finlândia, etc., que embora não se digam eco-extremistas, compartilham o discurso visceral contra a civilização e o progresso humano, melhorando com isso a “bandeira” do individualismo.

Como é possível ver, não somos um grupo novo que saiu do nada, temos um histórico e as autoridades federais sabem disso, só que nunca nos reconheceram de maneira direta porque não lhes convém e, claro, a grande maioria dos meios de comunicação dissemina a verdade “oficial”, embora esta sempre feda.

2. – Qual é o objetivo de vocês para formar um grupo desse tipo e o que realmente estão buscando?

Individualistas Tendendo ao Selvagem é um grupo de pessoas anônimas com conexões internacionais unidas para fins criminosos, ou seja, somos uma Máfia.

ITS é um grupo com vistas à destruição e ao caos na civilização, detestamos e rechaçamos cada aspecto da vida civilizada, artificial e industrializada que é imposta à Natureza Selvagem. ITS é a vingança esquecida que nossos antepassados nos deixaram. Há séculos atrás os antigos reagiram violentamente contra a chegada dos ocidentais, mas também reagiram da mesma forma contra a chegada das civilizações mesoamericanas. Os nativos caçadores-coletores nômades destas terras nunca se renderam e muitos preferiram morrer ao invés de se submeter a modos de vida alheios às suas culturas. Na ITS nós resgatamos essa resistência selvagem, agora nós reagimos violentamente contra qualquer indício de civilização como fizeram os nossos antepassados mais antigos. ITS é apenas a expressão de algo maior, ITS é também a chuva que inunda cidades, é a avalanche que soterra vilas inteiras, são os raios que acertam infraestruturas alheias ao ambiente, é o terremoto que inesperadamente põe tudo abaixo, é o ataque da onça contra a sua presa, é o belo canto do faisão, o vôo do condor, o nado das tartarugas marinhas, as ervas que saem do pavimento rachado das pestilentas cidades. Todos nós temos um assassino primitivo no fundo de nosso ser, e nós o deixamos sair e isso surgiu e não iremos parar, porque o eco-extremismo é apenas uma expressão do Selvagem, ITS é um grupo de indivíduos com um objetivo comum mas, por si só, o Selvagem sempre prevalecerá.

Cabe ressaltar que nós não queremos voltar para as cavernas, não queremos voltar a ser primitivos como o homo sapiens, e qualquer um que diga isso é um idiota e não leu nada do que nós escrevemos. Isso é ITS, e nós realmente não esperamos que muitos entendam isto, poucos o fazem.

3. – Por que utilizar o crime como um meio para resolver conflitos? Por que ir ao extremo de atentar contra a vida das pessoas? Não há outra saída?

Para nós não há saída pacífica a isto, não há ofertas com ninguém, não há acordos nem negociações, o que estamos vivenciando é uma Guerra entre o civilizado e a Natureza Selvagem. Por acaso há outra saída para as milhares de árvores que são cortadas diariamente pelas mãos humanas? Por acaso houve outra saída para os animais selvagens marinhos presos nas redes dos pescadores legais e ilegais? Por acaso houve outra saída para os nossos ancestrais que foram expulsos de seus territórios e massacrados séculos atrás pelos ocidentais que vieram para “nos conquistar”? Por acaso houve outra saída para a Terra devastada pela extração de minérios das grandes indústrias? Por acaso há outra saída a toda esta loucura civilizada? CLARO QUE NÃO. O humano moderno segue crendo que é o umbigo do universo, segue se sentindo deus e dono de tudo ao seu redor, embora a sua existência signifique para o universo uma total insignificância. Nós, ITS, aceitamos que somos parte do ser humano moderno, só que nós nos demos conta de que ainda somos parte da Natureza Selvagem, porque quando vemos um rio contaminado sentimos raiva, quando vemos máquinas perfurando a Terra nos gera tristeza, quando vemos milhares de carros indo e vindo nas fedorentas cidades sentimos ódio, quando vemos o avanço da mancha urbana sepultando ambientes inteiros sentimos repúdio, quando lembramos que os antigos morreram lutando contra os civilizados a única coisa que sentimos é o desejo de reivindicar a sua vingança e continuar com a sua guerra, e o crime é o punho com o qual batemos. Dizem por aí que em um país cheio de ladrões ser um criminoso é motivo de orgulho, por isso tomamos para nós estas palavras.

Deve-se notar que a nossa causa não é nobre, não é de justiceiros se acaso pensaram isso em algum momento, ITS é um grupo politicamente incorreto de criminosos, defensores amorais do Selvagem, assassinos do que é ocidental e não lamentamos dizer isso porque aprendemos com isso, com o Selvagem. Somos indiscriminados como os terremotos e as inundações, somos bestiais como as onças atacando e discretos como as raposas espreitando.

4. – Existe alguma pessoa ou grupo que patrocine vocês ou algum grupo que esteja com vocês?

Dentro do que chamamos de Máfia Eco-extremista existem vários grupos que, certamente, não são parte de ITS e não tem relação conosco, mas que lideram diferentes projetos de propaganda teórica, porém não há patrocínio de ninguém. São vários os grupos que editam as revistas, escrevem textos com bases filosóficas e antropológicas (principalmente), criam blogs, traduzem artigos, estão a par do que acontece, e mantém isso em um constante fluxo de atividade. Por exemplo, os nossos comunicados estão traduzidos ao inglês, italiano, português, tcheco, polaco, alemão, francês, turco, romeno, grego, galês e até mesmo em hebraico. Isso é a prova de que nossas palavras e atos têm se estendido também graças a todos aqueles e aquelas que simpatizam com a nossa tendência, mas, novamente, estes grupos NÃO tem nada a ver com as atividades de ITS.

5. – O que vocês se consideram? São anarquistas? Qual é a filosofia de vocês?

Não, nós não somos anarquistas. O anarquismo é bastante recente em comparação com o que defendemos. Te digo que naquela época do Iluminismo muitas das ideias liberais começaram a florescer na Europa, houve uma em particular que aquelas velhas massas proletárias se apegaram muito (além do Marxismo), especialmente por suas demandas idealistas, foi assim como o anarquismo teve seu auge no século XIX. Naquela época as pessoas sonhavam com um amanhã melhor, devaneavam em trabalhar no hoje para a “revolução” futura, algo que nunca chegou a ser plenamente realizado devido aos “obstáculos” que os estados colocavam no caminho ácrata. E se esta “revolução” por acaso tiver chegado ela se transformou em algo completamente diferente das ideias originais. É engraçado porque os anarquistas quase sempre eram tão estupidamente nobres que até mesmo deixavam o caminho livre para os comunistas, e então eles se apoderavam de suas realizações e se atribuíam de seus trabalhos, assim aconteceu na Ucrânia, Rússia, Cuba, Espanha e até mesmo aqui, em Veracruz, durante o movimento arrendatário, mas estas são outras histórias.

Voltando ao assunto, o anarquismo é uma daquelas ideias nascidas das demandas progressistas de “liberdade, igualdade e fraternidade”, demandas que nós desprezamos completamente, uma vez que a “liberdade” já não existe nesta era, é uma palavra e prática morta, alguns tolos quiseram se apegar a seu cadáver, mas cedo ou tarde acabam fedendo junto aos restos podres da história. A “igualdade” é um mito, tampouco existe, nada é igualitário, e se alguma vez fosse, o mundo seria uma cópia fiel do romance de Orwell ou pior ainda, do de Huxley. A “fraternidade” é uma questão relativa, mas quando os progressistas a invocam quase sempre se referem a uma fraternidade ou solidariedade com o “próximo”, o que é asqueroso. Como você pode ser fraterno com alguém que você não conhece? A solidariedade promiscua é o que o sistema quer que pratiquemos para que ele siga adiante, porque quanto menos problemas sociais existirem tudo irá segundo o planejado. O sistema precisa de menos crimes, menos corrupção, menos discriminação, menos discussões entre diferentes grupos sociais para que a civilização siga de pé, é por isso que a mídia dissemina tanto esse mito da igualdade, da não-violência e contra a divisão, e é por isso que nós repudiamos a igualdade e somos violentos, porque somos desses humanos que resistem em ser ovelhas do rebanho, somos a contrapartida deste sistema, nossos instintos assassinos voltaram dos lugares mais hostis habitados pelos selvagens. Então, com os nossos ataques estamos honrando a memória de Guerra dos antigos, estamos levando o caos e a destruição a uma civilização que declarou guerra não só a nós, mas a toda a Natureza Selvagem. O vírus do humano moderno se estende, eles destroem bosques, contaminam rios, envenenam a Terra, roubam minerais, vagueiam sem rumo, invadem ambientes, modificam sementes, etc. Eles têm visto a devastação que causaram na Terra e buscam por novos planetas para habitá-los no futuro; o sistema tecno-industrial tornou-se extremista, então por que não reagir da mesma maneira contra todo este lixo? ITS faz isso, reagimos na forma de atentados porque isso é uma Guerra, porque embora aceitemos que somos humanos modernos temos dentro de nós a chama da confrontação selvagem.

ITS não se define ideologicamente, nós representamos uma tendência chamada “Eco-extremismo”, que é anti-política, amoral, suicida, indiscriminada e seletivamente terrorista, pessimista, anti-revolucionária, que realça as crenças pagãs ancestrais anti-cristãs, levanta o nome da Natureza Selvagem, ridiculariza até não poder mais a demência dos valores humanistas, rechaça categoricamente o progresso humano, e não tem problemas em cair em supostas “contradições” no discurso, por exemplo, no uso da internet para realizar propagandas. Tudo está justificado, nesta guerra se vale de tudo.

6. – Como operam? Realizam algum tipo de atividade para conscientizar as pessoas sobre cuidados com o meio ambiente ou seus atos são destinados unicamente, como afirmado à imprensa, a aterrorizar, ferir ou assassinar?

A verdade é que não nos interessa “conscientizar” as pessoas, não somos revolucionários nem nos interessa que as pessoas “despertem” de seu sono letárgico. A massa gosta de viver entre seus próprios excrementos e bem, você perguntaria, e porque então publicar comunicados, propagandas e responder a entrevistas se não querem conscientizar os outros? E a resposta é fácil. Sabemos que há individualistas como nós em alguma parte desta bonita Terra, e sabemos que são muito poucos, estes atos são um eco que chegam a eles, que talvez os inspirem a realizar atentados como nós. Os comunicados nós publicamos não para ganhar adeptos ou para chamar a atenção para a contaminação (por exemplo), mas para reivindicar egoisticamente os atos que são nossos, ITS não permitirá que outros se responsabilizem pelo que temos feito ou que as autoridades afirmem que foi a delinquência comum, NÃO, os atos que fazemos são unicamente nossos e escolhemos um acrônimo na União de Egoístas para gerar uma ferida em nossas vítimas, queremos aterrorizar porque isso não responde a nenhuma demanda política, é apenas por seguir o impulso animal-primitivo e impô-lo sobre o civilizado.

7. – Como vocês escolhem as suas vítimas? Vocês tem contato com elas antecipadamente ou simplesmente as escolhem aleatoriamente?

Depende, o especialista em biotecnologia Ernesto Méndez Salinas assassinado em Cuernavaca, nós o seguimos durante semanas, até que metemos uma bala em sua cabeça em 8 de Novembro de 2011, enquanto ele dirigia a sua camionete por uma das vias mais famosas da cidade.

Com o vice-reitor da Tec de Monterrey aconteceu o mesmo, alguém nos disse que ele viajaria de Monterrey a Chihuahua para um assunto de família, e quando ele saía de uma igreja nós o caçamos e o matamos em Fevereiro deste ano, embora devamos dizer que por uma falha na pistola utilizada não pudemos disparar contra a sua esposa, então decidimos apenas tomar a sua bolsa para que ela não chamasse a polícia, mas se não fosse por isso a sua esposa teria tido o mesmo destino que o seu marido. Foi por isso que as autoridades de Chihuahua disseram que havia se tratado de um roubo, mas eles sabem que não foi apenas isso.

Já o casal que matamos no Monte Tlaloc nós os matamos apenas porque se encontravam no caminho. Originalmente íamos pelos madeireiros, os quais nunca apareceram, apenas estes dois transeuntes “amantes da natureza”. Nós não queremos ver humanos nos ambientes ameaçados por eles mesmos, então os madeireiros, campistas, exploradores e assim por diante também estão na lista. O mesmo aconteceu com a mulher assassinada na Cidade Universitária, já dissemos na entrevista com a Rádio Fórmula porque a matamos, não precisamos dizer mais nada a respeito.

O que queremos deixar claro é que nós não temos uma maneira específica de atacar, da mesma forma que podemos colocar uma bomba em um shopping para que fira a todos aqueles e aquelas que estejam perto do artefato, nós podemos também matar a um cientista especializado e podemos atacar por todas as partes, desenvolvendo-nos prazerosamente no ato de atentar, desfrutando do momento e gerando nervosismo, Caos e desestabilização.

8. – Por que agir dentro da UNAM? Há alguma conexão com algum outro grupo, por exemplo, com o que tem ocupado o auditório Che Guevara?

A UNAM é o berço do progresso, a partir dali são concebidas as mentes do futuro, que estão sempre pensando em melhorar o lixo que está deixando a espécie. A UNAM, a Tec de Monterrey, qualquer universidade pública ou privada, qualquer centro educativo, todos tendem à artificialidade, é por isso que merecem pacotes-bomba, incêndios, balas, terror e morte.

E sobre o auditório Che Guevara, queremos deixar bem claro que nós desprezamos esse lugar tanto quanto nós desprezamos o progressismo. Dentro deste okupa se escondem um bando de hippies fedorentos revolucionários que enchem as suas sifilíticas bocas com álcool, inalam e fumam drogas enquanto dizem que são “livres”, enquanto pagam de fodões, sempre se esquivando da ideia de que também são fantoches; este tipo de gente é o pior lixo. São estas pessoas que estão a favor do progresso humano, mas de uma maneira diferente, não se dão conta de que estão iludidos, mas ainda sim se sentem os mais radicais. Há tempos a comunidade universitária tem os “convidado” para que abandonem a CU, os estudantes bunda mole fazem marchas e entre todas as suas razões para expulsá-los dali dizem que é porque dão “má imagem à UNAM”, que “quando passam fedem à maconha”, rá! Sabem o que vemos aí? Primeiramente, vemos a eterna luta entre “moderados” ou “ultras” da greve de 99 (com muitas nuances claras), e segundamente, vemos a hipocrisia feita realidade, de um lado os “okupantes” se fazendo de coitadinhos, e do outro os estudantes julgando a seu próprio reflexo, como se eles fossem abstinentes. Enfim… Nós não tememos a relação com eles nem com nenhum okupa, organização, nem grupo anarquista, marxista, nacionalista ou de qualquer tipo, pois o que defendemos vai contra o que eles acreditam.

9. – Estamos inevitavelmente em um ano eleitoral, e há quase um ano uma mudança no comando presidencial, há alguma conexão entre suas ações e isso?

Repito, nós não temos ideologias políticas, o que defendemos vai além da política, então pensar que o que fazemos tem um fundo político é repetir o mesmo coro conspiracionista de 50 anos atrás.

10. – Há algo a mais que vocês crêem importante destacar na entrevista?

Nada. Apenas acrescentamos que seguiremos com o que fazemos, nada disso acabou, as autoridades e certos meios de comunicação podem até se fazer de desentendidos e dizer que o que fazemos é falso ou que não fomos nós quem fizemos, não nos importamos, há apenas que enfatizar uma coisa, a mentira tem pernas curtas…

-Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS)

Revisitando a Revolução

Texto extraído da Revista Anhangá N° 2. Texto original em The Wild Will Project.

Resumo – Os selvagistas, assim como seus precursores ideológicos, em geral apoiavam a noção de “revolução” como resposta a seus anseios. No entanto, uma série de grupos conhecidos como “eco-extremistas”, que vieram dos mesmos precursores ideológicos que os selvagistas, desafiaram a “abordagem revolucionária” do retorno ao selvagem. Este artigo explica a abordagem revolucionária e por que os eco-extremistas estão certos.

A Velha Visão

Os valores dos eco-radicais e eco-extremistas selvagistas já foram suficientemente elaborados, mas parte da minha intenção ao iniciar este jornal era explorar e esboçar um modus operandi com base nesses valores. Até então, eu (e aqueles com quem trabalho) havíamos nos atido a uma noção aproximada de “revolução”, ou melhor, de reação anti-industrial. O raciocínio era tal como se segue:

Já que desejamos que o mundo entre em colapso para tornar-se um lugar menos administrado ou mais selvagem, nossa preocupação é como alcançar um estado de coisas em que o modo de produção industrial seja tornado cada vez menos eficiente, ou até mesmo, em algumas regiões, um estado em que ele seja destruído para além de qualquer possibilidade de restauração. Mas, é claro, a vida industrial é por demais conveniente. É pouco provável, então, que as pessoas se revoltem contra ela.

No entanto, historicamente tem havido períodos revolucionários em que esse tipo de coisa torna-se possível – épocas em que as pessoas de um lugar específico perdem muitas de suas inibições normais e agem fora dos limites da moralidade convencional. Durante esse período, é muito mais provável que as pessoas ajam contra os seus interesses materiais imediatos, deixando um espaço para que minorias pequenas e organizadas tirem vantagem desse momento de massa e instiguem a ação contra toda estrutura que considerem ilegítima. A Revolução Francesa foi um desses períodos. E o partido bolchevique da Revolução Russa, que explorou metodicamente muitos aspectos inerentes à sociedade de massa, demonstrou como uma minoria pode fazer uso de um momento como esse.

Evidentemente, parte da análise selvagista envolve uma compreensão de que a sociedade (e sua técnica) desenvolvem-se de modo autônomo em relação a qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos; ou seja, as culturas evoluem (ver “Technical Autonomy). Isso significa, entre outras coisas, que os revolucionários não podem planejar sua revolução. A Revolução Francesa, por exemplo, foi resultado de forças imprevisíveis tais como a fome e a industrialização; e a Revolução Russa irrompeu em um momento de intensa pobreza dos russos e de guerra mundial. Esse aspecto do desenvolvimento cultural em geral em que este “arrasta os humanos consigo” também é o motivo pelo qual os revolucionários conseguiram destruir a sociedade-alvo, mas falharam miseravelmente em instituir seus esquemas utópicos racionais. De novo, as culturas evoluem; elas não são planejadas. A única razão pela qual os radicais da época conseguiram tirar vantagem da instabilidade foi porque, de antemão, eles se organizaram e se isolaram, criando uma minoria resoluta não comprometida com a estrutura dominante que buscava derrubar. Por conta disso, os selvagistas e suas influências ideológicas (por exemplo, Kaczynski e os indomitistas) defendiam a criação dessa minoria, que se prepararia para a ação cada vez mais radical em tempos de instabilidade. Essa minoria não teria esperanças de instaurar esquemas racionais, mas se dedicaria totalmente a atacar de modo implacável a sociedade industrial.

Nós, eco-radicais, acreditávamos que essa era a única forma de causar dano máximo ao sistema industrial global. Não é que a revolução fosse uma solução perfeita. De qualquer forma, soluções perfeitas não existem. Mas outras propostas eram ou completamente irrealistas ou não iam longe o bastante, e a reforma é impossível como uma força satisfatória, dadas as demandas de nossos valores. Havia até mesmo uma chance de que a reação seria global em alcance, o que significaria não que toda a indústria entraria em colapso, mas que os esforços revolucionários estariam ocorrendo em muitos lugares ao mesmo tempo, talvez com algumas regiões em que eles seriam mais bem-sucedidos. Essa é uma possibilidade nos dias de hoje porque a infraestrutura industrial unifica o mundo, permitindo que as mensagens se espalhem muito mais rápido do que antes. Essa foi, no fim das contas, a razão pela qual os valores da Revolução Francesa se espalharam tão rápida e completamente; e é o motivo pelo qual os jihadistas podem agora ser vistos atacando por toda parte.

Além disso, em regiões onde houve colapso estatal ou industrial, muitas vezes causado por revoluções, podemos observar ganhos notáveis para a natureza selvagem. Considere-se, por exemplo, a Síria, a Líbia, muitas partes do Afeganistão, e até mesmo lugares ao sul dos EUA, como o México e o Brasil. Onde há um alto grau de instabilidade na sociedade moderna (indústria, democracia, instituições humanistas, etc.), as sociedades são menos vigiadas, a natureza não-humana é menos desenvolvida em um sentido material, a infraestrutura começa a ruir… De fato, as emissões de carbono no Oriente Médio estão diminuindo rapidamente devido à atividade revolucionária que se passa por lá, tal como é de se esperar, já que as emissões desde a Revolução Industrial somente diminuíram globalmente em tempos de declínio ou de colapso (por exemplo, a Grande Depressão, o colapso da União Soviética, a Recessão de 2008 etc.).

Porém, esse raciocínio é falho. Não é que a reação em si mesma seja algo indesejável ou mesmo impossível. Claramente, ela é possível. Por exemplo, os jihadistas, não importa o quão abomináveis sejam, estão de tal modo suficientemente organizados e difundidos que, se algum fator externo incontrolável, como um desastre natural, causasse danos severos às sociedades industriais, eles poderiam tirar vantagem desse momento e provocar um enorme estrago. A rigor, é errôneo basear a própria ecodefesa nessa possibilidade, é errôneo imaginar a reação como uma “solução definitiva” para os problemas do Progresso, e é errôneo legitimar o retorno radical ao selvagem por referência ao período revolucionário. Nossos valores oferecem uma mensagem diferente dessa.

Um grupo com influências ideológicas semelhantes às dos selvagistas, os assim chamados eco-extremistas, tentaram elaborar esse argumento em seus comunicados e escritos. Inicialmente, seus argumentos pareciam juvenis, impacientes, imediatistas. Porém, com o passar do tempo, sua análise tornou-se mais aguçada e, quanto a mim, eles conseguiram me convencer que o lugar da revolução no discurso selvagista deveria ser repensado. Depois de muito debate sobre essa questão, minha posição (e a da maioria das pessoas com quem trabalho) mudou.

A Nova Visão

Em primeiro lugar, consideramos o retorno ao selvagem e a ecodefesa como bons em si mesmos. Não há necessidade de um evento futuro que os legitime. É no presente que a natureza selvagem está sendo dominada e destruída, e é no presente que a defenderemos e a restabeleceremos. A ação radical pode precisar de uma justificativa especial, mas isso pode ser facilmente explicado, e não por recurso ao messias da revolução: se a própria ameaça é radical, por que a defesa, por sua vez, não pode ser radical também? Conforme assinalei em “The Foundations of Wildist Ethics”, é razoável dizer que, à medida que o selvagem torna-se cada vez menos uma qualidade definidora de nosso mundo, tanto mais valioso ele se torna, e tanto mais justificável a defesa radical. “Nenhum recurso a não ser ao presente.”, disse um selvagista; e ele tem razão.

Ademais, a revolução não é nenhum messias. Visto que nenhum humano ou grupo de humanos pode incitá-la – apenas tirar vantagem do momento –, nunca está claro como ela irá terminar. De novo, podemos observar isso em regiões onde a revolução ou o colapso estão ocorrendo. Alguns desses processos foram bastante prejudiciais à natureza selvagem, ou pelo menos não foram ideais, e a situação é tal que um curso de eventos semelhante será comum em situações futuras. Pode ser que a revolução aconteça e ainda haverá trabalho a fazer. Um único evento, portanto, não é o foco. Na verdade, é possível que ele seja tangencial.

Considere-se, por exemplo, outros meios através dos quais o colapso ocorreu. Alguns colapsos aconteceram sem absolutamente nenhuma participação humana, com a própria natureza selvagem batendo tão forte que nenhuma intervenção humana se fez necessária; em outros casos, a única participação humana foi a resistência ao colapso, mas fracos como somos enquanto força motriz da sociedade, ele ocorreu mesmo assim. Em alguns lugares, a revolução apenas levou a mais Progresso, ou a regimes totalitários que, embora menos eficientes do que as democracias, continuam sendo incompatíveis com nossos valores. Em suma, a revolução não é o fim. Pode-se até mesmo argumentar que, muitas vezes, ela é apenas o começo.

Isso envolve um aspecto da análise selvagista que eu já havia notado que parece ser contraditório com a proposta anterior da revolução: nosso fatalismo. Acreditamos que os humanos estão tão sujeitos aos processos e aos rumos da natureza selvagem quanto qualquer outro animal; e como qualquer outro animal, somos levados por ela, não uma força motriz por trás dela, não importa o quão enganosas nossas percepções possam ser. Isso é ilustrado até mesmo pelo materialismo científico moderno e por seu determinismo (seja ele literal ou, dependendo da interpretação que se tenha dos fenômenos quânticos, prático). Escrevi brevemente sobre isso em “The Question of Revolution”, chamando a atenção para o fato de que o colapso não é algo que os selvagistas pensam que possam causar. Em vez disso, se é para acontecer, acontecerá de qualquer forma. O colapso, portanto, é mais uma previsão, e falar de ação ou livre arbítrio é meramente uma “ficção útil” para mentes humanas que nunca conhecem nem são capazes de conhecer o bastante para que tenham certeza de seu destino. Isso, o argumento do naturalismo filosófico, é de fato aquilo em que eu mesmo acredito; os eco-extremistas o mais das vezes falam simplesmente em fatalismo, sem referência a fundamentos filosóficos mais profundos. Nesse mesmo sentido, muitos caçadores-coletores adotavam uma espécie de ponto de vista fatalista em relação à vida, forçados como eram a reconhecer sua pequenez perante as montanhas, os mares e o céu noturno não poluído.

O que dizer, então, da possibilidade de que o colapso talvez nunca ocorra? É aqui que os eco-extremistas conseguiram me convencer. Eles dizem: “Pouco importa.”. Eles têm razão, tal como eu mesmo observei na mesma seção de “The Question of Revolution”. A despeito da possibilidade da revolução, me mantenho firme nos meus valores e agirei de acordo com eles. Estas instituições, esta sociedade, a infraestrutura industrial sobre a qual ela é construída – pode ser que tudo isso continue conosco para sempre, mas isso não significa que eu tenha que respeitá-las. Tampouco acredito que sequer consiga fazê-lo. Estou condenado, fadado, talvez: nada posso fazer a não ser desprezar o controle de minha vida e do mundo selvagem que amo.

Mais uma vez, os eco-extremistas defenderam esse argumento há mais tempo do que eu. Embora os selvagistas sempre tenham argumentado que os valores originam-se da vontade individual – seu niilismo em relação aos valores objetivos tendo também sua fonte no naturalismo filosófico supracitado –, os eco-extremistas foram aqueles que assumiram firmemente sua posição e agiram como indivíduos, não apenas dispensando a revolução como uma força legitimadora, mas também os movimentos de massa. Pode ser que ajude que os outros estejam comigo, mas eu pouco preciso deles para poder viver com integridade, e eu em nada dependo deles para fazê-lo.

Por fim, dado o caráter não planejado dos fenômenos culturais de massa, é arriscado argumentar a favor do messias da revolução. Considere-se meu ensaio “The Question of Revolution”, no qual discuti mais sobre a moralidade relativa à revolução do que sobre estratégia e incitação. Como, questionei, a morte causada pela revolução é compatível com os valores selvagistas? E quanto aos perigos do colapso nuclear? Loucura humana? Ao responder a essas questões, eu normalmente explicava que elas eram irrelevantes, dado que os humanos não causam as revoluções. Nenhum movimento revolucionário, não importa o quão forte, vai ter um botão que, quando acionado, desencadeará o colapso industrial. Assim, eles não seriam responsáveis por tudo o que ocorresse (sob qualquer noção normal de “responsabilidade”). Em vez disso, sendo os humanos criaturas com conhecimento e influência limitados, qualquer instabilidade revolucionária somente contará com o reforço de indivíduos que ajam de acordo com o modo que julgarem apropriado naquele momento, sendo esses indivíduos responsáveis pelas consequências dessas ações específicas, mas incapazes de prever o rumo geral de sua sociedade. No entanto, muitas vezes eu vacilava em minha análise ao tentar uma visão “global” da situação, por exemplo, ao argumentar que a morte causada por uma situação revolucionária não chega nem perto da devastação causada pelas mudanças climáticas, pelas extinções de espécies (que chegam a mais de 1.000 vezes a taxa de extinção natural!), e por outros problemas citados pelos eco-radicais.

E até mesmo nesse caso, eu quase me contradisse ao chamar a atenção para as limitações da razão moral humana, provavelmente de base biológica. Por exemplo, eu mencionei as descobertas de Paul Slovic, um psicólogo social que observou que os humanos geralmente passam por um processo de “entorpecimento psíquico” em relação ao sofrimento à medida que o número de humanos que sofrem fica maior. Em um experimento, ele pediu que os voluntários doassem dinheiro para uma causa que alimentava crianças na África, dizendo a eles que uma criança específica estava precisando de ajuda; mas à medida que os números aumentavam, ou se o sofrimento da criança era colocado no contexto de uma tragédia maior, as doações diminuiriam rapidamente. Isso ocorria até mesmo depois que apenas mais uma criança era mencionada. Foi com esse tipo de limitações em mente que eu brinquei com a ideia de uma moralidade baseada na razão em “Foundations”, argumentando que em uma situação não-natural como essa em que nos encontramos, precisaríamos usar muito mais o lado racional de nossa mente do que o lado intuitivo. Mas nem sequer está claro que isso seja possível, o que torna um experimento como esse altamente perigoso. Além disso, qualquer tipo de raciocínio dependeria de dados acessíveis somente através da infraestrutura científica e industrial moderna ou hipermoderna – algo obviamente incompatível com nossos valores regressivos.

Em vez disso, os eco-extremistas – corretamente – argumentaram que deveríamos ignorar qualquer raciocínio “global” e agir no presente de acordo com nossos valores. Se um radical ataca a infraestrutura industrial, ele o faz porque acredita que a ação seja justificada nesse caso específico; se mata um técnico, terá que viver com a responsabilidade; se tira vantagem de uma manifestação para dar notoriedade aos valores eco-radicais, justificará a ação com sua própria vontade selvagem.

Ressalvas e Esclarecimentos

É claro, nada disso significa descartar uma reação anti-industrial como uma possibilidade, especialmente em regiões pequenas, como países equatoriais que serão afetados pelas mudanças climáticas. Em vez disso, significa que se ela ocorrer, será meramente um evento significativo no decorrer de nossas vidas – ou não. Os eco-extremistas em geral parecem concordar nesse ponto. MictlanTepetli, o propagandista com o qual conversei, disse: “É claro, se a oportunidade surgir e nos depararmos com um setor da cidade destruído pela guerra civil ou por uma catástrofe semelhante, nos dedicaríamos a resselvagizar esse lugar, sem sombra de dúvida.”. Esse é, em geral, o posicionamento das pessoas com quem trabalho. Não faz sentido ficar de braços cruzados. Mas alguns comunicados eco-extremistas dizem que a revolução é absolutamente impossível, e eles têm certeza disso. Isso eu não posso dizer que seja de fato verdade; simplesmente não temos como saber, e é o máximo que se pode dizer a respeito. Basta dizer que pouco importa se a revolução irá ou não ocorrer. Tal como um texto eco-extremista coloca:

“Sim, os eco-extremistas são pessimistas e lamentavelmente nos demos conta de que a destruição da civilização é impossível. A única capaz de causar um dano sério à civilização e, na melhor das hipóteses, acabar com ela, é a própria Natureza Selvagem; então, o que fazer?; cruzar os braços e esperar?; observar como a civilização se expande em todas as direções acabando com os hábitats selvagens, sem fazer nada? Nunca!”

É claro, tal como escrevi anteriormente, os eco-extremistas, mais do que qualquer outra pessoa, seriam capazes de tirar vantagem da instabilidade, seja ela revolucionária ou não. Considere-se os bolcheviques. Lenin manteve o partido altamente isolado do resto da sociedade que eles pretendiam destruir, resistindo à propaganda dominante e exacerbando essa deslealdade através da atividade conspiratória. Ele também promoveu vários projetos congruentes com essa estratégia, como um “jornal com circulação em toda a Rússia”, que ensinava aos revolucionários como se coordenarem ao mesmo tempo em que aprendiam como explorar a tensão ao de fato fazê-lo quando os sindicatos se rebelassem ou entrassem em greve. Não foi esperando que eles tiveram êxito, mas sim somente agindo. Os jihadistas operam de um modo semelhante. É claro, grande parte disso é irrelevante para a filosofia e para os valores eco-radicais, em especial a natureza de massa da estratégia leninista, mas permanece a questão: aprende-se agindo agora, e nada menos do que isso. E, de novo, isso é verdadeiro não apenas em uma situação revolucionária. Desastres naturais, tribos não-contatadas lutando de um modo selvagem contra os civilizados, e muitos outros aspectos em que a natureza contra-ataca fazem parte da luta eco-radical. Tal como os eco-extremistas colocam:

“O eco-extremismo é a resistência armada das tribos amazônicas em guerra contra os madeireiros, as petroleiras, os mineradores; é a flecha lançada contra os helicópteros pelos aborígenes isolados na África, é a continuidade das crenças pagãs que resistem à cristianização total, é a resistência individual por meio das atividades delinquenciais contra a domesticação, é o tornado, o terremoto, a ferocidade dos últimos coiotes, a hostilidade dos elefantes, é a abelha que solta seu ferrão para depois morrer, o eco-extremismo é a violenta defesa da própria Natureza Selvagem, suas reações, suas respostas e manifestações.”

Bibliografia:

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Peters, G., Marland, G., Quere, C., Boden, T., Canadell, J., & Raupach, M. (2012). Rapid growth in CO2 emissions after the 2008-2009 global financial crisis. Nature Climate Change, 2, 2-4.

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Selznick, P. (1952). The Organizational Weapon: A Study of Bolshevik Strategy and Tactics. RAND Corporation.

Slovic, P. (2007). “If I look at the mass I will never act”: Psychic numbing and genocide. Judgment and Decision Making, 2(2), 79-95.

Último Reducto. (2009). Con Amigos Como Éstos…: Último Reducto vs. Los Amigos de Ludd.

[PT – PDF] Revista Anhangá N° 2 – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul

Em destaque

É com tremendo orgulho criminal que apresentamos a segunda edição da Revista Anhangá – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul, lançada pelo Editorial Ponta de Lança. Desta vez a publicação sai à luz transbordando de valiosos conteúdos sobre a teoria eco-extremista, contendo 150 páginas que se dividem em 47 textos afiados que servem para alimentar as ânsias dos individualistas extremistas e contribuir com a prática terrorística na guerra contra o progresso humano.

Esta edição da Revista é, sem dúvidas, a maior contribuição até então para a teoria eco-extremista de fala lusófana, um aporte que se materializou através de esforços titânicos de cúmplices destas terras e de fora, uma referência ameaçante para aqueles e aquelas que querem materializar o terrorismo em suas mãos e atentar contra a civilização e os humanos que danam e são cúmplices dos ataques à Natureza Selvagem.

A propaganda eco-extremista não se detém tal como a expansão da Máfia ITS e grupos cúmplices.

Que este aporte semeie o Caos e o Terror no seio da civilização!
Adiante com a propaganda e atos eco-extremistas!

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CONTEÚDO

1. “Introdução”, por Editorial Ponta de Lança (pg. 1-3)
2. Tocaia (pg. 4)
3. Nós Juramos Vingar (pg. 5-6)
4. Pacto (pg. 7)
5. Revisitando a Revolução (pg. 8-11)
6. Primitivismo Sem Catástrofe (pg. 12-15)
7. Breves Reflexões de Uma Caminhada de Inverno (pg. 16)
8. Selvagens Politicamente Incorretos (pg. 17-19)
9. “Revolução Antitecnológica: Por Que e Como”, de Theodore Kaczynski: Uma Análise Crítica (pg. 20-26)
10. O Retorno do Guerreiro (pg. 27-35)
11. Apocalipsis Ohlone (pg. 36-38)
12. Um Poema de Guerra (pg. 39)
13. É o Momento de Beijar a Terra Novamente (pg. 40-42)
14. Nota Anônima (pg. 43-44)
15. A Ovelha Negra e o Lobo (pg. 45-46)
16. Autexousious Apanthropinization (pg. 47-49)
17. A Solidão e a Auto-realização (pg. 50-51)
18. Funeral Niilista – A Aniquilação da Vida (pg. 52-55)
19. Duras Palavras: Uma Conversa Eco-extremista (pg. 56-65)
20. Eu e Depois Eu (pg. 66)
21. O Rio Que Canta: Uma Última Palavra ao Relutante (pg. 67)
22. As Lições do Estado Islâmico Antes de Seu Colapso (pg. 68-71)
23. Uma Grande e Terrível Tormenta (pg. 72)
24. A Evolução da Dieta (pg. 73-76)
25. Um Falso Escape (pg. 77-78)
26. Lições Deixadas Pelos Incendiários (pg. 79-81)
27. Notas Sobre o Anarco-primitivismo (pg. 82-83)
28. A Noite do Mundo Infernal (pg. 84-85)
29. Halputta (pg. 86-87)
30. Animismo Apofático (pg. 88 – 90)
31. O Mito do Veganismo (pg. 91 – 93)
32. Os Seris, Os Eco-extremistas e o Nahualismo (pg. 94-95)
33. Reflexões a Respeito da Liberdade (pg. 96-99)
34. Conversações Eco-extremistas: Uma Conversa Com Eco-extremistas Mulheres Desde o Norte do Continente (pg. 100-103)
35. A Guerra de José Vigoa: Um Breve Discurso Sobre o Método Eco-extremista (pg. 104-109)
36. Assassinando a Nosso Civilizado Interno (pg. 110-113)
37. (Roma Infernetto – “Mundo Merda”) – Profanação e Devoração (pg. 114-115)
38. Caçador: Um Resumo de “The Other Slavery”, de Andrés Reséndez (pg. 116-118)
39. Guerra Oculta (pg. 119-123)
40. Bélico: Resumo da Revista Black and Green Review No. 3 (pg. 124-128)
41. Humanos (pg. 129)
42. “Hoka Hey” e “Memento Mori”, a Morte Desde a Perspectiva Pagã (pg. 130-135)
43. Por que te amar? Breves Reflexões Noturnas Sobre o Amor (pg. 136-137)
44. Pensamentos Sobre a Moralidade (pg. 138-139)
45. Ódio Misantrópico (pg. 140)
46. Moralidade (pg. 141-142)
47. Fazendo Peróxido de Acetona (Peroxiacetona, “Mãe de Satã” ou também TATP) (pg. 143-149)

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EDITORIAL

“Para nós, o Watu (Rio) é uma entidade, não uma bacia hidrográfica igual os brancos falam. Assim como lá na Índia tem o Rio Ganges, que é sagrado e as pessoas entendem isso, nós temos o Watu, que sustentou durante muito tempo a nossa existência e o nosso imaginário. Mas aqui no Brasil, rios podem virar esgoto, porque eles são vistos só como um corpo de água. […] As crianças hoje olham e perguntam para aos pais: “O Rio morreu? O Rio acabou?”. Para uma infância isso é uma marca que não tem como recuperar […] Olhar para a Terra, o Rio e a Floresta como mercadoria é um engano muito grande que vai nos enterrar a todos.”, Krenak Ailton sobre a morte de Watu pelas mãos das mineradoras Samarco e Vale

Pindorama — o regresso da conspiração eco-extremista desde este lado do Sul era já prometido, os tremores de terra que recentemente aterrorizaram os civilizados por aqui foram as reações animistas dos passos dados pelos guerreiros da Máfia ITS, novamente rumo à indiscriminada caçada nas extensões da antiga Terra das Palmeiras. Repousamos por alguns ciclos lunares entocados nas sombras e a escuridão. O motivo é porque parte de nosso Editorial se enfadou de uma investigaçãozinha esdrúxula de nome Érebo. Contrariamente ao que esperavam, não nos foi ameaça e então outra vez cá estamos, orgulhosamente dando vida a este projeto propagandístico iniciado há um ano, a Revista Anhangá – Em Guerra Contra a Civilização e o Progresso Humano Desde o Sul, que agora entra em sua segunda edição.

Devido uma série de acontecimentos o primeiro número desta publicação foi lançado inconcluso, mas agradecemos aos wachos que tomaram a importante decisão de lançá-lo. Longe das condições em que conceberam a versão inaugural do projeto, sai agora o N° 2 desta Revista contando com mais de 100 páginas munidas de escritos que nutrem a teoria e prática do individualista eco-extremista. Esta edição nasce de um tremendo esforço cúmplice de manos e minas afins do Sul e Norte. O período entre a primeira publicação e esta é marcado por uma significativa expansão dos grupos ocultos aderentes a ITS, que além de rugidos e mais acometidas pelo Sul, surgiram e cresceram também nas terras do Velho Continente, aquele onde pisaram os bárbaros, os vikings, que com ferocidade e paganismo implantaram o terror no cerne das civilizações europeias. Os esporos do eco-extremismo foram levados por fortes ventos e cruzaram as grandes águas até caírem nos solos da Grécia, onde caminha agora Seita Iconoclasta e Caçadores Noturnos; Reino Unido, terra maldita de Misanthropos Cacoguen e Espanha, extensões de Criminosos Animistas. Já pelo Sul e Norte o ânimo dos guerreiros não se detém, contamos com proximamente uma dezena de mortes em mais de 50 diversificados ataques; pacotes incendiários e explosivos abandonados indiscriminadamente estraçalhando a carne e impondo o terror; incêndios selvagens contra máquinas, instituições e objetos; explosivos abandonados contra alvos específicos e exitosamente detonados; ataques armados contra seguidores de cristo e montanhistas deixando mortos e crivados de bala; ataques armados contra estruturas de megaempresas; ameaças de bomba, envenenamento e maldições; punhaladas homicidas contra sacerdote e funcionário de universidade; ataques bombistas contra universidades e centros de pesquisa; tiro certeiro em crânio de vice-reitor de instituto tecnológico; assassinato de drogada e tantos outros que por questões estratégicas não foram reivindicados publicamente. Como apontam os meios gringos já somos uma ameaça terrorista internacional crescente no mundo. O que se originou lá pelo ano de 2011 no México se espalha pelos quatro cantos como uma maldita praga e agora tem presença em diversas cidades de vários países em três continentes. A Máfia Eco-extremista é nutrida pelo ódio catastrófico contra o progresso humano que destrói a tudo o que é Selvagem, contra o progresso civilizado que exterminou os nossos antepassados, suas crenças e modo de vida, contra a lógica ocidental de domesticar e manipular o que é silvestre, contra o esquematizado pensamento religioso moderno e o racionalismo ateu que deprecia e destrói o senso animista de sentir, ver e entender o mundo, e sobretudo pela serenidade e Caos que habita dentro de nós, a força antiga que nos empurra a reviver os adormecidos instintos e recordar os nossos antepassados e que um dia fomos parte de tudo isso, do entorno e vida selvagem, antes da chegada dos civilizados.

A alguns de nós nos enfurece saber através de nossos avós e bisavós que há três gerações passadas fomos forçados a abandonar nossas terras ancestrais e submetidos a sobreviver marginalmente no entorno domesticado enquanto as florestas eram cortadas, os montes explodidos e escavados e os rios barrados e drenados; nos dói não poder chamar o que vemos ou comunicarmo-nos através do nosso idioma akwén porque mataram-no por dizerem que falar a nossa própria língua é sinal de demência e atraso, nos entristece saber que nosso entendimento foi completamente entorpecido por costumes e crenças alheios aos que praticamos desde tempos imemoriais e que em seu lugar nos empurraram goela abaixo o cristo. Por tudo isso é nossa guerra, por nós mesmos, pelos Antigos, pelo pouco que resta do entorno selvagem e pela certeza de que os atos daqueles que assassinam os Espíritos da Natureza não quedarão impunes. Landerretche soube muito bem disso após os wachos cúmplices da Horda Mística do Bosque enviarem a seu endereço um pacote explosivo que detonou em suas mãos e que, por sorte [dele], não o matou. O bastardo é um dos cabeças de uma das maiores mineradoras do mundo. Certeza que seu nome segue entonado nos cânticos de guerra dos mafiosos e que cedo ou tarde a vingança outra vez toca a sua porta. Samarco e Vale são outros dois monstros mineradores responsáveis por causar destruições de proporções colossais como a do Rio Doce e tantas outras, por isso a citação do Krenak. Outro motivo para a citação é porque no passado e por aquela mesma região foi onde centenas de nossos bisavós foram forçados a abandonar as suas terras. Os rios, as florestas, os solos, os animais, os montes, tudo era morto ou tomado com a chegada do progresso e dos civilizados e com isso morria também parte de nós. Em vista disso não nos resta mais nada senão a guerra de vida ou morte, somos inadaptáveis a este mundo moderno; não apenas por sensatez, mas sobretudo por instinto e pelo chamado primitivo daqueles que vieram antes que acudimos. Caminhar nas urbes sentindo através do chão a respiração ofegante da Terra sepultada pelo cimento não é algo que deixaremos passar despercebido, por isso regressamos com o segundo número da Revista Anhangá, esperando que o material contido nesta publicação nutra e muna o imaginário e a força de tantos outros individualistas guerreiros e as guerreiras, tal como Regresión, Ajajema, Extinción e Atassa tem feito.

Nesta edição serão encontrados escritos sobre a espiritualidade eco-extremista, potencialidade do individualismo, debates e críticas sobre moralidade e valores civilizados, reflexões sobre humanismo e violência indiscriminada, escritos sobre veganismo e a evolução da dieta, críticas a ideologias esquerdistas e a crença numa revolução, escritos sobre reavivamento de memórias e práticas guerreiras, cosmologia pagã, apontes sobre misantropia e extincionismo, apontes sobre primitivismo, lições tiradas de grupos terroristas, banditistas, de assaltantes e movimentos de libertação, além de vários poemas, canções, textos filosóficos, manifestos pessoais, um manual para a fabricação de Peróxido de Acetona e uma análise crítica desde um olhar eco-extremista da mais recente obra de Theodore Kaczynski.

Como um órgão difusor da Máfia Eco-extremista esperamos que o material contribua não só para aqueles guerreiros e guerreiras que estão de pé e em guerra contra o Sistema Tecno-Industrial, mas também à aqueles e aquelas tendentes à selvageria, aos criminosos, antissociais, egoístas, misantropos, anarquistas caóticos, niilistas terroristas e tantos outros que semeiam no aqui e agora o Caos no interior desta civilização, que atacam seus valores, suas estruturas e instituições e também os seus engenhos tecnológicos.

Com profundo respeito pedimos a Yayá que desde sua gruta nos dê sabedoria em nossos movimentos. Certamente quando os civilizados escutarem o assobio estridente do vento, saibam que desde a tocaia fomos convocados por este furioso espírito para atacar e matar. Por vingança, apenas. Tais como as catástrofes somos uma das respostas da Natureza Selvagem a toda esta artificialidade, porque também somos parte dela e de sua reação. Indiscriminados bravios desprovidos de valores morais, como as tempestades, terremotos, furacões e outras catarses que não elegem classe social, sexo ou cor na hora de suas manifestações homicidas. E para finalizar queremos carinhosamente agradecer aos manos e as minas cúmplices destas terras e de fora, a Nẽn-pém, XXX, Urucun, Xale, aos manos da Revista Ajajema e alguns outros que dispensaram citações, que ademais de contribuírem de algum modo para o seguimento desta revista são também fonte de grande inspiração; alguns geograficamente mais próximos, outros mais distantes, mas todos na mesma guerra contra a civilização e defendendo com garras o mesmo projeto, a Máfia ITS.

Pedimos que os Espíritos da Terra acobertem os passos dos afins de sangue e de guerra e que a terrível fúria de Yayá recaia sobre aqueles que destroem a Natureza Selvagem.

A Tocaia segue até a tua morte ou a minha… GUERRA!

Grupo Editorial Ponta de Lança

Outono de 2018

Contato: pontadelanca[at]pm.me

Você não tem que gostar de nós, mas tem que lidar conosco (ou porque seus anarco-pedaços são uma merda)

Tradução do texto “You don’t have to like us, but you do have to deal with us (or why your anarco-stinkpieces are shit)”, escrito originalmente em inglês por Sokaksin. A tradução do espanhol ao português foi realizada por Anhangá.

NOTA: apenas alguns pensamentos enojados, nada de espetacular. Eu estava pensando outro dia sobre todos os trabalhos escritos contra o eco-extremismo e decidi lançar alguns pensamentos rápidos a respeito.

Tenho estado envolvido com tendência já há algum tempo e tenho dedicado muito tempo a isso, então acabei vendo uma boa dose da indignação moral que rodeia o eco-extremismo. Toda a merda orquestrada pelos anarco-coletivos são tão velhas quanto o próprio eco-extremismo. A libertação coletiva das transgressões de assuntos tão santificados como os ataques a “inocentes”, a depravação da violência, o rechaço à gloriosa revolução, a solidariedade com as classes eleitas de oprimidos, blá, fodidamente, blá. O editor da Atassa, geralmente reservado a seu trabalho como mestre de memes e teórico de assuntos mais dignos que o chiado dos anarquistas, chegou a publicar recentemente um artigo que aborda algumas das questões mais comuns e inertes que surgiram em torno das atividades de ITS e do eco-extremismo nos últimos tempos, é possível ler aqui. Maldición Eco-extremista também foi suficientemente amável para oferecer mais esclarecimentos aqui.

Mas de certa forma a refutação de Atassa bem como as inumeráveis outras que ITS e companhia tem tido a paciência de produzir foram postas de lado e é bem verdade que todo o chiado e a fúria dos anarquistas vomitando continuou através da interwebs de seus virtuosos ajustes de vitríolo nos últimos dois anos de atividade eco-extremista, e isso invariavelmente representa pilhas de merda moralista. É um chiado chato, cansativo e vazio que apesar de seu grande showzinho, não diz nada. Pessoalmente, quero dizer que isso seria um pouco mais interessante se houvesse ao menos um fragmento de engajamento crítico com o que o eco-extremismo realmente pede para que considerem. Mas não, pelo contrário, temos a velha tática esquerdista de se dobrar frente a oposição. O progressismo, o humanismo e sua turma são como uma criança estúpida com as mãos sobre os ouvidos gritando para manter o som distante, apenas para gritar mais alto contra cada contradição de seus delírios. E assim temos as mesmas repetições das mesmas desesperadas fantasias progressistas humanistas de esquerda que não foram cumpridas agora por mais de cem anos.

Mas eu poderia perguntar, sejam honestos com vocês mesmos por um momento. O projeto progressista vive ou morre nestas esperanças e sonhos. Vive desta rejeição sempre tão humana da beleza do mundo que já está diante dela. Em vez da grande beleza do todo, se vê apenas um mundo que de alguma maneira tem caído fundamental e irremediavelmente. E deste mundo decaído evocam histórias de uma salvação em um mundo de sonhos além do imanente. Um mundo de florescimento humano, igualdade, paz, amor, etc. E eu não posso permitir que estes sonhos desapareçam por medo de desmoronar completamente. Mas estes sonhos progressistas e seus contos (isso vale para os anarquistas, os comunistas, etc.) não podem sobreviver em um coração que se abriu para a vida além dos mundos oníricos dos homens e que viu o vazio e a vaidade do “progresso”. Ele abriu os seus olhos para mostrar que os contos desmoronaram e que um mundo melhor para além deste é apenas uma mentira. Vê que “o bem” já está diante de nós na terra, nesta realidade final e indomável, em toda a sua graça, mas também em toda a sua terrível ferocidade, porque a luz e as trevas são uma só com a vida do todo. Como disse Jeffers: “O Deus do mundo é um traidor e está cheio de injustiça, Um torturador, mas também/ A única fundação e a única fonte”.

E assim as tensões pessimistas, niilistas e inumanistas do eco-extremismo são os pesadelos que atormentam os sonhos que constituem as fundações de todo o ideal humanista e progressista. A criança se contorce diante dos monstros que vêm à noite, se rastejando nas sombras de seus sonhos para aterrorizá-la e derrubar as suas fantasias mais queridas. E ela chuta, grita e acorda de seu sonho, se tremendo, neste mundo escuro e impiedoso, suando frio.

Eu diria apenas que você não precisa gostar do eco-extremismo. Te entendo. É chato ter alguém que mergulhe uma hora de aço frio no coração de seus sonhos. Mas, deixando um pouco de lado os seus pequenos aborrecimentos com o eco-extremismo, lamento dizer, mas você de qualquer forma terá que lidar conosco. Não iremos nos retirar. Isso porque não somos um simples bando de criminosos violentos que destroem e matam em nome da terra ou simplesmente um coletivo de escritores nervosos na Internet. Para além de nossas próprias individualidades, o que representamos, o que se manifesta através desta tendência, é tão atemporal como o próprio mundo. Esta escuridão eterna, o inefável e distorcido caos que trabalha no coração do mundo. Os homens, quando não haviam se esquecido dos caminhos da terra, haviam falado de nós desde quando falaram pela primeira vez do mundo em suas histórias. Nos relatos dos deuses mais sombrios. Porque nós somos um junto aos deuses que trazem os fogos que devoram casas na Colúmbia Britânica, porque também somos um junto deuses que trazem um oceano que se arrasta para devorar as casas dos homens arrogantemente construídas sobre pântanos antigos, porque também somos um junto aos deuses que trazem ventos furiosos que descem do céu para rasgar as casas dos homens através de grandes tornados.

Como individualistas neste repugnante Leviatã somos os das velhas histórias que falam que fizeram pactos com os deuses das trevas. Vendo a profanação de tudo o que é belo para nós decidimos ficar do lado de tudo o que devora este atual mundo cinza, ao invés das vazias promessas do homem e de suas obras. E assim, o eco-extremismo é mais que uma espinha em seus estúpidos projetos políticos ou um grupo de psicopatas “problemáticos”. É uma mensagem da escuridão, manifestação daquelas energias sinistras e primordiais do mundo que são mais velhas que o próprio homem. E assim, o som da última bomba eco-extremista se quietará, e se as últimas palavras pronunciadas contra a tendência forem esquecidas, ainda sim terão que lidar conosco. Todas as mais nobres proclamações de seus coletivos anarquistas do mundo inteiro não os salvarão.

-Sokaksin