[PT – VÍDEO] Catarse – Dias Melhores Nunca Virão

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Recebemos esta mensagem e este impactante projeto por e-mail de alguém chamado “Erva Daninha”. Esperamos que com estes recortes a mente de cada ouvinte seja contaminada de extremo pessimismo e desejo de vingança. E desde já incentivamos as iniciativas propagandísticas misantropas e anti-humanas anônimas!

Adiante, individualistas propagandistas!

Este projeto é sobre o agora, o mesmo agora de há três anos atrás quando ele foi produzido e esquecido. Esta edição é sobre os gritos de dor de um planeta que morre pelas mãos de um animal chamado humano e indiferente com a beleza do mundo. Juntei todas as minhas forças naquele momento para reunir o que encontrei de mais grave e pessimista sobre a situação ecológica da terra, recortes que apenas afirmam que já acabou para o humano e a civilização, não há mais volta e ele será punido com uma catástrofe extintiva que o varrerá deste planeta. As águas, os solos, as florestas, os outros animais, todas estas coisas sagradas significam nada para o humano civilizado adorador da tecnologia moderna. Coisa alguma poderá mudar o curso que a nossa espécie traçou para si mesma. Não há esperanças nem revoluções, tampouco messias que poderá deter a catarse da natureza selvagem. Merecemos o nosso próprio extermínio porque miseravelmente brincamos de deuses sem possuir grandeza para isto. Os dias por virem são pessimistas porque nós fizemos do agora o fim. Não haverão dias melhores.

Erva Daninha.

[IT – PDF] “La Nostra È Una Guerra Senza Ricorso” – Intervista a Nechayevshchina

Entrevista em italiano ao afim de sangue Nechayevshchina em uma série de ideias e perguntas com respostas contundentes!

Homem-Monstro/Edições Niilísticas “Ávyssos”

[Centro de Floreça – Último terreno niilista ideal]

Descarregue em PDF: Link 1Link 2Link 3 (via onion).

[CHILE] Comunicado 59 de ITS – Horda Mística do Bosque: Pacote-Bomba Contra a Faculdade de Agronomia da Universidade do Chile

Tradução ao português do comunicado 59 de ITS-Chile.

Mais uma vez saímos de nossos refúgios com nossas sombrias intenções, saímos das sombras carregando o caos. Saímos encomendados a todas as energias ancestrais, orando aos espíritos dos antigos, saímos rezando o “ritual pagão do atentador”. Tocamos a terra e nos conectamos com o seu espírito, falamos com ele e lhe pedimos para cuidar de nossos corpos, que abençoe os nossos passos enquanto nos dirigimos ao abismo, lhe pedimos para que apague as nossas pegadas e que não restem rastros dos irmãos.

Nosso quarto atentado não transcendeu a mídia, talvez os gambés se inteiraram e o neutralizaram. Desta vez, o alvo foi novamente estudantes universitários e mais uma vez da Universidade do Chile. Não sossegaremos até que algum destes viadinhos abra algum de nossos presentes.

Continuaremos no caminho do terror, nossas tentativas e nossas vontades não ficarão em silêncio, por isso, mesmo que algum de nossos explosivos não detonem ou sejam neutralizados pelo GOPE, seguiremos reivindicando nossos dispositivos que portam feridas e mortes.

Com esta pequena mensagem orgulhosamente reivindicamos o abandono de um novo pacote-bomba na Faculdade de Agronomia da Universidade do Chile na avenida Santa Rosa 11315, em plena Zona Sul, em meio às terríveis populações onde estão alojados estes imbecis “agricultores”. Através de nossos cúmplices nos inteiramos de um belo ponto de ônibus utilizado unicamente por estes universitários, então vimos a oportunidade perfeita para colocar em prática o nosso ataque.

Na sexta-feira 7 de Setembro, abençoados pelos espíritos da terra, abandonamos no ponto de ônibus uma caixa de sapatos com uma mensagem para o curioso. O artefato estava composto de uma garrafa térmica preenchida por 300 gramas de pólvora negra e dezenas de fragmentos de lâminas em seu interior. Prometia o pior…

Então, nós o abandonamos e vazamos. Mais uma vez saímos sãos e salvos de nossas andanças terroristas. Mais uma vez seguimos impunes, conspirando para mais atentados, com nossos cúmplices preparados para o que vier.

Voltamos às sombras, seguimos impunes, livres e salvagens. Abençoados pelo manto do desconhecido. Guiados pelo sol conseguimos fugir e agora agradecemos às energias da terra, beijamos as ramas das árvores em um ato de misticismo para sentir a essência da terra em nossos lábios.

Seguimos atentando em nome da autoridade da terra e de seus processos violentos contra a civilização. Gambézinhos da “inteligência” policial, nem com todas as suas tecnologias modernas encontrarão rastros de nossos pacotes, continuem buscando que não acharão nada. Nós somos uns fantasmas, deixamos vocês em ridículo por mais de dois anos e aqui ainda estamos… voltaremos ao tempo.

Pelos antigos habitantes. Pela guerra contra o humano e o progresso. Viva às andanças dos ITS no sul, norte e Europa!

Irmãos, a guerra continua no sul até a morte!

Misantropia, Natureza Selvagem e Caos, salve!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Chile

– Horda Mística do Bosque

Tendências Cristãs Pseudo-humanistas

Tradução de “Humanist pseudo-christian tendencies”. Traduzido e enviado por Anhangá. Disponível também em espanhol e inglês.

Li o texto “Tendências Misantrópicas Selvagens” há alguns meses em seu espanhol original. Embora eu ache este ensaio muito mais justo que muitas das críticas feitas nos últimos dois anos, há questões expostas que creio que seria benéfico abordar. Limitarei a minha discussão aos temas Natureza Selvagem, autoridade e misantropia.

Natureza Selvagem

Sobre este assunto existe o ensaio “O que queremos dizer quando falamos “natureza”?“, que é muito fácil de encontrar. Mas para a questão, citarei uma passagem de uma entrevista realizada por John Jacobi a um eco-extremista:

“… estou consciente de que não sou o salvador da Terra, que a única coisa que pode ser “salva” é a minha própria vida e a maneira como eu me relaciono com o meu grupo de afinidade. A Natureza Selvagem sou EU e meu grupo que se agarra ao ato de não deixar morrer os instintos animais que ainda possuímos. Nos despojaram de tudo, até mesmo de um lugar no qual poderíamos habitar livremente, nos distanciaram de nossos ambientes selvagens, de nossas terras ancestrais e sepultaram-nas com cimento, então a única Natureza Selvagem sou eu e meu grupo, reselvageá-la é o que costumo fazer.” (Trecho de “Diálogo entre um “Eco-extremista” e um “Selvagista”“)

Já sobre o assunto de espíritos/deuses, o seguinte texto de um eco-extremista na Argentina eloquentemente explica a sua defesa pessoal do animismo personalizado:

“Não me surpreende em nada vindo de um grupo de indivíduos tão apegados às lógicas civilizadas, que aderiram a um dos pilares do pensamento empírico e mecanicista, como é o ateísmo. O que dizer sobre este assunto que ainda já não tenha sido dito? Nós, os e as eco-extremistas, temos muito bem destacadas as nossas crenças e visões espirituais, criamos as nossas deidades com base em experiências pessoais na Natureza Selvagem, e veneramos de forma animista os espíritos que habitam nela, como fizeram os nossos antepassados séculos antes da invasão. Estas deidades agarradas à Terra, ao primitivo, nos acompanham e nos guiam a todo momento, nos empurram à confrontação com a mega-máquina civilizadora, nos provém de força e mantém ativo nosso indômito caráter guerreiro. Por todas estas razões e algumas outras, é que rimos dos ateus e seu cientificismo humanista, daqueles e daquelas que baseiam a sua percepção da realidade em uma visão completamente fria, matemática, mecânica, robótica, artificial, etc. Nós não nos importamos que ante as nossas crenças venham a tachar-nos de tolos, crédulos ou de românticos, isso já fizeram os colonizadores no passado, e o fazem a todo momento os híper-civilizados que simplesmente não entendem o idioma do vento, não percebem os sussurros dos vales, o grito dos vulcões ou a sabedoria das árvores. A tudo isso nos dirigimos ao invés de máquinas e robôs, nós preferimos adorar paganamente o espírito da serpente em vez da deusa da razão e seus fiéis discípulos, a ciência e a tecnologia.” (De “Uma Defesa Conceitual do Selvagem: Uma Resposta à Semente de Libertação)

E, em comparação, incluímos um texto de um eco-extremista/niilista do continente europeu:

“Aqui na Europa há também grupúsculos de terroristas niilistas, criminosos individualistas e extremistas e misantropos vivos caminhando, e lembramos mais uma vez que alguns destes grupúsculos foram até pouco tempo próximos a vocês e seus ambientes de podridão, que sabemos quem é quem e por onde anda cada um, que a violência e o atentado para nós não é algo novo, mas uma prática que se tornou uma extensão do próprio ser, então tem sido parte de nossa vida durante alguns anos já… nós não temos “deidades pagãs”, o que temos são armas, explosivos e informação, então, vigiem as suas palavras, suas valentias de internet podem custar caro na vida real.” (De “Algumas Notas Sobre as Recentes Difamações e Breves Esclarecimentos“, O Inimigo Interno)

Os anarquistas autores do texto, certamente, se sentirão mais confusos após ler esta citação, já que nela é expressada um desgosto com a postura contraditória de obedecer aos deuses pagãos e ao mesmo tempo aos próprios caprichos. Dos trechos que citei, o principal ponto de partida é que a ideia de “Natureza Selvagem” como uma entidade autônoma e transcendental não é um dogma obrigatório do eco-extremismo, nem mesmo está imposto especificadamente em nenhum sentido. Um indivíduo pode estar de acordo com ITS e grupos afins, embora não acredite nisso em absoluto, ou em alguns casos, estando em desacordo (ver, por exemplo, o comunicado emitido pelo “Grupúsculo Indiscriminado Tendendo ao Selvagem”, de Março de 2017). Isso não é retroceder: aqueles que prestam atenção sabem disso há muito tempo. Em nosso atomizado mundo moderno, todas as crenças são individuais e pessoais, e não se traduzem bem quando são impostas ou mesmo comunicadas aos outros. A Máfia Eco-extremista é uma frente unida de individualistas que aderem a crenças pessoais que estão em confrontação com a humanidade moderna. Este pode não ser um alvo ideal para anotar pontos polêmicos fáceis, mas tem sido o caso durante um par de anos.

De qualquer forma, darei minha própria interpretação pessoal do que acredito, sendo o escritor prolífico que sou. Não creio que a imanência e a transcendência com respeito a entidades espirituais sejam inerentemente opostas. Em muitas tradições espirituais, inclusive os pagãos europeus e até certo ponto da teologia cristã mística, adorar deuses transcendentes é realmente um exercício para retornar ao que você realmente é. É um exercício de autoconhecimento. Embora isso possa ser facilmente corrompido em cultos cívicos e alienados, o verdadeiro mago na antiguidade utilizou o ritual e o simbolismo para ascender à divindade (ver, por exemplo, o Corpus Hermeticum). Na verdade, esta foi a base da filosofia moderna, como no Rosacrucianismo de Descartes e Hegel, e a obsessão com a alquimia até Isaac Newton (a alquimia é mais uma transformação pessoal que a mudança de metais básicos a precisos, cf. Carl Jung). Portanto, é obtuso citar Stirner (um discípulo de Hegel, mesmo que ele fosse um rebelde), mas não se dar conta das origens “sacras” de seu próprio discurso filosófico. Continuo afirmando que a “libertação” é um conceito intrinsecamente religioso, não importa o quanto tente fugir de seu passado cristão.

Portanto, é um pouco ridículo pensar que esses eco-extremistas que aderem a uma disciplina espiritual estejam fazendo igual os cruzados quando seguiam a voz do Papa e os jihadistas escutando os gritos militantes do ímã local. Ver a devastação da Natureza Selvagem, sua pavimentação, sua exploração e sua desaparição poderia ser uma experiência espiritual negativa o suficiente para desencadear um despertar em alguns indivíduos (ouvir um chamado, talvez). Eu senti isso. Talvez o/os autor/autores não o sentiram, e talvez acreditem que alguns estão tomando isso mais literalmente do que deveriam. Há muito tempo deixei de considerar a humanidade como o único agente convincente que poderia convocar a minha lealdade, e tampouco acredito muito em mim mesmo para crer que sou o fim absoluto e o fim de tudo (escrevo mais sobre isso abaixo). Não invejo aqueles que tomam as suas deidades literalmente, mesmo que eu não o faça. Em minha opinião, me adiro ao Desconhecido. Às vezes os chamo de “Deuses Escuros”, aqueles que restaram da devastação que é a modernidade, talvez agora sem rosto, sem voz, mas uma presença, no entanto. Não tenho ideia de como adorá-los, ou se eles deveriam ser adorados. Eles não “falam” comigo, mas sei que estão ali, esperando, quebrando os moldes da ilusão civilizada.

Meus deuses estão mortos. A única coisa que falta é matar os seus. Mesmo que esses deuses sejam abstrações como “Humanidade”, “Liberdade”, ou qualquer outra coisa.

Autoridade

Claro, voltamos ao assunto da dominação e da autoridade. Ele/os autor/autores anarquista(s) enfatizam os argumentos cansativos do caráter anti-natural da autoridade, e assim por diante. (“O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros…”. Muito obrigado, Rousseau.) Agora vou citar um par de passagens que nos ajudarão a abordar este tema (de novo):

“Antes deste comentário RS (Reacción Salvaje) comenta se DP (Destruye las Prisiones) dá uma de conhecedores de comunidades. Esperamos que saibam que o povo das colinas no México está acostumado há centenas de anos a formas de vida que são mal vistas pelos citadinos doentes da cultura ocidental, certas formas de vida que são catalogadas de “brutais”, como por exemplo, trocar uma mulher por uma vaca ou uns porcos. Para os nativos é comum, é parte de seus costumes, de seu modus vivendi e é algo normal, enquanto que para os moralistas ocidentais (incluindo alguns anarquistas) é algo indigno, se escandalizam e gritam de indignação quando escutam falar sobre isso. Geralmente as anarquistas do tipo feminista são as que fazem mais escândalo diante disso. RS não vê como algo ruim, RS respeita o desenvolvimento e os costumes das pessoas do campo, por isso nos expressamos a favor das relações de poder neste tipo de comunidades, porque não é da nossa conta tentar mudá-las. Enfatizamos, não é que sejamos “machistas”, mas honestamente não nos opomos a esse tipo de atitude nativa. Isso é o que pensamentos, embora os anarquistas fiquem furiosos por falarmos desta maneira.” (De “Já Haviam Se Atrasado: Reação Selvagem em Resposta a “Destrua as Prisões“)

– E também:

“Não podemos fazer as sociedades em uma noite e desde o zero, ou não deveríamos querer fazê-las. Um Saruê não se pergunta nem é nuançado para determinar o que significa ser um Saruê. É apenas um Saruê. Em outras palavras, não pretende ser um deus, e tampouco nós devemos. No passado, os humanos viviam em sociedades que existiram por milhares de anos que falaram do que era ser um ser humano, sociedades que eram pequenas, sustentáveis, e mais frequentemente muito estáveis. Nós não temos isso e, em vez disso, pensamos que podemos fazer o papel de engenheiro social, o que é o problema fundamental e real. Por isso nos vemos tentados a pensar que um !Kung Bushman é mais “selvagem” ou “melhor” que um caçador Selk’nam, ou um guerreiro Choctaw, ou um Yurok “nobre”. Isso não é indicação de conhecimento, mas de loucura.” (De “Selvagens Politicamente Incorretos“)

Em um “gol contra” um pouco humilhante, mas talvez involuntário, os autores anarquistas citam os Ona da Terra do Fogo sem se dar conta de que eles, sendo simples caçadores-coletores, tinham uma sociedade baseada no patriarcado:

“A posse patrilocal e patrilinear dos territórios concedeu aos homens o direito exclusivo sobre a terra, que era importante não tanto para os terrenos de caça do guanaco ou outra fauna e os recursos naturais. Mesmo quando um homem passou a residir na linhagem de sua mãe, seu pai e seus tios continuaram sendo as figuras dominantes. O fato de que a fabricação de bens, ferramentas e artigos domésticos possa ser ensinado a todas as crianças e adultos jovens, permitiu aos produtores dominar a economia e manter um nível igualitário de apropriação e produção, frustrando assim qualquer possibilidade de subordinação, exceto a sexual. Esta “exceção” equivale a uma ruptura na sociedade que torna impossível caracterizá-la como igualitária. Poderia ser chamada de “igualitária patriarcal”, mas este rótulo parece ser contraditório ou enganoso.” –Anne MacKaye Chapman, “Estrutura Social e Econômica da Sociedade Selk’nam (“Selk’nam” é outro nome para os Ona)

O mesmo caso ocorre em uma antiga cultura “simples” como a dos povos aborígenes australianos. Embora exista uma grande controvérsia sobre se os europeus exageraram na misoginia dos povos colonizados “não contatados”, há evidências menos anedóticas de que a “dominação” e a autoridade eram uma realidade entre os caçadores coletores “materialmente simples”:

“O paleopatologista Stephen Webb publicou em 1995 sua análise de 4.500 ossos de indivíduos do continente australiano que remontam 50 mil anos. (As inestimáveis coleções de ossos da época foram entregues oficialmente às comunidades aborígenes para que promovessem um novo enterro, o que deteve os estudos de rastreamento). Webb descobriu taxas de lesões e fraturas muito desproporcionais nos crânios das mulheres, sugerindo ataques deliberados e muitas vezes ataques por trás, talvez em disputas internas. Nos trópicos, por exemplo, a frequência de mulheres com traumatismo cranioencefálico foi de aproximadamente 20-33%, frente a 6,5-26% para os homens.

Os resultados mais extremos foram na costa sul, de Swanport a Adelaide, com taxas de traumatismo cranioencefálico feminino de até 40-44%, sendo duas a quatro vezes a taxa de traumatismo masculino. Nas áreas desérticas e da costa sul, 5-6% dos crânios femininos tinham três lesões cranianas separadas, e 11-12% tinham duas lesões.” (de “A Longa História da Violência Aborígene – Parte II, recuperado do site The Quadrant“)

Claro, poderíamos citar todos os tipos de exemplos brutais de abusos misóginos, bem como o desenvolvimento de hierarquias entre os caçadores-coletores como no norte da Califórnia e nos construtores de montículos da Poverty Point no que é agora Luisiana…. Não importa. O ponto é indicar que não somos afetados pela torpe tentativa de nos explodir com o nosso próprio petardo. O eco-extremismo não desafia a “dominação” ou autoridade do passado, nem finge que pode aboli-las para sempre. É uma ideia muito tola de se apegar em qualquer caso.

Digamos o que é óbvio: os eco-extremistas e os niilistas misantropos não mostram adesão a qualquer autoridade humana tal como existe atualmente, e sei também que nem poderiam fazê-lo em um futuro previsível. A própria natureza do que significa ser um individualista eco-extremista/niilista exclui ipso facto qualquer tentativa de criar uma autoridade transpessoal no presente como é comumente entendido. Talvez ITS tenha uma hierarquia militar que se estenda para além das fronteiras e continentes, mas eu duvido muito. Tenho entendido que se trata de um grupo de individualistas comprometidos em uma guerra assimétrica. Qualquer conversa sobre “autoridade” no sentido comum do termo é meramente hipotética.

Quando os eco-extremistas falam de autoridade, eles o fazem de maneira puramente instrumental. A autoridade em seu uso (para além dos aspectos “espirituais” discutidos anteriormente) tem mais semelhança com a estrutura de uma gangue ou máfia e menos a ver com um governo ou um partido político. Não há outra maneira de apoiar outro tratamento do assunto até onde eu possa ver. Se na execução de um crime alguém está “no comando”, a vida dos delinquentes poderá depender de que todos façam o que diz esta pessoa. Se uma determinada pessoa alcança um conhecimento espiritual superior ou o conhecimento de ervas medicinais, essa é a única autoridade que o eco-extremismo parece estar falando. Ao contrário do/dos anarquista/anarquistas autor/autores, eles não tem a ilusão de “construir novas formas de relacionamento entre todos os seres que habitam este mundo e estes com a Terra”.

Você pode pensar que, porque algumas pessoas falam que estão livres da “dominação”, o sangue delas não é vermelho como o dos demais. É bastante lamentável que um animal fique doente e talvez viva quatro anos e meio para falar sobre estar livre de “toda a dominação”. Alguém poderia falar também sobre estar livre da gravidade ou da segunda lei da termodinâmica. Estamos limitados por todos os lugares em nosso contexto, desde quando atravessamos a rua até o que podemos comer no café da manhã. Os eco-extremistas têm o objetivo muito simples e compreensível de se vingar e ver as coisas arderem e serem destruídas. A “destruição de toda autoridade” nem sequer parece significar algo em concreto, e muito menos possível.

“Somos soldados, não se pode escapar deste fato. Soldados no sentido tradicional e soldados em um sentido diferente. Somos guerreiros espirituais, temos uma causa ímpia para colocar um fim na humanidade. Não estamos lutando para preservar nações ou governos. Estamos lutando para retornar a nossos deuses, para nos tornarmos eles. Somos soldados em um sentido tradicional porque esse tipo de resultado não acontecerá sem combate. Tomar a ofensiva é a única coisa nobre que pode ser feita. Goebbels declarou ao povo alemão quando estavam sendo invadidos, “o ódio é nossa oração, a vingança é nosso grito de batalha”. O fedor de uma espécie inferior já não pode ser tolerada. A única solução para uma sociedade doente é a aniquilação.” –Tempel ov Blood, Liber 333

Misantropia

Direi que, pelo menos para mim, a misantropia não é um ato de aprovação do juízo moral. A não ser que alguém seja um completo e desmedido otimista, é evidente que existe um problema. O eco-extremismo em alguns lugares argumentou que o problema é físico, não moral. Como formulado no já extinto blog Wandering Cannibals:

“Pular destas observações para a conclusão de que “portanto, todos os humanos devem ser extinguidos” pode ser corretamente sinalizado como uma reductio ad absurdum. O fato de que ninguém tenha culpa não significa que todos sejam culpados, ou que esta culpa tampouco exista. Portanto, medidas punitivas ou mesmo linguagens punitivas não são necessárias. Talvez isso tenha um ponto, mas vamos colocar de outra maneira: o ideal humano (forma) nunca pode ter o hospedeiro físico (matéria) apropriado para se realizar. A forma é sempre um fantasma, flutuando sobre a massa fervente da matéria-prima humana. A humanidade nunca pode ser avivada por um ideal, nunca pode aderir a um plano ético orgânico que possa informar suas ações coletivas a um futuro melhor. Em outras palavras, a humanidade como um todo é um zumbi coletivo, algo que tropeça com a aparência da vida, mas que na verdade está constantemente à beira de se separar devido à falta de inteligência ou vontade coletiva definida. Podemos falar de ação coletiva global, mas é uma retórica completamente vazia. O problema é divino em escala, mas os meios para abordá-los são humanos demais…”

Sete bilhões de pessoas não vivem suas vidas sendo inocentes ou culpadas de nada. Seu estado padrão é “cuidar de seus próprio assuntos”. São carne de canhão, não sabem o que fazem. Nesse nível, suas vidas carecem de conteúdo ético discernível. E mesmo em situações em que as pessoas “se preocupam”, frequentemente roubam de Pedro para dar a Paulo: vivem uma parte de suas vidas de forma amoral para manter um verniz ético em outras partes de suas vidas. O resultado final é: se você não quer que a floresta seja cortada, que o fundo do oceano seja perfurado ou que o rio seja contaminado, você não precisa procurar muito para saber quem são os culpados. Você tem a culpa, seus amigos também e aqueles que você ama também têm. Ou eles comem apenas ar e vivem em cabanas de palha feitas com galhos de árvores nativas? Ou você se cura com plantas locais quando está doente e checa seu email apenas com um pedaço de madeira? Se (por suas ações, não por suas palavras) você não se importa com a Natureza Selvagem, porque ela deveria se preocupar com você? Por que alguém deveria? Aqueles que se opõem à misantropia parecem pensar que o problema é qualitativo quando, na verdade, é quantitativo. Não é uma questão de inocência ou culpa, é apenas que existem muitos malditos, amorosos e éticos humanos que pensam que suas vidas e seu bem-estar são invioláveis. Que tocar em um fio de cabelo de suas cabeças é um sacrilégio ou, o horror dos horrores!.… autoridade.

Mas, na verdade, não adianta nada discutir o assunto. Isso se torna um exercício tragicômico uma vez que os anarquistas “niilistas” começam a acusar os eco-extremistas de moralismo por realizar as ações mais imorais imagináveis. Dizem algo como: se eles fossem realmente individualistas e “não dominados”, não atacariam a humanidade em absoluto, ou atacariam apenas aqueles que têm a responsabilidade “direta” pela dominação, seja lá o que isso signifique. Sinceramente, o/os anarquista/anarquistas autor/autores parece/parecem abertamente vago/vagos sobre a condenação do ataque indiscriminado, já que é um ponto que levantam. Falo mais de fanboys egoístas que começam um jogo bobo de quem pode se importar menos, que de alguma maneira é algo como o que se segue:

A: “Eu sou amoral, então ataco a sociedade e os humanos.”

B: “Se você fosse realmente amoral, não se importaria com a sociedade nem com os humanos, e você simplesmente estaria fazendo as suas coisas.”

A: “Se você fosse realmente amoral, não se importaria com quem estou atacando.”

B: “Se você fosse realmente amoral, não se importaria se eu me importasse com quem você atacou…”

Etc., etc….. Sério, tem sido assim há dois anos. Sabe quantos executivos o/os autor/autores do texto poderia/poderiam ter aleijado até agora?

Ah, é. Me esqueci que ele/eles não tem a intenção de ser uma ameaça para ninguém, exceto talvez para os eco-extremistas, e nem sequer pode/podem prender um deles. Só pra constar, me lembra a polícia.

Então, para concluir, não me importa se os eco-extremistas citam o Monstro Voador de Espaguete para queimar, matar e mutilar. Para mim, é o mesmo: no fim de tudo, somos estúpidos humanos. Tampouco me importam os objetivos absurdos como “a destruição de toda autoridade”. Isso é muito abstrato para que entenda o meu pequeno cérebro, o que é uma boa maneira de dizer que é uma porcaria. Finalmente, eu não gosto muito dos humanos porque não parecem gostar muito de si mesmos. Eles estão defecando coletivamente sobre o único planeta que têm, e cada dia se tornam mais mecânicos e artificiais. Sobre este último ponto, não sei porque sou obrigado a me sensibilizar ou me preocupar com os seres humanos atacados no presente, já que qualquer pessoa aleatória em Paris, Jakarta ou Kinshasa é tão abstrata como Zeus ou como um membro de uma tribo indígena extinta. Para citar o grande reacionário De Maistre:

“A Constituição de 1795, assim como suas predecessoras, foi feita para o homem. Mas não existe no mundo nada que se possa chamar de homem. Ao longo de minha vida, tenho visto franceses, italianos, russos, etc.; sei também, graças a Montesquieu, que se pode ser persa. Mas, quanto ao homem, afirmo que, em toda minha vida, jamais o encontrei; se ele existe, desconheço-o completamente”

Tenho pouco tempo para aqueles que estão obcecados pelos ideais de uma sociedade que supostamente desejam destruir. Se estas pessoas finalmente começam a atacar o que odeiam, e se realmente atacam, não haverá ninguém mais satisfeito que eu. Mas se continuam emitindo anátemas de dentro do escritório da Mãe Superiora do Convento da Santa Anarquia, estarão confirmando minhas piores suspeitas de suas verdadeiras intenções.

Autexousious Apanthropinization

Tradução do texto anti-social extremista escrito por Archegonos.

“Se você for nas fronteiras, poderá ver árvores, solo, oceano mas não verá países. Quando vago em solidão dentro da cidade vejo muitas criações humanas, todas manifestação de Deus, mas não vejo Deuses em nenhuma parte.”

Este é apenas um pequeno texto que menciona algumas realizações que eu queria escrever há algum tempo. Eu mesmo já me esquivei do masoquismo escondido atrás destas mesmas realizações, e estas palavras são escritas para refutar conclusões errôneas que foram expressadas, e críticas com as quais eu já não estou de acordo, em relação ao eco-extremismo, que foi abordado desde um ponto de vista de valores, obscurecendo o que objetivamente é. As palavras escritas a seguir vêm de experiências pessoais vivenciadas.

“Me parece que a sociedade geralmente vence. Há, é claro, espíritos livres no mundo, mas sua liberdade, em última análise, não é muito maior do que a de um canário em uma jaula. Podem saltar de um lado a outro, podem se banhar e comer à vontade, podem bater suas asas e cantar, mas seguem presos em uma gaiola, e cedo ou tarde, ela os conquista.” -H.L. Mecken-

A liberdade que busca um homem espiritual, a liberdade de valores, a liberdade de libertação é uma ilusão que se vê esmagada pela guilhotina da observação objetiva da natureza humana. É a escuridão que se transforma em lama quando entra em contato com a realidade. Alguns acreditavam que o Cristianismo limitava o espírito humano. O que não entendem é que o Cristianismo é o espírito humano. O ser espiritual que nega a existência natural. A mente sobre a matéria. Tudo o que fez a modernidade foi reciclar seu nome. O fim segue sendo o mesmo. Tiremos um assunto do caminho e digamos, o que veio sob o termo da Anarquia não tem nada a ver com o niilismo. Não estou brincando com as palavras aqui, serei franco. É a realização objetiva dos fatos fora do lixo do avaliativo pensamento subjetivo que dá um contexto para a realidade. A realidade e as interpretações anarquistas são sempre baseadas em contextos sociais, como se isso pudesse ser considerado a estrutura padrão que não pode ser mais dissecada. É sempre baseado no mundo ético dos humanos. É sempre a mente sobre a matéria. A mente é o mestre do ego e o ego aceita. No entanto, o egoísmo é uma realidade que não pode ser negada. A lógica Anarquista é sempre formulada de acordo com construções ideológicas básicas. O ego natural se mantém impossibilitado de tomar completamente o controle. O ego, todos os impulsos e desejos irracionais, não precisam da justificação de ideias para existir ou para o caralho que for. O Niilismo Antissocial é essencialmente misantrópico e tira do caminho de uma vez por todas o mundo artificial da mente humana. Em outras palavras, você pode usar seu cérebro como uma lógica simples, dura e indiferente, exatamente como a naturalidade e o nada que te rodeia faz, e usá-lo apenas como uma arma quando seja aplicável, ou caso contrário é muito inútil e uma fabricação de mitos, assim como é o mundo humano inteiro que foi construído através dela. O espírito humano não existe! Olhando ainda mais profundamente, a natureza paradoxal da consciência e da fenomenologia não é algo que possa passar batido.

“Tentar pensar sobre algo sem que tenham sido fornecidos os meios para alcançá-lo: essa é a tarefa da fenomenologia: Uma tarefa impossível, a tentação do impossível. Mas não é essa a nossa condição humana?” -Marc Richir-

Claramente marcado nas orações acima, isso é tudo que existe! Todo o masoquismo da existência humana está aqui, toda a autoflagelação que parece muito difícil de desfazer. Pense que com esta patética ferramenta, a mente, as realidades construídas na forma humana são criadas. Pense sobre onde elas estão e o quão instáveis elas ficam quando são contrastados com o afiado olhar natural do Niilismo.

“Aqui os sentimentos de misantropia permanecem ligados e, por mais limitantes que possam parecer em uma escala socio-cultural, que não me preocupa em nada, ambos são libertadores em uma escala de busca existencial. A realização da trivialidade da existência se é percebida como um valor em si mesmo e, portanto, a substância humana no interior que te faz detestar a maneira antropocêntrica de pensar e de ser e sua exaltação do humano como um valor moral e o centro da evolução. É nestes momentos que se pode observar que o pensamento humano pode alcançar com um propósito um objetivo a longo prazo, seja qual for este propósito, como um ser pensamente e racional que pode criar, mudar e ajustar o mundo para se encaixar nele, ajustar a vida dos animais não-humanos para que se encaixem nela e no mundo. Momentos de pura arrogância e ignorância. Momentos de ideologia. Para mim, a “humanidade” como conceito ou parasita na mente e como entidade parasita na forma de vida massificada”.

-Archegonos-

O assim chamado “humano” é apenas um animal que sempre quer esquecer o que é. E não é um animal “mal”. Apenas completamente disfuncional. Um organismo biológico condenado, porque quando o humano surge (o mundo da mente e o pensamento) diz-se que há algo além. Portanto, a necessidade de considerações éticas para determinar porque são “maus”. O que foi que deu errado? Nada que o mundo da mente não possa concertar, é claro! Não importa que o Niilismo ao ser levado a sua conclusão lógica erradique a todas as realidades construídas de forma humana e você fique apenas com a sobra para atuar sobre isso, mas a conexão de algumas pessoas com a merda que está em suas cabeças faz com que elas tentem o impossível. Eles querem se enganar. Todo este lixo se tornou parte do DNA humano.

Então, se um anarquista é franco consigo mesmo deveria admitir que está buscando recriar o “bem” e o “mal, que quer perpetuar o ser humano e seus laços que se tornaram realidades biológicas depois de tantos anos de flagelação e auto-derrota.

Há três tipos de anarquistas que você pode reconhecer agora mesmo. O honesto (mas enganoso) idealista, o pregador e o tolo.

Todos eles seguem sendo moralistas. O que eu era, era uma espécie muito mais diferenciada, mas que tinha uma natureza paradoxal. Para o anarquista o mundo não tem espírito suficiente. Eles querem incutir mais. Que tipo de espírito seria não é o que importa aqui, o que importa é a insistência em manter a fé no ser humano. No entanto, se você promove o Niilismo e não a hipnose ideológica você será o mais saudável possível. Não terá mais a maldita insistência em se masturbar com o humano. O Niilismo Antissocial não tem nenhuma preocupação em justificar qualquer comportamento contra alguém enquanto a Anarquia tem que responder às ideias.

Eu aceito que definitivamente sou um obsceno e depravado produto da civilização de hoje em dia, e a misantropia total, a que abalou todo idealismo, que a abominação da sociedade do ser ético, desta criança mimada, impôs sobre mim. Odeio a todos igualmente, não importa quem ou o que são. Para mim não se trata de quem “merece” morrer. Não é uma questão ética. Não preciso de justificação para algo. Desejo a morte de quem seja nesta hedionda manifestação de Cristo que resulta o mundo humano civilizado e seus carnavais artificiais. Não vejo espíritos ao meu redor, vejo parasitas limitando a minha reclamação de poder. Minha reclamação de poder que não pode ser demais com tantos parasitas ao meu redor. Isto não significa que esta dura verdade dobre a minha vontade.

Tenho um interesse específico na expansão da ação misantrópica em um sentido extra-moral. Ainda conservo a capacidade de respeitar todas as formas, o que me surpreende, mas é exatamente o modo como isso é feito e sentido o que faz dele um aspecto do poder e não do cristianismo. Assim, não no sentido de uma enraizada ideia de igualdade, mas em uma violenta afinidade espontânea de uma franca ação-reação animalística de bestas para bestas. Para alguns animais que como nós compartilhamos de forma egoísta, não comunal, com uma atitude de agressão-em-sua-cara. Alguns ganham, outros perdem, mas todos aprendem algo disso. Se algo não te destrói, provavelmente te fará mais forte. Fora da culpa e do véu hipócrita do cristianismo e elitismo de um clero espiritual dos justos. Quanto aos anarquistas, o que quer que façam está baseado fundamentalmente na mentalidade ocidental, parte das culturas políticas eclesiásticas, parte de um modo de vida normal, no sentido da conduta humana, a participação no Teatro. Permanece e permanecerá sempre humanista. Para mim, qualquer coisa que eu faça na santificada pia purulenta da cidadania é um ato de arbitrariedade egocêntrica. Pura negação. Um passo em direção aos caminhos do abismo. A abertura de uma porta em um não-caminho para a guerra, uma oportunidade de saciar minha sede, uma cuspida na cara das barreiras ético-biológicas. Não é uma fantasia de nenhum tipo de libertação. Não é um esquema do “bom”. Quem quer que observe este mundo e não o mundo dos céus saberá o que eu quero dizer. O nada total é minha sombra, não minha inimiga.

Por que eu ainda me incomodo em escrever se odeio a todo mundo? Dado que odeio até mesmo o mundo da internet que utilizo junto com seus meios de comunicação? Estou em busca de fulminar meu curso de queda no pan-óptico paleantropiano, o que será a morte, captura ou covardia. Não há outros caminhos ou soluções. A libertação do cadáver violado de Cristo não me salvará. E calar as bocas de todos aqueles que me odiaram por quem sou, porque viram em mim uma depravação e, quando abri minha boca, cuspi veneno sobre sua estreita mente. E como eu disse antes, para espalhar a ação misantrópica após algumas falácias rejeitadas. As noções básicas que foram rejeitadas e as quais meu Niilismo Misantrópico tentará a expansão de meu ego sobre elas a partir de agora são as seguintes: a chegada de cada novo ser humano sobre a arbitrariedade do caos. A noção de anarquia vs autoridade. A noção do indivíduo vs a dominação. O ego espiritual. Toda ideia sobre meu ego único e concreto. Todas as considerações éticas. A superioridade biológica da existência humana.

O que digo neste texto é um vômito que só me beneficiaria quando eu cuspi-lo. Não é uma obrigação para ninguém, nem é uma tentativa de crítica, nem um pilar para a evolução coletiva. Então, eu não dou a mínima, tudo o que importa para mim é apoiar e aprimorar minhas cumplicidades com os loucos filhos da puta dos Niilistas, que atacam a tudo porque os nossos interesses se sobrepõem acima das ideologias e/ou políticas que buscam uma utopia coletiva. Todos perseguem seus caminhos, estamos de acordo com o ataque indiscriminado, e não vou argumentar que poderei dizer qualquer outra coisa por enquanto. Todos os misantropos totais, os eco-extremistas, niilistas terroristas e outros criminosos niilistas que compreenderam que a existência humana e suas performances teatrais são uma piada. Aqueles que não negam seu ego natural e aceitam a autoridade com uma realidade natural. Também sou um daqueles que desafiam os limites ético/biológicos que foram programados em nós pela modernidade. Sou um misantropo solitário, paciente a todo momento para estripar mais e mais a outro pedaço da humanidade. Todos os demais podem seguir tentando ressuscitar o humano de sua tumba.

Falo com os animais, animais de estimação do zoológico,

Aqueles que nomearam o mundo humano,

Disseco seus pensamentos, seus sonhos,

Suas esperançadas aspirações, sua espiritualidade subjetivista.

Aspectos do que é chamado humano,

]a mentira definitiva e pilar da ética

a pedra angular do mundo humano

No zoológico os animais

se convenceram de que são humanos

e alguns deles até acreditam que são mais que isso

Que são espíritos de outro mundo

O humano os flagelou,

Tão duramente que eles se arrependeram

Então permita que os relógios da ética nos consertem!

A existência natural é tão desprezada

tanto que a mente tomou o controle.

O ego sofreu uma mutação em direção a uma massa de depravação ideológica

que consome todo o organismo

Rio cataclismicamente de sua piedade

E sua inconsciente hipocrisia.

Reciclem o espírito, meus irmãos!

Nunca deixem ele morrer, porque se morre

estamos condenados ao caos!

Para ser consumidos pela natureza.

Então deixemos que Cristo nos viole!

Deixemos que o espírito ejacule sobre nós!”

Archegonos

*Nota do Tradutor: o significa do título é algo complexo. A primeira palavra (autexousious) faz referência ao fato de atuar por vontade própria, e a segunda palavra (apanthropinization), se refere a afastar-se de todas as preocupações e considerações humanas. Portanto, a tradução poderia ser algo como: Um afastamento voluntário de todas as preocupações/considerações humanas.

Nós Juramos Vingar

Extraído de “Larga Vida Al Caos”.

Entre o trovão dos céus e a precipitação da chuva renasce a ideia iconoclasta que grita com fúria “a guerra chegou!”. Niilistas se preparam movendo-se entre as sombras, não há nada a perder porque tudo já está mais que perdido. O “sem sentido” finalmente ganhou nesta dicotomia interna entre a razão e o instinto. Assassinos, terroristas e ladrões preparam um novo ataque em nome de sua individualidade, em nome da natureza violada por séculos nas mãos do progresso antropocentrista.

Já estou entre eles, um indivíduo farto de utopias libertárias, enojado de ideias totalitárias, que vomita sua raiva através de letras, balas, dinamite e timers nas noites de vingança. Hoje a anarquia morreu dentro de mim com toda a ruína de sua moralidade e desde o seu cadáver apodrecido nasceu uma flor negra espinhosa, a flor da desesperança, mas não se enganem, não é uma desesperança cheia de melancolia vitimista, e sim preenchida de pessimismo, raiva e ódio direcionado a minha própria espécie, mas que ainda sim ganhou o meu absoluto desprezo. Sou a vingança da flora, o filho da fauna que exala a cada manhã a detestável nuvem de dióxido que preenche os meus pulmões de morte e desespero.

Repito, tome a sua paixão. Entenda que este é o momento de lançar-se sem contemplação a dar-lhe prazer a estas ideias demoníacas que ressoam no pensamento. Mate! Roube! Exploda! Esfaqueie! Dispare! Por que não fazê-lo? Se vocês não tem piedade, por que eu deveria tê-la? Os uivos acompanham as explosões, as quais soam em qualquer lugar do mundo lembrando-me, entre a noite e o silêncio, que neste caminho insano em direção ao nada não estamos sozinhos, assim como eu há seres que olham ao seu redor e sentem seu corpo tremer ao ver apenas plástico, produtos de plástico, coisas de plástico, automóveis de plástico, HUMANOS DE PLÁSTICO. Nunca nos encaixamos em seus grupos contra-culturais nem em seus espaços normativos, nem em suas fugas, muito menos em seus vícios. Sempre estivemos entre vocês sentindo-nos distantes desejando perder-nos no murmúrio do pensamento e o som leve que faz o vento ao roçar numa folha. AGORA QUE TUDO ESTÁ MORTO JURAMOS VINGAR E ASSIM FAREMOS. POR CADA BOSQUE CORTADO E TAMBÉM PELO EGOÍSMO INCENDIÁRIO QUE PREENCHE DE PLENITUDE A NOSSA VAZIA EXISTÊNCIA.

O fim não importa porque não há nenhum. Meu fim é proporcionar prazer a este asco profundo que causam e me gera uma vida de mentiras baseada em regras de terceiros e posses de arrogância, e assim será até que caia, porque dar meia volta e regressar não é uma opção, pois após ter provado a dor agradável do ataque e o “sem sentido”, fechar os olhos é impossível. Que sigam caindo os trovões que da mesma forma cairão nossos ataques sem contemplação, sem piedade, sem discriminação, sem humanidade.

Niilistas e eco-terroristas, a morte nos espera, e nós esperamos por ela, vamos a seu encontro, mas não sem antes espalhar o ódio e o desejo de caos que levamos em nosso interior.

Contra a civilização tecno-industrial e contra seus miseráveis servos simpatizantes, a guerra começou!

Ódio Misantrópico

Tradução do feroz texto com sentimento misantrópico desde o blog afim de sangue “Abisso Nichilista”, publicado em Projeto Amoklaufe.

Misantropo não se nasce, se faz.

A receita para um misantropo genuíno começa sempre com uma pessoa transbordante de amor ao próximo, e a isso se acrescenta uma pitada de desencanto misturada com uma saudável dose de cinismo e de amargo ressentimento, então é deixado descansar para que os ingredientes se assentem até ficarem totalmente submersos. Finalizado, sirva-o sobre um mundo ocupado com outras pessoas.

Por trás de cada personalidade misantrópica é possível encontrar os restos em decomposição de um antigo filantropo.

Tudo isso é evidente apenas se considerarmos a intensidade da apaixonada crítica do misantropo. O grau de seu desprezo e desdém pela humanidade é sempre precedido por uma abundância de amor apaixonado, porque é impossível para alguém odiar apaixonadamente se não se sabe amar apaixonadamente.

Que muitos misantropos foram uma vez, na ingenuidade de sua juventude, idealistas ou românticos, isso não deveria surpreender a ninguém.

O que distingue o ódio misantrópico é a sua amplitude e universalidade. O ódio misantrópico é geral, porque o misantropo detesta a todos os homens, seu ódio abarca a tudo, porque despreza com cada fibra de seu ser a multidão e seus imbecis costumes e gestos, ele acumula desprezo por aquilo que é popular e cotidiano para as impensadas e amorfas massas, tem bastante experiência nos costumes dos homens para não aceitar qualquer coisa pelo seu valor aparente, e seu ceticismo em relação às supostas intenções dos outros não conhece limites.

O misantropo genuíno e verdadeiro não deveria ser confundido com uma indiferença distante, como é o caso do egoísta. O egoísta subordina os interesses dos outros aos seus e com isso é relativamente apático com as massas. Como tal, é geralmente alheio. Pelo contrário, o misantropo é bastante reflexivo e muito consciente para ser um simples egoísta, porque a misantropia nunca é uma indiferença passiva, mas sempre se manifesta em um aborrecimento e ódio ativo.