Guerra Oculta

Extraído de Revista Regresión número 7.

“O lobo come toda a carne e lambe a sua”

O título da “Guerra Oculta” não se refere especificamente a um único texto, é a especificação de um caminho (ou de um não-caminho) através do labirinto de um (ou dele próprio) projeto de Terrorismo Niilista. Este texto é, portanto, uma parte única e fragmentada de um “discurso” maior que escavará profundamente a Tendência da qual escrevo, que fornece várias precisões úteis, tanto para esclarecer certos aspectos, talvez às vezes mal entendidos, e também como contribuição para aqueles que queiram “aderir” a esta Tendência, e a “necessidade” de esclarecer certas coisas sobre esta lei.

Isso porque é muito complexo e, por vezes, difícil compreender os textos e os atentados que se desenvolvem na destruição da moral cristã-platônica, e ocidental.

EGO-ARCA: TERRORISMO NIILISTA

Em “Trizas” eu havia descrito o término Ego-arca com referência à Máfia, como método de ataque e aniquilamento do próprio inimigo ou inimigos.

Bem, agora é o momento de ir até o fundo, e declarar de modo Amoral, a semelhança ou afinidade, a compreensão, entre o Terrorismo Niilista e a Ideia Ego-arca.

Isto, voltando a dizer, mesmo se houvesse vivido em uma era na qual a ideia ou Tendência pousasse no ser de Meu Niilismo, seria específico, agora, na era da “generalização”, devo ser preciso e definir.

Portanto, este texto que é um fragmento de uma complexa “Guerra Oculta” falará da união de termos e ideias que misturam-se entre si.

Em meu folheto chamado “Seita” eu havia desenterrado o contexto no qual a afinidade de um Projeto Ilegal deveria se mover em uma perspectiva independente, mas dentro da Seita Niilista. O comportamento e o modo de vida foram as coisas enfrentadas de maneira apropriada no uso da ação Terrorista no ocultamento de seu “vero nome” [NdT: nombre real], da destruição da dependência de um certo tipo de dinâmica social, do desenraizamento da ideia de igualdade, do debate amoral entre afins que consista na realização de seu próprio Ser Dominante, e formar uma união de Egoístas, livres para escolher seu próprio prazer, fora de uma Seita, mas sob a estrita observância das regras peculiares do mesmo grupo.

Por que isso?

Porque a união de Egoístas que propus é a união de Seres livres (literalmente) do que eles querem fazer e/ou como queiram fazê-lo, como segue:

1° – Se o termo se confunde no texto, continuarei explicando a ideia da igualdade;

2° – Um sujeito com vontade de formar uma Seita não poderá formá-la enquanto reproduza a mesma ideia anárquica do conceito de respeito mútuo;

No término “Afinidade” há muitos, mas muitos aspectos, que se reproduzem com o debate amoral em seu interior, e predeterminá-lo escrevendo que “todo mundo faz o que quer” acaba em uma ideia meramente utópica, porque, então, um grupo que se define genuinamente como anárquico, teria em seu interior aqueles que eles mesmos chamam de “indivíduo autorizado”, que reproduz o mesmo termo de “autoridade”.

É por isso que o folheto “Seita” tinha que ser escrito e tinha que ser exposto após eu ter vivido uma ação individual acompanhado por outro indivíduo, para com isso formar o que seria uma Seita Niilista Com Direção Ego-arca.

A formação de uma Seita que em seu interior começaria a crescer através das bases impostas com um selo distintivo, do que um dos indivíduos, como porta primordial de classificação e a união de elementos, conduzam ao fortalecimento, a experiência da experiência, em um mundo específico onde as coisas são vistas.

Atenção, aqui não falo ou escrevo sobre um papel que está estabelecido a priori (ao menos que o individuo promova que formou uma Seita, não específica no fim do início), de uma atribuição ou de uma tarefa atribuída a cada indivíduo dentro do grupo, mas –através do debate amoral– a aparição de uma figura proeminente é fundamental para o desenvolvimento do projeto ilegalista, pela penalidade, a queda ou a destruição de tudo.

A Seita Niilista da Livre Morte, por exemplo, impõe aos que poderiam ser os “Sete Afins” a não-união (embora agora os os últimos grupos de Terroristas Niilistas surgidos tiraram o foco desta ideia sem deixar de ser um complexo debate amoral), para ensinar que uma coisa é a ideia do Ataque e o Atentado Amoral, e outra coisa é ser parte de uma federação, negando extremamente a proliferação de células, núcleos, etc. [*]

Este é um exemplo claro da característica peculiar da “palavra” de imposição de uma opção clara e que se põe em contato diretamente com a ideia Ego-Arca.

Falamos sempre de uma escolha específica, expressadamente única e, portanto, de um mesmo grupo, mas também se estende a outros Sete, que pode ou não, se preocupar com tal abordagem.

Esta escolha, de uma Seita, não significa a referência à suposta “liberdade” (que existe apenas naqueles que não veem para além do seu nariz), para guerrear com o próprio sangue, e também define, um certo tipo de Tendência, também chegando a um enfrentamento entre eles, e se não se obtém uma posição que se comprometam de outro modo, pode-se dizer, de maneira “Stirneriana”.

A afirmação Stirneriana de compromisso viaja através da realização de um objetivo específico, canalizando em um caminho de aceitação informal (e não informal) dos que querem chegar a um ponto egoisticamente “afim”, sem perder as características “originais” de cada Seita ou Grupo.

Compromisso por conseguir atingir um objetivo “comum” entre os Sete, mas não, para aceitar em sua totalidade o que a imposição lançou da pedra (tendo estendido a mão no lançamento e não retirando-a).

Por que usei o termo “imposição”?

Primeiro, para destruir com isso o termo com sua ênfase negativa (e moral), e continuar perturbando o sonho dos bons e dos justos que anseiam os mitos do “cuidado”.

Em segundo lugar porque o termo tem um significado específico que se você for cortar com uma faca afiada, tirará sangue com a pressão, a proeminência de um Ego em respeito a outro, a emoção de uma batalha também “verbal”. A emergência da fibrilação e tensão afirmativa, a anulação da paz social imposta desde a humanização dos conceitos e valores, regressando o uso e o consumo dos que vivem em monotonia e no tédio.

Deve ficar claro para o leitor que o termo “Ego-arca” está associado de maneira similar à Tendência “Terrorista Niilista”, por um certo tipo de especificidade, determinante para não ter medo de dizer e fazer, distinguindo um certo tipo de ideias extremistas.

Isso porque o sangue que corre em minhas veias me aproxima da vida, aquela da “realidade”, poderia experimentar, afrontar, ver, roubar e fazê-lo meu, Minha ideia, que só poderia ser atacada, mas não canalizaria em algo que não tem nada haver com o que eu expressei Agora nestas linhas.

Então poderíamos continuar com a afirmação de que o Terrorismo Niilista é Ego-arca porque se aproxima de maneira fundamental com a imposição de uma ideia. Quem deve querer roubar o segredo oculto e transformá-lo em ervas daninhas? Coisas para os adoradores macios das utopias modernas.

Além disso, embora o termo “oculto” se refira a um “idioma” específico não é compreensível pela multidão, mas também para aqueles que não querem entrar em um Estado Abismal, e afrontar a vida e a morte, divorciados das regras comuns e humanas.

Leiamos o vocabulário da sociedade moral e as coisas que escreve a respeito:

“O Ego-arca com egoísmo e presunção pretende impor sua própria autoridade e sua própria moral”.

Coloco isso para que tenha sentido para o leitor, que às vezes os termos são combinados com a estupidez desta sociedade que, sim, quer impor sua própria moral, mas logo escreve que aqueles que tem uma visão Única do que vivem são pessoas presunçosas e egoístas.

É por isso que cada termo tem haver com o “Niilismo”, então também deve ser especificado com o “Egoísmo”.

Egoísmo que poderia ser para mim aquele que te diz que “você é egoísta” haha!

Partindo desta pequena nota irrelevante vamos agora ler o vocabulário das coisas distintas:

O Terrorismo Niilista, a Seita, é para Mim, um ato amoral, que dentro de si mesmo, tem características peculiares de Poder e de domínio autoritário, porque nega completamente a “falsa” abordagem da visão de igualdade, e porque com características dessa natureza conduz a emergência da particularidade que esta porra de sociedade, com seus valores vulgares, quer impor.

Além disso, como já indicado, o Terrorismo Niilista, se dirige à confrontação, mesmo dentro da mesma Seita, uma vez que deve ser realizada, o que é, a sobrevivência de um grupo, sua força, através da escolha de um capo (líder), figura decisiva, com características distintas, que pode continuar com o Projeto Ilegalista, sem que este caia no esquecimento.

E se estende aos Sete através de um texto, um comunicado, um atentado, a abordagem imposta para chegar a retirar ao verbo “ético” de qualquer profundidade, e levar a força de sua própria Ideia Terrorística, um fundamento básico para atacar com unhas e dentes os inimigos sociais e da “realidade”.

Por que não deveria ser assim?

Por se tratar de uma ideia específica e original surgida de uma Seita para seguir sendo específica deve ter seu próprio fundamento, continuar exercendo seu próprio Poder de domínio, por outro lado, por causa da derivação desta Ideia Original, não poderia ser específica sem ser impositiva.

Isso não significa que Eu não possa abordar outra ideia que possa me influenciar, mas sempre sob uma perspectiva de “compromisso Stirneriano”.

Mais uma vez, por que isso?

Por que se eu me considero Único, unicamente devo permanecer “original” e não sucumbir a uma ideia que possa me levar a perder.

Tudo isso combina com a ideia de minha sobrevivência como meu eu animal-humano em relação à outra sobrevivência, naturalmente convertendo-se mais tarde em algo complexo e articulado, vital, e proeminente, subterrâneo e extremista, que cresce e cresce de novo, e atinge completamente.

Nesta mesma posição de uma denominação específica da “ideia” (neste caso dos Sete Terroristas Niilistas), emerge uma espécie de concatenação no que diz respeito a sobrevivência de uma Tendência ou de um grupo específico “original”: a medida de tudo o que pode ser na ação, como uma espécie de agrupamento de indivíduos que parecem ter uma afinidade peculiar intrínseca entre eles, que é o Individualismo. Individualistas, mas que tem duas visões específicas: O individualista Egoísta e o Individualista igual-cêntrico, ou para colocá-lo de maneira normal, o “o igualitário”.

Devemos deixar este aspecto bem especificado já que dá um significado de peso e de poder à denominação de um grupo Ego-arca sobre tudo aquilo que gira em torno dele, e que poderia confundir aos interessados no Terrorismo Niilista.

Especificamos que o individualista igual-cêntrico é sempre um Ser egoísta, mas que pretende sê-lo através de uma utópica visão de uma escolha individual que equivale a um conjunto totalizador. Isto é o que “o afirma”, porque deve cair na coletivização forçada, aquela que é sua escolha final.

Então, com isso, sem deixar de ser utopia, a escolha do Indivíduo pressionado por ter êxito em um ataque instintivo se rende dócil e suavemente, tudo dentro de sua seção que deve adiar e avançar para a formalização coletiva.

A escolha peculiar e específica através do domínio Egoico de uma ideia afirmativa (lembremo-nos, não por isso permanece imutável) se diferencia amplamente daquela coletiva onde para ser colocada deve ter uma convergência paralela entre os sujeitos que a formam, reduzindo-o assim a um mero apêndice, o poder do indivíduo que se põe em seu Ser como o mais forte, decisivo, fundamental, para avançar em um mundo “realmente real”.

Então voltamos a escrever e a aprofundar que o Terrorismo Niilista é Ego-arca, porque nega completamente e com toda sua força a ação niveladora para a proeminência da imposição da ideia imposta que se reivindica como a maioria, não só exclusivamente forte, mas também mais decisiva, específica, seletiva, particular, etc.

Devemos especificar também que o Terrorismo Niilista é profundamente Misantrópico, feito exclusivamente de Indivíduos que atuam através da Vontade Egoica, para distinguir-se do “resto” que consequentemente se separam, em opções precisas, as quais não são rechaçadas pela multidão, de fato, derrubam o conceito ético da sociedade, se colocam no topo de cada posição coletiva, ou necessariamente não Egoica.

Sem nenhuma conclusão final deste fragmento, em uma mais completa e ampla “Guerra Oculta”, termino com uma citação do 4° livro da “Vontade de Potência” chamado “Disciplina e Seleção”, cito com várias perguntas que, você leitor, pode refletir o desgosto com a linha superior, ou levantar-se, quebrar e fragmentar a moral dentro de ti, e começar a atacar e golpear de maneira Niilisticamente Terrorista os valores do “mundo real”.

“As típicas formas de se configurar. Ou seja: as oito questões fundamentais”.

1) – Você quer ser mais complicado ou mais simples?

2) – Você quer ser mais feliz ou indiferente à felicidade e à infelicidade?

3) – Você quer ser mais contente ou ser mais exigente e implacável?

4) – Você quer se tornar mais suave, mais flexível, mais humano ou mais “inumano”?

5) – Você quer se tornar um especialista ou carecer de considerações?

6) – Você quer alcançar um objetivo ou esquivar-se de tudo com propósito?

7) Você gostaria de se tornar o mais respeitado ou o mais temido? Ou talvez, o mais desprezado?

8) – Você quer se tornar um tirano, um enganador, um pastor ou um animal do rebanho?

Afinidade de sangue com o Sete e com o Clã Terrorista Niilista!

Afinidade de sangue com o Terrorismo Eco-extremista!

Eu, Nechayevshchina!

[*] Extraído de “Nomen Omen” – Seita Niilista da Livre Morte

Nos pontos anteriores já havíamos especificado que negávamos qualquer pacto federativo ou de associação com qualquer forma “externa” que faça parte da esfera do “compartilhar”, mesmo sendo fundamentalmente egoica.

Vamos especificar os pontos anteriores para delinear a atitude da Seita Niilista da Livre Morte. Estamos contra qualquer pacto federativo porque excluímos de nossa união secreta o seguinte:

CÉLULA: uma célula é uma entidade “orgânica” dentro de um elemento mais complexo constituído de uma estrutura coordenada chamada federação. Uma célula que atua com base em um acordo conspirativo ou federativo deve reconstituir-se e unir-se com outras células em harmonia seguindo um programa que embora seja informal, formaliza o acordo através de uma base que deve ter características semelhantes para corresponder.

NÚCLEO: o núcleo tem características semelhantes à célula onde os indivíduos que o formam se unem, fazendo parte de um pacto associativo em torno do centro de um projeto federativo, com fundamentos consensuais que devem ser perseguidos, mesmo que se dividam em ações diferentes, com o denominador comum da federação a qual pertencem, mesmo informalmente.

FRAÇÃO: a fração é uma parte divisória dentro de um “todo”, neste caso, de um pacto federativo ou associativo, sobre umas bases de igualdade, sendo a escolha e o ataque de uma fração o denominador comum para golpear e atacar.

Funeral Niilista – A Aniquilação da Vida

“O único Deus em que eu creio é uma pistola carregada, com um gatilho sensível.”Richard Kuklinski

O desejo, a elevação orgiástica da morte e do assassinato, o alvo a golpear, aniquilando o limite que “restringe” o modelo de identificação do fluxo da vida.

Golpear e aniquilar -para converter-se- em “seu próprio deus”, matando o círculo contínuo da vida que espera viver e prosperar, provar o cheiro do sangue que desce jorrando da ferida.

A experimentação que eleva um indivíduo, a ação que reside no meio da periferia da consciência onde “permanece” o traçado estático obstacularizando e aprisionando o palpito do gozo egoísta.

Gozo próprio, para ser possuído pelo tremor das extremidades, desconhecido fundo existencial, corpo e mente, diluindo o fragmento da radical destruição imoralista.

Ultrapassar o cumprimento total e imperfeito, a execução de um desejo de assassinar, para aniquilar a morte do pensamento, colapsando a libido e o inferno pessoal, saboreando e desfrutando uma vida que dá voltas, morrendo pela exaltação de um “Deus sem Deus”. Possuo, me movo, sinto, transmito e injeto a imagem que se converte diante de mim, mostrando e exibindo a partida total e verificada da vida vivida.

Domínio e controle de minhas emoções em um abismo escuro. Lúcido entro no caminho do “não escutar”. Impulso, com ritmo quebrado, explicação da ação, tremor espasmódico, à deriva em uma linha injetada de sangue do “próximo” perto da morte, que quer e deseja, superando o obstáculo de um rosto desenhado e desesperado.

Sentir a percepção da morte, tendo-a diante de si, desejando-a, sem esperança, seleção de um corpo prisioneiro.

O prazer, a paixão que divide e separa em um instante, golpe puro para a vida que cruza a margem do “viver”.

Eu sou o criminoso niilista que nega a humanidade obsoleta, transcendendo o homem moral-mortal, existência de uma idêntica e categórica delegação de representação em avaliações iguais.

Eu sou a má paixão que vive no abismo niilista, pela destruição que aniquila a multiplicidade proteiforme da igualdade.

Minhas faces que babam saliva-veneno abismal buscam um corpo quente no frio que rasga a exalação de uma respiração.

Respiro, e respiro para romper o “alento” e o sopro da esperança, pensando na ilusão do futuro, no sorriso fraco e imutável, numa estável perpetuação do lógico caminho “viajado”.

O espectro de Kirillov (1), o demônio que habita em mim.

A experimentação, o atuar que exerce mutação no momento vivido, é a vida, existência que entra numa lógica que categoriza e imprime o selo da verdade.

Eu “vivo” o mundo que morre, no momento em que vivo e respiro o fragmento do pensamento moribundo, póstuma expiração de uma respiração penetrante dentro de minhas vísceras, essência de minha singularidade.

Experimentamos niilisticamente -adentrando-nos abismalmente- saboreando o “medo” na busca da morte (e o morto), e uma sucessão de objetivos reais e do contexto normal do se erguer prospectivo.

A fábula miserável de um mundo “real” existe em um contexto da vida na sociedade de “iguais”, envenenando a minha ambição egocêntrica, aniquilando a margem do respeito à vida.

Fragmento que visa e quer quebrar a regra do compromisso equalizador da gratidão humanista da vida no contexto dos vivos.

*

Realizaremos -avançando para não retroceder “absolutamente”- um absoluto que acumula e imprime uma estrutura de generalização à dinâmica da ação, produto de um fato que estabiliza a regra ao atingir um alvo, apenas meu alvo. A escolha, a dinâmica, a intenção do objetivo, buscando através do desgaste cotidiano, imprime e traça, marcando o sinal exterior da representação dualística na sociedade, fora do limite estabelecido e possível, fato concreto e axioma, um informe categorizando a tipologia da data da impressão, deduzindo a adesão a um método que segue um momento e um ato planejado.

Lógica representação do sinal que se desliga em um circuito de eventos, vivendo o caminho à margem e se apegando, deduzindo a conclusão do efeito reordenado, o sucesso comunicativo no arranjo da elaboração efeito-conclusão.

O efeito dado a determinada imposição, estabelecendo a conclusão que exige e reivindica, tornando efetivo o arranjo na definição do limite que, circunscrito, especifica a conclusão de um bloqueio da hegemônica igualdade.

Hegemônica igualdade que luta duramente com o ato egoísta do objetivo único, estimula o lado oposto ao tentar querer se fundir com a consequente oposição.

Limite que circunscreve e encerra a si mesmo na fronteira do limite da consciência [*]

A luta radical do único que busca seu alvo, cumpre a presunção da absoluta abordagem da hegemônica igualdade, predispondo o chamado para a “sociedade” (tanto que -na verdade- é criticado por eles), então tentam obrigar e submeter definitivamente o único querer de uma potência egoística. A fábula que invoca o predispor lógico de um evento se converte em regra efetiva no concreto e chamado tangível à consciência, uma presunção que visa prever o efeito dado do ato, em uma retroalimentação esclarecendo a verdade do bem com a falsidade do mal.

A sujeira se lava na lúcida consciência destas pessoas “humanistas”, é a representação do limite tangível que rompo e aniquilo, não só com a transferência da verdade, respeito minha única “verdade”, aniquilo a base e a margem da vida moral-mortal.

Golpear e atacar são sinônimos onde eu quebro “o degrau da igualdade” que tenta coagular e conter o egocêntrico gozo da destruição.

Por que objetivo egocêntrico?

Objetivo egocêntrico como a negação da ordem e a estrutura da hipótese e a verdade “verídica”, a assonância entre o movimento de ação e o comportamento ético-cêntrico finalizado, através de uma série de substantivos coordenados da direção (com dois lados), no qual deve explodir minha destruição.

Minha destruição não funciona em nenhum sistema decifrador nem descriptografado e incompreensível por uma multidão proteica de comportamento versátil, por uma cláusula imposta com os outros, o vizinho, o humano, que pisou com o outro pé (para aqueles que tem os dois pés), para tentar estar atento e disposto ao anêmico sorriso ávido de igualdade.

A destruição, o aniquilamento de meu alvo é a ruptura egoísta, o hegemônico propósito de suposições e inventários nas profundezas da consciência, buscar o prazer que se converte nas leis purulentas da ética legal das pessoas -comportamento ético- ética política (anarquista ou não).

Na refração reverberante, num nexo de ordem e gênero para uma divisão igualitária, o grau é a tipologia, no catálogo da reparação da ação produto da destruição.

A “produção” da destruição faz do ato -adormecimento que faz um autentico movimento dentro da regra delimitante- a única lógica acessível à multidão esotérica para a raça humana.

Elevo a Unicidade Egoísta contra a barreira da compensação, me afundando no Abismo do Niilismo, para golpear como Terrorista a decrépita humanidade, a razão pela qual disse “não”, a consciência que reclama sua submissão e a culpa do próximo para atacar e aniquilar de maneira seletiva.

Aniquilando a margem e a sedução do medo no julgamento do humano mortal-moral – e atinge cravando a adaga Niilista no ventre fraco do sentido da conformação possibilista.

Começa a retrospectiva, assassinando e germinando o ressentimento, atacando sem um sistema de identificação e de avaliação de comportamento.

Porque eu devo valorizar o objetivo -através da avaliação do que é possível [**] Eu experimento a anulação com o avance da Destruição Niilista contra um mundo declarado à morte.

Eu não quero “apenas” a morte do mundo, como um sistema social, também quero a morte de Meu alvo, aniquilando a lógica alteração -em uma sistematização- devido ao surgimento do medo na “boca da consciência”.

Objetivo que seleciono como uma preeminente ação de

Meu gozo, ansiando o instante em que meu falo se ergue na predominância do próximo alvo. Eu aprecio a morte do meu alvo, selecionando-o através do momento Egoísta no qual o pensamento funde a luz com a escuridão, a vida “mortal” com a morte “morta”.

Eu sou o Terrorista e Criminoso Niilista que quer a

Destruição do sistema impulso-derivado, para desobstruir o sangue na ferida infectada e purulenta, desintegração da reprovação sedutora da ética em uma ótica de representação orgânica e do comportamento em uma linha reta que estabelece o robô automatizado.

Aniquilando, aniquilando, elimino o meu alvo egoico, na decomposição do córrego da boa consciência, acabando com o respeito à vida e do vivente, no método preciso de um órgão variável do absoluto e do conceito.

Niilifico e quebro o “próximo”, que vem e se converte em meu alvo, no experimento eu atravesso a inversa parábola que indica a rota no caminho da esperança.

A esperança, horrível conceito em um momento vivido, na aparição da bílis da “boca da consciência”. [***]

Quero a destruição da utópica ilusão do futuro, no ascendente destino, como a eliminação de um juiz no poder do indivíduo.

Exploro e avanço, estou aspirando, estou a favor da estratégia da afirmação, no caminho que aniquila o caminho “passado”, que se converteu em putrefação, emerjo e me mergulho, imponho minha libido e meu falo ereto por “vir”, enquanto desfruto a imagem da morte do meu alvo egocêntrico.

Sou dono de minha arma, alta narcisista no alento da morte, na explosão que radica e rasga o pino da existência, pelo instante “Único”, como a masturbação de meu falo, que goza expulsando esperma pelo final da vida!

Despojo, com minha arma Terrorística-Niilista, a pedra angular da igualdade, o fundamento da verdade, princípio do respeito à essência humana.

Essência humana sensível, marca da verdade, pino da realidade em um arco vital do fim e do nada. Nada no nada, é o desenho e a aspiração que compreende e inclui a consequência consequente em uma ordem que ordena e dispõe em um movimento literal, a trilha existencial.

A realidade e a presença-existência da não variabilidade, a continuidade imóvel -repetitiva em um círculo que dá persistência e forma, define o uso do resultado, se recompõe em uma série de cavilhas e articulações, onde se pode continuar a vida na morte, em uma vida já moribunda, que congestiona seu próprio declínio, dispondo regular a vida da utópica ilusão.

Pico de sulco entre mim e a morte de um Alvo Egoico, tenho saudades e saboreio o momento em que se pisoteia o “presente” e a destruição do passado se converte simplesmente em “passado” para expressar dentro de minha Unicidade a existência do sopro de uma vida, que existe e desvanece, perde consistência e se contrai, expandindo o sangue, deixando em pedaços a consciência, transformando o Poder Arbitrário, as veias se convertem em um espectro sem nenhum fluxo vital.

Levanto minha Arma Egoística, uma canção de morte, que explode em chamas do nada para o nada, radical e extremo que exalta o Terror, sem pensar em possíveis infecções em seu absoluto no mundo moribundo.

Armo meu Poder penetrante pela niilificação de um alvo, pela extinção de seu alento, “passos” contrários aos da enfermidade chamada “humanidade”.

Investigação espasmódica, olhos contraídos à margem da vida, fedor da sociedade da igualdade, a visão projetada ao exterior, em uma implícita alteração do próprio projeto e a formação do coágulo de representações que determinam a ocorrência ordinária de emoções comuns.

A vontade da Morte, o Único que congestiona o terreno ético-jurídico da podre comunidade de humanos, escolhe o Livre Arbítrio, o ataque contra o delicado “coração” do sujeito-homem, perdidos em uma tênue vida como a frágil rama de uma árvore caída.

Quero romper uma dessas ramas, reduzindo-as ao nada, para identificar o valor do mundo “verídico”, matando o emocional comum que se eleva da consciência mortal-moral.

Pelo Fúnebre e Niilístico Aniquilamento de uma vida.

EU, NECHAEVSHCHINA!

[*] A consciência- postulado da verdade ética comportamental- morada do submisso- não como o indivíduo Egoico- mas como um sujeito “sujeito” que o que é redime suas Paixões, que flui “passo a passo” em uma metafórica “periferia”, longe do desfrutar Egoico e Destruidor das “certezas”.

[**] O “Possível”, ação geométrica e esquemática, reduz a Potência Egocentrista, fluir que o refluxo determina, o movimento sequencial no hegemônico egoísmo igualitarista, evitando a aniquilação do valor “verdadeiro” impondo -a doutrina do respeito das “partes”, atuando para assegurar o gozo Niilístico e a ação esquematizada, em uma série de regras que “possibilitam” uma ação dentro dos limites que não se pode nem devem ser excedidos.

[***] A metáfora experimentada da “boca da consciência”, é o elo entre o ato do indivíduo de impor a moral dualista, que parte da consciência, e se expressa através de sua “boca”, impondo a dedução, a resolução, dentro de um limite que não se pode superar, porque a verdade não é um comportamento ético, dentro do agente da representação, do bem em relação ao mal Terrorista.

(1) [NdT; personagem da novela de Fiódor Dostoiévski: “Os demônios”]