Guerra Oculta

Extraído de Revista Regresión número 7.

“O lobo come toda a carne e lambe a sua”

O título da “Guerra Oculta” não se refere especificamente a um único texto, é a especificação de um caminho (ou de um não-caminho) através do labirinto de um (ou dele próprio) projeto de Terrorismo Niilista. Este texto é, portanto, uma parte única e fragmentada de um “discurso” maior que escavará profundamente a Tendência da qual escrevo, que fornece várias precisões úteis, tanto para esclarecer certos aspectos, talvez às vezes mal entendidos, e também como contribuição para aqueles que queiram “aderir” a esta Tendência, e a “necessidade” de esclarecer certas coisas sobre esta lei.

Isso porque é muito complexo e, por vezes, difícil compreender os textos e os atentados que se desenvolvem na destruição da moral cristã-platônica, e ocidental.

EGO-ARCA: TERRORISMO NIILISTA

Em “Trizas” eu havia descrito o término Ego-arca com referência à Máfia, como método de ataque e aniquilamento do próprio inimigo ou inimigos.

Bem, agora é o momento de ir até o fundo, e declarar de modo Amoral, a semelhança ou afinidade, a compreensão, entre o Terrorismo Niilista e a Ideia Ego-arca.

Isto, voltando a dizer, mesmo se houvesse vivido em uma era na qual a ideia ou Tendência pousasse no ser de Meu Niilismo, seria específico, agora, na era da “generalização”, devo ser preciso e definir.

Portanto, este texto que é um fragmento de uma complexa “Guerra Oculta” falará da união de termos e ideias que misturam-se entre si.

Em meu folheto chamado “Seita” eu havia desenterrado o contexto no qual a afinidade de um Projeto Ilegal deveria se mover em uma perspectiva independente, mas dentro da Seita Niilista. O comportamento e o modo de vida foram as coisas enfrentadas de maneira apropriada no uso da ação Terrorista no ocultamento de seu “vero nome” [NdT: nombre real], da destruição da dependência de um certo tipo de dinâmica social, do desenraizamento da ideia de igualdade, do debate amoral entre afins que consista na realização de seu próprio Ser Dominante, e formar uma união de Egoístas, livres para escolher seu próprio prazer, fora de uma Seita, mas sob a estrita observância das regras peculiares do mesmo grupo.

Por que isso?

Porque a união de Egoístas que propus é a união de Seres livres (literalmente) do que eles querem fazer e/ou como queiram fazê-lo, como segue:

1° – Se o termo se confunde no texto, continuarei explicando a ideia da igualdade;

2° – Um sujeito com vontade de formar uma Seita não poderá formá-la enquanto reproduza a mesma ideia anárquica do conceito de respeito mútuo;

No término “Afinidade” há muitos, mas muitos aspectos, que se reproduzem com o debate amoral em seu interior, e predeterminá-lo escrevendo que “todo mundo faz o que quer” acaba em uma ideia meramente utópica, porque, então, um grupo que se define genuinamente como anárquico, teria em seu interior aqueles que eles mesmos chamam de “indivíduo autorizado”, que reproduz o mesmo termo de “autoridade”.

É por isso que o folheto “Seita” tinha que ser escrito e tinha que ser exposto após eu ter vivido uma ação individual acompanhado por outro indivíduo, para com isso formar o que seria uma Seita Niilista Com Direção Ego-arca.

A formação de uma Seita que em seu interior começaria a crescer através das bases impostas com um selo distintivo, do que um dos indivíduos, como porta primordial de classificação e a união de elementos, conduzam ao fortalecimento, a experiência da experiência, em um mundo específico onde as coisas são vistas.

Atenção, aqui não falo ou escrevo sobre um papel que está estabelecido a priori (ao menos que o individuo promova que formou uma Seita, não específica no fim do início), de uma atribuição ou de uma tarefa atribuída a cada indivíduo dentro do grupo, mas –através do debate amoral– a aparição de uma figura proeminente é fundamental para o desenvolvimento do projeto ilegalista, pela penalidade, a queda ou a destruição de tudo.

A Seita Niilista da Livre Morte, por exemplo, impõe aos que poderiam ser os “Sete Afins” a não-união (embora agora os os últimos grupos de Terroristas Niilistas surgidos tiraram o foco desta ideia sem deixar de ser um complexo debate amoral), para ensinar que uma coisa é a ideia do Ataque e o Atentado Amoral, e outra coisa é ser parte de uma federação, negando extremamente a proliferação de células, núcleos, etc. [*]

Este é um exemplo claro da característica peculiar da “palavra” de imposição de uma opção clara e que se põe em contato diretamente com a ideia Ego-Arca.

Falamos sempre de uma escolha específica, expressadamente única e, portanto, de um mesmo grupo, mas também se estende a outros Sete, que pode ou não, se preocupar com tal abordagem.

Esta escolha, de uma Seita, não significa a referência à suposta “liberdade” (que existe apenas naqueles que não veem para além do seu nariz), para guerrear com o próprio sangue, e também define, um certo tipo de Tendência, também chegando a um enfrentamento entre eles, e se não se obtém uma posição que se comprometam de outro modo, pode-se dizer, de maneira “Stirneriana”.

A afirmação Stirneriana de compromisso viaja através da realização de um objetivo específico, canalizando em um caminho de aceitação informal (e não informal) dos que querem chegar a um ponto egoisticamente “afim”, sem perder as características “originais” de cada Seita ou Grupo.

Compromisso por conseguir atingir um objetivo “comum” entre os Sete, mas não, para aceitar em sua totalidade o que a imposição lançou da pedra (tendo estendido a mão no lançamento e não retirando-a).

Por que usei o termo “imposição”?

Primeiro, para destruir com isso o termo com sua ênfase negativa (e moral), e continuar perturbando o sonho dos bons e dos justos que anseiam os mitos do “cuidado”.

Em segundo lugar porque o termo tem um significado específico que se você for cortar com uma faca afiada, tirará sangue com a pressão, a proeminência de um Ego em respeito a outro, a emoção de uma batalha também “verbal”. A emergência da fibrilação e tensão afirmativa, a anulação da paz social imposta desde a humanização dos conceitos e valores, regressando o uso e o consumo dos que vivem em monotonia e no tédio.

Deve ficar claro para o leitor que o termo “Ego-arca” está associado de maneira similar à Tendência “Terrorista Niilista”, por um certo tipo de especificidade, determinante para não ter medo de dizer e fazer, distinguindo um certo tipo de ideias extremistas.

Isso porque o sangue que corre em minhas veias me aproxima da vida, aquela da “realidade”, poderia experimentar, afrontar, ver, roubar e fazê-lo meu, Minha ideia, que só poderia ser atacada, mas não canalizaria em algo que não tem nada haver com o que eu expressei Agora nestas linhas.

Então poderíamos continuar com a afirmação de que o Terrorismo Niilista é Ego-arca porque se aproxima de maneira fundamental com a imposição de uma ideia. Quem deve querer roubar o segredo oculto e transformá-lo em ervas daninhas? Coisas para os adoradores macios das utopias modernas.

Além disso, embora o termo “oculto” se refira a um “idioma” específico não é compreensível pela multidão, mas também para aqueles que não querem entrar em um Estado Abismal, e afrontar a vida e a morte, divorciados das regras comuns e humanas.

Leiamos o vocabulário da sociedade moral e as coisas que escreve a respeito:

“O Ego-arca com egoísmo e presunção pretende impor sua própria autoridade e sua própria moral”.

Coloco isso para que tenha sentido para o leitor, que às vezes os termos são combinados com a estupidez desta sociedade que, sim, quer impor sua própria moral, mas logo escreve que aqueles que tem uma visão Única do que vivem são pessoas presunçosas e egoístas.

É por isso que cada termo tem haver com o “Niilismo”, então também deve ser especificado com o “Egoísmo”.

Egoísmo que poderia ser para mim aquele que te diz que “você é egoísta” haha!

Partindo desta pequena nota irrelevante vamos agora ler o vocabulário das coisas distintas:

O Terrorismo Niilista, a Seita, é para Mim, um ato amoral, que dentro de si mesmo, tem características peculiares de Poder e de domínio autoritário, porque nega completamente a “falsa” abordagem da visão de igualdade, e porque com características dessa natureza conduz a emergência da particularidade que esta porra de sociedade, com seus valores vulgares, quer impor.

Além disso, como já indicado, o Terrorismo Niilista, se dirige à confrontação, mesmo dentro da mesma Seita, uma vez que deve ser realizada, o que é, a sobrevivência de um grupo, sua força, através da escolha de um capo (líder), figura decisiva, com características distintas, que pode continuar com o Projeto Ilegalista, sem que este caia no esquecimento.

E se estende aos Sete através de um texto, um comunicado, um atentado, a abordagem imposta para chegar a retirar ao verbo “ético” de qualquer profundidade, e levar a força de sua própria Ideia Terrorística, um fundamento básico para atacar com unhas e dentes os inimigos sociais e da “realidade”.

Por que não deveria ser assim?

Por se tratar de uma ideia específica e original surgida de uma Seita para seguir sendo específica deve ter seu próprio fundamento, continuar exercendo seu próprio Poder de domínio, por outro lado, por causa da derivação desta Ideia Original, não poderia ser específica sem ser impositiva.

Isso não significa que Eu não possa abordar outra ideia que possa me influenciar, mas sempre sob uma perspectiva de “compromisso Stirneriano”.

Mais uma vez, por que isso?

Por que se eu me considero Único, unicamente devo permanecer “original” e não sucumbir a uma ideia que possa me levar a perder.

Tudo isso combina com a ideia de minha sobrevivência como meu eu animal-humano em relação à outra sobrevivência, naturalmente convertendo-se mais tarde em algo complexo e articulado, vital, e proeminente, subterrâneo e extremista, que cresce e cresce de novo, e atinge completamente.

Nesta mesma posição de uma denominação específica da “ideia” (neste caso dos Sete Terroristas Niilistas), emerge uma espécie de concatenação no que diz respeito a sobrevivência de uma Tendência ou de um grupo específico “original”: a medida de tudo o que pode ser na ação, como uma espécie de agrupamento de indivíduos que parecem ter uma afinidade peculiar intrínseca entre eles, que é o Individualismo. Individualistas, mas que tem duas visões específicas: O individualista Egoísta e o Individualista igual-cêntrico, ou para colocá-lo de maneira normal, o “o igualitário”.

Devemos deixar este aspecto bem especificado já que dá um significado de peso e de poder à denominação de um grupo Ego-arca sobre tudo aquilo que gira em torno dele, e que poderia confundir aos interessados no Terrorismo Niilista.

Especificamos que o individualista igual-cêntrico é sempre um Ser egoísta, mas que pretende sê-lo através de uma utópica visão de uma escolha individual que equivale a um conjunto totalizador. Isto é o que “o afirma”, porque deve cair na coletivização forçada, aquela que é sua escolha final.

Então, com isso, sem deixar de ser utopia, a escolha do Indivíduo pressionado por ter êxito em um ataque instintivo se rende dócil e suavemente, tudo dentro de sua seção que deve adiar e avançar para a formalização coletiva.

A escolha peculiar e específica através do domínio Egoico de uma ideia afirmativa (lembremo-nos, não por isso permanece imutável) se diferencia amplamente daquela coletiva onde para ser colocada deve ter uma convergência paralela entre os sujeitos que a formam, reduzindo-o assim a um mero apêndice, o poder do indivíduo que se põe em seu Ser como o mais forte, decisivo, fundamental, para avançar em um mundo “realmente real”.

Então voltamos a escrever e a aprofundar que o Terrorismo Niilista é Ego-arca, porque nega completamente e com toda sua força a ação niveladora para a proeminência da imposição da ideia imposta que se reivindica como a maioria, não só exclusivamente forte, mas também mais decisiva, específica, seletiva, particular, etc.

Devemos especificar também que o Terrorismo Niilista é profundamente Misantrópico, feito exclusivamente de Indivíduos que atuam através da Vontade Egoica, para distinguir-se do “resto” que consequentemente se separam, em opções precisas, as quais não são rechaçadas pela multidão, de fato, derrubam o conceito ético da sociedade, se colocam no topo de cada posição coletiva, ou necessariamente não Egoica.

Sem nenhuma conclusão final deste fragmento, em uma mais completa e ampla “Guerra Oculta”, termino com uma citação do 4° livro da “Vontade de Potência” chamado “Disciplina e Seleção”, cito com várias perguntas que, você leitor, pode refletir o desgosto com a linha superior, ou levantar-se, quebrar e fragmentar a moral dentro de ti, e começar a atacar e golpear de maneira Niilisticamente Terrorista os valores do “mundo real”.

“As típicas formas de se configurar. Ou seja: as oito questões fundamentais”.

1) – Você quer ser mais complicado ou mais simples?

2) – Você quer ser mais feliz ou indiferente à felicidade e à infelicidade?

3) – Você quer ser mais contente ou ser mais exigente e implacável?

4) – Você quer se tornar mais suave, mais flexível, mais humano ou mais “inumano”?

5) – Você quer se tornar um especialista ou carecer de considerações?

6) – Você quer alcançar um objetivo ou esquivar-se de tudo com propósito?

7) Você gostaria de se tornar o mais respeitado ou o mais temido? Ou talvez, o mais desprezado?

8) – Você quer se tornar um tirano, um enganador, um pastor ou um animal do rebanho?

Afinidade de sangue com o Sete e com o Clã Terrorista Niilista!

Afinidade de sangue com o Terrorismo Eco-extremista!

Eu, Nechayevshchina!

[*] Extraído de “Nomen Omen” – Seita Niilista da Livre Morte

Nos pontos anteriores já havíamos especificado que negávamos qualquer pacto federativo ou de associação com qualquer forma “externa” que faça parte da esfera do “compartilhar”, mesmo sendo fundamentalmente egoica.

Vamos especificar os pontos anteriores para delinear a atitude da Seita Niilista da Livre Morte. Estamos contra qualquer pacto federativo porque excluímos de nossa união secreta o seguinte:

CÉLULA: uma célula é uma entidade “orgânica” dentro de um elemento mais complexo constituído de uma estrutura coordenada chamada federação. Uma célula que atua com base em um acordo conspirativo ou federativo deve reconstituir-se e unir-se com outras células em harmonia seguindo um programa que embora seja informal, formaliza o acordo através de uma base que deve ter características semelhantes para corresponder.

NÚCLEO: o núcleo tem características semelhantes à célula onde os indivíduos que o formam se unem, fazendo parte de um pacto associativo em torno do centro de um projeto federativo, com fundamentos consensuais que devem ser perseguidos, mesmo que se dividam em ações diferentes, com o denominador comum da federação a qual pertencem, mesmo informalmente.

FRAÇÃO: a fração é uma parte divisória dentro de um “todo”, neste caso, de um pacto federativo ou associativo, sobre umas bases de igualdade, sendo a escolha e o ataque de uma fração o denominador comum para golpear e atacar.

Moralidade

Tradução do texto “Moralidade”, extraído de Antisocial Evolution.

A moral é a teoria de que todo ato humano deve ser bom ou ruim. O propósito de todos os sistemas morais é fixar o comportamento humano mediante a imposição de normas absolutas desenhadas de tal maneira que permaneçam além do exame e da crítica. Todos os sistemas morais são apresentados como a norma superior, a lei absoluta, a ordem peremptória que impõe a todos, em todos os momentos, o que devem fazer e o que não devem, sendo aplicável a todos os seres humanos sem exceção.

Para entender plenamente como funciona a moralidade como mecanismo de controle é útil examinar as funções pedagógicas subjacentes aos códigos morais e as justificativas utilizadas para exigir a obediência universal. Até recentemente, uma das mais comuns dessas justificativas era um dito Deus e, de fato, isso não acabou por completo. Este deus diz a nós o que é certo e o que é errado, ou o “assim diz a crença”. Este conceito metafísico do sonho emite regras para que nós obedeçamos, e se nos recusarmos a fazê-lo, esse deus nos castigará horrivelmente. No entanto, ao ameaçar a outras pessoas dessa maneira, o moralista mudou uma postura por outra postura moral, rumo à outra postura de conveniência pessoal, para evitar os resultados dolorosos de não se submeter a alguém ou a algo mais poderoso que nós mesmos. Claro, existem aqueles que não acreditam em um deus e que, no entanto, são crentes na moralidade. Estes moralistas humanistas buscam uma sanção para seus códigos morais em alguma outra ideia fixa: o Bem Comum, uma concepção teleológica da evolução humana, das necessidades da humanidade ou da sociedade, direitos naturais, e assim por diante. Uma análise crítica deste tipo de justificativa moral demonstra que não há mais nada atrás do que está atrás da “vontade de Deus”. Conceitos como o “bem comum” ou “bem-estar social” são meras peças retóricas de grande ressonância utilizadas para disfarçar os interesses particulares daqueles que as utilizam. É precisamente este disfarce de interesses particulares como leis morais que se escondem por trás da máscara ideológica da moralidade. Os sistemas morais funcionam como um ocultamento do propósito real e do motivo e quase sempre são uma “vontade de poder” disfarçada. Mergulhe os planos luminosos dos Salvadores Morais da Humanidade no ácido da análise brutal e veja o padrão escondido no rolo: o desejo de forçar uma certa linha de ação sobre todos, o desejo de governar e reprimir. Somente quando, em certos momentos e lugares, por meio da força física ou astúcia superior, alguns conseguem impor a sua interpretação moral particular aos outros de uma única moral que triunfa, entendida e seguida por todos da mesma maneira -como na Idade Média, quando a Igreja Católica dissolveu toda a variedade na unidade, ou como vemos hoje em certas partes do mundo islâmico.

Um dos usos mais populares do mito moral é adicionar um enfeite ao já desagradável prato da política. Ao converter até as mais insignificantes das atividades políticas em uma cruzada moral, se pode assegurar o apoio dos crédulos, os vingativos e os ciumentos, além de dar uma pseudo-força aos fracos e vacilantes. Enquanto se espera que aqueles que desejam governar os outros invoquem repreensões morais em uma tentativa de converter (ou purgar) o iconoclasta desviador ou crítico, é profundamente desanimador observar os autoproclamados anarquistas atuando na mesma farsa, na forma dos códigos do discurso politicamente correto, as restrições dietéticas, as escolhas dos consumidores, a ética social dogmática e as moralidades escravagistas como o pacifismo. É difícil imaginar algo mais desfiado, mais irremediavelmente plausível para fundar uma rebelião antiautoritária que a moral, mas os anarquistas o fazem o tempo todo, em detrimento de sua própria luta e credibilidade.

O egoísmo consciente do egoísmo –não é nem moral nem imoral– está além do “bem” e do “mal”. É amoral. Um egoísta pode ser verdadeiro ou mentiroso, considerado ou desconsiderado, generoso ou cruel, de acordo com a sua natureza, gostos ou circunstâncias, e a seu próprio risco, mas não é obrigado a ser nada disso. É possível que uma pessoa se comporte de modo que a moral tache de “bom” ou de “mal”, mas fazem isso apenas porque seus interesses julgam e mentem em uma direção ou outra, não porque esta pessoa está possuída pelo aspecto do moralismo ou do imoralismo.

Enquanto o moralista tende a ver os conflitos entre indivíduos (e grupos e instituições) em termos de “certo” e “errado”, o egoísta nunca considera um adversário correto ou incorreto em nenhum sentido moral. Cada um está simplesmente perseguindo o cumprimento de sua própria agenda, e se o conflito não pode ser resolvido de outra maneira, deve ser resolvido pela força. Bem, não se enganem, ao repudir a ideia de moralidade os egoístas não fazem exceção à “violência”. Tampouco fazem qualquer distinção piedosa entre o nível da força ou a força de retaliação. Qualquer uma das formas é usada se for uma maneira conveniente de perseguir um dado fim, e para o egoísta não há lei moral que proíba a violência à qual eles devam subordinar sua vontade à soberania pessoal.

Para o egoísta consciente a inexistência da moralidade é tão verdadeira como dois e dois são quatro e, neste sentido, o egoísmo supera os limites das mais ousadas especulações do anarquismo sobre a soberania individual, atuando como um poderoso solvente para uma imaginação obstruída por teorias de “certo ou errado”. Só depois de escrutinar todo o horizonte da amoralidade -o nada que resta na ausência do bem e do mal ou de qualquer outra autoridade metafísica- o indivíduo se encontra cara a cara com a liberdade emocionante e terrível em que nada é verdadeiro e tudo é permitido.

 

A Noite do Mundo Infernal

Traduzido de Revista Ajajema número 2 que por sua vez traduziu do trabalho em italiano “INCUBO”, escrito por Orkelesh e editado pela “Casa Editrice Ferox”.

Olhaste o pôr do sol.

Percepção e pressentimento.

Ao redor, em cada lugar, e dentro de cada tesouro escondido.

Cheire seu cheiro, misturado nos poros dilatados do presente.

Perdido, nos flashs luminosos de uma realidade triste e opaca, fugiste de cada espelho distanciado do manto do toque humano.

Tua figura, tua postura, era a aparência inexistente da criatura deformada que se expandiu aumentando o domínio sobre o outro, e sobre o que tinha perto.

Quem estava próximo de ti? Alguém tem coragem para isso?

A fria superfície de teu corpo emanou um aroma potente, forte e pungente.

Alguém, algum pobre ser mortal sentiu algo dentro de si mesmo, aquela sensação que ninguém quer buscar no final. Olhaste a humanidade e a observaste, sob seu olhar arrogante e fugaz, sem dar um sinal do que estava pensando.

Vieste em meu sonho.

Entraste aqui, em minha invocação, sublime audácia, e me agarrei firmemente a profunda e hermética ordem do segredo que anseio, ascendendo a um elemento inexistente que esconde a si mesmo, e aos olhos plácidos da humanidade vazia.

Teu rosto pálido foi minha ilusão e ao mesmo tempo as ilusões dos que estavam ao meu lado.

Teu rosto falava de mundos remotos, distantes, escuros e inapreensíveis, sem que existisse a necessidade de viagens.

Monstruoso, te equivocaste, e andaste como grandes passos em minha habitação, com uma luz tênue e fixa em direção à parede, feita de sucessões e representações geométricas.

Querias, alçaste a ti a luz projetada, se parecia com a esperança caduca da sociedade e do humano, vagando pelas portas do conhecimento.

Supremo, afirmaste, enquanto eu era acorrentado à cama por um vínculo à Terra, tu não sentiste nem quiseste saber, a coisa que vi e sonhei eu meu sonho.

Foi a luz que se “mostrou” na parede regular que te irritou.

Uma luz que consideraste como o mundo exterior lutando “inutilmente” contra o mundo interior, aquele do não-conhecimento e da não-existência de cada valor fundamental.

Ah, como gritaste, monstruoso diante de mim, molestavas minha vista, que não pude capturar teu instinto de morte, aquele toque sedutor e frio ao mesmo tempo.

Eis aqui! Era o tempo que não existiu mais, não entendia o fluxo dos instantes, não leu a variação da luz, a projeção da sombra parou antes da aplicação de seu som mortal e cruel.

O tempo -afirmaste, o matamos, esta aparente verdade que é assim chamada pelo humano mortal. Matamos o valor do tempo, vamos aniquilar o alçamento dos acontecimentos e das normas, conceitos e matéria. Teu rosto anormal pronunciava palavras de honra e horror. Agora um humano devia ser engolido, em sua caverna, onde chupa sua linfa vital.

Foi-se o momento em que te iludia através de meus olhos e meu olhar, que me seduziste, eu mal saí da cama.

Caiu a noite? As pulsações articularam minha expressão em cada momento, tive que criar uma ideia, e realizar minha pergunta para ti.

Impassível irias, e antecipaste a produção de minha ideia, aquela que tinha intenção de levar a cabo, participando em teu debate, com um impulso e sons da boca, que pensei que poderiam ser articulados.

Um áspero sotaque enfatizava aquilo que deveria ser dito, em uma gutural expressão de sinais e palavras…

O que queres de mim? -digas o que pretendes, mortal, aqui estou e em tudo, estou de volta e estou em meu reino, não podes calcular, não podes rodear, nem sequer pensar, nem limitar meu corpo ou meus movimentos. “Presságio escuro, desconhecido e esquecido do vazio, expressão da vida, da humana sociedade, íntimo e irreal, presságio que limpa os membros adormecidos pelo langor do valor absoluto e utópico.”

Isso queria expressar-lhe, o nada, em comparação a seu poder colérico e sedutor.

Foi apenas um instante, um veloz movimento de sons da boca, nada comparado a magnitude da destruição da sociedade, do valor dado às coisas, contra tudo o que parece ser regular e utópico.

Sua imagem pousou na parede, ficou deformada e se levantou, voltando-se ao normal, caiu em um vazio sem luz, era seu poder, seu instinto de morte que deveria ser transmitido, sem que pudéssemos saber “onde e por que”, rasgando a garganta da consciência, no fundo de um abismo onde milhares de moinhos engoliam o vazio e aos redemoinhos.

Espirais e ondas em toda a habitação, toda balançando, era sentido o passo de um ciclo que terminava e nascia, para morrer, expressão daquela subida ao topo do conhecimento, amplificando a dor do desejo do que perseguia.

Agora, apenas agora, via e sentia, que levava em minha mão um cadáver, os restos de algo que se parecia a um humano, e enquanto “olhava”, isso que suas mandíbulas comiam, destroçavam e engoliram, previram a morte do humano, pela seleção e a conexão, em sua viagem sem rumo, para aniquilar e destruir o conceito do homem, suas esperanças, e seu tempo.

Olhaste o por do sol.

Funeral Niilista – A Aniquilação da Vida

“O único Deus em que eu creio é uma pistola carregada, com um gatilho sensível.”Richard Kuklinski

O desejo, a elevação orgiástica da morte e do assassinato, o alvo a golpear, aniquilando o limite que “restringe” o modelo de identificação do fluxo da vida.

Golpear e aniquilar -para converter-se- em “seu próprio deus”, matando o círculo contínuo da vida que espera viver e prosperar, provar o cheiro do sangue que desce jorrando da ferida.

A experimentação que eleva um indivíduo, a ação que reside no meio da periferia da consciência onde “permanece” o traçado estático obstacularizando e aprisionando o palpito do gozo egoísta.

Gozo próprio, para ser possuído pelo tremor das extremidades, desconhecido fundo existencial, corpo e mente, diluindo o fragmento da radical destruição imoralista.

Ultrapassar o cumprimento total e imperfeito, a execução de um desejo de assassinar, para aniquilar a morte do pensamento, colapsando a libido e o inferno pessoal, saboreando e desfrutando uma vida que dá voltas, morrendo pela exaltação de um “Deus sem Deus”. Possuo, me movo, sinto, transmito e injeto a imagem que se converte diante de mim, mostrando e exibindo a partida total e verificada da vida vivida.

Domínio e controle de minhas emoções em um abismo escuro. Lúcido entro no caminho do “não escutar”. Impulso, com ritmo quebrado, explicação da ação, tremor espasmódico, à deriva em uma linha injetada de sangue do “próximo” perto da morte, que quer e deseja, superando o obstáculo de um rosto desenhado e desesperado.

Sentir a percepção da morte, tendo-a diante de si, desejando-a, sem esperança, seleção de um corpo prisioneiro.

O prazer, a paixão que divide e separa em um instante, golpe puro para a vida que cruza a margem do “viver”.

Eu sou o criminoso niilista que nega a humanidade obsoleta, transcendendo o homem moral-mortal, existência de uma idêntica e categórica delegação de representação em avaliações iguais.

Eu sou a má paixão que vive no abismo niilista, pela destruição que aniquila a multiplicidade proteiforme da igualdade.

Minhas faces que babam saliva-veneno abismal buscam um corpo quente no frio que rasga a exalação de uma respiração.

Respiro, e respiro para romper o “alento” e o sopro da esperança, pensando na ilusão do futuro, no sorriso fraco e imutável, numa estável perpetuação do lógico caminho “viajado”.

O espectro de Kirillov (1), o demônio que habita em mim.

A experimentação, o atuar que exerce mutação no momento vivido, é a vida, existência que entra numa lógica que categoriza e imprime o selo da verdade.

Eu “vivo” o mundo que morre, no momento em que vivo e respiro o fragmento do pensamento moribundo, póstuma expiração de uma respiração penetrante dentro de minhas vísceras, essência de minha singularidade.

Experimentamos niilisticamente -adentrando-nos abismalmente- saboreando o “medo” na busca da morte (e o morto), e uma sucessão de objetivos reais e do contexto normal do se erguer prospectivo.

A fábula miserável de um mundo “real” existe em um contexto da vida na sociedade de “iguais”, envenenando a minha ambição egocêntrica, aniquilando a margem do respeito à vida.

Fragmento que visa e quer quebrar a regra do compromisso equalizador da gratidão humanista da vida no contexto dos vivos.

*

Realizaremos -avançando para não retroceder “absolutamente”- um absoluto que acumula e imprime uma estrutura de generalização à dinâmica da ação, produto de um fato que estabiliza a regra ao atingir um alvo, apenas meu alvo. A escolha, a dinâmica, a intenção do objetivo, buscando através do desgaste cotidiano, imprime e traça, marcando o sinal exterior da representação dualística na sociedade, fora do limite estabelecido e possível, fato concreto e axioma, um informe categorizando a tipologia da data da impressão, deduzindo a adesão a um método que segue um momento e um ato planejado.

Lógica representação do sinal que se desliga em um circuito de eventos, vivendo o caminho à margem e se apegando, deduzindo a conclusão do efeito reordenado, o sucesso comunicativo no arranjo da elaboração efeito-conclusão.

O efeito dado a determinada imposição, estabelecendo a conclusão que exige e reivindica, tornando efetivo o arranjo na definição do limite que, circunscrito, especifica a conclusão de um bloqueio da hegemônica igualdade.

Hegemônica igualdade que luta duramente com o ato egoísta do objetivo único, estimula o lado oposto ao tentar querer se fundir com a consequente oposição.

Limite que circunscreve e encerra a si mesmo na fronteira do limite da consciência [*]

A luta radical do único que busca seu alvo, cumpre a presunção da absoluta abordagem da hegemônica igualdade, predispondo o chamado para a “sociedade” (tanto que -na verdade- é criticado por eles), então tentam obrigar e submeter definitivamente o único querer de uma potência egoística. A fábula que invoca o predispor lógico de um evento se converte em regra efetiva no concreto e chamado tangível à consciência, uma presunção que visa prever o efeito dado do ato, em uma retroalimentação esclarecendo a verdade do bem com a falsidade do mal.

A sujeira se lava na lúcida consciência destas pessoas “humanistas”, é a representação do limite tangível que rompo e aniquilo, não só com a transferência da verdade, respeito minha única “verdade”, aniquilo a base e a margem da vida moral-mortal.

Golpear e atacar são sinônimos onde eu quebro “o degrau da igualdade” que tenta coagular e conter o egocêntrico gozo da destruição.

Por que objetivo egocêntrico?

Objetivo egocêntrico como a negação da ordem e a estrutura da hipótese e a verdade “verídica”, a assonância entre o movimento de ação e o comportamento ético-cêntrico finalizado, através de uma série de substantivos coordenados da direção (com dois lados), no qual deve explodir minha destruição.

Minha destruição não funciona em nenhum sistema decifrador nem descriptografado e incompreensível por uma multidão proteica de comportamento versátil, por uma cláusula imposta com os outros, o vizinho, o humano, que pisou com o outro pé (para aqueles que tem os dois pés), para tentar estar atento e disposto ao anêmico sorriso ávido de igualdade.

A destruição, o aniquilamento de meu alvo é a ruptura egoísta, o hegemônico propósito de suposições e inventários nas profundezas da consciência, buscar o prazer que se converte nas leis purulentas da ética legal das pessoas -comportamento ético- ética política (anarquista ou não).

Na refração reverberante, num nexo de ordem e gênero para uma divisão igualitária, o grau é a tipologia, no catálogo da reparação da ação produto da destruição.

A “produção” da destruição faz do ato -adormecimento que faz um autentico movimento dentro da regra delimitante- a única lógica acessível à multidão esotérica para a raça humana.

Elevo a Unicidade Egoísta contra a barreira da compensação, me afundando no Abismo do Niilismo, para golpear como Terrorista a decrépita humanidade, a razão pela qual disse “não”, a consciência que reclama sua submissão e a culpa do próximo para atacar e aniquilar de maneira seletiva.

Aniquilando a margem e a sedução do medo no julgamento do humano mortal-moral – e atinge cravando a adaga Niilista no ventre fraco do sentido da conformação possibilista.

Começa a retrospectiva, assassinando e germinando o ressentimento, atacando sem um sistema de identificação e de avaliação de comportamento.

Porque eu devo valorizar o objetivo -através da avaliação do que é possível [**] Eu experimento a anulação com o avance da Destruição Niilista contra um mundo declarado à morte.

Eu não quero “apenas” a morte do mundo, como um sistema social, também quero a morte de Meu alvo, aniquilando a lógica alteração -em uma sistematização- devido ao surgimento do medo na “boca da consciência”.

Objetivo que seleciono como uma preeminente ação de

Meu gozo, ansiando o instante em que meu falo se ergue na predominância do próximo alvo. Eu aprecio a morte do meu alvo, selecionando-o através do momento Egoísta no qual o pensamento funde a luz com a escuridão, a vida “mortal” com a morte “morta”.

Eu sou o Terrorista e Criminoso Niilista que quer a

Destruição do sistema impulso-derivado, para desobstruir o sangue na ferida infectada e purulenta, desintegração da reprovação sedutora da ética em uma ótica de representação orgânica e do comportamento em uma linha reta que estabelece o robô automatizado.

Aniquilando, aniquilando, elimino o meu alvo egoico, na decomposição do córrego da boa consciência, acabando com o respeito à vida e do vivente, no método preciso de um órgão variável do absoluto e do conceito.

Niilifico e quebro o “próximo”, que vem e se converte em meu alvo, no experimento eu atravesso a inversa parábola que indica a rota no caminho da esperança.

A esperança, horrível conceito em um momento vivido, na aparição da bílis da “boca da consciência”. [***]

Quero a destruição da utópica ilusão do futuro, no ascendente destino, como a eliminação de um juiz no poder do indivíduo.

Exploro e avanço, estou aspirando, estou a favor da estratégia da afirmação, no caminho que aniquila o caminho “passado”, que se converteu em putrefação, emerjo e me mergulho, imponho minha libido e meu falo ereto por “vir”, enquanto desfruto a imagem da morte do meu alvo egocêntrico.

Sou dono de minha arma, alta narcisista no alento da morte, na explosão que radica e rasga o pino da existência, pelo instante “Único”, como a masturbação de meu falo, que goza expulsando esperma pelo final da vida!

Despojo, com minha arma Terrorística-Niilista, a pedra angular da igualdade, o fundamento da verdade, princípio do respeito à essência humana.

Essência humana sensível, marca da verdade, pino da realidade em um arco vital do fim e do nada. Nada no nada, é o desenho e a aspiração que compreende e inclui a consequência consequente em uma ordem que ordena e dispõe em um movimento literal, a trilha existencial.

A realidade e a presença-existência da não variabilidade, a continuidade imóvel -repetitiva em um círculo que dá persistência e forma, define o uso do resultado, se recompõe em uma série de cavilhas e articulações, onde se pode continuar a vida na morte, em uma vida já moribunda, que congestiona seu próprio declínio, dispondo regular a vida da utópica ilusão.

Pico de sulco entre mim e a morte de um Alvo Egoico, tenho saudades e saboreio o momento em que se pisoteia o “presente” e a destruição do passado se converte simplesmente em “passado” para expressar dentro de minha Unicidade a existência do sopro de uma vida, que existe e desvanece, perde consistência e se contrai, expandindo o sangue, deixando em pedaços a consciência, transformando o Poder Arbitrário, as veias se convertem em um espectro sem nenhum fluxo vital.

Levanto minha Arma Egoística, uma canção de morte, que explode em chamas do nada para o nada, radical e extremo que exalta o Terror, sem pensar em possíveis infecções em seu absoluto no mundo moribundo.

Armo meu Poder penetrante pela niilificação de um alvo, pela extinção de seu alento, “passos” contrários aos da enfermidade chamada “humanidade”.

Investigação espasmódica, olhos contraídos à margem da vida, fedor da sociedade da igualdade, a visão projetada ao exterior, em uma implícita alteração do próprio projeto e a formação do coágulo de representações que determinam a ocorrência ordinária de emoções comuns.

A vontade da Morte, o Único que congestiona o terreno ético-jurídico da podre comunidade de humanos, escolhe o Livre Arbítrio, o ataque contra o delicado “coração” do sujeito-homem, perdidos em uma tênue vida como a frágil rama de uma árvore caída.

Quero romper uma dessas ramas, reduzindo-as ao nada, para identificar o valor do mundo “verídico”, matando o emocional comum que se eleva da consciência mortal-moral.

Pelo Fúnebre e Niilístico Aniquilamento de uma vida.

EU, NECHAEVSHCHINA!

[*] A consciência- postulado da verdade ética comportamental- morada do submisso- não como o indivíduo Egoico- mas como um sujeito “sujeito” que o que é redime suas Paixões, que flui “passo a passo” em uma metafórica “periferia”, longe do desfrutar Egoico e Destruidor das “certezas”.

[**] O “Possível”, ação geométrica e esquemática, reduz a Potência Egocentrista, fluir que o refluxo determina, o movimento sequencial no hegemônico egoísmo igualitarista, evitando a aniquilação do valor “verdadeiro” impondo -a doutrina do respeito das “partes”, atuando para assegurar o gozo Niilístico e a ação esquematizada, em uma série de regras que “possibilitam” uma ação dentro dos limites que não se pode nem devem ser excedidos.

[***] A metáfora experimentada da “boca da consciência”, é o elo entre o ato do indivíduo de impor a moral dualista, que parte da consciência, e se expressa através de sua “boca”, impondo a dedução, a resolução, dentro de um limite que não se pode superar, porque a verdade não é um comportamento ético, dentro do agente da representação, do bem em relação ao mal Terrorista.

(1) [NdT; personagem da novela de Fiódor Dostoiévski: “Os demônios”]

Autexousious Apanthropinization

Tradução do texto anti-social extremista escrito por Archegonos.

“Se você for nas fronteiras, poderá ver árvores, solo, oceano mas não verá países. Quando vago em solidão dentro da cidade vejo muitas criações humanas, todas manifestação de Deus, mas não vejo Deuses em nenhuma parte.”

Este é apenas um pequeno texto que menciona algumas realizações que eu queria escrever há algum tempo. Eu mesmo já me esquivei do masoquismo escondido atrás destas mesmas realizações, e estas palavras são escritas para refutar conclusões errôneas que foram expressadas, e críticas com as quais eu já não estou de acordo, em relação ao eco-extremismo, que foi abordado desde um ponto de vista de valores, obscurecendo o que objetivamente é. As palavras escritas a seguir vêm de experiências pessoais vivenciadas.

“Me parece que a sociedade geralmente vence. Há, é claro, espíritos livres no mundo, mas sua liberdade, em última análise, não é muito maior do que a de um canário em uma jaula. Podem saltar de um lado a outro, podem se banhar e comer à vontade, podem bater suas asas e cantar, mas seguem presos em uma gaiola, e cedo ou tarde, ela os conquista.” -H.L. Mecken-

A liberdade que busca um homem espiritual, a liberdade de valores, a liberdade de libertação é uma ilusão que se vê esmagada pela guilhotina da observação objetiva da natureza humana. É a escuridão que se transforma em lama quando entra em contato com a realidade. Alguns acreditavam que o Cristianismo limitava o espírito humano. O que não entendem é que o Cristianismo é o espírito humano. O ser espiritual que nega a existência natural. A mente sobre a matéria. Tudo o que fez a modernidade foi reciclar seu nome. O fim segue sendo o mesmo. Tiremos um assunto do caminho e digamos, o que veio sob o termo da Anarquia não tem nada a ver com o niilismo. Não estou brincando com as palavras aqui, serei franco. É a realização objetiva dos fatos fora do lixo do avaliativo pensamento subjetivo que dá um contexto para a realidade. A realidade e as interpretações anarquistas são sempre baseadas em contextos sociais, como se isso pudesse ser considerado a estrutura padrão que não pode ser mais dissecada. É sempre baseado no mundo ético dos humanos. É sempre a mente sobre a matéria. A mente é o mestre do ego e o ego aceita. No entanto, o egoísmo é uma realidade que não pode ser negada. A lógica Anarquista é sempre formulada de acordo com construções ideológicas básicas. O ego natural se mantém impossibilitado de tomar completamente o controle. O ego, todos os impulsos e desejos irracionais, não precisam da justificação de ideias para existir ou para o caralho que for. O Niilismo Antissocial é essencialmente misantrópico e tira do caminho de uma vez por todas o mundo artificial da mente humana. Em outras palavras, você pode usar seu cérebro como uma lógica simples, dura e indiferente, exatamente como a naturalidade e o nada que te rodeia faz, e usá-lo apenas como uma arma quando seja aplicável, ou caso contrário é muito inútil e uma fabricação de mitos, assim como é o mundo humano inteiro que foi construído através dela. O espírito humano não existe! Olhando ainda mais profundamente, a natureza paradoxal da consciência e da fenomenologia não é algo que possa passar batido.

“Tentar pensar sobre algo sem que tenham sido fornecidos os meios para alcançá-lo: essa é a tarefa da fenomenologia: Uma tarefa impossível, a tentação do impossível. Mas não é essa a nossa condição humana?” -Marc Richir-

Claramente marcado nas orações acima, isso é tudo que existe! Todo o masoquismo da existência humana está aqui, toda a autoflagelação que parece muito difícil de desfazer. Pense que com esta patética ferramenta, a mente, as realidades construídas na forma humana são criadas. Pense sobre onde elas estão e o quão instáveis elas ficam quando são contrastados com o afiado olhar natural do Niilismo.

“Aqui os sentimentos de misantropia permanecem ligados e, por mais limitantes que possam parecer em uma escala socio-cultural, que não me preocupa em nada, ambos são libertadores em uma escala de busca existencial. A realização da trivialidade da existência se é percebida como um valor em si mesmo e, portanto, a substância humana no interior que te faz detestar a maneira antropocêntrica de pensar e de ser e sua exaltação do humano como um valor moral e o centro da evolução. É nestes momentos que se pode observar que o pensamento humano pode alcançar com um propósito um objetivo a longo prazo, seja qual for este propósito, como um ser pensamente e racional que pode criar, mudar e ajustar o mundo para se encaixar nele, ajustar a vida dos animais não-humanos para que se encaixem nela e no mundo. Momentos de pura arrogância e ignorância. Momentos de ideologia. Para mim, a “humanidade” como conceito ou parasita na mente e como entidade parasita na forma de vida massificada”.

-Archegonos-

O assim chamado “humano” é apenas um animal que sempre quer esquecer o que é. E não é um animal “mal”. Apenas completamente disfuncional. Um organismo biológico condenado, porque quando o humano surge (o mundo da mente e o pensamento) diz-se que há algo além. Portanto, a necessidade de considerações éticas para determinar porque são “maus”. O que foi que deu errado? Nada que o mundo da mente não possa concertar, é claro! Não importa que o Niilismo ao ser levado a sua conclusão lógica erradique a todas as realidades construídas de forma humana e você fique apenas com a sobra para atuar sobre isso, mas a conexão de algumas pessoas com a merda que está em suas cabeças faz com que elas tentem o impossível. Eles querem se enganar. Todo este lixo se tornou parte do DNA humano.

Então, se um anarquista é franco consigo mesmo deveria admitir que está buscando recriar o “bem” e o “mal, que quer perpetuar o ser humano e seus laços que se tornaram realidades biológicas depois de tantos anos de flagelação e auto-derrota.

Há três tipos de anarquistas que você pode reconhecer agora mesmo. O honesto (mas enganoso) idealista, o pregador e o tolo.

Todos eles seguem sendo moralistas. O que eu era, era uma espécie muito mais diferenciada, mas que tinha uma natureza paradoxal. Para o anarquista o mundo não tem espírito suficiente. Eles querem incutir mais. Que tipo de espírito seria não é o que importa aqui, o que importa é a insistência em manter a fé no ser humano. No entanto, se você promove o Niilismo e não a hipnose ideológica você será o mais saudável possível. Não terá mais a maldita insistência em se masturbar com o humano. O Niilismo Antissocial não tem nenhuma preocupação em justificar qualquer comportamento contra alguém enquanto a Anarquia tem que responder às ideias.

Eu aceito que definitivamente sou um obsceno e depravado produto da civilização de hoje em dia, e a misantropia total, a que abalou todo idealismo, que a abominação da sociedade do ser ético, desta criança mimada, impôs sobre mim. Odeio a todos igualmente, não importa quem ou o que são. Para mim não se trata de quem “merece” morrer. Não é uma questão ética. Não preciso de justificação para algo. Desejo a morte de quem seja nesta hedionda manifestação de Cristo que resulta o mundo humano civilizado e seus carnavais artificiais. Não vejo espíritos ao meu redor, vejo parasitas limitando a minha reclamação de poder. Minha reclamação de poder que não pode ser demais com tantos parasitas ao meu redor. Isto não significa que esta dura verdade dobre a minha vontade.

Tenho um interesse específico na expansão da ação misantrópica em um sentido extra-moral. Ainda conservo a capacidade de respeitar todas as formas, o que me surpreende, mas é exatamente o modo como isso é feito e sentido o que faz dele um aspecto do poder e não do cristianismo. Assim, não no sentido de uma enraizada ideia de igualdade, mas em uma violenta afinidade espontânea de uma franca ação-reação animalística de bestas para bestas. Para alguns animais que como nós compartilhamos de forma egoísta, não comunal, com uma atitude de agressão-em-sua-cara. Alguns ganham, outros perdem, mas todos aprendem algo disso. Se algo não te destrói, provavelmente te fará mais forte. Fora da culpa e do véu hipócrita do cristianismo e elitismo de um clero espiritual dos justos. Quanto aos anarquistas, o que quer que façam está baseado fundamentalmente na mentalidade ocidental, parte das culturas políticas eclesiásticas, parte de um modo de vida normal, no sentido da conduta humana, a participação no Teatro. Permanece e permanecerá sempre humanista. Para mim, qualquer coisa que eu faça na santificada pia purulenta da cidadania é um ato de arbitrariedade egocêntrica. Pura negação. Um passo em direção aos caminhos do abismo. A abertura de uma porta em um não-caminho para a guerra, uma oportunidade de saciar minha sede, uma cuspida na cara das barreiras ético-biológicas. Não é uma fantasia de nenhum tipo de libertação. Não é um esquema do “bom”. Quem quer que observe este mundo e não o mundo dos céus saberá o que eu quero dizer. O nada total é minha sombra, não minha inimiga.

Por que eu ainda me incomodo em escrever se odeio a todo mundo? Dado que odeio até mesmo o mundo da internet que utilizo junto com seus meios de comunicação? Estou em busca de fulminar meu curso de queda no pan-óptico paleantropiano, o que será a morte, captura ou covardia. Não há outros caminhos ou soluções. A libertação do cadáver violado de Cristo não me salvará. E calar as bocas de todos aqueles que me odiaram por quem sou, porque viram em mim uma depravação e, quando abri minha boca, cuspi veneno sobre sua estreita mente. E como eu disse antes, para espalhar a ação misantrópica após algumas falácias rejeitadas. As noções básicas que foram rejeitadas e as quais meu Niilismo Misantrópico tentará a expansão de meu ego sobre elas a partir de agora são as seguintes: a chegada de cada novo ser humano sobre a arbitrariedade do caos. A noção de anarquia vs autoridade. A noção do indivíduo vs a dominação. O ego espiritual. Toda ideia sobre meu ego único e concreto. Todas as considerações éticas. A superioridade biológica da existência humana.

O que digo neste texto é um vômito que só me beneficiaria quando eu cuspi-lo. Não é uma obrigação para ninguém, nem é uma tentativa de crítica, nem um pilar para a evolução coletiva. Então, eu não dou a mínima, tudo o que importa para mim é apoiar e aprimorar minhas cumplicidades com os loucos filhos da puta dos Niilistas, que atacam a tudo porque os nossos interesses se sobrepõem acima das ideologias e/ou políticas que buscam uma utopia coletiva. Todos perseguem seus caminhos, estamos de acordo com o ataque indiscriminado, e não vou argumentar que poderei dizer qualquer outra coisa por enquanto. Todos os misantropos totais, os eco-extremistas, niilistas terroristas e outros criminosos niilistas que compreenderam que a existência humana e suas performances teatrais são uma piada. Aqueles que não negam seu ego natural e aceitam a autoridade com uma realidade natural. Também sou um daqueles que desafiam os limites ético/biológicos que foram programados em nós pela modernidade. Sou um misantropo solitário, paciente a todo momento para estripar mais e mais a outro pedaço da humanidade. Todos os demais podem seguir tentando ressuscitar o humano de sua tumba.

Falo com os animais, animais de estimação do zoológico,

Aqueles que nomearam o mundo humano,

Disseco seus pensamentos, seus sonhos,

Suas esperançadas aspirações, sua espiritualidade subjetivista.

Aspectos do que é chamado humano,

]a mentira definitiva e pilar da ética

a pedra angular do mundo humano

No zoológico os animais

se convenceram de que são humanos

e alguns deles até acreditam que são mais que isso

Que são espíritos de outro mundo

O humano os flagelou,

Tão duramente que eles se arrependeram

Então permita que os relógios da ética nos consertem!

A existência natural é tão desprezada

tanto que a mente tomou o controle.

O ego sofreu uma mutação em direção a uma massa de depravação ideológica

que consome todo o organismo

Rio cataclismicamente de sua piedade

E sua inconsciente hipocrisia.

Reciclem o espírito, meus irmãos!

Nunca deixem ele morrer, porque se morre

estamos condenados ao caos!

Para ser consumidos pela natureza.

Então deixemos que Cristo nos viole!

Deixemos que o espírito ejacule sobre nós!”

Archegonos

*Nota do Tradutor: o significa do título é algo complexo. A primeira palavra (autexousious) faz referência ao fato de atuar por vontade própria, e a segunda palavra (apanthropinization), se refere a afastar-se de todas as preocupações e considerações humanas. Portanto, a tradução poderia ser algo como: Um afastamento voluntário de todas as preocupações/considerações humanas.

Nós Juramos Vingar

Extraído de “Larga Vida Al Caos”.

Entre o trovão dos céus e a precipitação da chuva renasce a ideia iconoclasta que grita com fúria “a guerra chegou!”. Niilistas se preparam movendo-se entre as sombras, não há nada a perder porque tudo já está mais que perdido. O “sem sentido” finalmente ganhou nesta dicotomia interna entre a razão e o instinto. Assassinos, terroristas e ladrões preparam um novo ataque em nome de sua individualidade, em nome da natureza violada por séculos nas mãos do progresso antropocentrista.

Já estou entre eles, um indivíduo farto de utopias libertárias, enojado de ideias totalitárias, que vomita sua raiva através de letras, balas, dinamite e timers nas noites de vingança. Hoje a anarquia morreu dentro de mim com toda a ruína de sua moralidade e desde o seu cadáver apodrecido nasceu uma flor negra espinhosa, a flor da desesperança, mas não se enganem, não é uma desesperança cheia de melancolia vitimista, e sim preenchida de pessimismo, raiva e ódio direcionado a minha própria espécie, mas que ainda sim ganhou o meu absoluto desprezo. Sou a vingança da flora, o filho da fauna que exala a cada manhã a detestável nuvem de dióxido que preenche os meus pulmões de morte e desespero.

Repito, tome a sua paixão. Entenda que este é o momento de lançar-se sem contemplação a dar-lhe prazer a estas ideias demoníacas que ressoam no pensamento. Mate! Roube! Exploda! Esfaqueie! Dispare! Por que não fazê-lo? Se vocês não tem piedade, por que eu deveria tê-la? Os uivos acompanham as explosões, as quais soam em qualquer lugar do mundo lembrando-me, entre a noite e o silêncio, que neste caminho insano em direção ao nada não estamos sozinhos, assim como eu há seres que olham ao seu redor e sentem seu corpo tremer ao ver apenas plástico, produtos de plástico, coisas de plástico, automóveis de plástico, HUMANOS DE PLÁSTICO. Nunca nos encaixamos em seus grupos contra-culturais nem em seus espaços normativos, nem em suas fugas, muito menos em seus vícios. Sempre estivemos entre vocês sentindo-nos distantes desejando perder-nos no murmúrio do pensamento e o som leve que faz o vento ao roçar numa folha. AGORA QUE TUDO ESTÁ MORTO JURAMOS VINGAR E ASSIM FAREMOS. POR CADA BOSQUE CORTADO E TAMBÉM PELO EGOÍSMO INCENDIÁRIO QUE PREENCHE DE PLENITUDE A NOSSA VAZIA EXISTÊNCIA.

O fim não importa porque não há nenhum. Meu fim é proporcionar prazer a este asco profundo que causam e me gera uma vida de mentiras baseada em regras de terceiros e posses de arrogância, e assim será até que caia, porque dar meia volta e regressar não é uma opção, pois após ter provado a dor agradável do ataque e o “sem sentido”, fechar os olhos é impossível. Que sigam caindo os trovões que da mesma forma cairão nossos ataques sem contemplação, sem piedade, sem discriminação, sem humanidade.

Niilistas e eco-terroristas, a morte nos espera, e nós esperamos por ela, vamos a seu encontro, mas não sem antes espalhar o ódio e o desejo de caos que levamos em nosso interior.

Contra a civilização tecno-industrial e contra seus miseráveis servos simpatizantes, a guerra começou!

Sonhos Contra a Realidade

Tradução de uma interessante reflexão de um anarquista frustrado, defensor do pessimismo e crítico da pestilente era moderna. Extraído de The Cult of Infinity. Traduzido por Urucun.

Bem, ainda estou aqui. Eu tinha o objetivo de tentar escrever um post a cada semana, mas tenho aprendido que às vezes você tem que deixar projetos de lado e se conformar com isso. Quero seguir escrevendo e escrevendo, mas realmente é preciso muita energia emocional para conseguir escritos maiores. Muitas vezes me sinto frustrado por minha falta de motivação porque me pus várias metas, mesmo sabendo profundamente que estou preparado para o fracasso. Eu quero me destacar em uma coisa, e talvez isso seja escrito, quem sabe? Mas no momento eu não estou me dedicando suficientemente a isso. É sangue, suor e lágrimas e, às vezes, simplesmente eu não tenho a energia. Ocasionalmente você se sente como um disco quebrado, simplesmente respondendo aos demais. Isso não combina comigo, eu gosto de pensar por mim mesmo, e foi isso que me atraiu para a anarquia em primeiro lugar. Foi o que me forçou a continuar buscando, apesar de tantos becos sem saída.

É um momento confuso e pouco claro, e qualquer um que alegue ter respostas está enganosamente mal orientado na melhor das hipóteses, e politicamente enganado na pior. Esta é uma das coisas mais difíceis para os anarquistas concordarem. À medida que mais e mais pessoas chegam ao anarquismo através da internet temo que esta busca por respostas leve muitos a simplesmente seguir doutrinas estabelecidas escritas por anarquistas para uma outra época, já que fornecem as direções.

O que explica esta falta de imaginação? Parece muito fácil ser absorvido por todas as causas sociais e ultrajes da época, especialmente com ênfase na identidade. Estes adeptos anarquistas às noções de comunidade são risíveis, traem as suas verdadeiras ideologias enraizadas no marxismo, maoismo e outras tolices esquerdistas. Há um componente espiritual que está faltando na anarquia, e em nossas vidas. Sugiro que os anarquistas pensem sobre isso. Eu anseio o pensamento flexível e não a rígida adesão ao dogma. Temos a religiosidade sem o conhecimento do que a religião poderia realmente fornecer, algo de que certos místicos falaram. Em vez dos santos, agora temos os deuses seculares da Ciência toda-poderosa.

Não sou um anarquista que queira salvar a humanidade. A humanidade é uma das maiores causas da miséria no mundo. Ela nos distancia de viver livremente sob nossos próprios termos. Nos força a nos conformar, a nos normalizar e a nos controlar. Não permite a negatividade porque é preciso ter esperança no futuro para dar bastante valor à vida humana. Mantém a anarquia segura e atraente. E, no entanto, não há nada realmente humano na forma como estas pessoas vêem o mundo. Para eles o ser humano é obsceno. A violência é abominada apesar de fazer parte da existência do homo sapiens desde tempos imemoriais; a menos que a violência seja feita coletivamente, é denunciada.

Qual é a diferença entre alguém que mata por prazer, frustração ou vingança, e alguém que mata por ganâncias políticas? É uma estranha linha moral que algumas pessoas desenham na areia.