Buscadores da Paz

Tradução de “Seekers After Peace”.

Vocês, buscadores da paz
Vossas aventuras febris para escapar do mundo
Oh, eles não encontrarão outro mundo além deste!
E se é a paz o que estão buscando deverão encontrá-la aqui
Juntem suas forças para ficar frente ao sublime
Para ver o brilho profundo na beleza e na fealdade do mundo
Para ver e amar a esmagadora glória das coisas
E não escapar rumo à invenções
Esta é vossa única paz

Breves Reflexões de Uma Caminhada de Inverno

Tradução de um interessante e profundo texto extraído do blog The Dark Glory.

Havia peixes nos rios de Eire (Irlanda), havia animais nos seus abrigos. Criaturas selvagens, tímidas e monstruosas vagavam pelas suas planícies e montanhas. Criaturas que se viam e que se podia atravessar.” James Stephens | Contos de Fadas Irlandeses.

A floresta está encoberta pela escuridão enquanto caminho por trilhas conhecidas. Este abraço de uma calma noite de inverno, entretanto, mudou a floresta. O ar está puro e nítido, a cada respiração sinto um frio profundo em meu nariz e peito. À minha direita e esquerda estão as trevosas bordas dessa floresta negra. Acima da minha cabeça, a luz salpicada das estrelas contra o negrume da copa das árvores. Sob essa negra cobertura, numa noite amargamente fria, vive-se mais perto dos deuses. As florestas do noroeste do Pacífico são ricas em misteriosos lugares profundamente mágicos e umbrosos. São deveras assim no meio da noite, quando toda a mata está encoberta no escuro profundo de uma noite sem luar.

Meus pensamentos vagueiam até o veado, o urso, o coiote que reinam este lugar. Ouvi com alegria e reverência o chamado dos coiotes encher os céus das noites quentes de verão. Observei os veados nos campos abertos à noite, e vi com inveja como eles desapareciam no negro abraço da floresta. Andei as muito usadas trilhas que tecem os emaranhados caminhos da floresta usados pelo urso, espiando a mata a cada um dos seus passos. Nesta noite, estes seres estão em cada fenda dos galhos ou no farfalhar sombrio da vegetação rasteira. Estes são os deuses da floresta negra e eu sou apenas um peregrino no seu domínio. Eles conversam nas sombras, aparecem nos cantos sombrios da floresta, falando através do ruído das folhas durante a noite. Eles não precisam se preocupar com uma manifestação corpórea. Em cada estalo de algum ramo distante, eles estão presentes em espírito.

Mas é claro que os deuses têm muitas caras e estas criaturas são nada mais que uma fração do panteão da floresta perene. Como Tales aponta, “Todas as coisas estão cheias de deuses,” do silencioso repouso do velho cedro à letargia do plátano. E da sinfonia desta multitude surge a grandiosa beleza do todo. Dos lentos córregos às trêmulas samambaias. Do silencioso coelho e o ágil veado ao estridente uivo do coiote. Das sombras noturnas da floresta ao congelante cintilar da madrugada. Como os multi-faceados espíritos da terra.

Tal é o esplendor “trans-humano” do mundo.”

Shaughnessy

Réquiem

Tradução do escrito “Requiem” de Shaugnessy.

A velha canção do coiote nos campos distantes parece sombria em meu coração

O som dos pássaros desce das escassas árvores jovens

Notas roucas de sinfonias quebradas soando pela tarde

A luz tardia do sol dourado ainda cai sobre os destroços do mundo

Talvez para beijar o cadáver retorcido uma última vez

Tal é o triunfo comovente da modernidade

Para trocar a glória completa e incompreensível do mundo

Pelos sonhos vazios dos homens

O Espírito do Mundo

Montanha, pico, beleza, himalaia, nuvens, sol, divindade, deuses, deus, luz, foto,

O Espírito do Mundo

O espírito antigo do mundo não é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó

É o silencioso esplendor do sol dourado

E a violência dos céus naquelas velhas tempestades sobre as colinas onduladas

É o jovem crescimento da primavera, um festejo para o cervo do inverno

E as ensanguentadas mandíbulas do lobo feroz

Formoso e selvagem

A glória divina do mundo, o fluxo de seu poder sublime

Escrito “The World Spirit”, de Shaughnessy.